Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

30/09/2004

TRIVIALIDADES: O mercado faz o preço.

«João Paulo Velez, assessor para a área da comunicação do primeiro-ministro, foi requisitado a uma agência de comunicação que trabalha para uma série de instituições privadas e públicas com interesses em sectores estratégicos da economia e para onde estão projectadas privatizações.Velez ganha quase o dobro de Pedro Santana Lopes..»

Qual é a novidade? Qual é a procura para os serviços do doutor Lopes?

O MEU LIVRO DE CABECEIRA: O sexo intangível.

Na geografia impertinente, área temática é uma província de intervenção do Impertinências. Aqui vai mais uma, para fazer companhia à Avaliação Contínua, às Blogaridades, etc.

O meu livro de cabeceira
O Impertinências também lê. Em vários sítios, em trânsito e também na cama. É das leituras de cama que trata esta área temática, onde se recenseiam obras de grande impacto que derrubam literalmente o Impertinências.

Para a inaugurar escolhi «Núcleo Intangível da Comunhão Conjugal - Os deveres conjugais sexuais» de Jorge Alberto Caras Altas Duarte Pinheiro, uma edição da Almedina.
A obra «corresponde, no essencial, à dissertação de doutoramento que foi apresentada por escrito» (por escrito, do no mistake), e está dividida em três emocionantes partes:

  • I Delimitação dos Deveres Conjugais Sexuais
  • II Natureza dos Deveres Conjugais Sexuais
  • III Garantia dos Deveres Conjugais Sexuais

Segundo o editor, «os clientes que compraram "O Núcleo Intangível" também compraram» (et pour cause):

  • Venda de Bens de Consumo - DL n.º 67/2003 Directiva n.º 1999/44/CE; Comentário João Calvão da Silva;
  • Estudo de Direito Privado Sobre a Cláusula Geral da Concorrência Desleal; Adelaide Menezes Leitão;
  • Curso de Processo de Execução; Fernando Amâncio Ferreira
  • Código do Trabalho-2004; Fernando Gonçalves e Manuel João Alves.

29/09/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Nacional e estrangeiro, por grosso.

«Eu acho que é preciso começar a falar da receita. Sinceramente, estou cansado de ouvir falar da despesa. Sabemos que ela é rígida, mas ninguém se preocupa tanto com a receita.»
Apelou o doutor Sampaio no Luxemburgo - estes apelos quanto mais longe, melhor. E fê-lo carregado de razão porque de receita o governo não fala, o governo cobra. Ao contrário, despesa o governo não corta, o governo fala.

«O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está confiante que o Orçamento de Estado (OE) para 2005 já não incluirá limites ao endividamento das autarquias.»
Está confiante, por muitas e boas razões. E uma delas é que também o doutor Sampaio já não quer ouvir falar de despesa.

«De acordo com a ministra da Educação, os resultados que tardavam foram conseguidos através de uma solução informática desenvolvida pelo consultor contratado na última semana.»
Está à espera de quê para accionar por perdas e danos a Compta e instaurar processos disciplinares por incompetência, negligência grosseira e, eventualmente sabotagem, à equipa do ME responsável por este projecto?

«Peço sinceramente desculpa», disse Blair, «por ter utilizado informações [sobre a suposta existência de armas de destruição maciça no Iraque] que se vieram a revelar falsas».
Disse, distraidamente, sem cuidar de exigir previamente que os seus detractores do partido trabalhista, herdeiros espirituais de admiradores confessos do regime soviético, pedissem desculpa por informações que se vieram a revelar falsas, escondendo da opinião pública os Gulags onde o regime soviético enterrou milhões de vítimas. Desculpou-se, sem razão, por ter ajudado a poupar 77.211 vítimas e 278.070 refugiados, segundo a última contagem.

«Um adolescente argentino de 15 anos de idade matou a tiro três colegas de escola e feriu cinco.»
De que está à espera Mike Moore para ir lá abaixo fazer um Columbine latino-americano a denunciar a influência nociva nos jovens da tradição que os Montoneros deixaram na sociedade argentina?
[Eu, que defendo a responsabilidade individual, não acredito nesta treta que escrevi, mas o idiota do Mike até que devia]

SERVIÇO PÚBLICO: Alguém deu por isso?

No princípio de Setembro, o Conselho de Segurança das NU votou (com 6 abstenções) a retirada de 17.000 efectivos de tropas que a Síria mantém no Líbano há 28 (vinte e oito) anos . A Síria fez ouvidos de mercador e o governo fantoche libanês imitou-a alegremente.
Alguém ouviu a estridência que a esquerdalhada costuma devotar a estas questões quando estão em causa os suspeitos do costume? Alguém deu por alguma maninfestação?

28/09/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Cadáveres políticos adiados.

Secção A título póstumo
Não é pelo doutor Soares filho coleccionar derrotas que é um cadáver político adiado. Muitos políticos perderam batalhas anos a fio até um dia. Ele é um cadáver político adiado porque é um político do futuro há 30 anos. É tempo de mais à espera de ser futuro.
Neste seu último flop, o doutor Soares filho arrastou com ele o doutor Soares pai. Pai que já tinha tido o seu próprio gigantesco flop ao falhar a eleição no parlamento europeu, acabando por aceitar um lugar mais próprio para jovens em princípio de carreira, ou para políticos em travessias de deserto, do que para um ex-presidente da república.
A suprema humilhação do doutor Soares filho, chega agora pela mão do novo secretário geral do PS que, pela boca do seu porta-voz, autorizou o doutor Soares filho a ver discutida no congresso do PS a sua moção que só havia conseguido 25 dos 50 votos mínimos necessários. Desde que um dos amigos do pai - o dinossáurico doutor Almeida Santos - tenha «boa vontade e generosidade».
Cadáver político adiado? Já não está adiado. Acaba de receber a certidão de óbito.
Cinco bourbons e outros cinco chateaubriands para família Soares (3 para o pai e 2 para o filho), pela carreira.

O IMPERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: Futebol à mão.

De um leitor e amigo recebi esta contribuição apócrifa, mas muito útil para a compreensão das tecnologias da informação aplicadas ao futebol.

Peseiro e Victor Fernandez avançam com sistema manual de colocação de jogadores

José Peseiro e Victor Fernandez decidiram voltar ao sistema manual de colocação de jogadores em campo, depois de concluirem que o sistema informático utilizado desde o início da época não dava garantias de escolher a equipa com o rigor desejado.

Os dois treinadores colocavam os jogadores em campo de acordo com um programa informático que se baseava em inúmeras características dos jogadores e da equipa.

No entanto, e de acordo com um dos responsáveis da empresa que vendeu o software, o programa era de tal forma desenvolvido que enviava mails aos presidentes dos clubes a denegrir a imagem do treinador e a lançar suspeitas sobre a sua sexualidade.

O programa usado no FC Porto chegava ao ponto de efectuar uma listagem de jogadores a dispensar e propunha a venda imediata de Jorge Costa ao Dragões de Sandinenses.

Terá sido este programa que provocou a saída precoce de Del Neri do comando dos dragões. De acordo com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, com o sistema manual a equipa poderá desta forma começar a ganhar a partir do próximo dia 30 de Dezembro.

José Peseiro, por seu lado, deparou-se com outro tipo de problemas.

O programa insistia em colocar Pinilla a ponta de lança, sendo ele um lateral direito contratado para jogar na equipa de andebol leonina.

Peseiro começou a desconfiar do software quando este insistiu na venda de Rui Jorge para o Real Madrid.

Fontes seguras informaram-nos que um tio de Rui Jorge fez parte da equipa de programadores do programa em questão.

Dias da Cunha decidiu assim avançar para o sistema manual de colocação de jogadores, lamentando o atraso na classificação que tal irá provocar, estando prevista a próxima vitória para os meados do mês de Novembro, data da 1ª eliminatória da Taça de Portugal.

O presidente do Sporting deixou ainda no ar a seguinte declaração: "Eu bem dizia que a culpa era do sistema..."


Nota final:
A avaliar pelos resultados da última jornada, o doutor Pinto da Costa antecipou-se, uma vez mais, ao doutor Dias da Cunha - enquanto lhe contava estórias para o entreter, na sombra tratava da coisa à mão.

27/09/2004

SERVIÇO PÚBLICO: O clientelismo como política de clientes.

«Não é qualquer banco que comete a proeza de atingir uma queda de 11% na sua margem financeira.
A principal política dirigida ao cliente é o clientelismo.
Não há banco que resista a tanta nomeação sem sentido, tanto assessor desnecessário. Nem a Caixa Geral de Depósitos.
»
Mais palavras para quê?

PUBLIC SERVICE: Deny them their oxygen.

«I could write an enormous post on terror, but I'm not going to. It seems that these days we all have our opinions set in concrete on these matters...despise or empathise? I know that political correctness is doing an awful lot to maintain terror. Because of political correctness hate-filled men (hateful of "the West", yet living in it, using its modernity) call each other to arms in the streets of British cities and no-one can raise a voice against them... and this is at the same time as Gurkhas (the division of the British army consisting of Nepalese men, regarded as some of the most skilled men in the world) who have fought and laid their lives on the line for Britain are refused right to live in that country.
So I shall stick to my flippant frippery of a blog and life and pretend that we still live in a beautiful world and I shall ignore the terrorists, as we all should do, like we always used to, deny them their publicity, deny them their oxygen, deny them their "fun".»
[this and much more at Miss Vitriolica Webb's Ite]

26/09/2004

DIÁRIO DE BORDO: Não há votos de borla.

Os 80% do engenheiro Sócrates vão custar-lhe caro. Quem nele votou não foi só a «esquerda moderna» - dando de barato que tal coisa exista no PS, ou exista mesmo em qualquer outro lugar. Quem nele votou foram todas as criaturas que anseiam por um naco de poder, o mais depressa possível. Que mal podem esperar por uma sinecura para si, ou para a cara-metade, ou para os filhos, ou para a parentela, ou para os amigos. Todas essas? Não. Apenas as pragmáticas. Há uns quantos por cento de criaturas que também anseiam por um naco de poder, mas porque deixaram as almas ancoradas no passado, como os índios de que falava a estória do Padre Anchieta, preferiram votar no poeta Alegre ou no filho do doutor Soares.
Essas criaturas - as pragmáticas, quero eu dizer - não se enganam. Cheiram a oportunidade à distância de quase dois anos.

Com 80% dos votos o engenheiro Sócrates vai inevitavelmente deixar muita gente desiludida. Ou quase todos, se, como o engenheiro Guterres, tentar a bissectriz impossível.
Poderia ter sido pior se tivesse a unanimidade que elege os fracos - os que não têm adversários. A unanimidade que perdeu o engenheiro Guterres e perdeu o doutor Ferro. Tem que agradecer ao poeta Alegre e ao doutor Soares, filho.

25/09/2004

DIÁRIO DE BORDO: As próximas eleições ainda não foram ganhas mas já começaram a ser perdidas.

A comédia trágica da colocação dos professores começou por ser uma responsabilidade do governo de Durão Barroso e continuou a sê-lo durante algumas semanas depois do novo governo ter tomado posse. Passados dois meses, já não é só. A inépcia demonstrada ao lidar com este problema transformou-o num passivo de Santana Lopes e da sua ministra da Educação.

Os pais podem não estar preocupados - e não estão - com a falta de qualidade do produto das fábricas de analfabetos funcionais que são os ensino básico e secundário. Mesmo que isso comprometa o pagamento das suas reformas dentro de 30 ou 40 anos, são intangibilidades que contam pouco no dia a dia do pagamento das prestações, na ginástica do fim do mês que nunca mais chega, na espera das férias naquele resort merdoso que ainda tardam, das noites de olhos grudados no écran e dedo ágil no zapping, das madrugadas perdidas dentro de latas encalhadas numa qualquer CREL, ou CRIL, ou IC, ou IP ou A não sei das quantas. Mas as corridas para deixar e buscar os putos em casas dos avós, dos amigos, das tias, ao som do rufar dos tambores sindicais, as faltas descontadas, as baixas inventadas, essas não vão ser esquecidas facilmente. O engenheiro Sócrates, a quem saiu um bilhete de lotaria premiado, uma inesperada e oferecida rampa de lançamento para liderar a oposição, vai encarregar-se disso.

24/09/2004

BLOGARIDADES: Brrrr.

Confesso que não frequento alterblogues. Não porque ache que não deva. Não consigo. Já dei para este tipo de peditórios durante a primeira metade da minha vida, que já vai longa. Fiquei curado. A coisa vagamente mais parecida que visito com alguma regularidade é o único exemplar (A Praia) das Espécies Ameaçadas que está aqui no link à direita, no fundo (gosto do «à direita, no fundo»). Quase tudo o resto são insultos à inteligência.

A curiosidade de gato levou-me atrás deste isco do Jaquinzinhos. Caí de cabeça aqui, no criogénio onde se conservam estas criaturas do Barnabé, vogando nos fluídos da psicose conspiratória. Brrrr. Venho de lá arrepiado e mergulho de novo nas águas frescas da ironia do Anacleto.

23/09/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Um discurso de esquerda à procura duma audiência.

O doutor Santana Lopes fez há poucas horas o seu discurso na AG da ONU. Entre outras coisas, disse (ver, por exemplo, aqui ou aqui):
«Portugal entende que cabe às Nações Unidas dar um contributo decisivo na articulação de uma estratégia global de combate ao terrorismo. E de uma estratégia que tenha em conta não só as respostas óbvias de natureza securitária, mas também outros elementos potencialmente geradores de violência.
«Israel e a Palestina terão de coexistir em paz e segurança dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas e sem divisões artificiais»
«A fome e a pobreza geram desespero e colocam muitos seres humanos à mercê de aliciamentos que conduzem à violência».
Acredita o doutor Santana Lopes no que disse ou está apenas a dizer coisas que supõe (e são) populares? Apesar de tudo, esta segunda hipótese seria mais benigna e bastante em linha com as coisas que tem dito a propósito de tudo e de nada. Alguns exemplos: a «deslocalização», o aborto, a refinaria de Matosinhos, o aumento dos funcionários públicos, a redução dos impostos, etc. (um etc. muito grande). É de facto melhor pensar que o doutor Lopes, sempre com um olho nas audiências, não resistiu à tentação de se fazer aplaudir - e a audiência, neste caso, tem uma maioria qualificada de títeres que representam ditaduras ou «democracias» limitadas ou «musculadas».

Na hipótese mais maligna de acreditar no que disse, terá consciência que isso significa uma mudança profunda na política internacional conduzida pelo governo Durão Barroso a que o seu seria suposto dar continuidade? Perceberá que este seu discurso poderia ser feito pelo doutor Ferro Rodrigues?

A sua tese das raízes do terrorismo (é disso que se trata quando, no seu linguajar, fala de violência), não tem nenhuma aderência aos factos conhecidos e poderia ser subscrita pelo doutor Carvalhas ou o professor Louçã.

O doutor Lopes tem um pensamento político ou é apenas um fenómeno mediático, uma espécie de entertainer?

CASE STUDY: Medidas para a melhoria do desempenho dos nossos atletas.

Agora que os paralímpicos estão em acção em Atenas, vem a propósito fazer uma retrospectiva da sua participação em competições internacionais.

Em Agosto de 2001, os atletas deficientes portugueses ganharam em Edmonton uma vintena de medalhas, incluindo umas quantas de ouro.

Um ano depois, em Agosto de 2002, repetiram a proeza em Lille. Foi nessa altura que quando o repórter perguntou a um dos ceguinhos medalhados se ele estava satisfeito pelas promessas de subsídios do ministro dos desportos da época, ele respondeu sabiamente: «Só vendo acredito» (ouvido nessa altura, na rádio, pelo Impertinências - I swear).

Em Março de 2003, a selecção nacional de deficientes mentais participou nos Mundiais com 19 atletas e regressou com 16 medalhas conquistadas por 15 atletas no segundo Mundial de pista coberta na Polónia. A selecção ficou no terceiro lugar no quadro de medalhas.

Desde 1984, os nossos paralímpicos já conquistaram 64 medalhas (24 de ouro, 20 de prata e 20 de bronze). Comparativamente os atletas não deficientes ganharam desde 1924 um total de 17 medalhas.

Os atletas deficientes recebem actualmente subsídios e prémios que são um terço dos não deficientes. Ninguém passa cartão aos deficientes, contrastando com a grande visibilidade mediática dos não deficientes.

Inspirado no sucesso passado dos atletas deficientes, o Impertinências atreve-se a propor, a quem de direito (isto é a ELES), as seguintes medidas avulsas para melhorar o desempenho dos nossos atletas não deficientes:

  • reduzir os seus subsídios e prémios a um terço dos valores actuais;
  • inibição de dar entrevistas e ser fotografado;
  • infligir-lhes um handicap - por exemplo, calçar-lhes ténis 3 números abaixo, colocar-lhes uma venda nos olhos, atar-lhes as mãos atrás das costas.

Post scriptum:
Pensando melhor, não sei se. Nesta edição das Paralimpíadas a coisa está fraquita. Arrisco pensar que deve ser por terem sido aumentados os subsídios.


22/09/2004

SHORT STORY AND BIG MORAL: Never give them fish. They won't thank you.

Short story

«Anti-Americanism is in epidemic proportions in France and Germany but most people don't realize that it is in epidemic proportions in South Korea too. And what do those three countries have in common? They were liberated by America.
And what is probably the most pro-American country in the world? Poland. They liberated themselves. Ego defeats rationality all the time.
»
[see this and more of John Ray's outstanding stuff here]

Big moral
Never give them fish. They won't thank you and maybe they will hate you. Give them a fishing rod and say them «go for fishing», instead . They will love you.

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Tomem lá uma bola de Berlim.

Secção Res ipsa loquitor
«A cidade-estado de Berlim proibiu a realização de um congresso islâmico internacional, previsto para o início de Outubro na capital alemã, anunciou, (ante)ontem, o ministro regional do Interior, Ehrhart Koerting.»
Entre outras coisas o congresso propunha-se criar um «movimento de libertação patriótico, nacional, árabe e islâmico». Que se saiba, este movimento não visava libertar os povos islâmicos sob o domínio dos tiranos que os oprimem. [ver notícia aqui]
Quatro afonsos para o governo berlinense que não se deixou intimidar pela santa aliança entre as ameaças do terrorismo e a chantagem da esquerdalhada.

21/09/2004

ARTIGO DEFUNTO (DEAD NEWS): No melhor pano cai a pior nódoa? (The best swimmers are often drowned?).

Depois disto e disto (After this and this), tarde de mais ele disse isto (too late he said this:)
«But we did use the documents. We made a mistake in judgment, and for that I am sorry. It was an error that was made, however, in good faith and in the spirit of trying to carry on a CBS News tradition of investigative reporting without fear or favoritism.»
e por isso ele merece isto (then he deserves this):

[graças a (courtesy of) Middle Age Madness]

CASE STUDY: Ainda o mercado imobiliário.

De vez em quando, o Impertinências entra no mercado imobiliário. Como ainda recentemente aqui ou aqui, onde pela primeira vez (e também pela última) alguém aplicou ao mercado imobiliário português a teoria do caos revertida.

Falando de coisas mais sérias, como mostram os dados da APB, citados pelo DE, a dependência que a banca tem do crédito imobiliário é tão elevada (60% do crédito total concedido) que não é difícil perceber a ansiedade com que os bancos aguardam a nova legislação do arrendamento, que é suposto tornar menos interessante a compra de habitação com o recurso ao crédito. O endividamento do sistema financeiro privado à banca internacional para financiar o boom, como aqui referi, torna os bancos portugueses bastante opáveis quando secar o crédito imobiliário.

Por tudo isso, não é difícil perceber a demora na ejaculação do órgão legislativo, normalmente tão precoce.

19/09/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Se a incúria, a incompetência e a sabotagem fossem mortais, o ME seria um cemitério.

O que ele sabe e nos conta do Ministério da Educação, é só por si suficiente para ver os zumbis em acção. [via Blasfémias]