Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

01/05/2010

Lost in translation (44) – A crise já acabou. Só não sabemos quando

Veja aqui uma retrospectiva da Rádio Renascença e fique a saber como o governo Sócrates I anunciou a aproximação do fim, o princípio do fim, a ultrapassagem e o fim da crise uma meia dúzia de vezes nos últimos 4 anos, pela boca do chefe e dos seus ajudantes.

O melhor anúncio foi o do próprio chefe em 25 de Março de 2008 (com a crise do subprime em curso):
«Os últimos três anos foram de uma governação mediática muito difícil e exigente, com um grande aumento da despesa pública um grande esforço de contenção da despesa pública, mas a crise orçamental de 2002, que voltou em 2005, agravou-se está ultrapassada e os factores que a motivaram mantêm-se porque não realizámos as reformas indispensáveis estão também resolvidos com as mudanças estruturais feitas no país.»

30/04/2010

CAMINHO PARA A SERVIDÃO: o comprovativo do estatuto

Portaria n.º 229-A/2010 23 de Abril da Presidência do Conselho de Ministros e Ministérios da Administração Interna e da Justiça
DR 79 SÉRIE I, 1º SUPLEMENTO
SUMÁRIO : Aprova os modelos de documentos comprovativos da atribuição do estatuto de vítima (do crime de violência doméstica)

Para quando os modelos de documentos comprovativos da atribuição do estatuto de agressor(a)?

SERVIÇO PÚBLICO: multiplicando o Pinhal Interior obtém-se um Pinhal Nacional

Com a adjudicação ao consórcio Ascendi, liderado pela Mota-Engil (who else?), de que é presidente executivo o ex-estradista Jorge Coelho, da concessão do Pinhal Interior com 567 km de estradas, com um valor de construção de cerca de mil milhões e um investimento total de 1,4 mil milhões ou 0,9% do PIB, o governo dá um grande passo no sentido da consolidação orçamental.

Porquê um passo para a consolidação orçamental? Porque o governo atira para fora do OE os mil milhões do valor de construção que, se considerado, ajudaria a escavacar as contas nos próximos anos, e, em contrapartida, nos OE das próximas décadas mete as compensações ao consórcio e tira as portagens.

Ao mesmo tempo que dá um passo para a consolidação orçamental, o governo dá outro passo para o crescimento. Como? Se fosse ao estudo de Marvão Pereira e Miguel Andraz («O impacto do investimento público na economia portuguesa») buscar os multiplicadores destas luminárias, por cada euro de investimento público o PIB aumentaria 9,5, as receitas fiscais 3,3 e o investimento privado 8,1. Não foi preciso. As estimativas do Estudo Integrado dos Impactes Económicos Globais para o conjunto das concessões preparado pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (EIIEG) são bem mais modestas e não atingem 100 milhões.

[DL = Douro Litoral, LO = Litoral Oeste, AEC = Auto-Estradas do Centro, PI = Pinhal Interior]

É claro que pode haver umas derrapagens, mas com o multiplicador a funcionar é tudo benefício. Por falar em derrapagens, o valor de construção contratado do Pinhal Interior é capaz de já ter derrapado ainda antes da obra começar. No EIIEG o valor actualizado líquido estimado incluindo construção, exploração e conservação é menos de 900 milhões.


Seja como for, a análise custo-benefício para o conjunto das concessões, e não apenas para o Pinhal Interior, elimina quaisquer dúvidas. A coisa é esmagadora como se pode ver no diagrama seguinte. O professor Cavaco deve estar felicíssimo, ele que impôs como condição que o governo não devia torrar um tostão sem uma análise custo-benefício.


Dirão os cépticos o valor do tempo dos utilizadores estimado em 6,3 mil milhões desequilibra a balança para o lado dos benefícios. E daí? Não é verdade que o tempo é dinheiro? Até mesmo o tempo para passear na concessão (244,7 milhões), que vale um quarto do custo de construção (ver diagrama seguinte).


Lamentavelmente, não foi considerado o incremento da Felicidade Nacional Bruta resultante da utilização do maravilhoso tapete betuminoso que a concessão do Pinhal Interior nos vai proporcionar.

Bem haja doutor Coelho.

29/04/2010

«Se os mercados nos estão a atacar é porque nos pusemos a jeito»

«É evidente que nos estão a atacar, mas isso não pode criar em nós uma sensação de injustiça … é necessário fazer alguma coisa [visto que a situação] não vai lá com conversa, … se não fizermos nada, alguém fará por nós. O País tem que fazer o trabalho de casa. É preciso trabalhar para pôr as coisas em ordem. É um problema de médio e longo prazo.»

É difícil não concordar com Santos Ferreira. Suspeito que vindas de alguém que gere tão sabiamente as suas relações com os poderes, tais palavras heréticas signifiquem que o presidente do Millenium bcp já está a trabalhar para o futuro.

CONDIÇÃO MASCULINA: engenharia social verde

A notícia do Spiegel e o post de O Insurgente já têm uns dias, mas a guerra dos sexos é um tema sempre actual, por isso o meu atraso não é relevante. Depois de décadas a discriminar positivamente as mulheres, membros masculinos (anteriormente conhecidos como homens) do Partido Verde alemão, resolveram «desconstruir o papel do homem» e publicaram um manifesto onde declaram abdicar de serem «machos» e querem ser «pessoas» porque «não se nasce homem, transforma-se num».

Eu normalmente ficaria ligeiramente preocupado com (mais) estas criaturas que aspiram a criar uma nova sociedade com «novas pessoas» que comunicarão entre si em newspeak. Felizmente a crise do euro e a decadência económica da Óropa levarão os gentios a preocuparam-se com coisas terrenas e, provavelmente, deixarão para as criaturas verdes estas obsessões esotéricas.

28/04/2010

NÓS VISTOS POR ELES: Portugal já está a arder

Jetzt brennt auch noch Portugal
Die schlimmsten Befürchtungen scheinen sich zu erfüllen: Nach Griechenland wird auch Portugal von der Schuldenkrise erfasst. S&P stuft beide Länder herab, an den Märkten bricht Panik aus. Auf EU-Ebene wird hektisch an Beschlüssen gearbeitet. Der Euro fällt.


[Edição alemã do FT]

PS: O bombeiro incendiário está a soprar atacar o incêndio?

Conversa fiada

Algumas reacções ao downgrade pela S&P da notação da dívida pública portuguesa de A+ para A-:

«Não penso que Portugal tenha uma situação semelhante à grega»
Jean Claude Juncker, presidente do Eurogrupo

«Não há relação entre Portugal e Grécia»
Jüergen Stark, membro executivo do BCE

«A situação de Portugal não é a mesma da Grécia»
François Baroin, ministro do Orçamento francês

«Deixem-me dizer claramente que não há problema com o refinanciamento da dívida grega, isso não é tema nenhum e ninguém que ocupe um cargo num governo fala disso»
Wolfgang Schaeuble, ministro das Finanças alemão

«Não há razões para que os mercados olhem para nós como têm olhado para a Grécia»
Teixeira dos Santos, ministro das Finanças

«Acompanho de perto o evoluir da turbulência nos mercados financeiros internacionais naquilo que respeita à dívida soberana de Portugal»
Cavaco Silva, presidente da República

«O que está em curso, em larga medida, é uma operação especulativa e essa operação escolhe vários alvos, (hoje) a Grécia, amanhã outro país, e Portugal pode também ser vítima amanhã desse tipo de especulação»
António Vitorino, advogado e reserva da Nação

«As agências de rating estão a servir para um ataque especulativo ao euro»
Porta-voz do Berloque de Esquerda

SERVIÇO PÚBLICO: comemorando o evento com greves

Segunda-feira a taxa de juro das OT a 10 anos subiu 0,26% para 5,23%, a maior subida numa só sessão desde há mais de 13 anos. A coisa fica ainda mais grave devido à maturidade da dívida que vai obrigar a novas emissões a curto prazo com taxas muito mais altas.

DIÁRIO DE BORDO: Australian football é rugby para maricas?

27/04/2010

Lost in translation (43) – Rigor? Já fizemos engenharia orçamental no passado. Voltaremos a fazê-lo no futuro, queria ele dizer (IX)

Faltou dizer neste post que o financiamento da Estamo para comprar mais de mil milhões de imóveis do Estado, fabricando receita para o OE, tem sido feito a partir da holding Parpública cuja dívida é de 3,7 mil milhões ou 2,3% do PIB ou 3% da dívida pública directa, holding que está a tentar vender a investidores internacionais os imóveis estacionados na Estamo.

DIÁRIO DE BORDO: dúvidas que me assaltam (2)

Intrigava-me eu com a apreciação positiva deste governo e do seu chefe (mais deste do que daquele) que o povo do Estado Social parece continuar a ter, depois de tudo o que se viu e do que se adivinha venha ainda a ver-se. Intrigava-me, mas já não me intrigo. Substituí aquela dúvida por outra que é: o que vai na mente de Miguel Sousa Tavares (MST), um dos mais celebrados comentadores do reino, quando na sua coluna habitual do Expresso desvaloriza uma a uma, seja por falta de substância, seja por falta de provas, seja porque não merece destaque no meio da «bandalheira» (o diploma), as trapalhadas em que José Sócrates (JS) está notoriamente envolvido e retém precisamente aquela que me parecia a mais inócua, para não dizer que até via nela qualquer coisa de positivo.

MST, dos casos Freeport, Cova da Beira, diploma da UI, Face Oculta, PT-TVI, Taguspark-Luís Figo, etc. retém o de Luís Figo, «que é grave», e os outros branqueia-os todos, com excepção das «casinhas para os amigos», considerando que, visto ter JS assumido «a autoria daqueles abortos urbanos», a coisa é «deveras preocupante» prefigurando o que o excelso projectista faria depois como responsável pelo ambiente.

Casinha e satisfeito autor do projecto

Antes de ser iluminado pelo pensamento de MST, eu pensava que sendo os projectos das «casinhas para os amigos» aparentemente a única actividade produtiva conhecida de JS deveriam ser valorizados como um exemplo positivo do seu (pouco) fazer pela vida, ainda que com o reverso negativo da qualidade de «abortos urbanos». Reverso negativo que deveria relativizar-se, pensava eu, pelo seu alinhamento pelo padrão geral dos projectos de casinhas. Apesar de iluminado, fiquei preocupado. Se a intelligentzia vê as trapalhadas daquele calibre como questões menores e elege a estética como critério da ética, o que pensará dessas trapalhadas o povo do Estado Social pouco dado à estética?

26/04/2010

SERVIÇO PÚBLICO: oportunidade perdida para o governo melhorar a notação da dívida pública portuguesa

Durante as audições na comissão de Investigações do Senado americano, foram apresentadas provas e testemunhos que indiciam que a Moody’s e a Standard & Poors «did it for the money», segundo a fórmula do presidente da comissão senador Carl Levin. Previsivelmente, vamos assistir a uma campanha doméstica para branquear os downgrades e os outlooks negativos da dívida pública portuguesa. Contudo, a teoria da conspiração mais conforme aos métodos socráticos, conhecidos por usar abundantemente a influência das agências de comunicação, entre outros meios menos confessáveis, deveria levar-nos a concluir que a notação da dívida poderia ser pior, não fora a venalidade e os conflitos de interesses das agências de rating.

Alguém se vai sentir enganado

Estão a terminar 10 anos de mandatos como governador do BdeP de Vítor Constâncio, um homem que foi secretário de estado em três governos, ministro num terceiro, deputado uma legislatura e secretário-geral do PS durante três anos, papéis que num país civilizado constituiriam potenciais conflitos de interesse que seriam suficientes para nunca ter sido nomeado para um lugar tão exigente em termos de independência. Com uma colagem tão óbvia ao PS nos últimos 5 anos que lhe mereceu o epíteto de ministro anexo, Vítor Constâncio confirmou as piores expectativas.

Sucede-lhe Carlos Costa um homem que parece ser o negativo de Constâncio e que até agora, entre governo, partidos do poder e da oposição, APB, banca do regime, banca independente, economistas, teve apreciações unanimemente positivas, que a terem sido sinceras, algumas forçosamente se devem a equívocos ou erros de apreciação. Aposto que nos próximos anos alguém se vai sentir enganado.

25/04/2010

SERVIÇO PÚBLICO: a propósito dos 36 anos do 25 de Abril

Há 48 anos o governo de Salazar insistia em pagar ao governo americano que começou por recusar, e pagou, um empréstimo ao abrigo do Plano Marshall que nunca ninguém tinha considerado como um empréstimo reembolsável. O director-geral da Contabilidade salazarista explicou ao diplomata que entregou o cheque que «um país pequeno só tem uma maneira de se fazer respeitar – é nada dever a quem quer que seja». O diplomata lembrou-se de contar a história «quando há dias vi(u) na televisão o nosso Presidente da República a ser enxovalhado pública e grosseiramente pelo seu congénere checo a propósito de dívidas acumuladas».

[A partir do texto «MEMÓRIAS DO PORTUGAL RESPEITADO» enviado por JARF, que pode ser lido integralmente aqui]

ARTIGO DEFUNTO: os desígnios do jornalismo de causas são insondáveis (8)

[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6) e (7)]

Se tivéssemos que classificar de alimária um economista, a qual dos seguintes aplicaríamos esse rótulo?
  • A Simon Johnson, o ex-economista chefe do FMI que comparou a actual situação portuguesa à situação argentina em 2001, a qual tinha na época um endividamento (62%) inferior ao português (77%);
  • A Nicolau Santos que classificou Simon Johnson como «alimária» na sua coluna do caderno Economia do Expresso e o incluiu no mesmo clube dos que «resolveram mal o sucesso do euro», um Nicolau Santos que até recentemente durante 5 anos desempenhou com gusto o papel de pastorinho da economia dos amanhãs que cantam enquanto abençoava a governação socrática que nos conduziu à presente situação comparável à Argentina de 2001.
E afinal será a situação portuguesa assim tão diferente da grega? O doutor Nicolau, em vez de estar a inventar explicações freudianas e teorias da conspiração, bem poderia ter olhado com mais atenção para o quadro publicado no caderno principal do seu jornal, e muito em particular para a dívida externa total e completá-los com outros indicadores, por exemplo, a taxa de poupança 7,5% e 5% e o défice do comércio externo 8% e 10%, respectivamente Portugal e Grécia.

Post Scriptum
No seu artigo, Nicolau Santos tenta justificar com as medidas anti-crise «grande parte» do aumento para 9,3% do défice previsto no OE 2009 que era de 2,7%. Pura fantasia, como NS sabe perfeitamente. Até ao final de 2009 o governo gastou menos de 1.100 milhões de euros dos 2.180 milhões previstos da Iniciativa para o Investimento e o Emprego. Em 2009 só foram gastos nessas medidas 824 milhões ou seja cerca de 0,5% do PIB. Onde está o grosso do acréscimo do défice: (9,3% - 2,7%) – 0,5% = 6,1%?

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: será o ministro das Finanças um copywriter frustrado?

Em Novembro do ano passado, Teixeira dos Santos hesitou entre apresentar o orçamento rectificativo – é assim que a coisa legalmente se chama, como «segunda proposta de Orçamento Suplementar para 2009 ou como uma primeira proposta de Orçamento Rectificativo» e acabou por inventar um neologismo: «orçamento redistributivo».

Já este ano chamou manutenção ao aumento dos impostos que resultará da redução das deduções e dos benefícios fiscais em sede de IRS. Não contente, a semana passada chamou «retrospectividade» à aplicação retroactiva a 1 de Janeiro da tributação das mais-valias, coisa contra os princípios mais elementares do direito.

Por estes contributos para o newspeak socrático merece o ministro um afonso pela ousadia, e cinco chateaubriands ou cinco ignóbeis, consoante a ousadia resulte da dificuldade de distinguir o newspeak da realidade ou do propósito deliberado de confundir ambos, respectivamente.

24/04/2010

Nem todos os obamas de Obama fazem felizes os obamófilos: episódio (45) olha se fosse o George

«If George W. Bush had been the first President to need a teleprompter installed to be able to get through a press conference, would you have laughed and said this is more proof of how inept he is on his own and is really controlled by smarter men behind the scenes?

If George W. Bush had spent hundreds of thousands of dollars to take Laura Bush to a play in NYC, would you have approved?

If George W. Bush had reduced your retirement plan's holdings of GM stock by 90% and given the unions a majority stake in GM, would you have approved?

If George W. Bush had made a joke at the expense of the Special Olympics, would you have approved?

If George W. Bush had given Gordon Brown a set of inexpensive and incorrectly formatted DVDs, when Gordon Brown had given him a thoughtful and historically significant gift, would you have approved?

If George W. Bush had given the Queen of England an iPod containing videos of his speeches, would you have thought this embarrassingly narcissistic and tacky?

If George W. Bush had bowed to the King of Saudi Arabia, would you have approved?

If George W. Bush had visited Austria and made reference to the non-existent "Austrian language," would you have brushed it off as a minor slip?

If George W. Bush had filled his cabinet and circle of advisers with people who cannot seem to keep current in their income taxes, would you have approved?

If George W. Bush had stated that there were 57 states in the United States, would you have said that he is clueless.

If George W. Bush would have flown all the way toDenmark to make a five minute speech about how the Olympics would benefit him walking out his front door, would you have thought he was a self important, conceited, egotistical prick?

If George W. Bush had been so Spanish illiterate as to refer to "Cinco de Cuatro" in front of the Mexican ambassador when it was the 5th of May (Cinco de Mayo), and continued to flub it when he tried again, would you have winced in embarrassment?

If George W. Bush had mis-spelled the word "advice" would you have hammered him for it for years like Dan Quayle and potatoe as proof of what a dunce he is?

If George W. Bush had burned 9,000 gallons of jet fuel to go plant a single tree on Earth Day, would you have concluded he's a hypocrite?

If George W. Bush's administration had okayed Air Force One flying low over millions of people followed by a jet fighter in downtown Manhattan causing widespread panic, would you have wondered whether they actually get what happened on 9-11?

If George W. Bush had failed to send relief aid to flood victims throughout the Midwest with more people killed or made homeless than in New Orleans, would you want it made into a major ongoing political issue with claims of racism and incompetence?

If George W. Bush had created the position of 32 Czars who report directly to him, bypassing the House and Senate on much of what is happening in America, would you have approved.

If George W. Bush had ordered the firing of the CEO of a major corporation, even though he had no constitutional authority to do so, would you have approved?

If George W. Bush had proposed to double the national debt, which had taken more than two centuries to accumulate, in one year, would you have approved?

If George W. Bush had then proposed to double the debt again within 10 years, would you have approved?

So, tell me again, what is it about Obama that makes him so brilliant and impressive? Can't think of anything? Don't worry. He did all this in the first year of his Presidency -- so you'll have three more years to come up with an answer.»


[That idiot, George Bush, post de Dissecting Leftism]

Afinal para que é que isso serve?

Comentando o facto de no Brasil se gastar cinco vezes mais em viagras e implantes mamários do que no tratamento da doença de Alzheimer, o médico Dráuzio Varella concluiu que «daqui a alguns anos teremos homens muito viris e mulheres de peitos esplêndidos sem se lembraram para que é que isso serve». [Citado pelo Sol]

23/04/2010

CASE STUDY: pedagogia pós-moderna

«In an era when students talk back to teachers, skip class and wear ever-more-risque clothing to school, one central Texas city has hit upon a deceptively simple solution: Bring back the paddle.

Most school districts across the country banned paddling of students long ago. Texas sat that trend out. Nearly a quarter of the estimated 225,000 students who received corporal punishment nationwide in 2006, the latest figures available, were from the Lone Star State.

But even by Texas standards, Temple is unusual. The city, a compact railroad hub of 60,000 people, banned the practice and then revived it at the demand of parents who longed for the orderly schools of yesteryear. Without paddling, "there were no consequences for kids," said Steve Wright, who runs a construction business and is Temple's school board president.

Since paddling was brought back to the city's 14 schools by a unanimous board vote in May, behavior at Temple's single high school has changed dramatically, Wright said, even though only one student in the school system has been paddled.

"The discipline problem is much better than it's been in years," Wright said, something he attributed to the new punishment and to other discipline programs schools are trying. Residents of the city's comfortable homes, most of which sport neighborly, worn chairs out front, praise the change.»


[Continue a ler no Washington Post]

Declaração de interesse: na minha infância apanhei algumas reguadas que, à distância, me pareceram bastante didácticas.

Mitos (8) a dívida é um problema só do Estado

Não é. A começar nas famílias e acabar nas empresas, estamos todos endividados. Todos? Não será um exagero? Não é verdade que as nossas empresas cotadas são um exemplo de excelência? Algumas serão, mas no seu conjunto as empresas do PSI 20, la crème de la crème, apresentam o maior endividamento da Europa, endividamento que voltou a aumentar em 2009, segundo um estudo da Morgan Stanley. Antecipe-se o que lhes irá acontecer quando os juros recomeçarem a subir e os spreads da república aumentarem ainda mais.