Continuação de (1).
Com a tendência que nos é reconhecida de confundir a nuvem com Juno, conseguiu-se transformar um problema de violação da confidencialidade dos dados fiscais numa discussão sobre existência ou de uma lista de luminárias com o direito a não serem devassados, direito não reconhecido aos restantes contribuintes.
Evidentemente que os políticos da oposição e os jornalistas de causas – duas corporações frequentemente indistinguíveis – e ainda os sindicalistas das finanças não embarcaram nesta confusão por engano. As duas primeiras corporações visaram entalar o governo que segundo a tese em vigor pretenderia esconder do escrutínio público a sua fiscalidade duvidosa. A terceira corporação pretendia algo ainda menos confessável: evitar ela própria ser escrutinada pela violação sistemática da confidencialidade fiscal por razões de «curiosidade» ou outras não especificadas.
O que nos revela o relatório da Comissão Nacional de Protecção de Dados divulgado na terça-feira é digno de um Estado Policial. Quase 10 mil funcionários têm acesso aos dados de qualquer contribuinte sob qualquer pretexto. Estagiários, tarefeiros, pessoal das empresas prestadoras de serviços têm igualmente acesso. No total 12 mil olheiros perscrutam os nossos dados fiscais. Sem surpresa, Passos Coelho foi o alvo preferido com 137 acessos aos seus dados por 41 olheiros diferentes. Não há notícia de acessos aos dados de Sócrates ou Costa.
Não é preciso ser-se um profeta para antecipar que passada esta tempestade mediática o business volta ao as usual e muito provavelmente tudo permanecerá na mesma até ao próximo escândalo.
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
04/04/2015
03/04/2015
DIÁRIO DE BORDO: R.I.P.
José Silva Lopes, economista que defendeu sempre o que julgava certo, embora muitas vezes errado, como aqui nos tempos iniciais da intervenção da troika, até perceber que sendo nossa a doença teríamos de ser nós a engolir a poção e a pagá-la.
Nem só o Estado é amigo do empreendedor (5) - A maldição do jornalismo promocional – ainda a Ydreams
Uma semana depois de ter escrito este post de 6 sobre a Ydreams, a Renascença consultou o Plano de Revitalização Especial (como é hoje conhecido o processo de falência) e fez aqui um resumo das asneiras de gestão e das desgraças auto-infligidas pela equipa mediática de António Câmara.
Está lá todo o paradigma das empresas de sucesso do socratismo e do jornalismo promocional que com ele conviveu em alegre simbiose. Sublinho apenas dois vectores: as parcerias com empresas do regime (neste caso a ES Ventures do GES) e os clientes principais (neste caso o Estado). Estava escrito nas estrelas.
Nas suas declarações à Renascença, António Câmara revela-se um perfeito Bourbon, como costumamos chamar no (Im)pertinências a quem nada esquece nem nada aprende, e prepara-se para torrar mais uns milhões aos credores se estes forem na conversa e se sacrificarem ao efeito Lockheed TriStar. Seria preferível seguir o seu próprio conselho e ir «dar aulas de ténis para o Estádio Nacional com um balde de bolas».
Está lá todo o paradigma das empresas de sucesso do socratismo e do jornalismo promocional que com ele conviveu em alegre simbiose. Sublinho apenas dois vectores: as parcerias com empresas do regime (neste caso a ES Ventures do GES) e os clientes principais (neste caso o Estado). Estava escrito nas estrelas.
Nas suas declarações à Renascença, António Câmara revela-se um perfeito Bourbon, como costumamos chamar no (Im)pertinências a quem nada esquece nem nada aprende, e prepara-se para torrar mais uns milhões aos credores se estes forem na conversa e se sacrificarem ao efeito Lockheed TriStar. Seria preferível seguir o seu próprio conselho e ir «dar aulas de ténis para o Estádio Nacional com um balde de bolas».
02/04/2015
Dúvidas (87) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (8)
Outras obras feitas de Costa.
«Depois de numerosos contactos com António Costa e Manuel Salgado, o promotor teve luz verde, em 2011, para construir uma certa área. Em Janeiro, com o lote já nas mãos de uma empresa ligada ao BES, a câmara viabilizou uma área de construção superior em 89%.»
Ver aqui os detalhes da estória da triangulação Costa - Salgado (o primo do DDT) - António de Sousa (o amigo do DDT).
«Depois de numerosos contactos com António Costa e Manuel Salgado, o promotor teve luz verde, em 2011, para construir uma certa área. Em Janeiro, com o lote já nas mãos de uma empresa ligada ao BES, a câmara viabilizou uma área de construção superior em 89%.»
Ver aqui os detalhes da estória da triangulação Costa - Salgado (o primo do DDT) - António de Sousa (o amigo do DDT).
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é muito para um homem só,
pela boca morre o peixe
Lost in translation (233) – there is no such thing as flag carrier (IV) – Me too
Continuação de (I), II) e (III)
«A chegada das companhias aéreas de baixo custo aos Açores, que está a horas de se concretizar, já pôs a mexer a economia local. Hoje (29-03), a Easyjet começou a voar de Lisboa para Ponta Delgada. E a 1 de Abril, na quarta-feira, também a Ryanair estreará as suas ligações para São Miguel. As novas ligações serão um forte contributo para o aumento de passageiros que se espera no aeroporto João Paulo II.» (SOL)
«A TAP decidiu reformular a operação para os Açores, acrescentando mais voos às ligações do Continente às principais ilhas, anunciou hoje (30-03) a empresa». (DN)
Dionísio Pestana disse recentemente «A TAP pouco contribuiu para o crescimento do Algarve, Madeira ou Porto. Temos de agradecer às companhias Low cost, que foram os grandes salvadores do turismo.» A omissão dos Açores explica-se porque o grupo Pestana, o maior grupo hoteleiro português, ainda não tem um hotel nos Açores.
Entretanto, para não variar a TAP, vive «um desespero completo de tesouraria». (RR)
«A chegada das companhias aéreas de baixo custo aos Açores, que está a horas de se concretizar, já pôs a mexer a economia local. Hoje (29-03), a Easyjet começou a voar de Lisboa para Ponta Delgada. E a 1 de Abril, na quarta-feira, também a Ryanair estreará as suas ligações para São Miguel. As novas ligações serão um forte contributo para o aumento de passageiros que se espera no aeroporto João Paulo II.» (SOL)
«A TAP decidiu reformular a operação para os Açores, acrescentando mais voos às ligações do Continente às principais ilhas, anunciou hoje (30-03) a empresa». (DN)
Dionísio Pestana disse recentemente «A TAP pouco contribuiu para o crescimento do Algarve, Madeira ou Porto. Temos de agradecer às companhias Low cost, que foram os grandes salvadores do turismo.» A omissão dos Açores explica-se porque o grupo Pestana, o maior grupo hoteleiro português, ainda não tem um hotel nos Açores.
Entretanto, para não variar a TAP, vive «um desespero completo de tesouraria». (RR)
01/04/2015
ACREDITE SE QUISER: O combate do século
«Vladimir Putin has until the end of today to consider a one-off proposal from Petro Poroshenko, Ukraine’s embattled president, which could end the fighting in the Donbas and set a template for conflict-resolution elsewhere. Hoping to use their glaring personal animosity to save rather than end lives—and exploiting their nations’ shared love of martial sports—Mr Poroshenko suggests the breakaway region’s future be determined in single combat between the two presidents. Mr Putin’s spokesman has hinted he is amenable, providing the discipline is judo and that one of his associates gets the contract to build the venue. Officials from the OSCE will referee. Parties to other disputes are watching closely. Already Yanis Varoufakis, Greece’s finance minister, has floated the idea of settling the terms of its bail-out by arm-wrestling Angela Merkel and representatives of the “troika” of creditors on a tag-team basis. A spokesman for Mrs Merkel said: “Bring it on.”»
The Economist Espresso's scoop of fools day
The Economist Espresso's scoop of fools day
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Ridendo castigat mores,
se non è vero
CONDIÇÃO MASCULINA: Para tirar os trapinhos qualquer causa é boa, mas há umas causas mais imbecis do que outras (17)
Outros trapinhos tirados.
Como se fosse necessário demonstrar que a imbecilidade não tem sexo, cinco marmanjos resolveram também tirar os trapinhos para promover o regresso de um programa de televisão. As militantes da Femen ao menos libertam os mamilos, como agora se passou a dizer, estes censuram os tintins.
Nestas ocasiões, lembro-me de Albert Einstein ter garantido que havia pelo menos duas coisas infinitas no universo: o próprio universo e a estupidez humana - embora, quanto à primeira, ele não estivesse seguro.
Esclarecimento: Este post não tem nada a ver com a efeméride.
Como se fosse necessário demonstrar que a imbecilidade não tem sexo, cinco marmanjos resolveram também tirar os trapinhos para promover o regresso de um programa de televisão. As militantes da Femen ao menos libertam os mamilos, como agora se passou a dizer, estes censuram os tintins.
Nestas ocasiões, lembro-me de Albert Einstein ter garantido que havia pelo menos duas coisas infinitas no universo: o próprio universo e a estupidez humana - embora, quanto à primeira, ele não estivesse seguro.
Esclarecimento: Este post não tem nada a ver com a efeméride.
CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (XVIII) – Dando tiros nos pé
Outros purgatórios a caminho dos infernos.
Alexis Papachelas, uma espécie de sereia boa que canta aos ouvidos gregos tapados com cera esquerdista alertando para a iminência do encalhe da trirreme pilotada pela coligação Syriza-Anel , escreveu no ekathimerini:
«Once more, we have shot ourselves in the foot. All this discussion about vested interests and corruption needs to finally reach some kind of conclusion because the way it is being conducted has simply pandered to a handful of leftists and center-left intellectuals. We also have to consider the few big investors left in Greece, who are being driven to desperation. First of all, the Chinese, who are waiting to see whether the visits this past week by Greek government officials to China will unlock the rest of the privatization of Piraeus. The Canadians are also waiting to see how their investments will fare as there’s almost no communication with official authorities in Athens.
The general secretary for investment recently did great promo work when he told an international forum that it is perfectly normal for the legal framework to change and investments to be reviewed by a new government. How can anyone be expected to sink any money in a country when they don’t know what tomorrow will bring?
We have lost friends and supporters. We shouldn’t confuse those who view Greece as the spark that will set off the European revolution with the allies we need to get back on our feet. We appear to be under the delusion that because we have a privileged geopolitical position and many natural attractions, everyone will come running. We are kidding ourselves. We are in competition with the entire world and especially with our neighbors who don’t turn investors away.
It is depressing how isolated we have become and even more so that we don’t appear to realize it. It will take years to rebuild the Greek brand name.»
Entretanto, mostrando as suas afinidades, o primeiro-ministro Tsipras a caminho de Moscovo na próxima semana já foi declarando que se opõe às sanções económicas à Rússia, as quais, recorde-se, se devem à anexação pelo czar Vladimir de um território ucraniano – Crimeia – e da intervenção com milícias ao seu serviço nas zonas fronteiriças.
Alexis Papachelas, uma espécie de sereia boa que canta aos ouvidos gregos tapados com cera esquerdista alertando para a iminência do encalhe da trirreme pilotada pela coligação Syriza-Anel , escreveu no ekathimerini:
«Once more, we have shot ourselves in the foot. All this discussion about vested interests and corruption needs to finally reach some kind of conclusion because the way it is being conducted has simply pandered to a handful of leftists and center-left intellectuals. We also have to consider the few big investors left in Greece, who are being driven to desperation. First of all, the Chinese, who are waiting to see whether the visits this past week by Greek government officials to China will unlock the rest of the privatization of Piraeus. The Canadians are also waiting to see how their investments will fare as there’s almost no communication with official authorities in Athens.
The general secretary for investment recently did great promo work when he told an international forum that it is perfectly normal for the legal framework to change and investments to be reviewed by a new government. How can anyone be expected to sink any money in a country when they don’t know what tomorrow will bring?
We have lost friends and supporters. We shouldn’t confuse those who view Greece as the spark that will set off the European revolution with the allies we need to get back on our feet. We appear to be under the delusion that because we have a privileged geopolitical position and many natural attractions, everyone will come running. We are kidding ourselves. We are in competition with the entire world and especially with our neighbors who don’t turn investors away.
It is depressing how isolated we have become and even more so that we don’t appear to realize it. It will take years to rebuild the Greek brand name.»
Entretanto, mostrando as suas afinidades, o primeiro-ministro Tsipras a caminho de Moscovo na próxima semana já foi declarando que se opõe às sanções económicas à Rússia, as quais, recorde-se, se devem à anexação pelo czar Vladimir de um território ucraniano – Crimeia – e da intervenção com milícias ao seu serviço nas zonas fronteiriças.
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31/03/2015
Dúvidas (86) - Separados à nascença? Porque não fazem uma coligação?
Há dois anos, o então líder do PS, António José Seguro, pretendia levar ao Congresso do PS a sua moção «Portugal tem Futuro» onde defendia uma «política europeia de progressiva mutualização dos sistemas de apoio ao emprego e de combate ao desemprego, em particular do subsídio de desemprego».
A coisa morreu logo ali porque Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, arrumou o assunto dizendo que o PS não deveria fazer promessas inexequíveis, como a mutualização do seguro de desemprego ou os eurobonds.
Não ser exequível já não seria pouco, mas além disso teria o mesmo inconveniente de quase todas as mutualizações europeias: em potência um meio de fazer pagar as políticas erradas pelos que têm as políticas certas, ou menos erradas, vá lá. Se, além do financiamento, ainda se quiser harmonizar as regras, então a coisa passaria a ser um desastre enfermando da mesma doença da moeda única: aplicar uma receita única a 28 economias com problemas distintos e, pior do que tudo, mesmo quando tem problemas parecidos, com causas bastante diferentes.
Morto politicamente Seguro, o governo PSD-CDS dito «neoliberal» agarrou a bandeira da mutualização do subsídio de desemprego e incluiu-a à calada num conjunto de propostas que vai apresentar ao Conselho Europeu de Junho. Digo à calada porque a coisa segundo o Expresso foi divulgada pela Reuters e publicada pelo New York Times.
A coisa morreu logo ali porque Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, arrumou o assunto dizendo que o PS não deveria fazer promessas inexequíveis, como a mutualização do seguro de desemprego ou os eurobonds.
Não ser exequível já não seria pouco, mas além disso teria o mesmo inconveniente de quase todas as mutualizações europeias: em potência um meio de fazer pagar as políticas erradas pelos que têm as políticas certas, ou menos erradas, vá lá. Se, além do financiamento, ainda se quiser harmonizar as regras, então a coisa passaria a ser um desastre enfermando da mesma doença da moeda única: aplicar uma receita única a 28 economias com problemas distintos e, pior do que tudo, mesmo quando tem problemas parecidos, com causas bastante diferentes.
Morto politicamente Seguro, o governo PSD-CDS dito «neoliberal» agarrou a bandeira da mutualização do subsídio de desemprego e incluiu-a à calada num conjunto de propostas que vai apresentar ao Conselho Europeu de Junho. Digo à calada porque a coisa segundo o Expresso foi divulgada pela Reuters e publicada pelo New York Times.
ARTIGO DEFUNTO: Metendo os pés pelas mãos
A propósito da publicação pelo INE do «Procedimento dos Défices Excessivos (1ª Notificação de 2015) – 2015», que, note-se, tem uma única referência ao impacto da banca (a saber: que a capitalização do Novo Banco por agora não tem nenhum impacto, como se sabe), o DN espalha-se em dissertações delirantes sobre «o custo suportado pelos contribuintes com apoios ao sector financeiro e bancário, diretamente refletido nos sucessivos défices orçamentais desde 2008.»
Na dissertação, o jornalista confunde as ajudas de capital aos bancos, nomeadamente BCP e BPI (este já restituiu a totalidade da ajuda), que não têm impacto no défice e até foram um bom negócio para o Estado que recebeu juros muito acima dos correntes, com o aumento de capital da CGD e, pior de tudo, confunde aquelas ajudas e a injecção de capital na CGD com a torrefacção que José Sócrates pela mão de Teixeira dos Santos deixou montada para queimar dinheiro no BPN fazendo uma nacionalização do BPN que, nas palavras de Teixeira dos Santos, «não custou nada» e o nada vai já em 7 mil milhões.
Com estes delírios, o jornalista não apenas meteu na mesma caixa coisas completamente diferentes como, de caminho, tentou limpar a caderneta do governo que nos conduziu à bancarrota. Leva a medalha «preso 44».
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30/03/2015
CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (XVII) – Chutando a bola para a frente
Outros purgatórios a caminho dos infernos.
«Greece Can No Longer Kick the Can Down the Road» titulou o Money Beat, um bom sumário do que pensam os 5 economistas que cita. Outro título sugestivo do WSL desmonta uma falácia a que o governo Syriza-Anel tem recorrido: «Greece’s Fate Lies in Athens’ Hands, Not Berlin’s».
Quem não parece preocupado é o governo grego que até esta manhã não tinha apresentado as propostas de reformas às «instituições» anteriormente conhecidas como troika, para além, supõe-se, dos documentos escritos em grego em telemóveis.
E, no entanto, o fundo do cofre está à vista.
«Greece Can No Longer Kick the Can Down the Road» titulou o Money Beat, um bom sumário do que pensam os 5 economistas que cita. Outro título sugestivo do WSL desmonta uma falácia a que o governo Syriza-Anel tem recorrido: «Greece’s Fate Lies in Athens’ Hands, Not Berlin’s».
Quem não parece preocupado é o governo grego que até esta manhã não tinha apresentado as propostas de reformas às «instituições» anteriormente conhecidas como troika, para além, supõe-se, dos documentos escritos em grego em telemóveis.
E, no entanto, o fundo do cofre está à vista.
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| Fonte: The Economist Espresso |
Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (34) – Conquistas de Abril
«A grande conquista de Abril foi elevar os heróis populares, como Eusébio e Amália, a heróis nacionais e os caciques locais, como Sócrates, a caudilhos nacionais.» (lido no Portugal Contemporâneo)
LA DONNA E UN ANIMALE STRAVAGANTE: Para tirar os trapinhos qualquer causa é boa, mas há umas melhores que outras (16)
Outros trapinhos tirados.
Levou algum tempo mas o movimento tirar os trapinhos chegou às massas femininas. Até recentemente era a vanguarda da Femen com as suas activistas que «libertavam o mamilo». Não mais. Graças às redes sociais chegou a «revolução» (sim, é essa a palavra) que «começou na Islândia, após uma jovem de 17 anos ter sido criticada no Twitter por participar numa campanha que defende que não deveria haver qualquer diferença entre a imagem de um rapaz em tronco nu e a de uma rapariga. Após o seu caso, a 'hashtag' #FreeTheNipple tornou-se viral e o Twitter está hoje cheio de fotos de mulheres a mostrarem os seus mamilos.»
Segundo o jornalismo de causas trata-se de «retirar a carga sexual atribuída por muitas culturas aos mamilos femininos». Para quando o movimento para retirar a carga sexual injustamente atribuída aos pénis?
Levou algum tempo mas o movimento tirar os trapinhos chegou às massas femininas. Até recentemente era a vanguarda da Femen com as suas activistas que «libertavam o mamilo». Não mais. Graças às redes sociais chegou a «revolução» (sim, é essa a palavra) que «começou na Islândia, após uma jovem de 17 anos ter sido criticada no Twitter por participar numa campanha que defende que não deveria haver qualquer diferença entre a imagem de um rapaz em tronco nu e a de uma rapariga. Após o seu caso, a 'hashtag' #FreeTheNipple tornou-se viral e o Twitter está hoje cheio de fotos de mulheres a mostrarem os seus mamilos.»
Segundo o jornalismo de causas trata-se de «retirar a carga sexual atribuída por muitas culturas aos mamilos femininos». Para quando o movimento para retirar a carga sexual injustamente atribuída aos pénis?
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29/03/2015
CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (XVI) – Prontos para a bancarrota em grego
Outros purgatórios a caminho dos infernos.
Euclid Tsakalotos, ministro-adjunto das relações económicas internacionais, garante que a Grécia «está pronta, caso as coisas não corram bem, para uma rutura».
É bom que estejam prontos porque já saíram dos bancos gregos 7,6 mil milhões em Fevereiro e 20 mil milhões desde o início do ano e as «instituições», anteriormente chamadas de troika, não parecem estar pelos ajustes de libertar o dinheiro contra um documento «demasiado vago, não credível e não escrutinável», «em formato digital através de dispositivos móveis e escritos somente em grego».
Euclid Tsakalotos, ministro-adjunto das relações económicas internacionais, garante que a Grécia «está pronta, caso as coisas não corram bem, para uma rutura».
É bom que estejam prontos porque já saíram dos bancos gregos 7,6 mil milhões em Fevereiro e 20 mil milhões desde o início do ano e as «instituições», anteriormente chamadas de troika, não parecem estar pelos ajustes de libertar o dinheiro contra um documento «demasiado vago, não credível e não escrutinável», «em formato digital através de dispositivos móveis e escritos somente em grego».
ACREDITE SE QUISER: A ferramenta analítica do PS e a criminalidade que desce durante a crise
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| A ferramenta analítica do PS |
A ferramenta do PS chega com um atraso de 10 anos. Se tivesse chegado em 2006 talvez tivesse permitido ao governo socialista de então adiar a bancarrota.
Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna citado pelo Expresso, apesar da «austeridade» da qual, segundo os manuais da esquerdalhada, deveria resultar o aumento de criminalidade pelos exércitos de proletários esfomeados, em 2014 inexplicavelmente o número de participações de crimes diminuiu de 6,7% e os crimes graves reduziram-se de 5,4%. Diminuíram ainda os roubos a correios (60%), os assaltos a ourivesarias (49%), a bancos (31%) e a residência (13,8%). Só não é inexplicável a redução de 15% dos casos de condução sob o efeito do álcool – a «austeridade» deixou os exércitos de proletários sem dinheiro para comprar briol ou ficaram a curtir as pielas na cama.
28/03/2015
Nem todos os obamas de Obama fazem felizes os obamófilos: episódio (81) – O obamismo não sabe escolher os inimigos
Depois de ter pedido formalmente ao Congresso no mês passado para declarar guerra ao grupo terrorista pomposamente autoproclamado Estado Islâmico, dando-lhe uma notoriedade com que o «califa» Abu Bakr al-Baghdadi não sonhou nem nos seus sonhos mais húmidos, Barack Obama assinou uma ordem executiva declarando «emergência nacional» devido à «extraordinary threat to the national security» colocada… pela Venezuela, insuflando assim mais um sopro de vida no chávismo moribundo. Maduro agradeceu e encenou imediatamente uma palhaçada convocando manobras militares com 80 mil tropas e observadores russos, invocando uma «ameaça intervencionista» à soberania da Venezuela.
Citando a Economist, receará Obama «um país com um governo que é incapaz de organizar um fornecimento fiável de papel higiénico, umas forças armadas cujas competências mais conhecidas são golpes de estado, contrabando de petróleo e tráfego de droga e de um presidente que passou a maior parte do mês de Janeiro viajando pelo mundo a pedir dinheiro?»
Citando a Economist, receará Obama «um país com um governo que é incapaz de organizar um fornecimento fiável de papel higiénico, umas forças armadas cujas competências mais conhecidas são golpes de estado, contrabando de petróleo e tráfego de droga e de um presidente que passou a maior parte do mês de Janeiro viajando pelo mundo a pedir dinheiro?»
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| Quase tão popular como Maduro, o herdeiro de Chávez |
A defesa dos centros de decisão nacional (12) – Unintended consequences (III)
[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10) e (11)]
Recordando: a coisa começou com um Manifesto dos 40, seguido pouco depois pelo Compromisso Portugal, fóruns de empresários e gestores que defendiam a manutenção no rectângulo dos chamados centros de decisão nacional. Ainda a tinta das assinaturas dos manifestos e compromissos não tinha secado e a família Vaz Guedes vendia a Somague aos espanhóis da Sacyr Vallehermoso.
Uns anos antes, por volta de 2005, Diogo Vaz Guedes anunciou com pompa e circunstância que haveria de abrir uma dúzia de hotéis nos 12 anos seguintes e para tal criou com António Mexia e Miguel Simões de Almeida a Aquapura. Dez anos depois a Aquapura está num processo de falência, que no newspeak se passou a chamar PER (Processo Especial de Revitalização) com uma dívida de 46 milhões – a quase totalidade detida pelo BES Investimentos, who else?
Outro centro de decisão nacional foi a Ongoing, a quem o Impertinente dedicou inúmeros posts, cujo deus ex machina foi o tio Ricardo do BES. Beneficiária do desnatamento da PT, cúmplice dos crimes que a derrubaram e vítima da sua queda, a Ongoing está ela própria próxima da ruína com uma dívida que se estima em 500 milhões. Os seus criadores – Nuno Vasconcelos e Rafael Mora – tão amigos que eles foram, estão agora desavindos.
E assim continua o fracasso de uma estratégia, muito celebrada por essa variedade do jornalismo de causas que baptizámos jornalismo promocional, assente no conúbio entre o capitalismo de compadres e o complexo político-empresarial socialista.
Recordando: a coisa começou com um Manifesto dos 40, seguido pouco depois pelo Compromisso Portugal, fóruns de empresários e gestores que defendiam a manutenção no rectângulo dos chamados centros de decisão nacional. Ainda a tinta das assinaturas dos manifestos e compromissos não tinha secado e a família Vaz Guedes vendia a Somague aos espanhóis da Sacyr Vallehermoso.
Uns anos antes, por volta de 2005, Diogo Vaz Guedes anunciou com pompa e circunstância que haveria de abrir uma dúzia de hotéis nos 12 anos seguintes e para tal criou com António Mexia e Miguel Simões de Almeida a Aquapura. Dez anos depois a Aquapura está num processo de falência, que no newspeak se passou a chamar PER (Processo Especial de Revitalização) com uma dívida de 46 milhões – a quase totalidade detida pelo BES Investimentos, who else?
Outro centro de decisão nacional foi a Ongoing, a quem o Impertinente dedicou inúmeros posts, cujo deus ex machina foi o tio Ricardo do BES. Beneficiária do desnatamento da PT, cúmplice dos crimes que a derrubaram e vítima da sua queda, a Ongoing está ela própria próxima da ruína com uma dívida que se estima em 500 milhões. Os seus criadores – Nuno Vasconcelos e Rafael Mora – tão amigos que eles foram, estão agora desavindos.
E assim continua o fracasso de uma estratégia, muito celebrada por essa variedade do jornalismo de causas que baptizámos jornalismo promocional, assente no conúbio entre o capitalismo de compadres e o complexo político-empresarial socialista.
27/03/2015
QUEM SÓ TEM UM MARTELO VÊ TODOS OS PROBLEMAS COMO PREGOS: O alívio quantitativo aliviará? (22) – O mito da deflação (V)
Outras marteladas.
«A Zona Euro, em particular, parece estar em perigo, já que os preços estão a cair pela primeira vez desde 2009. Diz-se que esta deflação é má porque torna ainda mais difícil para os devedores pagarem o que devem - especialmente nas economias problemáticas da periferia da Zona Euro como a Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha.
Mas esse receio é infundado, porque se baseia num mal-entendido. O que importa para a capacidade do serviço da dívida é o rendimento dos devedores, e não o nível geral de preços.
Com os preços do petróleo a cair, o rendimento real das famílias (ajustado pela inflação) deverá aumentar, porque não têm que gastar tanto dinheiro em combustíveis e aquecimento. Preços mais baixos do petróleo facilitam a vida das famílias altamente endividadas nos Estados Unidos ou na periferia da Zona Euro – e não o contrário. A queda dos preços no consumidor deve, portanto, ser vista como um bom sinal.
A maioria das empresas também vai beneficiar de menores custos de energia, melhorando a sua capacidade de pagar as suas dívidas. Isto também é particularmente relevante na periferia da Zona Euro, onde o sector não financeiro acumulou demasiadas dívidas durante o boom de crédito que antecedeu a crise financeira global de 2008. Além disso, embora a maioria das poupanças decorrentes da queda dos custos da energia possam, inicialmente, traduzir-se em maiores lucros, ao longo do tempo a concorrência vai forçar as empresas a transmitir parte desses ganhos excepcionais em forma de preços mais baixos ou salários mais altos.
Esta é outra consequência importante do petróleo barato: preços mais baixos tornam mais difícil calcular o ponto em que a pressão salarial se torna inflacionária. Uma vez que os salários podem aumentar em maior medida sem alimentar a inflação, a Reserva Federal dos Estados Unidos poderia sentir-se inclinada a atrasar a subida dos juros – algo que se espera que aconteça no verão.
As finanças públicas também devem beneficiar da deflação proporcionada por preços mais baixos do petróleo. As receitas estatais dependem do valor da produção nacional, não só do consumo. Embora os preços mais baixos do petróleo deprimam os preços no consumidor, deveriam impulsionar a produção e o PIB global.
Sem grandes variações nos preços das matérias-primas, o índice de preços no consumidor evolui juntamente com o deflator do PIB (o deflator de preços para toda a economia). Mas isso não vai acontecer este ano, porque os preços no consumidor estão a cair, enquanto o deflator do PIB (e o PIB nominal) continua a aumentar. Isso deve proporcionar receitas sólidas aos governos, o que é uma boa notícia para os Estados altamente endividados do mundo industrializado, mas particularmente para a periferia da Zona Euro.
A queda dos preços (no consumidor) na Zona Euro deve ser vista como um desenvolvimento positivo para todos os importadores de energia. A periferia da Zona Euro, em particular, pode esperar uma combinação ideal de taxas de juros baixas, uma taxa de câmbio favorável do euro e um aumento dos rendimentos reais como resultado do petróleo barato. Num ambiente deflacionário, os preços mais baixos do petróleo dificultam a tarefa do Banco Central Europeu de alcançar a sua meta de inflação próxima de 2%. Na realidade, os preços mais baixos do petróleo representam um benefício para a Europa - especialmente para os países que enfrentam maiores dificuldades.»
Excerto de «Porque a deflação é boa para a Europa», Daniel Gros no jornal de negócios
«A Zona Euro, em particular, parece estar em perigo, já que os preços estão a cair pela primeira vez desde 2009. Diz-se que esta deflação é má porque torna ainda mais difícil para os devedores pagarem o que devem - especialmente nas economias problemáticas da periferia da Zona Euro como a Grécia, Irlanda, Itália, Portugal e Espanha.
Mas esse receio é infundado, porque se baseia num mal-entendido. O que importa para a capacidade do serviço da dívida é o rendimento dos devedores, e não o nível geral de preços.
Com os preços do petróleo a cair, o rendimento real das famílias (ajustado pela inflação) deverá aumentar, porque não têm que gastar tanto dinheiro em combustíveis e aquecimento. Preços mais baixos do petróleo facilitam a vida das famílias altamente endividadas nos Estados Unidos ou na periferia da Zona Euro – e não o contrário. A queda dos preços no consumidor deve, portanto, ser vista como um bom sinal.
A maioria das empresas também vai beneficiar de menores custos de energia, melhorando a sua capacidade de pagar as suas dívidas. Isto também é particularmente relevante na periferia da Zona Euro, onde o sector não financeiro acumulou demasiadas dívidas durante o boom de crédito que antecedeu a crise financeira global de 2008. Além disso, embora a maioria das poupanças decorrentes da queda dos custos da energia possam, inicialmente, traduzir-se em maiores lucros, ao longo do tempo a concorrência vai forçar as empresas a transmitir parte desses ganhos excepcionais em forma de preços mais baixos ou salários mais altos.
Esta é outra consequência importante do petróleo barato: preços mais baixos tornam mais difícil calcular o ponto em que a pressão salarial se torna inflacionária. Uma vez que os salários podem aumentar em maior medida sem alimentar a inflação, a Reserva Federal dos Estados Unidos poderia sentir-se inclinada a atrasar a subida dos juros – algo que se espera que aconteça no verão.
As finanças públicas também devem beneficiar da deflação proporcionada por preços mais baixos do petróleo. As receitas estatais dependem do valor da produção nacional, não só do consumo. Embora os preços mais baixos do petróleo deprimam os preços no consumidor, deveriam impulsionar a produção e o PIB global.
Sem grandes variações nos preços das matérias-primas, o índice de preços no consumidor evolui juntamente com o deflator do PIB (o deflator de preços para toda a economia). Mas isso não vai acontecer este ano, porque os preços no consumidor estão a cair, enquanto o deflator do PIB (e o PIB nominal) continua a aumentar. Isso deve proporcionar receitas sólidas aos governos, o que é uma boa notícia para os Estados altamente endividados do mundo industrializado, mas particularmente para a periferia da Zona Euro.
A queda dos preços (no consumidor) na Zona Euro deve ser vista como um desenvolvimento positivo para todos os importadores de energia. A periferia da Zona Euro, em particular, pode esperar uma combinação ideal de taxas de juros baixas, uma taxa de câmbio favorável do euro e um aumento dos rendimentos reais como resultado do petróleo barato. Num ambiente deflacionário, os preços mais baixos do petróleo dificultam a tarefa do Banco Central Europeu de alcançar a sua meta de inflação próxima de 2%. Na realidade, os preços mais baixos do petróleo representam um benefício para a Europa - especialmente para os países que enfrentam maiores dificuldades.»
Excerto de «Porque a deflação é boa para a Europa», Daniel Gros no jornal de negócios
26/03/2015
Dúvidas (85) - «Caro porteiro Lello: não dá para gerir a clientela com a boca fechada?»
«Todos os partidos têm o seu porteiro de discoteca, e o do PS chama-se José Lello. A sua função é controlar a clientela, actividade que pratica há décadas com muita alegria e evidentes proveitos, recompensando quem se porta bem e dispensando uns carolos a quem se porta mal. Desta vez, a vítima foi Henrique Neto, um dos raríssimos socialistas que não embarcaram na aventura socrática e que nunca se cansaram de avisar quem era o senhor engenheiro técnico e para onde ele estava a conduzir o país.
Confrontado com o anúncio da candidatura de Neto à Presidência da República, José Lello decidiu chamar-lhe o “Beppe Grillo português”, o que faz tanto sentido quanto Batatinha acusar Henrique Neto de ser um palhaço.»
«O irmão Lello», João Miguel Tavares no Público
Confrontado com o anúncio da candidatura de Neto à Presidência da República, José Lello decidiu chamar-lhe o “Beppe Grillo português”, o que faz tanto sentido quanto Batatinha acusar Henrique Neto de ser um palhaço.»
«O irmão Lello», João Miguel Tavares no Público
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DIÁRIO DE BORDO: O Estado Sucial é uma espécie de tentativa de ter sol na eira e chuva no nabal
«The inherent vice of capitalism is the unequal sharing of blessings; the inherent virtue of socialism is the equal sharing of miseries».
Winston Churchill
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