«Governo prepara o regresso do "pleno emprego"»
[Sónia Santos Pereira do diário da manhã DE]
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
31/03/2010
O (IM)PERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: Pelas obras, não pelo vestido é o homem conhecido
Só porque se licenciou ao domingo numa universidade rasca e tem um certificado em que a bota (a data) não diz com a perdigota (os indicativos dos telefones), não é obrigado a andar mal vestido.
Clique para ampliar
[A partir de material enviado por JB]
30/03/2010
ESTADO DE SÍTIO: a engorda da vaca marsupial pública prossegue a bom ritmo
Não sei se alguém conhece exactamente quantos funcionários públicos existem. Não há dois números citados iguais. Já que não conhece o stock, o governo pelo menos deve ser capaz de saber os fluxos de entrada e saída. Admitamos que é capaz. O que mostram os números divulgados de «oportunidades de emprego criadas»?
Sendo 2008 e 2009 anos os anos de crise mais intensa, o que se pode concluir do aumento dos utentes da vaca ter ser o dobro do ano anterior? E o que dizer de 40% dos empregos da administração central no ano passado foram criados no ministério da Economia? Agora percebe-se a popularidade que o ex-ministro Pinho diz ter.
Sendo 2008 e 2009 anos os anos de crise mais intensa, o que se pode concluir do aumento dos utentes da vaca ter ser o dobro do ano anterior? E o que dizer de 40% dos empregos da administração central no ano passado foram criados no ministério da Economia? Agora percebe-se a popularidade que o ex-ministro Pinho diz ter.
Lost in translation (38) – se não parecer que nós acreditamos, quem é que vai acreditar?
As palavras de circunstância de Trichet, presidente do BCE, e Barroso, presidente da Comissão, foram interpretadas pela imprensa indígena como «elogios». Se as palavras fossem sinceras deveríamos estar preocupados por aquelas duas luminárias conseguirem ter fé num plano tapa-buracos e que, ainda assim, muito provavelmente não irá ser cumprido, a não ser à custa de mais manobras contabilísticas. As palavras não são sinceras. São declarações de circunstância para tentar conter a contaminação grega ao elo mais fraco seguinte e assim travar a queda do dominó.
Quanto à S&P, que um diário da manhã garante ter-se juntado aos «elogios ao PEC», manteve a notação A+, o que deixou muito alegres o governo e a sua imprensa. Sem razão porque, como se pode confirmar pela comparação aqui, a S&;P mantém A+ que é uma notação ainda desfavorável do que o rating da Fitch degradado a semana passada de AA para AA-.
Quanto à S&P, que um diário da manhã garante ter-se juntado aos «elogios ao PEC», manteve a notação A+, o que deixou muito alegres o governo e a sua imprensa. Sem razão porque, como se pode confirmar pela comparação aqui, a S&;P mantém A+ que é uma notação ainda desfavorável do que o rating da Fitch degradado a semana passada de AA para AA-.
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29/03/2010
A defesa dos centros de decisão nacional (3) - a procissão ainda vai no adro
[Continuação de (1) e (2)]
A coisa começou com um Manifesto dos 40, seguido pouco depois pelo Compromisso Portugal, fóruns de empresários e gestores que defendiam a manutenção no rectângulo dos chamados centros de decisão nacional.
Ainda a tinta das assinaturas dos manifestos e compromissos não tinha secado e a família Vaz Guedes vendia a Somague aos espanhóis da Sacyr Vallehermoso – hoje, esmagada pelo endividamento, não tarda estará a vender-se a alguém. Depois foi a Galp vendida aos italianos e aos angolanos. Mais recentemente Teixeira Duarte, também signatário, e outros accionistas vendem as suas participações na Cimpor aos brasileiros.
A semana passada começou a circular o rumor, confirmado pelas movimentações na bolsa, de que está em preparação um aumento da posição da Sonangol no Millenium bcp. Os angolanos terão exigido aliviar a blindagem (uma iniquidade que vem dos tempos de Jardim Gonçalves) aumentando de 10% para 20% o limite dos direitos de voto.
E o que dizer dos saldos previstos no PEC 2010-3 das jóias da coroa socialista: Galp, EDP, Cahora Bassa, Estaleiros Navais, ANA, TAP, CP, EMEF, BPN, Caixa Seguros, CTT, INAPA, SPE? É o equivalente a uma família financeiramente libertina que, depois de torrar os activos fungíveis da herança e de assaltar a caixa das esmolas da capela, começa a vender as pratas, não para educar os filhos, o que seria aceitável, mas para pagar as dívidas de jogo.
Assim prossegue o eterno sacrifício dos «princípios» à dura realidade da falta de dinheiro do país, do estado, das empresas e das famílias, produto inevitável do desgoverno. A procissão ainda vai no adro.
A coisa começou com um Manifesto dos 40, seguido pouco depois pelo Compromisso Portugal, fóruns de empresários e gestores que defendiam a manutenção no rectângulo dos chamados centros de decisão nacional.
Ainda a tinta das assinaturas dos manifestos e compromissos não tinha secado e a família Vaz Guedes vendia a Somague aos espanhóis da Sacyr Vallehermoso – hoje, esmagada pelo endividamento, não tarda estará a vender-se a alguém. Depois foi a Galp vendida aos italianos e aos angolanos. Mais recentemente Teixeira Duarte, também signatário, e outros accionistas vendem as suas participações na Cimpor aos brasileiros.
A semana passada começou a circular o rumor, confirmado pelas movimentações na bolsa, de que está em preparação um aumento da posição da Sonangol no Millenium bcp. Os angolanos terão exigido aliviar a blindagem (uma iniquidade que vem dos tempos de Jardim Gonçalves) aumentando de 10% para 20% o limite dos direitos de voto.
E o que dizer dos saldos previstos no PEC 2010-3 das jóias da coroa socialista: Galp, EDP, Cahora Bassa, Estaleiros Navais, ANA, TAP, CP, EMEF, BPN, Caixa Seguros, CTT, INAPA, SPE? É o equivalente a uma família financeiramente libertina que, depois de torrar os activos fungíveis da herança e de assaltar a caixa das esmolas da capela, começa a vender as pratas, não para educar os filhos, o que seria aceitável, mas para pagar as dívidas de jogo.
Assim prossegue o eterno sacrifício dos «princípios» à dura realidade da falta de dinheiro do país, do estado, das empresas e das famílias, produto inevitável do desgoverno. A procissão ainda vai no adro.
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antes isso que outra coisa,
pela boca morre o peixe
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: será uma alternativa clara uma clara alternativa?
«O PSD do dr. Passos Coelho é, pois, uma alternativa clara ao PSD da dra. Ferreira Leite, não ao PS do eng. Sócrates.»
(Alberto Gonçalves no DN)
(Alberto Gonçalves no DN)
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E pur non si muove,
eu diria mesmo mais
28/03/2010
Óropa adopta uma das leis de Murphy (5) - Vielen Dank, Frau Merkel
[Continuação de (1), (2), (3) e (4)]
Graças a Angela Merkel, ou mais exactamente graças às pressões da opinião pública alemã, a Alemanha impôs a intervenção do FMI, primeiro a Sarko Boina-aparte e depois aos países da Zona Euro, como condição para participar na ajuda à Grécia. Muito prudentemente, o despoletar das ajudas efectivas vai depender dum voto unânime da Zona Euro o que coloca a faca e o queijo na mão da Alemanha.
Os alemães em primeiro lugar e os europeus em geral devem agradecer a Merkel ter ficado firme perante a megalomania de Sarkozy - fortemente movido pelo receio de dar protagonismo ao presidente do FMI Dominique Strauss-Kahn, o qual muito provavelmente será seu rival nas próximas eleições.
Igualmente os gregos, os portugueses e outros povos sob o jugo de governos despesistas e irresponsáveis deverão ficar gratos a Merkel por ter ameaçado os países financeiramente libertinos com a expulsão da Zona Euro. Não fora a sua firmeza e teriam sido dados sinais muito fortes e um incentivo para esses governos continuarem a fazer mais do mesmo, ainda que o mesmo fosse devidamente travestido de medidas de saneamento para alemão ver.
E porquê devemos ficar gratos pela ajuda de Merkel para nos obrigar a apertar do cinto? Por muitas e boas razões. Para citar duas: (1) está perfeitamente demonstrada a existência uma correlação negativa entre défice e crescimento - quando maior a frequência de défices, menor o crescimento; (2) maior défice resulta de mais despesa pública que equivale a maior intervenção do Estado, com as consequências conhecidas.
Graças a Angela Merkel, ou mais exactamente graças às pressões da opinião pública alemã, a Alemanha impôs a intervenção do FMI, primeiro a Sarko Boina-aparte e depois aos países da Zona Euro, como condição para participar na ajuda à Grécia. Muito prudentemente, o despoletar das ajudas efectivas vai depender dum voto unânime da Zona Euro o que coloca a faca e o queijo na mão da Alemanha.
Os alemães em primeiro lugar e os europeus em geral devem agradecer a Merkel ter ficado firme perante a megalomania de Sarkozy - fortemente movido pelo receio de dar protagonismo ao presidente do FMI Dominique Strauss-Kahn, o qual muito provavelmente será seu rival nas próximas eleições.
Igualmente os gregos, os portugueses e outros povos sob o jugo de governos despesistas e irresponsáveis deverão ficar gratos a Merkel por ter ameaçado os países financeiramente libertinos com a expulsão da Zona Euro. Não fora a sua firmeza e teriam sido dados sinais muito fortes e um incentivo para esses governos continuarem a fazer mais do mesmo, ainda que o mesmo fosse devidamente travestido de medidas de saneamento para alemão ver.
E porquê devemos ficar gratos pela ajuda de Merkel para nos obrigar a apertar do cinto? Por muitas e boas razões. Para citar duas: (1) está perfeitamente demonstrada a existência uma correlação negativa entre défice e crescimento - quando maior a frequência de défices, menor o crescimento; (2) maior défice resulta de mais despesa pública que equivale a maior intervenção do Estado, com as consequências conhecidas.
27/03/2010
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: avalista – a última encarnação do Bokassa das Ilhas
Secção Entradas de leão e saídas de sendeiro
«Nós consideramos que, teoricamente, academicamente, tecnicamente, o PEC é um bom documento», avalisou Alberto João Jardim, não sem esclarecer que este aval «é independente do PSD nacional … e é bom que o País se vá habituando ao PSD da Madeira ter cada vez mais posições diferentes do PSD nacional, em tudo». Pelo menos enquanto durar o governo Sócrates II e houver grana para enviar para a torrefacção insular, terá pensado.
Neste final de semana, leva Jardim mais cinco ignóbeis pelo descaramento e outros cinco bourbons pela continuidade, a adicionar aos do princípio da semana.
«Nós consideramos que, teoricamente, academicamente, tecnicamente, o PEC é um bom documento», avalisou Alberto João Jardim, não sem esclarecer que este aval «é independente do PSD nacional … e é bom que o País se vá habituando ao PSD da Madeira ter cada vez mais posições diferentes do PSD nacional, em tudo». Pelo menos enquanto durar o governo Sócrates II e houver grana para enviar para a torrefacção insular, terá pensado.
Neste final de semana, leva Jardim mais cinco ignóbeis pelo descaramento e outros cinco bourbons pela continuidade, a adicionar aos do princípio da semana.
DIÁLOGOS DE PLUTÃO: os tentáculos do polvo socialista estão onde estão porque pensam alto
- ...[Diálogo citado pelo Sol entre Paiva Nunes, ex-gestor da EDP Imobiliária e angariador do sucateiro Godinho, a mando de Armando Vara, casado com uma prima de Sócrates, e José Nascimento, empresário e presidente da CCAM de Sintra]
- Ó pá, neste momento, mais dois aninhos e a gente tem que olhar para a frente.
- Exactamente. Ok.
- …
- Olha, temos que ter sinergia. Eu porque sou ponta–de-lança e tenho uma empresa imobiliária e posso aparecer. Ele porque está a conhecer o mercado. Tu porque estás onde estás. Eh pá, e o nosso amigo [Vara], que está onde está. Podemos fazer uma multinacional bem feitas.
- …
- Tens de pensar alto, percebes? Pensar alto. É que neste momento estou free para fazer coisas bonitas.… Temos que aproveitar porque isto passa num instante, pá.
- Eu dou-te um feedback.
Se este país fosse para levar a sério, ou o governo se teria demitido por iniciativa própria ou por pressão do PS ou o jornal Sol seria condenado a pagar milhões de euros de indemnizações. Acontece que este país não é para ser levado a sério, o governo não se demitiu, continua a ser apoiado pelo aparelho do polvo socialista e pelos novos situacionistas, e o Sol não será condenado, a não ser talvez por violar o segredo de justiça.
26/03/2010
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (13) – amarrados ao Vara
Segundo informações não desmentidas, a clique socrática por intermédio da Caixa prepara-se, ou preparou-se, para tentar vender aos brasileiros, que são actualmente os maiores accionistas da Cimpor, a ideia de escolher para a administração Mário Lino (presidente), o que já seria bastante mau, e, por inacreditável que pareça, Armando Vara (administrador não executivo). Se estes candidatos se destinavam a garantir a defesa dos centros nacionais de decisão eu acharia preferível entregá-los de mão beijada aos estrangeiros.
Não se ouviu um lamento, um protesto, nem mesmo um discordar sussurrado, dos novos situacionistas.
Não se ouviu um lamento, um protesto, nem mesmo um discordar sussurrado, dos novos situacionistas.
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ESTADO DE SÍTIO: navio almirante
Ao ritmo a que os promovemos, já poderemos equipar os submarinos do doutor Portas só com almirantes e substituir nas fragatas os grumetes por almirantes.
Estamos a entrar no caminho do crescimento sustentado
A Fitch degradou o rating da dívida portuguesa de longo prazo de AA para AA- e, tão mau quanto isso, com outlook negativo, avisando que lá mais para a frente pode haver nova degradação do rating. Curiosamente esta degradação vem depois da apresentação do PEC e só pode significar que os analistas da Fitch não ficaram impressionados.
Voltaram a ouvir-se os apelos para matar o mensageiro e enfatizar a excepcionalidade portuguesa – já havia l’exception française, agora temos também a versão lusa. A verdade é que a situação da economia portuguesa acumula os défices gémeos do orçamento e das contas externas em cima de um endividamento público e privado pantagruélicos e crescentes. Como tudo isto aumenta o risco da dívida pública e privada, os spreads aumentarão e a curto prazo também as taxas de referência começarão gradualmente a subir, pelo que os encargos crescentes da dívida irão alimentar o crescimento da própria dívida. É uma espécie de crescimento sustentado do endividamento.
Voltaram a ouvir-se os apelos para matar o mensageiro e enfatizar a excepcionalidade portuguesa – já havia l’exception française, agora temos também a versão lusa. A verdade é que a situação da economia portuguesa acumula os défices gémeos do orçamento e das contas externas em cima de um endividamento público e privado pantagruélicos e crescentes. Como tudo isto aumenta o risco da dívida pública e privada, os spreads aumentarão e a curto prazo também as taxas de referência começarão gradualmente a subir, pelo que os encargos crescentes da dívida irão alimentar o crescimento da própria dívida. É uma espécie de crescimento sustentado do endividamento.
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25/03/2010
CAMINHO PARA A SERVIDÃO: o socialismo tropical não é pior do que o temperado – é apenas mais estúpido
A Venezuela já foi o 6.º exportador de petróleo em 2006. Actualmente a produção caiu bastante porque depois da nacionalização a clique chavista não consegue manter os níveis de extracção, constantemente interrompida por avaria, negligência e incompetência. A mesma negligência e incompetência afecta a produção hidroeléctrica, condicionada também pela fraca precipitação que deixou as barragens perto do ponto crítico. Neste quadro, não surpreende que a produção de energia eléctrica esteja seriamente comprometida, até porque a prioridade chavista é exportar petróleo para pagar as importações de tudo o que a Venezuela não produz.
Face a este quadro, quais são as medidas de curto prazo que a clique chavista vai tomar? Tentar repor os níveis de extracção de petróleo? Desviar para a produção de energia o petróleo extraído? Limitar o fornecimento de energia eléctrica a algumas horas por dia (supondo que tecnicamente faria sentido e é duvidoso que faça)? Nada disso. O coronel Chávez decidiu decretar mais 3 feriados na semana da Páscoa, pelo que a Venezuela vai paralisar uma semana inteira «para que a gente poupe electricidade», segundo o linguajar pitoresco do caudilho.
Que a clique chavista conduza o país desta maneira não é de todo surpreendente. O que surpreende é o culto chavista das luminárias socialistas e esquerdistas europeias.
Face a este quadro, quais são as medidas de curto prazo que a clique chavista vai tomar? Tentar repor os níveis de extracção de petróleo? Desviar para a produção de energia o petróleo extraído? Limitar o fornecimento de energia eléctrica a algumas horas por dia (supondo que tecnicamente faria sentido e é duvidoso que faça)? Nada disso. O coronel Chávez decidiu decretar mais 3 feriados na semana da Páscoa, pelo que a Venezuela vai paralisar uma semana inteira «para que a gente poupe electricidade», segundo o linguajar pitoresco do caudilho.
Que a clique chavista conduza o país desta maneira não é de todo surpreendente. O que surpreende é o culto chavista das luminárias socialistas e esquerdistas europeias.
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Lost in translation (37) – Rigor? Já fizemos engenharia orçamental no passado. Voltaremos a fazê-lo no futuro, queria ele dizer (VII)
O hospital Curry Cabral foi convertido em entidade pública empresarial (dotada «de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, não estando sujeitas às normas da contabilidade pública», de acordo com o Decreto-Lei 558/99). E daí? Continua tudo na mesma, salvo a gestão que irá ser nomeada a partir da fila de espera dos boys e a consequente desorçamentação que irá ajudar a cosmética do défice e da dívida pública.
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SERVIÇO PÚBLICO: Serviço público? Qual serviço público? (2)
Os portugueses ficaram arrepiados com os furores do ministro das Finanças quando este admitiu que a RTP, essa venerável instituição, lugar geométrico da independência jornalística, poderia sofrer (nunca este verbo foi tão apropriado) uma «hipotética operação de privatização». O que fazer aos mais de 140 milhões de subsídios? Como passar sem a programação de «serviço público» que a RTP nos serve todas as noites?
Suspirámos todos de alívio, com as palavras serenas e tranquilizadoras daquele pilar da democracia e paradigma do político socialista que é o ministro dos Assuntos Parlamentares: «o Governo não tem a intenção, nem o fará, de privatizar a RTP». Bem haja doutor Lacão.
Suspirámos todos de alívio, com as palavras serenas e tranquilizadoras daquele pilar da democracia e paradigma do político socialista que é o ministro dos Assuntos Parlamentares: «o Governo não tem a intenção, nem o fará, de privatizar a RTP». Bem haja doutor Lacão.
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BREIQUINGUE NIUZ: mais uma bastonada
Independentemente de Lula da Silva não ter obviamente nem perfil, nem background, nem domínio das línguas francas, etc. (um enorme etc.) adequados para vir a ser um aceitável secretário-geral da ONU, donde resulta que quem se tenha lembrado dele para esse efeito é também obviamente uma criatura delirante, pergunto-me qual o sentido duma associação profissional como a Ordem dos Advogados estar a meter o bedelho na ONU?
Nenhum. Não espanta por isso que o autor dessa proposta tenha sido o bastonário António Marinho que, à míngua de talento para contribuir no sentido de endireitar a justiça portuguesa, se ocupa destes temas galácticos.
Nenhum. Não espanta por isso que o autor dessa proposta tenha sido o bastonário António Marinho que, à míngua de talento para contribuir no sentido de endireitar a justiça portuguesa, se ocupa destes temas galácticos.
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24/03/2010
Lost in translation (36) - José Sócrates, o português encalhado
O artigo de François Musseau, enviado especial do Libération a Lisboa, «José Sócrates, le Portugais ensablé» não foi publicado em Portugal devido a «problemas de impressão», leu-se no Expresso da semana passada.
Provavelmente os problemas de impressão resultaram do Libé, como é conhecido no meio esquerdista, ter feito eco dos problemas de carácter do homem, das inúmeras trapalhadas em que se tem visto envolvido desde sempre, e do beco político sem saída em que se encontra. O artigo cita inclusive uma frase assassina do bloquista Fernando Rosas que é um bom resumo do CV de Sócrates: «o seu percurso é o de um jovem lobo sem ideologia, oportunista, um produto puro do aparelho por onde trepou».
Há um mês e meio não houve qualquer problema de impressão quando foi publicado no mesmo Libération um artigo laudatório aqui citado pelo Insurgente que provocou o êxtase do ramo blogueiro da clique socrática.
Provavelmente os problemas de impressão resultaram do Libé, como é conhecido no meio esquerdista, ter feito eco dos problemas de carácter do homem, das inúmeras trapalhadas em que se tem visto envolvido desde sempre, e do beco político sem saída em que se encontra. O artigo cita inclusive uma frase assassina do bloquista Fernando Rosas que é um bom resumo do CV de Sócrates: «o seu percurso é o de um jovem lobo sem ideologia, oportunista, um produto puro do aparelho por onde trepou».
Há um mês e meio não houve qualquer problema de impressão quando foi publicado no mesmo Libération um artigo laudatório aqui citado pelo Insurgente que provocou o êxtase do ramo blogueiro da clique socrática.
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alegada inocência,
E agora José?
SERVIÇO PÚBLICO: TGV, o comboio dos pés grandes
O TGV e o pé castelhano
O TGV vai custar 15 mil milhões de euros; o investimento irá para as empresas estrangeiras e o Estado deverá ter de subsidiar a deficitária linha Lisboa-Madrid. Dividido pelos 3 milhões de pessoas que pagam impostos, custará 5 mil euros a cada contribuinte. E é com o dinheiro dos impostos que o Ministério das Obras Públicas fez circular meia-verdades num encarte.
Na Suécia, o Tribunal de Contas critica fortemente as PPP, que tiveram derrapagens de custos e obrigaram o Estado a subsidiar os 30 quilómetros da única linha-piloto. A Espanha paga, em subsídios à AVE, 1,1 mil milhões de euros por ano. Em Portugal, o Tribunal de Contas condena com frequência as PPP.
Ainda falam em vantagens como:
- Reduzir os custos para o Estado;
- Diluir custos no tempo;
- Cumprir prazos sem derrapagens;
- Estimular a inovação e eficiência.
Vamos a elas:
- Reduzir: Os TGV são deficitários. A alternativa não é gastar menos, mas não gastar no inútil.
- Diluir: O TGV rouba o escasso capital das inovadoras e empregadoras PME para obras megalómanas. Substitui o capital público dos contribuintes pelo acumulo do bilhete dez vezes mais caro que um voo low-cost. Assim, não é investimento, mas custo para o Estado.
- Derrapagem: Até na Suécia derrapou. Seria o primeiro contrato em 750 anos (*) de Portugal sem derrapagem?
- Inovação: A tecnologia do TGV tem 150 anos; uma locomotiva, força bruta. Já o Alfa usa a ciência, pendula, com motores por baixo das carruagens, é leve, usa pontes ligeiras, carris normais.
O TGV custa nove vezes mais a construir, cinco mais a explorar. Ganha só 20 min. no total de 5,5 horas dos centros de Lisboa a Madrid. O vital é o tempo total, não a velocidade máxima. E o bilhete custará o triplo. Inovar é Light-alfa, que faz 260km/h e une Lisboa a Abrantes e Castelo Branco, antes da Espanha. E bitola europeia, não a ibérica a que ela nos obrigou há cem anos, com seis pés castelhanos.
Com os impostos dos contribuintes estão a desinformar! Leia o Plano Integrado dos Transportes!
[Jack Soifer no OJE]
(*) O autor retirou 117 anos a Portugal, o que se compreende considerando a a idade mental do eleitorado.
O TGV vai custar 15 mil milhões de euros; o investimento irá para as empresas estrangeiras e o Estado deverá ter de subsidiar a deficitária linha Lisboa-Madrid. Dividido pelos 3 milhões de pessoas que pagam impostos, custará 5 mil euros a cada contribuinte. E é com o dinheiro dos impostos que o Ministério das Obras Públicas fez circular meia-verdades num encarte.
Na Suécia, o Tribunal de Contas critica fortemente as PPP, que tiveram derrapagens de custos e obrigaram o Estado a subsidiar os 30 quilómetros da única linha-piloto. A Espanha paga, em subsídios à AVE, 1,1 mil milhões de euros por ano. Em Portugal, o Tribunal de Contas condena com frequência as PPP.
Ainda falam em vantagens como:
- Reduzir os custos para o Estado;
- Diluir custos no tempo;
- Cumprir prazos sem derrapagens;
- Estimular a inovação e eficiência.
Vamos a elas:
- Reduzir: Os TGV são deficitários. A alternativa não é gastar menos, mas não gastar no inútil.
- Diluir: O TGV rouba o escasso capital das inovadoras e empregadoras PME para obras megalómanas. Substitui o capital público dos contribuintes pelo acumulo do bilhete dez vezes mais caro que um voo low-cost. Assim, não é investimento, mas custo para o Estado.
- Derrapagem: Até na Suécia derrapou. Seria o primeiro contrato em 750 anos (*) de Portugal sem derrapagem?
- Inovação: A tecnologia do TGV tem 150 anos; uma locomotiva, força bruta. Já o Alfa usa a ciência, pendula, com motores por baixo das carruagens, é leve, usa pontes ligeiras, carris normais.
O TGV custa nove vezes mais a construir, cinco mais a explorar. Ganha só 20 min. no total de 5,5 horas dos centros de Lisboa a Madrid. O vital é o tempo total, não a velocidade máxima. E o bilhete custará o triplo. Inovar é Light-alfa, que faz 260km/h e une Lisboa a Abrantes e Castelo Branco, antes da Espanha. E bitola europeia, não a ibérica a que ela nos obrigou há cem anos, com seis pés castelhanos.
Com os impostos dos contribuintes estão a desinformar! Leia o Plano Integrado dos Transportes!
[Jack Soifer no OJE]
(*) O autor retirou 117 anos a Portugal, o que se compreende considerando a a idade mental do eleitorado.
Lost in translation (35) - brothers in arms
Os parceiros de negócio privilegiados de José Sócrates
Para quando Kim Il Jong e Raul Castro?
Lição: de um mau primeiro-ministro pode fazer-se um delegado de vendas medíocre.
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