Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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06/01/2026

Crónica da passagem de um governo (31b)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
(Continuação de 31a)

Chocará a Estratégia Digital Nacional com a realidade? O escuteiro e a velhinha

O Dr. Gonçalo Matias anunciou mais um grandioso Plano de Ação 2026-27 da Estratégia Nacional Digital onde serão “investidos” uns mil milhões de euros em 3 eixos de incrementação das competências tecnológicas que abrangerá três milhões de pessoas.

Aguardo com ansiedade, receando que a este grandioso plano se aplique a parábola da velhinha, parada no passeio e atravessada contra vontade para o outro lado da rua, que terá dito ao escuteiro, ansioso por fazer uma boa acção, que queria continuar do mesmo lado.

O governo AD também tem uma autoestrada mexicana para o investimento público

Para não me repetir, encaminho-vos para o post Investimento público, a autoestrada mexicana do PS onde desmonto o expediente que os governos do Dr. Costa adoptaram, expediente que parece estar a inspirar o governo do Dr. Montenegro.

(Fonte)

Como o gráfico acima mostra, desde 2016, a execução pela Administração Central tem sido sistematicamente inferior a 80% e abaixo da execução pela Administração Local.

Para 2025 o governo AD orçamentou um investimento 21,5% superior ao de 2024 e até ao final de Outubro executou apenas metade do total previsto para o ano e em oito dos domínios executou menos de um terço.

Boa Nova da dívida pública, seguida de choque com a realidade

A dívida pública bruta diminuiu 1,9 mil milhões em Novembro para 281,4 mil milhões pela amortização de dívida de curto prazo.

(Fonte)

Seria uma Boa Nova se a dívida pública líquida de depósitos bancários e outros activos (que é a dívida que realmente interessa) tivesse diminuído igualmente. Pelo contrário, a dívida líquida aumentou de 257,6 em Janeiro para 258,9 mil milhões em Novembro.

2 comentários:

Luís Lavoura disse...

No primeiro parágrafo do post Pertinente critica o Governo por tencionar fazer um investimento. No segundo parágrafo critica-o por não ter feito suficiente investimento.

Impertinente disse...

No primeiro parágrafo não se critica o governo por tencionar fazer um investimento. Ironiza-se sobre o pensamento milagroso que está subjacente ao duvidoso retorno deste investimento em concreto.
No segundo parágrafo não se critica o governo por não ter feito suficiente investimento.
Critica-se este governo e os governos do PS por usarem o expediente de anunciarem no OE para fins de propaganda investimentos que não são executados.
NOTA: A frequência do (Im)pertinências requer um modicum de sentido de humor.