Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

06/12/2020

Ser de esquerda é... (12)

... indignar-se e manifestar-se porque em Minneapolis, a 7 mil km de distância, um polícia americano assassinou o negro George Floyd (condenado em 2009 a 5 anos de prisão por assalto à mão armada ) que comprou cigarros usando uma nota falsa e parecia descontrolado (a autópsia revelou fentanil e metanfetamina).

... e ficar indiferente perante o assassinato por tortura no Aeroporto da Portela do ucraniano Ihor Homenyuk por doze inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, e permanecer silencioso perante a passividade do ministro e do governo.

Outros "Ser de esquerda é..."

CASE STUDY: Um imenso Portugal (57) - Estarão os populismos brasileiros a esvaziar-se?

[Outros imensos Portugais]

Partidos com mais prefeitos (fonte) 

A segunda volta das eleições municipais brasileiras confirmou no fim de semana passado a vantagem do centro-direita e da direita, apesar de perdas significativas do MDB e do PSDB (ver quadro seguinte). Nenhum candidato apoiado por Jair Bolsonaro foi eleito.

Partidos com maiores ganhos e partidos com maiores perdas (fonte)

Em relação às eleições anteriores, os partidos do centro-direita, com excepção do MDB e do PSDB, tiveram os maiores ganhos. As maiores perdas na esquerda foram do PSB e do PT que não conseguiu vencer em nenhuma capital de estado. O Partido Comunista Brasileiro perdeu o único vereador que tinha.

05/12/2020

Pro memoria (407) - Eduardo Lourenço, um português desalinhado

«Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo. A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranoia, exibição trágica, não aquela desinibida que é característica de sociedades em que o abismo entre o que se é e o que se deve parecer não atinge o grau patológico que existe entre nós».
Eduardo Lourenço, um dos poucos que compreendeu e teve a coragem de dissecar a "alma" portuguesa moldada por elites merdosas que fingem venerar o povo para darem graxa a si próprias

O Dr. Costa que se cuide. Se os seus aliados comunistas o virem como um obstáculo à revolução poderá acabar encostado ao paredão

O Dr. Costa que condena acordos com o Chega, «um partido da direita xenófoba», faz acordos com um partido onde no seu XXI Congresso o dirigente Albano Nunes, membro da comissão central de controlo, faz um discurso onde mostra o apego do seu partido à democracia:  

«Mas o capitalismo não cai por si, tem de ser derrubado pela força. Também aqui a prática confirma as grandes teses do marxismo-leninismo relativas à revolução, à teoria da luta de classes, ao papel das massas e da sua luta como motor da revolução, à missão histórica da classe operária, à necessidade do partido de novo tipo, ao Estado como questão central de cada revolução, à socialização dos grandes meios de produção, ao internacionalismo proletário. A história do movimento comunista e revolucionário internacional mostra que é na aplicação viva e criadora dos princípios fundamentais do marxismo-leninismo que se fortalecem os partidos comunistas e que, pelo contrário, o afastamento deles tal como a sua consideração dogmática, conduz à degenerescência e à derrota.»

04/12/2020

Títulos inspirados (90) - Semanário de reverência, uma longa experiência a fazer títulos

ARTIGO DEFUNTO: Um swap sobre os factos (2)

Jornal de Negócios

A "notícia" acima tenta induzir nos leitores distraídos e mal informados que Maria Luís Albuquerque, ministra das Finanças do governo de Passos Coelho, é responsável pelos 1,5 mil milhões. É uma espécie de reedição de uma outra de há quatro anos com o título que, escrevi então, é um excelente exemplo de como o jornalismo de causas manipula a opinião pública: «Maria Luís derrotada. Portugal condenado a pagar 1,8 mil milhões ao Santander». 

Republicando o que então escrevi, literalmente aplicável neste caso:

O que tem Maria Luís a ver com o assunto? Citando João Vieira Pereira via (Im)pertinências de há quase sete anos:

«As empresas públicas reclassificadas (aquelas que passaram a ter de consolidar as suas contas com o Estado como a RTP ou o Metro de Lisboa) fizeram 88 operações com swaps que acabaram por ser reestruturadas pelo menos 128 vezes. Estes contratos tiveram o seu expoente máximo durante o governo de José Sócrates e eram feitos para cobrir o risco das taxas de juros. Como recebiam milhões no início do contrato ajudavam as contas das empresas públicas no ano em que eram feitos. O crime (receber logo e pagar depois) foi perpetuado na altura, não agora.»

O que tem afinal Maria Luís a ver com os swaps? Renegociou uns e contestou outros, tentando mitigar a factura deixada pelo governo socialista resultante de operações de fixação das taxas de juro que se revelaram inúteis porque os juros desceram em vez de aumentarem. O título concordante com os factos seria: «Portugal condenado a pagar 1,8 mil milhões ao Santander pelos swaps negociados pelo governo de José Sócrates».

Quem queira aprofundar o assunto pode ler uma quinzena de posts sob a etiqueta swap.

É mais um exemplo de como no modelo negócio do PS e em particular do Dr. Costa há dois componentes essenciais: uma freguesia eleitoral composta essencialmente pelos dependentes do Estado (o Partido do Estado de que falava Medina Carreira) e uma imprensa servil e incompetente.

03/12/2020

Ser de esquerda é... (11)

... ser uma candidata presidencial impante de zelo e superioridade moral, acusar que «há vacinas, mas reservadas p/certas pessoas de certas empresas, q as compraram» e, sem um sobressalto de consciência e nem um pingo de vergonha, «tomar vacina c/ gripe, trazida por amiga de França».

Vacinas? É melhor esperarmos deitados (2)

Continuação de (1) 

Prometeu a Dr.ª Temido enquanto trauteava A Internacional que a vacina estaria disponível em Janeiro e, confrontada com o risco de Portugal não estar preparado para a administrar maciçamente, garantiu que esse risco é «zero». Para quem está a falhar na distribuição da vacina contra a gripe comum, que se faz há anos, é muito atrevimento fazer afirmações deste calibre.

Para aferirmos o grau de incompetência e irresponsabilidade da equipa que gere o SNS que essa displicência da ministra mostra, vejamos o que se passa nos EUA, um país que tem a medicina mais avançada do mundo e cujas farmacêuticas estão directamente envolvidas nas vacinas mais promissores e em duas cuja distribuição já tem data marcada.  

«A logística de vacinar mais de 300 milhões de americanos seria assustadora com qualquer vacina. Mas a Pfizer será “extremamente desafiadora”, diz Claire Hannan, da Association of Immunization Managers. “Não é nada como vimos antes”, diz ela. A vacina deve ser armazenada a -70 ° C, que é a temperatura em ultracongeladores raramente encontrada fora de laboratórios de pesquisa e grandes centros médicos. Para lidar com isso, a Pfizer estará distribuindo a vacina em “thermal shippers”, contentores especiais embalados com gelo seco projetados para conter entre cerca de 1.000 e 5.000 doses. (Agora está a ser projetada uma versão menor para facilitar a distribuição.) Mas o gelo seco deve ser reabastecido regularmente, o recipiente pode ser aberto apenas duas vezes ao dia e, uma vez retirada, a vacina permanece em uma geladeira comum por apenas cinco dias. Quando estiver pronto para administrar.

As pessoas que manuseiam a vacina Pfizer precisarão de treinamento extensivo, diz a Sra. Hannan. “Isso não é algo onde você pode assistir ao vídeo e então você está pronto para começar.” Ela teme que esses novos procedimentos cheguem em um momento em que os hospitais e seus funcionários estão sobrecarregados e exaustos pela enxurrada de pacientes. Por causa de todas as complexidades envolvidas, uma boa quantidade dos primeiros suprimentos de vacina da Pfizer pode deteriorar-se.

A vacina da Moderna está mais de acordo com o que os vacinadores já estão acostumados. Deve ser conservada a -20 ° C, temperatura dos frigoríficos convencionais de farmácia, conservado em geladeira comum por 30 dias, vem em embalagens de 100 doses e não necessita diluição. Esta vacina, se aprovada, seria entregue pela McKesson, um distribuidor médico que já distribui vacinas em todo o país.

Onde quer que as vacinas cheguem, os suprimentos para as vacinas devem chegar ao mesmo tempo. Eles serão distribuídos pela McKesson em embalagens pré-montadas de seringas, lenços humedecidos com álcool, luvas e outros itens necessários para cada injecção de covid-19. A Operação Warp Speed ​​tem estado a armazenar desde o verão - para evitar uma repetição do fiasco com equipamentos de protecção individual para profissionais de saúde na primavera, quando as autoridades estaduais e federais competiam entre si em uma corrida louca pelos escassos suprimentos globais.

Atualmente, os Estados e o Departamento de Defesa, que lidera a logística de distribuição da vacina, estão focados na preparação da vacina da Pfizer. As autoridades estaduais têm registrado provedores de vacinação, elaborando listas de profissionais de saúde e outros que precisam ser vacinados primeiro e criando sistemas para manter o controle das vacinas. Eles apenas começaram a fazer “ensaios clínicos”, colocando pedidos de vacinas e seringas no sistema nacional e praticando o que farão com os remetentes térmicos da Pfizer (que, por enquanto, chegam com frascos vazios). 

(...)

Esse tipo de trabalho de base, treinamento e campanha é caro. A Association of Immunisation Managers estima que, ao todo, as autoridades estaduais e locais precisarão de US $ 8,4 mil milhões. O CDC estima o total em cerca de US $ 6 mil milhões.» 

Estais a ver o governo do Dr. Costa, que nem as estatísticas da Covid consegue acertar, a administrar as vacinas em Janeiro com risco zero?

02/12/2020

Mitos (308) - Os amantes dos animais não são necessariamente melhores pessoas

 «"A nossa exigência é que, de uma vez por todas, se ponha fim à exploração animal. Ainda nos encontramos num deserto de brutalidade e também de sadismo. A vivissecção deve ser vista como uma atividade criminosa." Essas palavras, que tão facilmente poderiam vir da literatura da Animal Liberation Front (ALF), ou mesmo de qualquer uma das dezenas de organizações que hoje se opõem ao uso de animais para pesquisas médicas, vêm de um documento emitido pelo Partido Nazista em 1933. Adolf Hitler, além de ser um vegetariano dedicado e apaixonado por cães, se opôs ao uso de animais para experimentos e Goering proibiu a vivissecção na Prússia em agosto de 1933, ordenando que "pessoas que realizar vivissecções em animais serão deportados para campos de concentração ”.

Os amantes dos animais frequentemente acabam odiando as pessoas. É uma associação psicológica que conecta terroristas animais contemporâneos como a ALF a seus antepassados na Alemanha de Hitler. Os nazistas insistiram que a ideia de que os animais não tinham direitos era uma "tradição judaica". Em vez de usar animais, eles preferiram realizar experimentos em homens, mulheres e crianças vivos e não anestesiados. O sentimento continua vivo na Alemanha de hoje, onde um grupo de extrema direita usa o slogan: "Fim dos experimentos com animais! Use os turcos." A superioridade moral de fazer experiências com pessoas não é universalmente aceita dentro da ALF britânica, embora a posição seja um desenvolvimento lógico da visão, expressa pelo assessor de imprensa da ALF, de que "a única violência que condenamos é a violência contra animais".

Ainda assim, como este jornal noticia hoje, a ALF certamente concorda com Goering sobre a necessidade de se livrar dos vivisseccionistas. Os membros frequentemente afirmam que gostariam que "todos os vivisseccionistas morressem" e eles bombardearam carros e enviaram cartas-bomba para tentar garantir que alguns deles morressem. Como parte da campanha atual, eles deixam mensagens nas secretárias eletrônicas de pessoas conhecidas por fazer experiências em animais, dizendo: "Espero que você morra de câncer e sua esposa e filhos morram de câncer também" ou "Você deveria ter sido abortado como um feto. "

A decisão da ALF de visar estabelecimentos que usam animais em pesquisas médicas, em vez de fazendas e matadouros, não faz sentido, dado seu objetivo proclamado de reduzir o sofrimento animal: 800 milhões de animais são mortos na Grã-Bretanha anualmente para alimentação, em comparação com os 2,6 milhões usados ​​para pesquisa médica - todos os quais vivem e morrem em condições muito melhores do que os animais que comemos. Mas a campanha da ALF foi notavelmente bem-sucedida: obrigou ao fechamento de pelo menos duas empresas que criavam animais para uso em experimentos de laboratório e quase precipitou o fechamento do Huntingdon Life Sciences, um dos maiores centros de pesquisa médica.

Como todos os grupos terroristas de sucesso, a ALF depende do apoio de milhares de pessoas que comparecem às manifestações e, acima de tudo, doam dinheiro. Dada a maldade manifesta da organização, por que tantos a apoiam? A resposta é que a maioria deles não sabe que é a ALF que está apoiando. A ALF conhece seu amante dos animais: poucos que jogariam um quilo na lata para uma organização que promete acabar com a crueldade contra os animais dariam a qualquer coisa que tivesse a palavra "Frente" em seu nome. Portanto, a ALF muda seu nome para se adequar à ocasião. No momento, os protestos fora de Huntingdon Life Sciences estão sendo organizados por um grupo que se autodenomina Stop Huntingdon Animal Cruelty, que está conectado diretamente à ALF.
»



Deveria ser claro que se amar os animais não faz de nós necessariamente melhores pessoas, não amar os animais não faz de nós necessariamente piores pessoas. Como dizia o mesmo avô, simplesmente o cu não tem a ver com as calças.

01/12/2020

"Eleições faz de conta" mostram várias coisas...

TSF

... mostram os eleitores a preferirem o original à cópia, mostram as consequências indesejadas dos delírios da esquerdalhada com o fássismo e mostram o declínio lento e o declínio rápido a caminho da irrelevância.

30/11/2020

Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (61) - Em tempo de vírus (XXXVIII)

Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias

A família socialista é grande e os lugares são poucos

O Dr. Santos Silva, ministro dos NE, parece gostar ainda mais de ajudar a família socialista do que malhar na direita. Segundo o jornal SOL tem estado a nomear para Bruxelas e as embaixadas filhos de figuras socialistas, como Silva Pereira e Lacerda Machado, incluindo uma filha do tudólogo Sousa Tavares, da família por afinidade.

Não consta que o Paddy da Web Summit seja da família, ainda assim, ele é tratado como se fosse. As cláusulas do contrato que permitiriam por força das contingências da pandemia reduzir o pagamento de 11 milhões à empresa do Paddy não foram invocadas. O Dr. Medina que usa a câmara de Lisboa como a rampa de lançamento do PS, que para isso serve pelo menos desde Sampaio, deve ter fica receoso do evento mediático emigrar para outras paragens - o Paddy já anunciou que a Web Summit terá em 2022 uma versão tropical no Brasil.

Temos estes princípios. Se não gostarem temos outros

Como aqui se lembra, «no espaço de um mês, então, António Costa apontou a ruína económica do país como um tempo de aprendizagem linguística, descartou a democracia parlamentar em defesa de um fundo abutre norte-americano e negociou um Orçamento do Estado com a abstenção do Partido Comunista. Como é capaz de tamanho contorcionismo sem lesões morais ou físicas é, para mim, um enigma. Mas talvez a proeza tenha mais que ver com a natureza da plateia do que com as capacidades do artista.»

Caro Sebastião Bugalho, não desvalorize as comprovadas capacidades plásticas do artista.

Não há vida para além do orçamento

Com a indispensável ajuda da abstenção comunista, paga com o nihil obstat ao congresso, lá foi aprovado o OE2021 depois de votadas mais de mil propostas de alteração, entre elas a «criação de grupo de trabalho para melhoramento do acesso no setor público à Procriação Medicamente Assistida», que foi uma fatia do queijo limiano do Dr. Costa em paga do voto da ex-deputada do PAN.

Dando razão ao adágio que socialistas (e comunistas) nunca assumem a responsabilidade por coisa nenhuma, o Dr. Leão teve uma saída de sendeiro e culpou o PSD pelas coligações negativas que custaram mais de 20 milhões o que, se fosse verdade, seria ridículo porque representaria menos de 0,02% dos 100 mil milhões da despesa orçamentada.

29/11/2020

CASE STUDY: Os erros do passado geram erros no futuro. O fecho da central de Sines é uma sequela das políticas socialistas da energia

«A central a carvão de Sines é a maior e a mais eficiente da Península Ibérica.

Com o custo atual do carvão no mercado internacional, a central de Sines está em condições de produzir eletricidade a menos de 40 euros/MWh.

Mesmo com as taxas de carbono agora aplicadas pelo Governo português, e os novos impostos sobre o carvão, o custo desta eletricidade fica muitíssimo abaixo dos 380 euros/MWh que os consumidores portugueses estão condenados a pagar até 2028 pelos 600 MW de potências fotovoltaicas intermitentes a quem o Governo Sócrates concedeu umas simpáticas FIT – feed-in tariffs.

Assim, é extraordinário que a proprietária desta central, que é a EDP, pretenda encerrá-la já em 2021, e conte para isso com o apoio entusiástico do ministro do Ambiente, Matos Fernandes, e do secretário de Estado da Energia, João Galamba.

Só que as razões pelas quais a EDP quer encerrar Sines, e assim deitar ao lixo centenas de milhões de euros, não têm nada a ver com a competitividade em mercado da respetiva eletricidade.

A EDP quer fechar a central de Sines porque esta tem de enfrentar as FIT concedidas pelo Governo Sócrates a 7000 MW de potências elétricas intermitentes, eólicas e fotovoltaicas, e que têm a capacidade legal de a expulsar do mercado.

Sim, a eletricidade produzida a menos de 40 euros/MWh pode ser expulsa do mercado para o consumidor ser obrigado a pagar 380 euros/MWh de eletricidade produzida através duma FIT duma central fotovoltaica!»

Continue a ler «Da central de Sines ao hidrogénio: um atentado à economia de Portugal» de Clemente Pedro Nunes, professor do IST e especialista em energia, a quem o analfabeto Galamba, em tempos valet de chambre do animal feroz, apelidou de «aldrabão» 

28/11/2020

Ser de esquerda é... (11)

 ... considerar que se um preto, a quem um país com 98% de brancos concedeu a nacionalidade, proclamar «nós temos é que matar o homem branco como sugeria o Fanon. O homem branco que nos trouxe até aqui tem de ser morto (...)  é preciso matar o homem branco, assassino, colonial e racista» isso é uma linguagem simbólica e aceitável, ou mesmo recomendável, e se um branco disser que um preto que faz essa proclamação insulta quem lhe deu abrigo e lhe deve ser retirada a nacionalidade, reenviando-o para o seu país natal onde pode contribuir para fazer sair os outros pretos da miséria a que as suas elites pretas os conduziram, isso é rácismo.

Nota: Em linguagem não contaminada, um indivíduo branco designar como "preto" um indivíduo preto é precisamente o equivalente a um indivíduo preto designar como "branco" um indivíduo branco.

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Podia estar a referir-se aos berloquistas e ao papagaio-mór do reino. E talvez esteja

«Isso é a legião dos fanáticos que estão certos de serem proprietários da verdade e de encarnarem as forças do Bem – o Bem, por si só, não procura compromisso com o Mal; o Bem procura extinguir o Mal. Os fanáticos, que por definição se sentem investidos de certezas e de verdades absolutas e luminosas, travam um combate sem regras contra as pessoas que têm uma maneira diferente de ver as coisas. Não é um exclusivo português nem seremos o país mais afetado por este fundamentalismo. A sociedade está hoje abaulada por vários fundamentalismos: com os animais, com a educação cívica – apareceu logo gente disposta a rasgar as vestes para defender os valores republicanos, achando que a educação cívica tem algum préstimo no que aos valores democráticos e republicanos diz respeito. Há sempre um pelotão de fanáticos a patrulhar as ruas, as consciências, a lei e as redes sociais. É assim.

(...) mas um político não é eleito para fazer macaquices para a plateia. Se o objetivo de um político é o de colher aplauso unânime então rendeu-se e está a trair o seu mandato. Um político eleito – sobretudo um deputado, mas não só – que viva para o aplauso e para adular os eleitores, e que só pense nisso e que só trabalhe para isso, traiu o seu mandato, as instituições e a República. É apenas uma pessoa que tem um desvio qualquer de personalidade, com uma insegurança e uma necessidade absoluta de aplauso. Não foi para isso que a República foi instituída.»

Sérgio Sousa Pinto em entrevista ao Jornal Económico

27/11/2020

De pé, ó vítimas da fome! De pé, famélicos da terra! Como o capitalismo salvou da fome vítimas do comunismo

O título deste post cita os dois primeiros versos de A Internacional, o hino comunista que a ministra da Saúde, ou do SNS que seria um rótulo mais apropriado, confessou trautear quando está ansiosa. Dado o estado do SNS, há razões para acreditar que a Dr.ª Temido trauteie o hino pelo menos um par de horas por dia.

Talvez não pareça, mas a referência àqueles dois versos ocorre naturalmente quando se sabe do episódio esquecido dos anos 20 da revolução russa relatado por Douglas Smith em «The Russian Job: The Forgotten Story of How America Saved the Soviet Union from Ruin».

«Já devastada por guerras e revoluções, em 1920-22 a Rússia foi atingida por secas e enfrentou uma das piores fomes de todos os tempos na Europa. Foi parcialmente auto-induzida: aterrorizados pelo Exército Vermelho e ameaçados com requisições e execuções, os camponeses russos reduziram drasticamente as terras cultivadas, semeando o mínimo necessário para sua própria sobrevivência.

Consciente de que comida significava poder, Vladimir Lenine abandonou o comunismo de guerra em favor de uma nova política económica que substituiu a requisição por impostos e fez algumas concessões ao capitalismo. Mas era tarde demais. No final de 1921, o vasto território ao longo do Volga sucumbiu à fome e ao canibalismo.

Tendo chegado ao poder com a promessa de fornecer pão e acabar com a guerra, os bolcheviques enfrentaram a perspectiva de serem varridos pela fome. Incapazes de alimentar seu próprio povo, os líderes da revolução proletária voltaram-se para o Ocidente em busca de ajuda. Maxim Gorky, um escritor bolchevique que outrora demonizou o capitalismo americano, apelou a “todo o povo europeu e americano honesto” para “dar pão e remédios”.

Vítimas do comunismo de joelhos e com fome
O apelo atingiu Herbert Hoover, principal fundador da American Relief Administration (ARA). O futuro presidente respondeu não por simpatia pela "tirania assassina" do regime bolchevique, mas pela fé na missão - e capacidade - da América de melhorar o mundo. Se as crianças estavam morrendo de fome, a América era obrigada a aliviar seu sofrimento. “Devemos fazer alguma distinção entre o povo russo e o grupo que tomou o governo”, argumentou Hoover.

A insistência da ARA em ter uma autonomia completa deixou o governo soviético suspeito, assim como a sua promessa de ajudar sem levar em conta "raça, credo ou status social". Afinal, o regime liquidou classes inteiras de cidadãos e nacionalizou não apenas a propriedade privada, mas a vida humana. Ainda assim, dada a escolha entre perder a face ou perder o país, os bolcheviques aceitaram as condições da ARA - enquanto colocavam a operação sob vigilância da polícia secreta.

O livro de Smith não é uma história política, entretanto. É principalmente uma reconstrução das vidas daqueles homens da ARA, muitos deles com histórico militar, que por mais de dois anos e meio assumiram as funções do governo civil na Rússia, alimentando cerca de 10 milhões de pessoas. Na região do Volga, onde os moradores eram levados pela fome a ferver e comer carne humana, a ARA organizou cozinhas e transporte, distribuiu alimentos e reconstruiu hospitais.

A miséria que encontraram na Rússia deixou-os nervosos ao ponto de entrar em colapso e desespero, mas também deu significado às suas carreiras. “É apenas prestando serviço que se pode ser feliz” , escreveu um oficial da ARA. “A ajuda dada pelos americanos nunca pode ser esquecida, e a história de sua gloriosa façanha será contada pelos avós aos seus netos”, disseram-lhes russos gratos.

No entanto, a duplicidade e paranóia do governo soviético assombrou a operação da ARA até o fim. Enquanto os líderes bolcheviques publicamente cobriam os americanos com elogios e agradecimentos, a polícia secreta instruiu as autoridades locais: "Sob nenhuma circunstância haverá grandes demonstrações ou expressões de gratidão feitas em nome do povo." Assim que o trabalho russo foi concluído, as autoridades começaram a apagar toda a memória da ajuda americana.

A edição da Grande Enciclopédia Soviética de 1950 descreveu a ARA como uma frente “para atividades de espionagem e destruição e para apoiar elementos contra-revolucionários”. Os livros didáticos russos modernos mal mencionam o episódio.»

26/11/2020

Dúvidas (294) - Porque se assanha o jornalismo de causas contra a Suécia?

Títulos de algumas das muitas notícias alarmistas recentes sobre a pandemia na Suécia.
Na verdade, como o gráfico seguinte mostra a mortalidade por Covid na Suécia é até das mais moderadas. 

Nos cornos da covid

No fim do dia, o mais importante não é a mortalidade por Covid mas o excesso de mortalidade em relação à média (por exemplo dos últimos 5 anos) que revela a eficácia dos sistemas de saúde, uma vez que é possível manter artificialmente baixa a mortalidade por Covid enquanto o sistema de saúde colapsa, como é o caso português.

Excess mortality during the Coronavirus pandemic (COVID-19)

O segundo diagrama compara esse excesso de mortalidade e, como se pode ver, desde Junho o excesso da Suécia é muito menor do que o de Portugal. 

Então porque se assanha o jornalismo de causas português contra a Suécia? A explicação mais óbvia é que, sendo o jornalismo de causas português esmagadoramente de esquerda, a esquerda aprecia pouco um Estado liberal que respeita a liberdade individual que tem inspirado as medidas do governo sueco contra a pandemia.

25/11/2020

O melhor piloto de F1 ou um cavaleiro sem cavalo é um peão


Os títulos dos jornais são encomiásticos e o desempenho de Lewis Hamilton é considerado superlativo. Será mesmo? Afinal a Fórmula 1 já se corre há 70 anos e no passado houve pilotos como Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stewart, Alain Prost e outros. E também não podemos ignorar que o piloto é só um componente do sistema, porventura o mais importante, ainda assim, apenas um componente.

Ao pensar nisso, lembrei-me de ter lido há algum tempo o resultado de uma análise estatística dos dados históricos dos Grandes Prémios desde 1950 para estimar a importância relativa do carro e do condutor para o sucesso, usando um modelo matemático, baseado num estudo de Andrew Bell, da Universidade de Sheffield, que converte ordens de chegada em pontos e ajusta essas pontuações com vários factores incluindo o desempenho anterior de outros pilotos na corrida. Em seguida, divide os pontos entre o carro/equipa, os pilotos e todos os outros factores. O diagrama que sintetiza as conclusões mostra que a partir dos anos noventa os carros/equipas tendem a ter mais importância nos resultados, nomeadamente nos seis últimos anos em que a Mercedes se superiorizou claramente a todos as outras escuderias.

Engineers, not racers, are the true drivers of success in motor sport

Corrigida a pontuação com o referido método, o ranking dos pilotos é completamente diferente e no topo lá temos os velhos Fangio, Clark e Prost, e o "fenómeno" desceu para um menos fulgurante sexto lugar.

24/11/2020

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay

Antes de ir às bruxas, deixem-me dizer-vos que, no meu entender, é perfeitamente legítimo que os empresários e as empresas procurem influenciar as decisões de compra dos seus clientes, sejam eles consumidores, outras empresas ou mesmo o Estado. Os processos de influência é que podem ilegítimos ou mesmo ilegais e frequentemente são-no. Um dos remédios que costuma ser usado nos países menos corruptos é a transparência, por exemplo tornando legal e regulando o lobbying.

Se até num concursozeco a tentação para fintar as regras é grande, imagine-se num negócio que pode envolver facilmente a nível planetário centenas de milhões de euros, mais do que o PIB português - é só fazer as contas, como o Guterres, mais de 7 mil milhões de humanos a multiplicar por umas dezenas de euros que será o mínimo que custará uma vacina para o SARS-COV-2. 

Neste contexto como interpretar as seguintes notícias recentes?

Trump’s Vaccine Chief Has Vast Ties to Drug Industry, Posing Possible Conflicts

US vaccine tsar calls on White House to allow contact with Biden

PR firm hired by UK vaccine tsar linked to Dominic Cummings’ father-in-law 

[Não por acaso estas notícias são provenientes de países onde o quarto poder costuma ter independência em relação aos outros poderes.]

E, por falar em influenciar, devemos acreditar que, desta vez, não está a acontecer a promiscuidade vulgar entre negócios, partidos e aparelho de Estado? Sem falar da campanha permanente nos mídia ampliando e distorcendo os riscos e os efeitos da pandemia, que isso talvez possamos levar à conta do instinto do jornalismo esquerdóide tender a promover qualquer causa que possa justificar uma maior intervenção do Estado.

23/11/2020

Crónica da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa (60) - Em tempo de vírus (XXXVII)

Avarias da geringonça e do país seguidas de asfixias

O socialismo não foi possível num só país. Será possível numa só cidade?

A semana passada foi de grande afirmação socialista do Dr. Medina, o sucessor preferido pelo Dr. Costa. Na entrevista ao programa Vichyssoise (um grande nome) da Rádio Observador, o Dr. Medina fez duas pesadas ameaças: (1) ilegalização do Chega, contribuindo assim para a promoção do Dr. Ventura, que esfregou as mãos de contente; (2) lançar uma alternativa à UberEats, com o que conseguiria uma de duas coisas, a alegria da UberEats ou a tristeza dos contribuintes que terão de pagar a factura, ou ambas.

Contudo, o Dr. Medina não faz só ameaças. Ele cumpre-as. Por exemplo a Web Summit a propósito da qual irão ser pagos 11 milhões de euros para o Paddy cobrar as inscrições pela módica quantia variando de 219 a 999 euros para um evento virtual sem nenhum impacto na hotelaria e na restauração.

Investimento público, a autoestrada mexicana do PS

Como se pode ler aqui, a estória da autoestrada mexicana é um caso de redução de três faixas estreitas para duas faixas, anunciada como aumento de 50% da largura de cada faixa com apenas redução um terço do seu número, seguida da reposição das três faixas, anunciada como um aumento de 50% do seu número.

Desta vez foi o anúncio pelo Dr. Leão do crescimento homólogo de 36,5% até Outubro do investimento público. E porquê este crescimento milagroso? Ora, porque o crescimento realizado o ano passado foi inferior ao orçamentado e o investimento público «estimado para 2020 é metade do realizado em 2010».

«Estamos preparados»

Depois de 100 mil frascos do antiviral remdesivir comprados por 35 milhões de euros, ficámos a saber que o seu uso foi desaconselhado por peritos da OMS.

Como que a explicar porque razão o excesso de mortalidade em relação à média é três vezes maior do que a mortalidade por Covid, os hospitais de Santa Maria e Pulido Valente anunciaram a suspensão as «atividades não urgentes e não prioritárias» incluindo as cirurgias. E, por falar em excesso de mortalidade, que desde o início da pandemia é de quase 9 mil mortos, quase mais 6 mil do que a média morreram em casa. Guess why.

Quanto à app Stayaway Covid que o Dr. Costa queria tornar obrigatória, na última contagem dos 185 mil infectados, os médicos criaram 9 mil códigos e deste 1.651 foram inseridos pelos "utentes".

O Dr. Centeno do BdP é o que foi o Ronaldo das Finanças?

De uma vez cumprimentou-se pelo seu «trabalho de casa feito», de outra vez ameaçou que «os níveis de dívida tornam proibitivas intervenções massivas nos apoios sociais e à economia», o que, sendo verdade, passa ao lado dele próprio ser um dos maiores responsáveis por esses níveis ao dar prioridade à compra de votos dos funcionários públicos (35 horas, reposições, etc.) em alternativa a reduzir a dívida. Também avisou o governo e em particular o Dr. Pedro Nuno Santos com a sua TAP e a sua CP e o Dr. Galamba com os seus hidrogénios que «devemos evitar a todo o custo apoiar projetos empresariais inviáveis».

A difícil convivência do socialismo com a aritmética

O Dr. Costa dá o exemplo, garantindo que 68% dos contágios são no ambiente familiar quando se concluiu que em mais de 80% dos casos se desconhece a origem do contágio. O ministério da Saúde segue o exemplo e anuncia 477 surtos em escolas quando são apenas 68. Uns e outros, acompanhados em massa por inúmeros jornalistas de causas e luminárias do regime, consideram mais grave o 1/3 de morte por Covid do que os 2/3 do excesso de mortes em que o vírus está inocente mas não o SNS do qual o governo se declara «em defesa, sempre».

Terá o convívio na geringonça com o PCP contaminado o PS com o vírus das nacionalizações?

Se o convívio do socialismo com a aritmética é difícil, o convívio com o comunismo parece mais fácil. Sempre pela mão vanguardista do Dr. Pedro Nuno Santos, primeiro foi a TAP e agora pode seguir-se os CTT. Ele já havia concluído que o «interesse do povo não foi acautelado» e agora o vice-presidente da bancada parlamentar do PS anuncia que o governo está a negociar com o PCP o controlo dos CTT pelo Estado. No lugar do accionista privado, proporia ao Dr. Pedro que ficasse de borla com todo o negócio da distribuição de correio.

Não resisto a usar este exemplo de O Insurgente que compara o Portugal do Dr. Pedro e da sua TAP, a quem proporciona torrar 1,7 mil milhões de euros dos contribuintes, com uma Noruega, com o dobro do PIB per capita e um quarto da dívida pública per capita, cujo governo recusou uma ajuda financeira à Norwegian Air porque «não seria um uso responsável de fundos públicos».

A propósito do Dr. Pedro, uma espécie de berloquista a praticar uma espécie de entrismo, as facções socialistas começam a contar as espingardas em preparação para a sucessão do Dr. Costa o que deve ter inspirado o aviso da líder parlamentar do PS: quem quiser ser da esquerda radical, este não é o partido».

A família socialista tem imenso jeito para o negócio

A relação da grande família socialista com os negócios é outro exemplo de bom convívio. Sendo certo que todos se devem presumir inocentes até se provar a culpa, no caso de uma família com o passado desta seria quase aceitável mudar o paradigma para a presunção de culpa, como caso dos leilões de energia solar em 2019 e 2020 que a Comissão Europeia está a investigar.

22/11/2020

CASE STUDY: Trumpologia (71) - Os advogados do presidente Trump alegam que Biden ganhou as eleições graças às máquinas de votação e ao software de empresas venezuelanas ligadas a George Soros

Mais trumpologia.

Agora é oficial. A equipa jurídica do presidente Trump liderada por Rudy Giuliani apresentou na conferência de imprensa de quinta-feira passada uma abundante argumentação visando provar que as eleições foram fraudulentas. Para evitar distorções dos mídia vendidos a Biden e aos democratas, ou seja toda a imprensa, incluindo a Fox News que já se passou para o campo inimigo, cito a Breitbart, a única fonte reconhecida pela campanha do presidente Trump, que descreveu os nove pontos principais apresentados por Giuliani para fundamentar a fraude eleitoral.

Sem querer diminuir os outros pontos, o número 8 é uma extraordinária alegação, to say the least, que só por si explica os suores de Giuliani:
«As máquinas de votação e software são alegadamente propriedade de empresas com ligações ao regime venezuelano e ao doador de esquerda George Soros.  Sidney Powell argumentou que os votos dos EUA estavam sendo contados no exterior, e que as máquinas de votação Dominion e o software Smartmatic eram controlados por interesses estrangeiros, manipulando algoritmos para alterar os resultados. Powell observou especificamente que os proprietários da Smartmatic incluíam dois cidadãos venezuelanos, que ela alegou terem ligações com o regime de Hugo Chávez e Nicolas Maduro.»