| Jornalismo de causas (freudianas) |
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
31/07/2025
30/07/2025
SERVIÇO PÚBLICO: A irracionalidade do Sistema Eléctrico Nacional
Alguns dias depois do último apagão no dia 28 de Abril, o Dr. Pedro Amaral Jorge, presidente da APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis, veio dizer urbi et orbi que «atribuir a culpa do apagão às renováveis é absurdo», o que, podendo ser exagerado ou não ser toda a verdade, não é absurdo dada a natureza intermitente das energias renováveis (ver a título de exemplo imagem aqui ao lado e atente-se que no caso português não há baterias) e a consequente complexidade de gerir os sistemas eléctricos que delas dependem fortemente. Estamos perante aquele tipo de problemas que se enquadram no adágio "too much of a good thing can be a bad thing", sendo certo que a medida do excesso e o limite a partir do qual temos um problema é eminentemente mutável e dependente do contexto físico e dos sistemas de gestão da energia existente.
A agravar estes problemas temos no caso português os incentivos errados para investir nas energias renováveis que atingiram o auge com os governos socialistas e foi a este respeito que recordei ter lido recentemente um artigo do Eng. Clemente Pedro Nunes, que vou citar integralmente para não se perder na espuma dos dias, como dizia o Boris, em intenção de quem preferir conhecer a natureza das coisas em vez de debitar slogans. Aqui vai ele.
29/07/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (65)
A avaliar pelas muitas centenas de referências que todas as semanas polvilham a imprensa do regime, o Dr. Centeno é a figura mais importante deste regime. A semana passada não foi excepção, ou mais exactamente foi uma excepção excepcional pelo tempo de antena e tinta dedicados à última obra da criatura – a poucos dias do fim do mandato foi colocar a primeira pedra da futura sede do BdP, um investimento que pode chegue a cerca de 300 milhões ainda antes de lhe ser aplicado o coeficiente de derrapagem das obras públicas. O ministro das Finanças, o professor Pardal segundo o Dr. Centeno, reagiu pedindo um inquérito para averiguar como o Dr. Centeno congeminou tudo sem lhe dar cavaco, o que o Dr. Centeno desmentiu. Não sabendo quem está a mentir, arriscaria dizer que ambos não estão a dizer toda a verdade.
Ferrovia
A coisa que já ia em 37 mil dias de atraso no total dos troços “chocou” segundo o Público com o talude de xisto no Alandroal.
Porque falhou o programa Arrendar para Subarrendar? pergunta-se o semanário de reverência
Recorde-se que este programa lançado pela dupla Dr. Costa-Dr. Pedro Nuno representou um investimento de 2,8 milhões (aproximadamente o preço de uma penthouse no Parque das Nações) e abrangeria 320 imóveis, sendo 220 do Instituto Financeiro da Segurança Social e da Santa Casa da Misericórdia, e 100 de privados. Dois anos depois foram 290 casas arrendadas das quais só 62 estão ocupadas. Pior é difícil. Para não elaborar muito sobre o assunto, remeto para este o post “Os imóveis do Estado” de HPS que explica em palavras simples os porquês deste programa estar destinado a falhar.
A educação sexual – depois da imigração o PS dá mais um tiro no seu pé direito
Sem perceber que o Chega não o inventou, apenas deu uma voz esganiçada ao problema da imigração que os governos socialistas ignoraram (uma sondagem revela que quase 70% dos inquiridos concorda com maiores restrições à concessão da nacionalidade) e sobretudo agudizaram, o PS continua a insistir no mais do mesmo. Por falar em imigração, um dos legados dos governos socialistas é o caos administrativo em que deixou a AIMA incapaz de saber qual o número de imigrantes residentes em Portugal.
28/07/2025
Crónica da passagem de um governo (9)
O Estado sucial, as empresas e as famílias parecem estar de acordo com o adágio do Eng. Sócrates - «pagar a dívida é ideia de criança» - e continuam a endividar-se a bom ritmo. Em Maio o Estado aumentou o seu endividamento em 4,4 mil milhões (mM) para 374,1 mM, as empresas não financeiras em 2,3 mM para 301,1 mM e as famílias em 1,2mM para 164 mM, no total o endividamento subiu 7,9 mM para 839,1 mM.
Enquanto o endividamento aumenta, a taxa de poupança das famílias que tinha recuperado, aproximando-se dos níveis europeus depois da pandemia, voltou a cair 3 pp no 1.º trimestre.
Não é Não? Talvez não
Não sei que cedências terá feito a AD para o Chega votar a lei da nacionalidade, mas aposto singelo contra dobrado que não chegam aos calcanhares do preço da geringonça que o PS infligiu ao país para governar em 2015 apesar de ter perdido as eleições. Seja como for, numa democracia madura os acordos partidários com menor ou maior amplitude são indispensáveis para assegurar a governabilidade.
Uma no cravo, outra na ferradura
O governo nomeou o Dr. Gabriel Bernardino para presidente da ASF - Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, um matemático com um profundo conhecimento do sector de seguros e presidente em dois mandatos do EIOPS - European Insurance and Occupational Pensions Authority, onde realizou um trabalho reconhecido como de grande mérito.
O governo nomeou também governador do BdP o Dr. Álvaro Santos Pereira, “O Álvaro”, antigo ministro da Economia do governo PSD-CDS de Passos Coelho, aparentemente depois de ter uma nega do Dr. Vítor Gaspar, antigo ministro das Finanças do mesmo governo e claramente mais qualificado para o lugar de governador.
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS»
Numa crónica do mês passado escrevi provocatoriamente a propósito dos €714.829 pagos em quatro anos a um dermatologista por 497 cirurgias em produção adicional e quase 1.500 no horário regular que se o pagamento tiver sido pago pelos honorários devidos deveria ser apontado como um bom exemplo. Aparentemente foi isso que aconteceu (e mais umas embrulhadas resultantes da microgestão do SNS), segundo as declarações do CEO do Hospital de Santa Maria ao Expresso.
Faltam médicos no SNS? Peçam ao PS para voltar a meter a pasta na bisnaga da TAP e usem-se os 3,2 mil milhões para acrescentar durante uma década uns 7 mil médicos aos cerca de 30 mil existentes (ninguém parece saber o número exacto).
Ó Dr. Sarmento, guarde uns trocos para o Banco de Fomento
Será a “gigafábrica de Inteligência Artificial” em Sines, serão os 6,5 mil milhões de garantias para financiar PME e agora a «revolução» anunciada pelo chairman que consistirá em ressuscitar a Sofid para usar o dinheiro dos contribuintes europeus para investir «em países emergentes e em vias de desenvolvimento» (ou talvez em vias de subdesenvolvimento), aproveitando, acrescento, a experiência do Banco de Fomento a torrar dinheiro no Portugal imergente.
Take Another Plan. Uma bandeirada
| mais liberdade |
O mercado da habitação funciona apesar dos programas estatais, mas não da forma prevista
Parece uma ideia despropositada o Estado e as autarquias venderem habitações sociais a quem nelas já reside, pela razão óbvia que não coloca no mercado mais casas para vender ou arrendar. Ou talvez não se, como parece estar a acontecer, os casas vendidas aos seus inquilinos por um preço abaixo do mercado forem por eles vendidas a preços de mercado. Por exemplo, a câmara de Lisboa vendeu 1.630 casas entre 2009 e 2021 a um preço médio de menos de 30 mil euros que decorridos 10 anos estão a ser revendidas por um múltiplo do valor de compra. (fonte)
27/07/2025
After Sleepy Joe, Donald P. Trump follows. Maybe the Oval Office is to blame.
«President Trump said he was "surprised" that Powell had been nominated to be chair of the Federal Reserve. "I was surprised he was appointed," Trump said. "I was surprised, frankly, that Biden put him in and extended him." However, Trump himself initially nominated Powell to lead the Fed in 2017. Biden renominated Powell in 2021.» (MSBNC)
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"P" stands for Parkinson
26/07/2025
UE, cada vez menos um gigante económico e cada vez mais um anão político e militar
As poucas dezenas de democracias plenas e sociedades prósperas existentes no planeta encontram-se na sua maioria na Óropa, o que permite a qualquer cidadão europeu dizer quase tudo o que lhe passar pela cabeça sem consequências desagradáveis, disfrutar de um nível de vida que faz inveja a quase todo o resto do mundo, com excepção dos Estados Unidos que pagam por isso um preço elevado, desde uma saúde pública deficiente, uma esperança de vida vários anos inferior à média europeia, uma sociedade dividida e pouco coesa, uma democracia problemática com um score muito inferior ao da média da UE e, last but not the least, um governo por uma criatura instável sofrendo de narcisismo patológico com uma corte que o bajula, tolerado pelos tecnogarcas que fingem acreditar nas suas baboseiras enquanto tentam extrair vantagens.
É claro que a Óropa tem imensos problemas como o envelhecimento, uma imigração que a irresponsabilidade dos governos deixou atingir o limiar de uma séria ameaça à coesão social e tem sido pasto dos vários nativismos (em todo o caso a uma escala não maior do que a dos EU, ao contrário da lenda), uma competitividade sufocada pela obsessão regulamentadora (em todo o caso não muito maior do que a dos EU [*]), e, sobretudo, não conseguiu criar até agora um mercado verdadeiramente único, nomeadamente na área dos serviços, o que não deixa de ser o resultado expectável para uma entidade supranacional que não é um verdadeiro Estado e tem no seu seio dezenas de Estados e nacionalidades que no passado não muito longínquo se combateram ferozmente.
| Fonte |
Por tudo isso, para uma criatura que aprecie a liberdade e o bem-estar, viver na Óropa é a quase todos os títulos mais agradável do que viver nos Estados Unidos, só que a felicidade não está garantida e no horizonte não se vislumbram políticas para resolver os problemas que afligem a UE. Veja-se por exemplo o quadro financeiro plurianual 2028-34 que apesar de ter aumentado de 1,2 biliões para 1,8 biliões continua a representar uma percentagem anual ridícula de 1,15% do Rendimento Nacional Bruto da UE e o pouco que representa irá ser aplicado, provavelmente e como de costume, para fazer felizes os agricultores, sobretudo franceses, e construir autoestradas. Os 50 mil milhões anuais para a competitividade (menos de 7% do que Mario Dragui estimou serem necessários) são insuficientes e arriscam-se a ser torrados em projectos para dar brilho aos governos. É um pouco mais do muito mesmo.
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[*] Um exemplo, o caos inerente ao sistema americano de supervisão bancária, por coincidência descrito esta semana no Expresso por Willen H. Buiter, um economista que o conhece muito bem.
25/07/2025
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (75) - Duvido que algum dia o "Amália" cante. É o nosso fado
Já aqui tinha feito uma referência ao "Amália", um «LLM português», à época ainda por baptizar, que o Dr. Luís Montenegro anunciou com pompa e circunstância durante a Web Summit com o propósito de «inovarmos em português, preservando o nosso idioma e utilizando a nossa cultura ao serviço da inovação». Para além do facto de provavelmente não dever ser classificado como um LLM, e ser um ou vários domain-specific models dos quais já existem milhares, duvidei desde logo se algum dia veríamos tal modelo.
O LLM português que chegou a estar previsto para estar pronto no primeiro trimestre de 2025 «partiria de uma base em open source já existente, o Tower LLM, da Unbabel». Três meses depois a task force que estava a desenvolver o Amália anunciou que o seu mandato seria até ao final de 2028.
Ora acontece que a Unbabel, uma start-up portuguesa dedicada à tradução, que já então estava em dificuldades, provavelmente viu no "Amália" uma tábua de salvação e através dos lóbis do costume chegou até ao ouvido do Dr. Montenegro, tem nesta altura «os dias contados» e está a tentar ser comprada. Daí que sem nenhuma surpresa ter sido agora anunciado que o «projecto tem respeitado o calendário do Governo, mas só deverá ser público em 2026, contrariando expectativas». Calendário? Qual calendário? Expectativas? Quais expectativas? Não certamente as minhas que não sou dado ao wishful thinking e tenho agora reforçada a mesma dúvida que tinha quando tudo começou: algum dia veremos tal modelo?
24/07/2025
(Un)intended consequences of the BIG, BEATIFUL BILL
BBB favors the richest and increases inequality
BBB will increase the Federal State's deficit
BBB will increase the Federal State's debt
BBB will diminish growth prospects
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Sources: Ten charts to explain Trump’s big, beautiful bill ; The big beautiful bill reveals the hollowness of Trumponomics
23/07/2025
A saúde em Portugal. Desfazendo algumas ideias feitas (5)
[Continuação de (1), (2), (3) e (4)]
FALÁCIA: ««O SNS é um tesouro» é um dos slogans do agitprop socialista,
FACTOS: Sendo inquestionável que o SNS não é um completo desastre, o certo que, apesar da melhoria dos 5,8 anos de vida saudável aos 65 anos em 2005 para os 7,9 anos em 2022, ficamos no último terço da UE.
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Fontes: Health at a Glance: Europe 2024, OECD, Nov 2024 e ChatGPT
22/07/2025
He took the words right out of my mouth, only Mr Trump can do that
«Mr Trump is a rich, powerful man leading a movement which contains people who believe that rich, powerful men cover up crimes for each other. The Trump movement includes free-traders and protectionists, pro-Ukraine people and pro-Russia people, those who want mass deportations and those who would spare hotel and farm workers. Mr Trump has kept them mostly happy by taking all these positions simultaneously. No other politician in America can do that.»
"The Epstein files and Donald Trump"
21/07/2025
Crónica da passagem de um governo (8)
Sabendo-se que a TAP valerá uns 1.700 milhões, já se havia concluído que os 49,9% que o governo pretende vender poderão render pouco mais de um quarto dos 3,2 mil milhões que lá foram torrados. Isto foi antes de se levar em conta que Mme Ourmières-Widener, a ex-CEO da TAP escolhida pelo Dr. Pedro Nuno apresentou em tribunal um pedido de indemnização de 5,9 milhões pelas sevícias contratuais a que a sujeitaram, 700 trabalhadores da TAP poderão receber de indemnizações um valor total que pode atingir até 80 milhões de euros, dos quais só metade está provisionada, e a Azul, a operadora do antigo accionista David Neeleman, reclama o pagamento de uma dívida que pode atingir 180 milhões de euros.
Take Another Plan. E se telefonassem para Bruxelas ou para S. João da Madeira e perguntassem ao Dr. Costa e ao Dr. Pedro Nuno, respectivamente?
Take Another Plan. O que distingue o PS, o PSD e o Chega
O PS nacionaliza primeiro e depois diz que vai reprivatizar 100%. O PSD privatiza primeiro e depois diz que vai manter nacionalizado 50,1%. O Chega não privatiza antes nem depois, partilhando sem surpresa a ideia do Dr. Costa de que «a TAP é fundamental. Na era da globalização, tem a importância que as caravelas tiveram na era dos Descobrimentos».
Para os viticultores não é igual ao litro. É igual à TAP e ao BES
Um dias destes, os viticultores de Vila Real manifestaram-se exigindo soluções para combater a crise e exigindo o «escoamento para as nossas uvas» e «tratamento igual à TAP e ao BES» (fonte). Sabendo-se que a única coisa que foi escoada da TAP e do BES foi a grana, no primeiro caso por um leque alargado de interesses e no segundo caso por iniciativa do Dono Disto Tudo e do Animal Feroz, aparentemente o tratamento igual exigido são os 3,2 mil milhões que o Dr. Costa e os seus governos sepultaram na TAP e muitos outros milhares de milhões de perdas enterradas no caso do BES. Espera-se que o Dr. Montenegro não se deixe embriagar e não se disponha a que o orçamento escoe as uvas dos viticultores.
A contabilidade criativa como arma de defesa. O Sr. Vladmiro que se cuide!
A semana passada o Dr. Montenegro revelou numa conferência sobre defesa organizada pela SIC que entre os investimentos públicos para atingir a meta dos 5% de defesa e segurança, além das despesas da GNR, combate aéreo a incêndios florestais e pensões dos militares reformados (fonte), também vai considerar o investimento no novo aeroporto de Lisboa.
Seduzindo os pensionistas
Não sei se o desvelo com que o Dr. Montenegro trata os pensionistas conseguirá o milagre de os trazer ao redil eleitoral do PSD, de onde fugiram com as veleidades do Dr. Passos Coelho garantir a sustentabilidade de longo prazo da segurança social, pensionistas que a este respeito partilham o desabafo atribuído a John Maynard Keynes «a longo prazo estamos todos mortos». Embora o sucesso não esteja garantido, o Dr. Montenegro esforça-se e vai pagar um suplemento aos pensionistas em Setembro e vai reduzir retroactivamente as retenções na fonte de IRS.
Ainda antes da “gigafábrica de Inteligência Artificial” em Sines e dos 6,5 mil milhões de garantias para financiar PME, o Banco de Fomento já está a reduzir os seus pífios lucros de 10,9 milhões no 1º semestre do ano passado a uns ainda mais pífios 8,9 milhões no 1º semestre deste ano.
20/07/2025
ESTÓRIA E MORAL: Segundo o áctivismo, a discriminação pode ser má ou pode ser boa
Estória
O que têm em comum (1) Jasper Ceylon, um entre vários outros pseudónimos literários de um canadiano, (2) Michael Derrick Hudson, um bibliotecário de Indiana, e (3) Aaron Barry, um professor de inglês de Vancouver, além de serem brancos da classe média que tentaram sem sucesso publicar os seus poemas ou novelas?
Para conseguirem ser publicados uns inventaram personas, tais como membro de género fluido da diáspora nigeriana ou Ye-Fen Chou, todos eles se apresentaram como espécimenes de minorias raciais ou sexuais e conseguiram não apenas que os seus trabalhos fossem rapidamente publicados, alguns deles deliberadamente de má qualidade literária, como todos obtiveram prémios de literatura.
Têm ainda em comum ter contados as suas estórias pessoais ao jornalista River Page que as publicou em The Free Press sob o título "The White Man Who Pretended to Be Black to Get Published".
Moral
Se pensavam que discriminação racial consistiria em os membros de um grupo humano usufruírem de vantagens por essa pertença e, por isso a consideravam má, pensem duas vezes. Se os grupos discriminados forem brancos a discriminação é boa.
19/07/2025
A saúde em Portugal. Desfazendo algumas ideias feitas (4)
FALÁCIA: Precisamos de formar mais enfermeiros.
FACTOS:
(2) Nos anos 2020 a 2023 cerca de 5 mil enfermeiros formados em Portugal expressaram formalmente a intenção de emigrar e exercer enfermagem no estrangeiro. Em Março de 2023 havia cerca de 4 mil enfermeiros portugueses registados no Reino Unido. Na Suíça o número de enfermeiros portugueses entrados em 2023 foi o quarto mais elevado.
18/07/2025
You can't fool all of the people all the time (3)
Maintaining leadership in disapproval, ahead of foreign-born Obama and sleepy Joe.
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17/07/2025
Operação Marquês - uma justiça de opereta numa república dos bananas
16/07/2025
¡No Pasarán! passed away and was resurrected elsewhere
Thanks to this comment on my June 22 post about the blog ¡No Pasarán!, which I thought was dead, I learned that it was resurrected in another form and with another name, allegedly because of «Google’s rapacious censorship department», and not as I had imagined due to author finally concluded that continuing to justify MAGA , its ideas and its people was in fact an insult to his and our intelligence.
I have to confess that I still think that the reason I imagined would be a much better justification for closing the blog.
15/07/2025
Mitos (352) - Criminalidade, os "factos alternativos", as percepções e a realidade
Se o "Relatório do observatório da segurança e defesa" há dias divulgado pela SEDES for credível como parece (pelo que conheço da SEDES, uma instituição independente com 55 anos, vou tomá-lo como tal), há uma acentuada dicotomia entre a percepção da criminalidade tal como os mídia a apresentam e a realidade que as estatísticas sugerem. Citando o sumário executivo do anexo B "Segurança e Insegurança: um paradoxo nacional" do relatório:
«Este estudo foca a perceção da insegurança e a relação desta com a criminalidade existente em Portugal, apresentando contributos para abordar os problemas identificados. É analisado o paradoxo existente entre a diminuição da criminalidade participada em Portugal (-1,3% entre 2000-2024) e um crescimento de 130% nas menções a crimes nas primeiras páginas dos jornais, sendo identificados quatro fatores determinantes para esta realidade. São também identificados quatro problemas que concorrem para este paradoxo, sendo apresentados quatro contributos estruturais que permitem debelar a questão numa abordagem holística, visando alinhar a perceção pública com a realidade criminal, melhorar a confiança nas instituições bem como desenvolver melhores políticas públicas.»
É interessante verificar que os dados disponíveis sugerem um enviesamento dos mídia que empolam a criminalidade e ao fazê-lo suscitam em certos sectores da opinião pública sentimentos de insegurança e de hostilidade aos imigrantes, a quem é atribuído o suposto aumento da criminalidade, hostilidade que os mídia, onde predominam jornalistas de esquerda, vêm de seguida lamentar e contraditar. Se assim for, é mais uma consequência indesejada de acções do jornalismo de causas que faria as delícias de Robert Merton ou, em português corrente, mais um tiro no pé direito da esquerda.14/07/2025
Crónica da passagem de um governo (7)
Com o atraso habitual da divulgação da informação pelas instituições do Estado sucial, neste caso o INE, ficámos a saber que o ano passado entraram quase 3 turistas por cada residente, os quais dormiram quase 60 milhões de noites e gastaram mais 14% do que no ano anterior. Prevê-se que no final deste ano o turismo represente mais de um quinto (21,5%) do PIB. Aguarda-se um voto de repúdio do Dr. Ventura e do seu partido unipessoal por esta invasão de estrangeiros LGBTI e fumadores de charros.
Com a ligeireza de quem, por agora, só é responsável por um quinto do atraso de 5 anos do Ferrovia 2020 e dos 37 mil dias de atraso na conclusão de todos os troços, o ministro das Infraestruturas, que desfruta da vantagem de ser muito difícil fazer pior do que o Dr. Pedro Nuno, anterior detentor do cargo, reconheceu em entrevista do Expresso que os atrasos no Ferrovia 2020 são «uma vergonha».
Take Another Plan. O governo AD promete mais do mesmo
Na mesma entrevista, o mesmo ministro Eng. Pinto Luz, não foi tão longe como o Dr. Costa, que tinha admitido privatizar a TAP “na totalidade” depois de a ter renacionalizado oito anos antes, e garantiu que «não estamos a fazer uma privatização de 100% da TAP encapotada» e que a privatização de 49,9% «não será feita a todo o custo».
Com essa garantia o ministro deve ter tipo o aplauso do PS do Dr. Carneiro, por apego à ”propriedade estatal dos meios de produção”, e do Dr. Ventura do Chega, por apego à “soberana nacional” e a uma “companhia de bandeira”, algo que hoje só se encontra no Portugal dos Pequeninos e no caixote de lixo da história. Podem ambos dormir descansados, o que será feito é manter a todo o custo a presença do Estado sucial na TAP injectando-lhe periodicamente fundos. O ministro admitiu ainda o que toda a gente já sabia, que não garante que o Estado receba os 3,2 mil milhões que os governos socialistas lá enterraram. Claro que não, o governo talvez consiga receber um quarto disso pelos 49,9% que pretende vender, uma vez que os 100% valerão pouco mais de metade dos 3,2 mil milhões.
Entretanto, quando se compara o período da privatização da TAP que terminou em 2020, em plena pandemia, com os anos seguintes constatamos que tem menos aviões, menos passageiros, tem praticamente o mesmo número de trabalhadores, e apesar de ter mais receitas continua com resultados miseráveis, apesar da injecção de 3,2 mil milhões.
Quanto ao novo aeroporto de Lisboa, voltámos quase a 1969…
… ano em que foi criado pelo Estado Novo o Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa. Com vários anos de atraso, a ANA está a discutir com o governo a redução a proporções mais realistas do futuro elefante branco, um projecto megalómano que tem como premissa que o futuro será igual ao passado aditivado de um crescimento exponencial da entrada de estrangeiros LGBTI e fumadores de charros.
Por falar em elefantes brancos…
O Banco de Fomento que geriu um sistema de garantia mútua que até ao final de 2020 registou perdas por pagamento de garantias de 880 milhões e desde 2012 até ao ano passado registou perdas de 124 milhões nas cerca de 300 start-ups em que participou, recentemente anunciou a participação numa “gigafábrica de Inteligência Artificial” em Sines e agora anuncia poder mobilizar em parceria com o Fundo Europeu de Investimentos (FEI) 6,5 mil milhões de garantias para financiar PME, financiamento que estas sem as garantias não conseguem obter na banca comercial. A minha esperança é que os contribuintes europeus através do FEI nos ajudem a suportar o pesado fardo que resultará de despejar dinheiro em cima de empresas de viabilidade duvidosa.
No Portugal dos Pequeninos o “venture capital” é uma espécie de peditório
Segundo o semanário de reverência, o governo prepara-se para “abrir a porta” às sociedades de capital de risco para usarem o dinheiro parqueado nos fundos de pensões e nos activos que representam provisões das seguradoras para «injectar no ecossistema de inovação nacional perto de €1,4 mil milhões nos próximos anos».
Os “venture capitalists” costumam colocar o seu próprio dinheiro onde colocam a boca, investindo em start-ups e assumindo os respectivos riscos. Neste caso estamos perante um conceito original que a Associação Portuguesa de Capital de Risco (APCRI) tenta vender ao governo consistindo em usar o dinheiro dos pensionistas e dos segurados, fazendo aqui o papel de “desventure capitalists”, do dinheiro confiado às empresas de gestão de fundos de pensões e aos seguradores para investir nos projectos onde as sociedades de capital de risco colocam a boca. A minha esperança é que tudo isto não passe do semanário de reverência a lançar o barro da APCRI à parede.
13/07/2025
A escola é para aprender e não para ser endoutrinado
«Se uma escola der instrumentos e ferramentas para estudar e aprender a matemática, as línguas e a história, as ciências naturais e a geografia, a física e a química, ver-se-á rapidamente que os jovens crescem melhor. Se a mesma escola proporcionar aos seus jovens tempos e modos de cultura e artes, de música e de literatura, de pintura e de dança, as famílias depressa ficarão surpreendidas com as capacidades juvenis em desenvolvimento, sem necessidade de doutrina social. Se a escola conseguir organizar visitas de estudo, ateliers de criatividade e meios de expressão, prontamente surgirão resultados inesperados. Se a escola for capaz de ocupar os jovens durante dias inteiros, sem “furos” nem “folgas”, as consequências surpreenderão os pais e os mentores das escolas de valores. Se a escola for ela própria pontual e rigorosa, o seu exemplo será pedagogia maior. A escola tem de acreditar em si, nos seus alunos e nos seus professores, não tem de pregar valores e crenças. A escola deve respeitar a igualdade de todos os cidadãos, não deve fazer propaganda de uma qualquer forma de igualdade em detrimento de outra. A escola não deve promover uma religião, deve apenas respeitar os que professam uma qualquer. A escola tem de ser democrática, não tem de impingir a doutrina democrática.»
Escola de Valores, António Barreto no Público12/07/2025
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Expliquem isso ao Eng. António Guterres
The UN «was not created in order to bring us to heaven, but in order to save us from hell».
Dag Hammarskjöld, economista e escritor, membro da Academia Sueca, Secretário-Geral das Nações Unidas de 1953 até 1961, ano em que morreu num acidente de aviação em Ndola, Rodésia do Norte (actual Zâmbia)


