| Expresso |
Em que partidos votaram esses 50% dos portugueses? Resistiriam esses 50% dos portugueses a um líder forte que adoptasse medidas indispensáveis, tais como o aumento da idade da reforma e/ou o aumento das contribuições para a Segurança Social e/ou a redução das pensões, o emagrecimento do Estado sucial, a qualificação e profissionalização dos quadros e a meritocracia da administração pública, a flexibilização da legislação laboral, incentivar a concorrência e o combate à cartelização, criar forças militares capazes de travar uma guerra moderna, etc. (um grande etc.)?
Recordemos o coro de protestos e queixas durante os anos da intervenção da troika que forçou o governo a tomar medidas indispensáveis, mas duras.
Em vez de culparem a democracia, que lhes permite escolher de acordo com os seus preconceitos, esses eleitores deveriam sentir-se responsáveis pelos seus preconceitos e pelas suas escolhas fundadas nesses preconceitos.
Já agora, olharam esses 50% para a História e viram os inúmeros exemplos de líderes fortes que se borrifaram para o parlamento e as eleições e foram tão incompetentes para governar como os líderes fracos e foram sobretudo competentes para impedirem as oposições de apresentarem alternativas?
Moral
Disse um líder forte que não se borrifou para o parlamento e as eleições, dois anos depois de as ter perdido, após ter enfrentado uma ameaça existencial para o seu país, ameaça conduzida por um outro líder forte que se borrifou para o parlamento e as eleições:
«Many forms of Government have been tried, and will be tried in this world of sin and woe. No one pretends that democracy is perfect or all-wise. Indeed it has been said that democracy is the worst form of Government except for all those other forms that have been tried from time to time.…»
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