Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

30/06/2018

Somos todos Trump ou quando os factos alternativos e as fake news dão jeito para o agitprop

«Esta semana atacaram violentamente a Presidência actual dos EUA por fazer cumprir a lei existente criada por Clinton, agravada depois por Obama e aplicada por todos. Para justificar a desumanidade da separação de crianças dos acompanhantes adultos, registada em 2018 socorreram-se de imagens tiradas em 2014 durante a administração de Obama (ups!) e fizeram correr uma estória de uma menina das Honduras que fez capa no Times como tendo sido falsamente arrancada da mãe quando na verdade apenas se tratava de uma mulher retida em 2013, fugida do pai das meninas (tinha três) e que usou a mais nova para conseguir entrar com mais facilidade na fronteira sem nunca terem sido separadas. Mesmo depois de devidamente desmentido pela Reuters a nossa SIC continuou a divulgar essas imagens como sendo de 2018. Porquê?»

Os imigrantes ilegais no Blasfémias

Porquê? Ora porque haveria de ser? Dá jeito para o agitprop.

Lost in translation (306) - Se eu aguento, a economia também aguenta. Ai aguenta, aguenta

«Sou favorável a um salário mínimo superior a 600 euros, além de outros de outros prémios. O aumento do rendimento das famílias é em si positivo para o seu nível de vida e para o consumo. Como tal, para a economia como um todo», disse Soares dos Santos, o patrão da Jerónimo Martins, respondendo «sim» à pergunta do Expresso «A economia portuguesa aguenta uma salário mínimo acima dos 600 euros?»

Sabendo-se que o salário mínimo em Portugal aumentou de 485 euros em 2014 para 580 euros em 2018, isto é cerca de 20% em 4 anos, atinge cerca de 60% do salário mediano e abrange quase 700 mil trabalhadores (*), a maioria deles em sectores de baixa produtividade e com predominância de micro e pequenas empresas, o pensamento de Soares dos Santos poderia traduzir-se assim:
«Sou favorável a um salário mínimo superior a 600 euros que permitirá a um segmento importante dos meus clientes aumentar as compras nos meus supermercados e o que é bom para mim é bom para a economia portuguesa. Se eu aguento (não tenho ninguém a ganhar o salário mínimo), a economia também aguenta.» 
Como já em tempos aqui escrevi há um vice-versa na constatação de que ser um grande político ou uma sumidade em ciência política não um grande empresário.

(*) Actualização: 764 mil

29/06/2018

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Ai podemos, podemos!

«Mas uma sociedade anestesiada é uma sociedade que foge à realidade. Não podemos continuar a empurrar os problemas com a barriga e a passar a fatura para os nossos filhos e netos, que herdarão um país endividado, envelhecido e cada vez menos povoado. Não podemos continuar a ser governados por uma classe política que sobrevive em função de clientelas e corporações, comprando os votos de que precisam para conquistarem o poder. Não podemos continuar a ter um Estado que devora uma fatia cada vez maior da riqueza produzida pelos portugueses,  sem que ao mesmo tempo procure ser mais eficiente e prestar um melhor serviço aos cidadãos. Até porque, convém não esquecer, é o Estado que existe por causa das pessoas e não o contrário.»

Filipe Alves no Económico

Porque não fiquei surpreendido, ainda outra vez?

Alguém acredita que Kim alienará a sua nomenclatura político-militar subtraindo-lhe o armamento nuclear? perguntava-me aqui. Não me surpreendeu o cancelamento e a reposição da cimeira, dados os antecedentes da família Kim.

E foi por isso que também não me surpreenderam as «novas imagens de satélite (que) mostram ter  a Coreia do Norte feito rápidas melhorias na infraestrutura de seu Centro Científico de Pesquisa Nuclear Yongbyon, uma instalação utilizada para a produção de material físsil de armamento, segundo uma análise publicada por 38 North, um proeminente Grupo de monitorização da Coreia do Norte.» (CNN)

28/06/2018

Títulos inspirados (77) - Costa vai pagar o salário mínimo do seu bolso?

O pensador do regime aconselha o presidente do regime

Só ontem me dei conta dos sábios conselhos do camarada Pacheco Pereira (foi camarada que Soares lhe chamou no célebre meeting de há 5 anos na Aula Magna de indignação pelo governo «neoliberal») ao presidente Marcelo sobre como deveria comportar-se na sua visita ao Estados Unidos.

Primeiro, PP deitou-se adivinhar o conteúdo da «folhinha» que os assessores terão preparado para o Donaldo: «perfil psicológico do Presidente português. A folhinha dirá coisas sobre os “afectos”, talvez sobre as selfies e a popularidade de Marcelo, aconselhará o Presidente americano a ser igualmente próximo e íntimo».

De seguida PP, prognostica «Imensas palmadas nas costas, muita linguagem corporal. E essa sugestão será certamente seguida por um presidente que gosta da encenação e da coreografia. O problema é o... outro Presidente que gosta das mesmas coisas, Marcelo Rebelo de Sousa. Por isso, a tentação vai ser grande de andarem a mostrar como gostam um do outro e a usar o narcisismo e a vaidade para marcar pontos. Ambos. Durará uns minutos, mas será penoso de ver.»

Por último vem o conselho: «Com Trump é preciso distância, cara cerrada, no máximo esboços de sorrisos, mais esgares do que esboços, com o ar mais enjoado do mundo. E termina com um juízo: «intimidades com Trump são um insulto ao povo português.»

Tendia a estar de acordo quanto ao conteúdo da «folhinha» e ao prognóstico, sobretudo ao «será penoso de ver», mas o certo é que as coisas se passaram de forma substancialmente diferente.

Já quanto ao conselho pareceu-me inútil, porque mais facilmente Marcelo daria dois beijinhos e faria um selfie com o Donaldo do que lhe mostraria cara cerrada, esgares e o ar mais enjoado do mundo. E o juízo pareceu despropositado porque um povo que aguenta os políticos que aguenta não se sente insultado facilmente.

Daria beijinhos, mas não deu, mas mostrou-se até muito à vontade, encheu o tempo de antena e Trump prestou-se a dar-lhe o palco -devia estar com pressa para publicar uns twits. A coisa só não foi perfeita porque Marcelo não resistiu a mais outra vichyssoise com os cumprimentos que Putin teria mandado por seu intermédio.

27/06/2018

De boas intenções está o inferno cheio (50) – A religião é a política por outros meios? (XXII)

Outros posts sobre a religião como a política por outros meios.

Aviso: como qualquer frequentador regular do (Im)pertinência já terá tido oportunidade de constatar, não sou fã do papa Francisco. Aquele aroma a teologia da libertação (ou teologia da submissão ao totalitarismo) faz-me tonturas, a mim que sou um agnóstico e adepto de a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Segundo o Guardian, o papa Francisco concedeu ontem uma audiência privada de 57 (cinquenta e sete) minutos ao presidente francês Macron que incluiu dois beijinhos. A audiência, sublinha o jornal, durou o dobro da concedida a Donald Trump que, supõe-se, não incluiu beijinhos.

No seu lugar, caro leitor, não teria a certeza se foi o papa que encurtou a duração da audiência ao Donaldo (que se declara presbiteriano).

CASE STUDY: Diluting the Volcker rule and repeating mistakes


«The 2008 financial crisis and the recession that followed were caused, in large part, by the biggest global banks taking huge risky bets that went bad. Now, a decade later, US regulators are considering a proposal to gut the Volcker rule, a post-crisis regulation that was written to prevent that problem from happening again. The consequences could be as damaging as they are predictable. 

We have been here before. In the 1920s, banks and financial groups also made huge bets. When they soured, the system collapsed, taking the world economy with it. In the 1930s, Glass-Steagall was enacted to separate our critical banking system from these types of trading activities. When that law was repealed in 1999, some predicted disaster. They were right. 

In 2010, Congress enacted the Dodd-Frank reforms. Senator Carl Levin and I fought to include a modern version of the Glass-Steagall Act. Dubbed the Volcker rule, after a former US Federal Reserve chairman, it sought to prevent bankers from using taxpayer-backed dollars to take risky positions and from betting against their customers. The goal was to make banking boring again.

(...)

The overall objective of these proposals is clear: to gut the Volcker rule. That is a mistake. US families and businesses should not be forced to endure another financial crisis borne of regulators loosening rules that were custom-designed to protect them from big banks’ bets. Do not bring back the bad old days. 

The writer, Democratic senator for Oregon, co-authored the Volcker rule with Carl Levin, a former senator, who also contributed to this article»

(Financial Times)

26/06/2018

DIÁLOGOS DE PLUTÃO: Podes armar-te em imbecil, mas

Cena: cerimónia de homenagem à resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial
Personagens: um adolescente de 14 anos; Emmanuel Macron, presidente da República

Adolescente: ... trauteia A Internacional e dirigindo-se ao PR pergunta estás porreiro, Manu?

Macron: Não, não, não, não, não... Estás numa cerimónia oficial e, por isso, comportas-te como deve ser. Podes armar-te em imbecil, mas hoje é dia de cantar A Marselhesa e O Canto dos Partisan. A mim chamas-me senhor Presidente da República, ou senhor, de acordo?”

Adolescente: ...

Macron: No dia em que quiseres fazer a revolução tira primeiro um diploma e aprende a sustentar-te. Então poderás dar lições aos outros.

25/06/2018

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (141)

Outras avarias da geringonça.

Cada dia que passa, as contradições da geringonça tornam-se mais evidentes e a avaria fica mais irreparável. Na verdade, o zingarelho só se mantém porque ninguém quer aparecer como responsável pelo seu colapso. Uma vez ou outra, o caldo quase se entorna, como no caso do imposto sobre os combustíveis em que os berloquistas alinharam com o PSD e Carlos César os acusou de terem aberto «a época oficial da caça ao voto», o que é injusto porque esta época para os socialistas nunca tem defeso.

O fecho de balcões da Caixa também deu pretexto para a mais pura demagogia. Pelo lado socialista, Costa que tenta sempre apropriar-se das medidas benignas aos olhos do eleitorado, disse a este respeito que «não interveio e não intervirá», distanciando-se o mais que pode. Pelo lado berloquista, Catarina Martins apertou Costa no parlamento, fingindo esquecer que o BE participou na limpeza da folha das administrações da Caixa que aprovaram o financiamento a fundo perdido dos projectos das empresas amigas do regime.

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (58)

Outras preces

«Marcelo tomou-se o porta-estandarte dessa sociedade, ao ponto de quase ter feito um ultimato político ao Governo, dizendo "se houver repetição desta tragédia" ...

Marcelo tira selfies e dá beijinhos a toda gente, por amor de Deus... .

Mas essa explosão emocional está ligada a esse interior que referiu.

O tipo de pessoa que Marcelo é permitiu que fosse dar abraços e beijinhos a todas as velhinhas de Portugal que estavam a chorar, e eram muitas. Isto não é uma política. Isto não é sequer uma representação. Ele não ficou a representar aquelas pessoas. O que é que ele representa? Ele não representa nada.

Mas ficou a ideia, que ele consegue projectar, de que se a política não serve para resolver isto, então não serve para nada

Mas ele não representa uma solução. Nem sequer uma direcção política.

Como é que vê a popularidade que ele tem nas sondagens, por exemplo, e que é maior do que a de qualquer Presidente anterior?

Como não representa nada, não há razão nenhuma para uma pessoa qualquer, de qualquer ponto da sociedade, não gostar dele. Eu não gosto, não desgosto, acho que ele é um Presidente implausível.

E um Presidente implausível é um bom ou um mau Presidente?

É um Presidente divertido. Eu conheço a personagem há muito tempo. Acho o espectáculo divertido.»


Vasco Pulido Valente em entrevista à Sábado

24/06/2018

A gigantesca operação de agitprop em curso

«O Aquarius já foi. Agora temos o Lifeline: a bordo do navio que está nas proximidades de Malta e tem capacidade para 50 pessoas estão 230. As provisões esgotam-se nas próximas horas.
À espera de porto de destino está nas proximidades da Sicília o Alexander Maersk: a bordo estão 113 pessoas.

Sem nomes que as distingam umas das outras, dezenas de pateras trouxeram para Espanha nas últimas 24 horas, 769 pessoas.

… A lista está em permanente actualização. As palavras também. Ora lhe chamamos refugiados. Ora migrantes. Ora imigrantes. São na sua maioria pessoas transportadas por traficantes até à costa do norte de África. Aí novas mafias embarcam-nos com destino à Europa. Em seguida, navios das ONG e equipas de salvamento dos países europeus resgatam essas embarcações e trazem para solo europeu os seus ocupantes. (Sim, as mafias sabem que não precisam de se preocupar com o resto da viagem: alguém há-de recolher a carga de que se desembaraçaram.)

(...) 

Assim os mesmos que se viram libertadores das opressões coloniais nos anos 60 e 70 e trauteavam versos como os da canção “Independência” de Sérgio Godinho “A África é dos africanos/ Já chega quinhentos anos/ Já chega quinhentos anos/ A África é dos africanos. /Quem diz que sim quem diz que não/ Quem diz que sim quem diz que não/ São os movimentos de libertação/ São os movimentos de libertação” se pudessem despovoavam agora essa mesma África e os demais continentes para através da imigração continuarem a renovar a matéria prima dos seus activismos e do seu enquistamento no Estado.»

Helena Matos no Observador

Imigrantes?  Migrantes? Refugiados? Na verdade, participantes involuntários de uma gigantesca operação de agitprop montada pela esquerdalhada. O Aquarius já foi. Pois foi. Seiscentos e tantos imigrantes / migrantes / refugiados foram acolhidos em Valência por uma operação com 2.200 pessoas, incluindo 200 tradutores.

Saberá esta gente que está açular um monstro da xenofobia adormecido há décadas? Não sabe. Mesmo os menos alucinados vivem num mundo povoado pelos seus fantasmas. Leia-se também no mesmo dia do Observador o artigo de Paulo Trigo Pereira que desvaloriza os riscos destas operações e para reforçar as suas teses inclui um quadro com o número de imigrantes / migrantes / refugiados com origem fora da UE no ano de 2016, onde mostra que as percentagens em relação à população residente são, com a excepção da Suécia, inferiores a 1%. Pois são. E no total do ano são 1,3 milhões e, porque o stock é virtualmente inesgotável, numa década poderão ser 13 milhões ou mais, na sua maioria não falando nenhuma das línguas nacionais, com culturas e religiões radicalmente diferentes das europeias, sem qualificações profissionais condenados a radicalizarem-se em bolsas herméticas, espécie de quistos implantados pela loucura da esquerdalhada.

A Europa precisa da imigração? Precisa de escolher e integrar os imigrantes que recebe. Não precisa desta operação de agitprop, nem de demagogia, nem da paranóia multiculturalista.

23/06/2018

Bons exemplos (126) - De Moncloa ao registo predial

«Rajoy deja de ser diputado y solicita el reingreso como registrador de la propiedad».

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (57)

Outras preces

«Conhecem aquela em que um marroquino, um brasileiro e um português aparecem na “flash interview” a comentar um jogo da bola? O português é Presidente da República. O maior problema desta anedota não é não ter graça: é ser verdadeira. Durante uma viagem ao “Mundial” da Rússia paga pelos contribuintes, e com os logotipos dos patrocinadores da coisa em fundo, o prof. Marcelo teceu considerações sobre os adversários, o “sistema de jogo”, a “atitude” e, suponho, a “transição”. A rematar (piadinha), anunciou que na próxima partida o primeiro-ministro estará presente. O prof. Marcelo voltará a Moscovo – “em princípio” – nos “oitavos de final”. Entretanto, naturalmente, subirá ao palco do Rock in Rio com os Xutos e Pontapés. Depois, por fim, rumará para merecidas férias em Pedrógão, de modo a evitar incêndios e curar a desertificação rural.

Não sei que diga. Literalmente, é difícil dizer o que quer que seja, já que isto começa a entrar em territórios nos quais as palavras perdem serventia.»

Alberto Gonçalves no Observador

Eu, que sou agnóstico, também não sei o que diga e só me sai: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo.

22/06/2018

Nova entrada para o Glossário: Ignorância desconhecida

Nos idos de 2003, Donald Rumsfeld disse a propósito da invasão do Iraque:
«There are known knowns. These are things we know that we know. There are known unknowns. That is to say, there are things that we know we don't know. But there are also unknown unknowns. There are things we don't know we don't know.»
Podemos então definir "ignorância desconhecida" como o desconhecimento da nossa própria ignorância. Infelizmente, suspeita-se que esta seja a ignorância mais vulgar.

[Adoptando uma sugestão neste comentário]

ACREDITE SE QUISER: Para os cépticos que pensavam que Guterres não faria diferença nenhuma na ONU (2)

Outras diferenças que Guterres não fez.

«Horrific details about chemical attacks in Syria were left out of a U.N. report. An early draft leaked to The Times shows the omissions.

Slow-release poison. A bomb dropped on a balcony. Children with blue skin. These details and others blaming Syria for atrocities in eastern Ghouta, a suburb of Damascus, were uncovered by a United Nations commission investigating and documenting possible war crimes in the seven-year-old conflict. But when the commission issued a report on Wednesday, the details were omitted.»

(NYT)

Ainda bem que temos lá o picareta falante.

21/06/2018

Ronaldo mais dez versus Messi mais dez. Serão os dez todos iguais?

E por falar no «futuro colaborador de um governo PS»

«Todos já sabiam, mas têm vergonha de o dizer: Rui Rio não nasceu e não tem jeito para isto. »

Se ainda não tinha reparado, pode ler aqui uma boa explicação.

Cenas de ciúmes: O actual colaborador aponta o dedo ao presumível futuro colaborador

«Rui Rio assume-se já como futuro colaborador de um governo PS, num bloco central subordinado», pode ler-se na moção subscrita pela Esganiçada em Chefe Catarina Martins à Convenção Nacional do berloquismo,

Manifestações de paranóia/esquizofrenia (26) - A eucaliptofobia como manifestação de esquizofrenia esquerdizante (II)

Já por diversas vez abordámos no (Im)pertinências a eucaliptofobia, como patologia que ataca a esquerdalhada em geral e algumas luminárias em particular, como o tudólogo ou o tele-evangelista.

Àquelas luminárias poderemos agora acrescentar João Camargo e Paulo Pimenta de Castro, paneleireiro (de PAN), o primeiro, e berloquista (de Bloco de Esquerda Revolucionária), o segundo, que publicaram “Portugal em Chamas – Como Resgatar as Florestas”, pelos vistos uma espécie de manual da eucaliptofobia.

Escrevo pelos vistos porque honestamente não tenho a menor intenção de me auto-punir lendo-o. Bastou-me a autópsia em «O diabo travestiu-se de eucalipto» executada por Manuel Carvalho no Público, cuja leitura recomendo para encerrar o assunto.