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27/01/2026

A democracia não está em perigo. É a inteligência que está em perigo

Este post pode ser lido como sequela de O inimigo do meu inimigo não é necessariamente meu amigo e
O estatismo populista e o estatismo socialista partilham o estatismo.

Nos dois diagramas seguintes estão representadas os resultados das respostas deste vosso escriba ao Votómetro Presidenciais 2026 do Observador, respostas que constituem um exemplo de como uma criatura pode estar praticamente equidistante dos dois candidatos em relação aos temas escolhidos, não se identificando com nenhum deles. O quid reside em quais os temas em que essa criatura está mais próxima ou afastada dos referenciais dos dois candidatos, algo quase impossível de compreender por uma mente unidimensional.


A democracia, por agora, não está em perigo. É a inteligência que está em perigo, disse sagazmente Manuel João Vieira, talvez lembrando-se do general Millán-Astray a gritar a Miguel de Unamuno "¡Muera la inteligencia! ¡Viva la muerte!

Não está em perigo a inteligência do Doutor Ventura, que é "esperto que nem um figo" ou “fino como o alho”, mas a inteligência dos seus seguidores, que o "líder da direita" (se ele é isso, eu sou o Clark Kent) insulta, excitando a amígdala e entorpecendo o neocórtex com seu discurso primário e inflamado.

4 comentários:

Luís Lavoura disse...

Os meus resultados deram muito semelhantes aos de Impertinente: 53 versus 48 e apenas um poucochinho mais à esquerda na economia.

Afonso de Portugal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Afonso de Portugal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Afonso de Portugal disse...

Mais uma posta arrogante em que se insulta os adversários em vez de se endereçar as preocupações legítimas daqueles que votam no Doutor André Ventura.

Infelizmente para o (Im)Pertinente, a superioridade intelectual não se mede através do resultado de "votómetros". Ela mede-se através da capacidade concreta de resolver problemas, algo que os adversários do Doutor Ventura, tanto do PS como do PSD, se têm mostrado absolutamente incapazes de demonstrar.

Isto não quer dizer, evidentemente, que o Doutor Ventura seja melhor do que os adversários. Mas o simples facto de apontar os problemas que os seus adversários se recusam a reconhecer torna-o VASTAMENTE preferível a eles, em termos eleitorais.

Não é sequer concebível que o (Im)Pertinente não seja capaz de entender isto, sobretudo porque já lho explicaram milhentas vezes. Pelo que, se aqui alguém insulta a inteligência dos outros, esse alguém não é André Ventura, mas sim o (Im)Pertinente.