Outras obras do chávismo.
A estória é conhecida e não carece de ser contada outra vez, apenas recordados os principais episódios: (1) faltou o pernil de porco no paraíso socialista bolivariano; (2) o povo venezuelano, apesar de habituado à falta de quase tudo, desceu às ruas em protesto; o camarada presidente Nicolás Maduro acusou Portugal de sabotagem; (3) prontamente, Santos Silva (*), o comissário dos Negócios Estrangeiros do paraíso do socialismo democrático, responde ao camarada presidente Maduro com humildade democrática «o governo não tem o poder de sabotar pernil»; (4) entretanto, a imprensa progressista descobriu que o «pernil não seguiu para a Venezuela por falta de pagamento»; a Iguarivarius, uma empresa que vende habitualmente pernil para o paraíso socialista bolivariano tem como presidente Mário Jamé Lino, antigo comissário das Obras Públicas de José Sócrates - um grande amigo do Coronel Chávez, fundador do socialismo bolivariano - e Mendes Brandão, amigo e chefe de gabinete de Paulo Portas - um emérito social-centrista, também admirador do Coronel Chávez - quando Portas foi comissário da Defesa.
Assim se pode concluir que é mais o que o une os socialismos do que o pernil que os separa.
(*) Como muito bem explicou Helena Matos, «Santos Silva, o ministro sociólogo que teve o privilégio de protagonizar um momento inédito na história do socialismo utópico e científico pois coube-lhe explicar a um governo socialista apoiado por Cuba – Venezuela – que um governo de socialistas apoiado por estalinistas, maoistas e trotskistas – Portugal – e sustentado por Bruxelas não intervém no comércio mundial do pernil de porco. Por enquanto não se sabe se este cisma gastronomo-ideológico será analisada no âmbito do multiculturalismo ou se nas alternativas ao capitalismo global.»
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
31/12/2017
30/12/2017
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (4)
Outros portugueses no topo do mundo.
Um pouco ao acaso, seleccionei os seguintes países da lista e indico o número de restaurantes e a respectiva população: Espanha (68; 46 milhões), Suíça (39; 8 milhões), Bélgica (24; 11 milhões), Holanda (22; 17 milhões), Áustria (19; 9 milhões), Suécia (14; 10 milhões), Israel (11; 8 milhões), Irlanda (9; 5 milhões), Marrocos (12; 33 milhões), Nova Zelândia (9; 5 milhões), Eslovénia (5; 2 milhões), Barém (4; 1,5 milhão); Reunião (4; 0,8 milhões), Mónaco (4, 0,03 milhões).
Nessa lista encontramos países com população comparável à portuguesa (Suíça, Bélgica, Áustria, Suécia, Israel, Irlanda e Nova Zelândia), todos com mais restaurantes na lista. Encontramos os nossos vizinhos com o dobro da "densidade" de restaurantes, encontramos países microscópios com 4 restaurantes e encontramos países que a maioria dos portugueses imagina que nem sabem comer como Suécia, Irlanda, Nova Zelândia, todos com mais restaurantes na lista.
Por isso, pergunto: o que tem de extraordinário um país europeu, com 10 milhões de habitantes convencidos que têm a melhor comida do mundo, ter oito restaurantes na lista? Tem três coisas extraordinárias. A primeira é só ter oito restaurantes na lista. A segunda é a imprensa desse país não achar extraordinário serem só oito. A terceira é que os portugueses em geral serem portadores de um tal complexo de inferioridade que precisam que lhes soprem constantemente o ego murcho.
- «Oito restaurantes portugueses na lista dos melhores do Mundo» (TVI24)
- «Oito restaurantes portugueses na lista dos melhores do mundo» (Observador)
- «Oito restaurantes portugueses entre os melhores do Mundo» (DN)
- «Oito restaurantes portugueses que figuram nesta classificação» (Económico)
- «Restaurante da Casa da Calçada e The Yeatman juntam-se aos seis espaços portugueses que já integravam o ranking dos mil melhores restaurantes do mundo» (Público)
Um pouco ao acaso, seleccionei os seguintes países da lista e indico o número de restaurantes e a respectiva população: Espanha (68; 46 milhões), Suíça (39; 8 milhões), Bélgica (24; 11 milhões), Holanda (22; 17 milhões), Áustria (19; 9 milhões), Suécia (14; 10 milhões), Israel (11; 8 milhões), Irlanda (9; 5 milhões), Marrocos (12; 33 milhões), Nova Zelândia (9; 5 milhões), Eslovénia (5; 2 milhões), Barém (4; 1,5 milhão); Reunião (4; 0,8 milhões), Mónaco (4, 0,03 milhões).
Nessa lista encontramos países com população comparável à portuguesa (Suíça, Bélgica, Áustria, Suécia, Israel, Irlanda e Nova Zelândia), todos com mais restaurantes na lista. Encontramos os nossos vizinhos com o dobro da "densidade" de restaurantes, encontramos países microscópios com 4 restaurantes e encontramos países que a maioria dos portugueses imagina que nem sabem comer como Suécia, Irlanda, Nova Zelândia, todos com mais restaurantes na lista.
Por isso, pergunto: o que tem de extraordinário um país europeu, com 10 milhões de habitantes convencidos que têm a melhor comida do mundo, ter oito restaurantes na lista? Tem três coisas extraordinárias. A primeira é só ter oito restaurantes na lista. A segunda é a imprensa desse país não achar extraordinário serem só oito. A terceira é que os portugueses em geral serem portadores de um tal complexo de inferioridade que precisam que lhes soprem constantemente o ego murcho.
29/12/2017
Arranjem um lugar ao rapaz. Ele merece! (2)
Agora que Nicolau já foi premiado com um lugar, espero que não caia em saco roto o meu apelo ao governo, à geringonça, enfim, a quem de direito, para oferecer um lugar, de porta-voz, de consultor de imagem, de guru, de conselheiro, de estratego, seja lá do que for, ao jornalista de causas / militante / comentador / analista Daniel Oliveira.
Se fossem precisos mais argumentos, leia-se o que a criatura escreveu ontem no semanário de reverência:
Fica-se assim a perceber o paralelo que nas minhas meninges se estabeleceu entre o Daniel e o Nicolau (perdoem-me a familiaridade, mas é como se fossem cá da casa), Nicolau a quem dediquei um comentário que agora também dedico ao Daniel.
Se, como ele Daniel diz, o governo foi excelente na economia, excelência que se deve às realizações da iniciativa privada nacional nas exportações e à procura privada internacional no turismo (procura que se deve em parte significativa às iniciativas igualmente privadas do Daesh que afastou a nossa concorrência) e se o governo foi péssimo na política, ou seja no núcleo da governação onde não poderia falhar, então para o jornalista de causa Daniel, como para o pastorinho Nicolau, o governo é bom a fazer o papel dos outros mas é mau a fazer o seu próprio.
Se fossem precisos mais argumentos, leia-se o que a criatura escreveu ontem no semanário de reverência:
Fica-se assim a perceber o paralelo que nas minhas meninges se estabeleceu entre o Daniel e o Nicolau (perdoem-me a familiaridade, mas é como se fossem cá da casa), Nicolau a quem dediquei um comentário que agora também dedico ao Daniel.
Se, como ele Daniel diz, o governo foi excelente na economia, excelência que se deve às realizações da iniciativa privada nacional nas exportações e à procura privada internacional no turismo (procura que se deve em parte significativa às iniciativas igualmente privadas do Daesh que afastou a nossa concorrência) e se o governo foi péssimo na política, ou seja no núcleo da governação onde não poderia falhar, então para o jornalista de causa Daniel, como para o pastorinho Nicolau, o governo é bom a fazer o papel dos outros mas é mau a fazer o seu próprio.
Gratificação por serviços prestados
«Governo escolhe Nicolau Santos para presidente do conselho de administração da Lusa»
Para quem nos acompanha não será novidade que Nicolau, um decano do jornalismo de causas de saída do semanário de reverência, é o nosso pastorinho favorito da economia dos amanhãs que cantam, a quem dedicámos resmas de posts e por isso saudamos a sua subida ao olimpo da produção de boas notícias. É uma promoção inteiramente merecida.
Para quem nos acompanha não será novidade que Nicolau, um decano do jornalismo de causas de saída do semanário de reverência, é o nosso pastorinho favorito da economia dos amanhãs que cantam, a quem dedicámos resmas de posts e por isso saudamos a sua subida ao olimpo da produção de boas notícias. É uma promoção inteiramente merecida.
28/12/2017
ACREDITE SE QUISER: Uma causa fracturante à atenção do PAN
Apesar do outro contribuinte do (Im)pertinências considerar (provocatoriamente) que o PAN é um partido que trata de animais e não de pessoas, essa não é certamente a doutrina da Green Pet-Burial Society uma associação que defende que os animais de companhia possam ser sepultados nos cemitérios humanos ao lado das famílias de que faziam parte. Até já convenceram o Estado de Nova Iorque que autoriza o enterro de animais na condição de ser em simultâneo com o dos seus donos - isso levanta uma questão prática que não tenho pachorra para esclarecer.
Etiquetas:
delírios pontuais,
Ridendo castigat mores
Bons exemplos (122) - Bons, no género mau
Registemos que o único partido (*) que se manifestou contra a ignomínia (mais pela forma do que pelo conteúdo, reconheça-se) da «nova lei (que) ajuda a resolver problemas como os processos de vários milhões de euros do PS ou a questão da angariação de donativos do PCP na Festa do Avante!» (Público) foi o CDS e a sua charmosa líder que votou contra e apela ao presidente dos Afectos para vetar a lei.
Vamos ver o que vai fazer o dos Afectos, depois de 345 telefonemas para tirar a temperatura dos opinion dealers antes de decidir e dos 23 telefonemas que vai depois fazer para as redacções para as antenas explicarem aos leitores.
(*) O único partido que trata de pessoas. O PAN também votou contra, porém é um partido que trata de animais e, já agora, deveria estar representado na Assembleia dos Ratos, como muito bem pensou Esopo.
Vamos ver o que vai fazer o dos Afectos, depois de 345 telefonemas para tirar a temperatura dos opinion dealers antes de decidir e dos 23 telefonemas que vai depois fazer para as redacções para as antenas explicarem aos leitores.
(*) O único partido que trata de pessoas. O PAN também votou contra, porém é um partido que trata de animais e, já agora, deveria estar representado na Assembleia dos Ratos, como muito bem pensou Esopo.
27/12/2017
¿Por qué no te callas? (22) - Pior a emenda do que o soneto
«Hamilton pede desculpa após dizer ao sobrinho: "Os meninos não usam vestidos de princesa"»
Lewis Hamilton, um talentoso piloto, quatro vezes campeão de Fórmula Um, a última este ano, pilotando carros com uma velocidade de ponta perto de 400 km/h, que atingem 100 km/h em menos de 3 s, sujeito as forças de 7 g, expondo-se a enormes riscos durante as duas horas de cada corrida, perante a reacção de uma cambada de mentes frustradas com impulsos censórios tira o pé do acelerador e encosta às boxes, so to speak.
SERVIÇO PÚBLICO: Não é que não soubéssemos, mas é sempre bom confirmar
Gary King, Benjamin Schneer e Ariel White, três investigadores de Harvard, convenceram 33 publicações que vão desde The Nation até à Huffington Post a cooperar durante dois anos e meio, de Outubro de 2014 até Março 2016, publicando simultaneamente histórias sobre um de 11 temas como a raça, a imigração ou emprego. Em seguida, foram analisados nos dias seguintes posts no Tweeter sobre os temas publicados nessas revistas. O paper «How the news media activate public expression and influence national agendas» publicado recentemente na Science reporta as conclusões do estudo. Aqui fica um sumário à laia de teaser:
«Measuring the impact of the media
The active participation of the people is one of the central components of a functioning democracy. King et al. performed a real-world randomized experiment in the United States to understand the causal effect of news stories on increasing public discussion of a specific topic (see the Policy Forum by Gentzkow). Social media posts increased by almost 20% the first day after the publication of news stories on a wide range of topics. Furthermore, the posts were relatively evenly distributed across political affiliation, gender, and region of the United States.
Abstract
We demonstrate that exposure to the news media causes Americans to take public stands on specific issues, join national policy conversations, and express themselves publicly—all key components of democratic politics—more often than they would otherwise. After recruiting 48 mostly small media outlets, we chose groups of these outlets to write and publish articles on subjects we approved, on dates we randomly assigned. We estimated the causal effect on proximal measures, such as website pageviews and Twitter discussion of the articles’ specific subjects, and distal ones, such as national Twitter conversation in broad policy areas. Our intervention increased discussion in each broad policy area by ~62.7% (relative to a day’s volume), accounting for 13,166 additional posts over the treatment week, with similar effects across population subgroups.»
«Measuring the impact of the media
The active participation of the people is one of the central components of a functioning democracy. King et al. performed a real-world randomized experiment in the United States to understand the causal effect of news stories on increasing public discussion of a specific topic (see the Policy Forum by Gentzkow). Social media posts increased by almost 20% the first day after the publication of news stories on a wide range of topics. Furthermore, the posts were relatively evenly distributed across political affiliation, gender, and region of the United States.
Abstract
We demonstrate that exposure to the news media causes Americans to take public stands on specific issues, join national policy conversations, and express themselves publicly—all key components of democratic politics—more often than they would otherwise. After recruiting 48 mostly small media outlets, we chose groups of these outlets to write and publish articles on subjects we approved, on dates we randomly assigned. We estimated the causal effect on proximal measures, such as website pageviews and Twitter discussion of the articles’ specific subjects, and distal ones, such as national Twitter conversation in broad policy areas. Our intervention increased discussion in each broad policy area by ~62.7% (relative to a day’s volume), accounting for 13,166 additional posts over the treatment week, with similar effects across population subgroups.»
Etiquetas:
artigo defunto,
eu diria mesmo mais
26/12/2017
SERVIÇO PÚBLICO: A crise do PSD
«Primeiro, a crise do PSD é estrutural e não meramente conjuntural. Remonta ao final do cavaquismo e reflete-se no posicionamento do partido no sistema partidário português desde 1995 - suplente do PS, governando apenas quando este apodrece e precisa de uma cura na oposição (certamente curta, pois tem sido de apenas uma legislatura). Segundo, desde 2013, o PSD enfrenta a dinâmica eleitoral mais complexa da sua longa história (piores resultados em duas eleições autárquicas, em europeias e em legislativas). Perspetivam-se, pois, três cenários para o seu futuro: "spdização", "sorpasso" ou implosão.»
Concordando-se ou não, três artigos estimulantes de Nuno Garoupa:
Concordando-se ou não, três artigos estimulantes de Nuno Garoupa:
- A crise do PSD (I): o sorpasso
- A crise do PSD (II): a implosão
- A crise do PSD (III): a sociologia eleitoral do "passismo"
Há, contudo, uma dimensão que me parece faltar: a crise do Estado Sucial português gerido pela nomenclatura socialista com ou sem geringonça que nos espera o mais tardar à primeira recessão europeia. Ou seja o «diabo» de Passos Coelho - ele teve razão antes do tempo, o que em política quer dizer que estava errado.
BREIQUINGUE NIUZ: Deputados deixam prenda de Natal às escondidas no presépio dos sujeitos passivos
«Partidos sem limites para angariar fundos e com devolução total do IVA
Nova lei ajuda a resolver problemas como os processos de vários milhões de euros do PS ou a questão da angariação de donativos do PCP na Festa do Avante!»
Nova lei ajuda a resolver problemas como os processos de vários milhões de euros do PS ou a questão da angariação de donativos do PCP na Festa do Avante!»
(Público)
Já agora leia também «O Natal dos partidos políticos (é à grande)» de Alexandre Homem Cristo no Observador
Já agora leia também «O Natal dos partidos políticos (é à grande)» de Alexandre Homem Cristo no Observador
25/12/2017
Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (115)
Outras avarias da geringonça.
A propósito do Natal, João Vieira Pereira recordou no Expresso que a geringonça tão amiga dos pobres deu uma prenda aos «lesados do BES» (a quem JVP chama apropriadamente gananciosos, por quererem embolsar juros super generosos e estúpidos por não perceberem o risco de emprestar dinheiro ao DDT) que vale 50% ou 75% do valor investido (em média 200 mil euros), a pagar pelos tansos dos contribuintes, visto que o recuperável dos restos do BES não vale um chavo.
Antes, durante e depois do Natal, a mentira é uma constante na governação socialista (também noutras governações, a uma escala mais modesta). Ficou agora patente (veja-se a acta da SCML, citada no Expresso) que Costa mentiu no parlamento quando disse que foi a Misericórdia a manifestar interesse em participar no Montepio torrando o activo disponível para comprar uma participação de 10% por 200 milhões que vale menos de metade. Está agora claramente demonstrado ter sido uma imposição de Vieira da Silva que se assumiu como uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário a tirar aos ricos para dar aos bancos, tudo para evitar o resgate do Montepio que iria descompor as contas públicas penosamente seguras com cativações.
A propósito do Natal, João Vieira Pereira recordou no Expresso que a geringonça tão amiga dos pobres deu uma prenda aos «lesados do BES» (a quem JVP chama apropriadamente gananciosos, por quererem embolsar juros super generosos e estúpidos por não perceberem o risco de emprestar dinheiro ao DDT) que vale 50% ou 75% do valor investido (em média 200 mil euros), a pagar pelos tansos dos contribuintes, visto que o recuperável dos restos do BES não vale um chavo.Antes, durante e depois do Natal, a mentira é uma constante na governação socialista (também noutras governações, a uma escala mais modesta). Ficou agora patente (veja-se a acta da SCML, citada no Expresso) que Costa mentiu no parlamento quando disse que foi a Misericórdia a manifestar interesse em participar no Montepio torrando o activo disponível para comprar uma participação de 10% por 200 milhões que vale menos de metade. Está agora claramente demonstrado ter sido uma imposição de Vieira da Silva que se assumiu como uma espécie de Robin dos Bosques ao contrário a tirar aos ricos para dar aos bancos, tudo para evitar o resgate do Montepio que iria descompor as contas públicas penosamente seguras com cativações.
24/12/2017
Indignados com o broche da princesa
BREAKING: Princess Michael "very sorry" for wearing blackamoor brooch to Palace https://t.co/FkmnHpNOCBpic.twitter.com/6z6ldc2Mbn
— Royal Central (@RoyalCentral) December 22, 2017
«Dir-se-á que perante a polémica o melhor será a princesa deixar de usar alfinetes. Mas quem pensar tal coisa não conhece a natureza da coisa. Ela vai sempre abater-se sobre alguém. Por causa da forma das jóias ou pelo facto de se usarem jóias. Pelo pechisbeque ou pelo não pechisbeque. Pela roupa. Pelo cabelo. Por… não interessa.
O alfinete “racista” da princesa de Kent é o reverso do quotidiano de inferno que construímos em nome da tolerância. Tal como as sociedades que diziam querer atingir a igualdade só geraram pobreza e desigualdade também esta agenda do politicamente correcto está a destruir o bom senso e a roubar-nos a liberdade.»
O alfinete da princesa de Kent, Helena Matos no Observador
Ver aqui o broche da princesa.
Pai Natal, em breve um símbolo a banir
Aposto que não vai ser preciso esperar muito para os esquadrões do politicamente correcto, as Capazes, os ILGA e outros movimentos LGBTQQIAAP pretenderem banir o Pai Natal, substituindo-o por um Cuidador Natal ou uma Pessoa Natal. Ou para os amigos dos animais pretenderem banir as renas. Também poderá haver quem queira substituir o Pai Natal por um homem com barbas pretas vestido de bisht.
23/12/2017
CASE STUDY: Economists and miners are overwhelmingly male
«Academic economists are overwhelmingly male. According to information from university websites, about 20% of Europe’s senior economists are women. In America, 15% of full professors are women.(...)
«Ms Ginther’s work is part of a mounting case that economics has an insidious bias against women.»
[Women and economics, The Economist]
________________________________________________________________________________
«Today, only 18 per cent of jobs in the mining industry (in Australia) are occupied by women.» (Careerminer)
_________________________________________________________________________________
Is this part of a mounting case that mining has an insidious bias against women? Let's campaign to remove barriers to entry into mining for women!
«Ms Ginther’s work is part of a mounting case that economics has an insidious bias against women.»
[Women and economics, The Economist]
________________________________________________________________________________
«Today, only 18 per cent of jobs in the mining industry (in Australia) are occupied by women.» (Careerminer)
_________________________________________________________________________________
Is this part of a mounting case that mining has an insidious bias against women? Let's campaign to remove barriers to entry into mining for women!
Bons exemplos (121) - A difícil convivência do humor com o dogmatismo
«Para mim, então, o politicamente correto é uma estratégia de controlo da linguagem – e, por isso, de controlo do pensamento – que não tolera a dissensão e que assenta no princípio de que certas pessoas ou grupos são demasiado frágeis para serem confrontados com determinadas palavras ou ideias. Esse princípio parece-me ser infantilizador das pessoas que se propõe proteger e, por isso, contraproducente. Eu convivo mal com a ideia de proibir discursos de que a gente não gosta.»
De uma interessante entrevista do jornal i a Ricardo Araújo Pereira, que parece estar a descobrir a difícil convivência do humor com o dogmatismo em geral e a esquerdalhada em particular.
Etiquetas:
bons exemplos,
eu diria mesmo mais,
newspeak
22/12/2017
Um dia como os outros na vida do estado sucial (34) - É todo um programa
«Há uma coisa que não podemos deixar de fazer nos CTT: mais greves. Isso é obrigatório»
«No final do segundo dia de greve dos CTT, esta sexta-feira, a adesão à paralisação rondou os 70%. Garantia de Vítor Narciso, da direção nacional do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações, que em entrevista ao Expresso diz que “os CTT não podem ser geridos como uma mercearia” e que a empresa “tem de voltar ao Estado”» (Expresso)
«No final do segundo dia de greve dos CTT, esta sexta-feira, a adesão à paralisação rondou os 70%. Garantia de Vítor Narciso, da direção nacional do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações, que em entrevista ao Expresso diz que “os CTT não podem ser geridos como uma mercearia” e que a empresa “tem de voltar ao Estado”» (Expresso)
ESTADO DE SÍTIO: Ó homem demita-se! (2)
| Família socialista |
Em abril de 2010, Elvira Fertuzinhos passou a receber pelo cargo de presidente desta IPSS um vencimento base de mil euros mensais, um valor que entretanto foi atualizado. Em abril de 2016 o vencimento base subiu para 1177 euros por mês, soube o i. Feitas as contas, Elvira Fertuzinhos recebe por ano 16 478 euros desta IPSS e a este valor há que somar ainda uma reforma mensal que recebe desde 2010 e que ronda os 1050 euros.» (jornal i)
A mentira como política oficial (40) - Seria mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo...
British politics: Goodbye Mr Green
Yesterday Damian Green was forced to resign from his job as Britain’s first minister of state after he was found to have lied about... (The Economist Espresso; pode ler a notícia aqui)
O que é importante nesta notícia não é o about é o have lied. Uma notícia como esta é inimaginável no Portugal dos Pequeninos. Se um político ou uma qualquer outra criatura das nossas elites merdosas se demitisse ao saber-se que mentira, teríamos demissões todos todos os dias.
Para dar um só exemplo desta semana (mas há mais esta semana e com este governo podemos encontrar exemplos todas as semanas), cito primeiro José Miguel Júdice relatando o que lhe contou Santana Lopes:
«Há um ano, o Governo e o Banco de Portugal pressionaram para que a SCML entrasse no capital do Montepio e Santana Lopes achou que era muito difícil de resistir. Este é o primeiro escândalo que se intuía, mas agora se confirmou. O Governo e o BdP intrometem-se no que deveria ser a gestão autónoma da SCML. Vieira da Silva não fica bem na foto e a ele voltaremos.» [Continue a ler aqui]
E cito de seguida António Costa que no debate parlamentar de 4.ª feira disse «o tema [entrada da SCML no capital do MG] surgiu depois de a Santa Casa ter manifestado interesse em participar no sistema financeiro».
Santana Lopes ou António Costa, um deles mentiu. Adivinhe qual? E, por falar em mentira, não me dei conta que algum jornal a tenha exposto?
Seria mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo... salvo se o mentiroso só for perseguido por coxos.
Yesterday Damian Green was forced to resign from his job as Britain’s first minister of state after he was found to have lied about... (The Economist Espresso; pode ler a notícia aqui)
O que é importante nesta notícia não é o about é o have lied. Uma notícia como esta é inimaginável no Portugal dos Pequeninos. Se um político ou uma qualquer outra criatura das nossas elites merdosas se demitisse ao saber-se que mentira, teríamos demissões todos todos os dias.
Para dar um só exemplo desta semana (mas há mais esta semana e com este governo podemos encontrar exemplos todas as semanas), cito primeiro José Miguel Júdice relatando o que lhe contou Santana Lopes:
«Há um ano, o Governo e o Banco de Portugal pressionaram para que a SCML entrasse no capital do Montepio e Santana Lopes achou que era muito difícil de resistir. Este é o primeiro escândalo que se intuía, mas agora se confirmou. O Governo e o BdP intrometem-se no que deveria ser a gestão autónoma da SCML. Vieira da Silva não fica bem na foto e a ele voltaremos.» [Continue a ler aqui]
E cito de seguida António Costa que no debate parlamentar de 4.ª feira disse «o tema [entrada da SCML no capital do MG] surgiu depois de a Santa Casa ter manifestado interesse em participar no sistema financeiro».
Santana Lopes ou António Costa, um deles mentiu. Adivinhe qual? E, por falar em mentira, não me dei conta que algum jornal a tenha exposto?
Seria mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo... salvo se o mentiroso só for perseguido por coxos.
21/12/2017
ARTIGO DEFUNTO: Jornalismo de "referência" é o jornalismo de causas adoptado pelo jornal que se diz de referência (6)
Continuação de (1), (2), (3), (4) e (5)
Na sua edição do passado dia 8, o Expresso ultrapassou-se a si próprio, dedicando as duas páginas centrais do caderno principal à promoção de Carlos Moedas e a receptáculo dos recados do comentador Marcelo, agora residente em Belém. São peças tão repelentes que precisei de alguns dias a vencer a minha repugnância para escrever este post.
Passo a citar alguns nacos mais putrefactos de uma das peças com um título que é todo um programa «Marcelo sonha com ele para o PSD»:
«Pelo menos um dos fundadores do partido (…) vislumbra no atual comissário português em Bruxelas uma forte hipótese para, num futuro não muito longínquo, suceder na liderança social-democrata, seja a Rui Rio, seja a Santana Lopes.
Desconsolado com as duas candidaturas na forja para suceder a Pedro Passos Coelho, Marcelo Rebelo de Sousa não tem disfarçado em privado o entusiasmo com que acompanha a carreira de Carlos Moedas, que considera um caso raro de competência, rigor, inovação e cosmopolitismo. Marcelo vê em Moedas uma carta "fora do baralho".
(…) apareceu alguém diferente, com um discurso de rutura e que funcionou como uma lufada de ar fresco capaz de mobilizar atenções e apoios e de retirar o partido de uma letargia prolongada. Nos anos 80, esse nome foi Aníbal Cavaco Silva. Algures nos anos 2000, Marcelo admite que possa ser Carlos Moedas.
(…) No estilo, são muito diferentes. Moedas, ao contrário de Cavaco, não é um carismático. Mas tem mais mundo e tem um trato tu- cá-tu-lá que o analista Marcelo prefere à distância dos frios. No léxico (e na visão) marcelista, diz-se que Carlos Moedas "encaixa na política mais cosmopolita e dos afetos".
"Quer vir?"
Que o Presidente da República gosta da sua companhia é indisfarçável. Quando o comissário vem a Lisboa basta telefonar a Marcelo e juntam-se em Belém a conversar.»
Esqueçam o Código Deontológico do Jornalista, esqueçam o Código de Conduta dos jornalistas do Expresso, esta é apenas uma amostra que diz tanto sobre a subserviência do jornalismo ao serviço de causas obscuras como sobre os conflitos de interesse e a instrumentalização recorrente da presidência da República por Marcelo Rebelo de Sousa para servir a sua agenda pessoal.
Na sua edição do passado dia 8, o Expresso ultrapassou-se a si próprio, dedicando as duas páginas centrais do caderno principal à promoção de Carlos Moedas e a receptáculo dos recados do comentador Marcelo, agora residente em Belém. São peças tão repelentes que precisei de alguns dias a vencer a minha repugnância para escrever este post.
Passo a citar alguns nacos mais putrefactos de uma das peças com um título que é todo um programa «Marcelo sonha com ele para o PSD»:
«Pelo menos um dos fundadores do partido (…) vislumbra no atual comissário português em Bruxelas uma forte hipótese para, num futuro não muito longínquo, suceder na liderança social-democrata, seja a Rui Rio, seja a Santana Lopes.
Desconsolado com as duas candidaturas na forja para suceder a Pedro Passos Coelho, Marcelo Rebelo de Sousa não tem disfarçado em privado o entusiasmo com que acompanha a carreira de Carlos Moedas, que considera um caso raro de competência, rigor, inovação e cosmopolitismo. Marcelo vê em Moedas uma carta "fora do baralho".
(…) apareceu alguém diferente, com um discurso de rutura e que funcionou como uma lufada de ar fresco capaz de mobilizar atenções e apoios e de retirar o partido de uma letargia prolongada. Nos anos 80, esse nome foi Aníbal Cavaco Silva. Algures nos anos 2000, Marcelo admite que possa ser Carlos Moedas.
(…) No estilo, são muito diferentes. Moedas, ao contrário de Cavaco, não é um carismático. Mas tem mais mundo e tem um trato tu- cá-tu-lá que o analista Marcelo prefere à distância dos frios. No léxico (e na visão) marcelista, diz-se que Carlos Moedas "encaixa na política mais cosmopolita e dos afetos".
"Quer vir?"
Que o Presidente da República gosta da sua companhia é indisfarçável. Quando o comissário vem a Lisboa basta telefonar a Marcelo e juntam-se em Belém a conversar.»
Esqueçam o Código Deontológico do Jornalista, esqueçam o Código de Conduta dos jornalistas do Expresso, esta é apenas uma amostra que diz tanto sobre a subserviência do jornalismo ao serviço de causas obscuras como sobre os conflitos de interesse e a instrumentalização recorrente da presidência da República por Marcelo Rebelo de Sousa para servir a sua agenda pessoal.
SERVIÇO PÚBLICO: Somos todos Raríssimas
A cartilha do Estado Sucial segundo Paulo Ferreira no jornal Eco, religiosamente seguida por Dona Paula, garante o sucesso a qualquer instituição:
1. A primeira noção é que sem o Estado do nosso lado é muito difícil chegar a algum lado.
2. A presença de “notáveis” é fundamental em qualquer projecto. Porquê? Porque é preciso ter acesso ao poder. É preciso ter o Estado do nosso lado – ou pelo menos não contra nós – para melhor sermos conduzidos no processo burocrático.
3. A fiscalização do Estado é, salvo raras excepções, muito fraca. Uma dessas excepções é, como sabemos, a máquina fiscal.
4.Os órgãos de fiscalização internos não funcionam. Se o Estado fiscaliza mal muitas entidades privadas não são também um grande exemplo. Assembleias gerais, conselhos fiscais, conselhos de auditoria, auditores internos e externos, conselhos de administração acima de comissões executivas…
5. A linha que separa os interesses e deveres profissionais dos pessoais é muito difusa. No Estado, na política, nas empresas, nas instituições sociais».
1. A primeira noção é que sem o Estado do nosso lado é muito difícil chegar a algum lado.
2. A presença de “notáveis” é fundamental em qualquer projecto. Porquê? Porque é preciso ter acesso ao poder. É preciso ter o Estado do nosso lado – ou pelo menos não contra nós – para melhor sermos conduzidos no processo burocrático.
3. A fiscalização do Estado é, salvo raras excepções, muito fraca. Uma dessas excepções é, como sabemos, a máquina fiscal.
4.Os órgãos de fiscalização internos não funcionam. Se o Estado fiscaliza mal muitas entidades privadas não são também um grande exemplo. Assembleias gerais, conselhos fiscais, conselhos de auditoria, auditores internos e externos, conselhos de administração acima de comissões executivas…
5. A linha que separa os interesses e deveres profissionais dos pessoais é muito difusa. No Estado, na política, nas empresas, nas instituições sociais».
Subscrever:
Mensagens (Atom)





