«"Toda a gente pensava que o Freeport estava cheio de dinheiro. Toda da gente queria trabalhar para o Freeport. Estávamos a ser assediados. Todos queriam ganhar dinheiro, Eram sobrinhos de presidentes, primos de ministros e de secretários de Estado. Toda a gente queria trabalhar para o Freeport e tivemos de filtrar muitas situações", relatou o engenheiro civil João Cabral, que trabalhou para a empresa de consultoria Smith & Pedro e que atualmente integra os quadros da Freeport.
João Cabral, cuja inquirição no Tribunal do Barreiro, onde decorre o julgamento, prossegue hoje à tarde, lembrou que "toda a gente pensava que a Freeport estava cheia de dinheiro e que era fácil ganhar dinheiro com a Freeport".
A testemunha, que na altura trabalhava com os arguidos Charles Smith e Manuel Pedro como consultores do empreendimento, confirmou que na noite de 05 de dezembro de 2001 foram chamados de urgência ao escritório de advogados de Albertino Antunes, onde, através do advogado José Gandarez, lhes foi comunicado que o chumbo do projeto Freeport estava iminente e seria conhecido dentro de dias, mas que eles conseguiriam inverter a situação caso os ingleses disponibilizassem dois milhões de libras.
João Cabral relatou que a Smith & Pedro exigiu ao escritório de advogados que fizesse a proposta por escrito para ser enviada aos ingleses, muito embora tenha ficado em "estado de choque" com a sugestão dos advogados, cujo porta-voz foi José Gandarez.
A proposta chegou ao escritório da Smith & Pedro nessa mesma madrugada, mas a verba exigida para garantir a aprovação do projeto baixara para 1,250 milhões, não sabendo a testemunha precisar se eram libras ou escudos.»
[Diário de Notícias]
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
31/03/2012
ESTADO DE SÍTIO: Lubrificando as engrenagens com vinho e bacalhaus
Que um funcionário público, director de serviços da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro, tenha recebido durante talvez duas décadas presumivelmente milhares de alegados «presentes» – só durante os últimos 12 meses terá recebido alegadamente 141 - para alegadamente «facilitar» o licenciamento de alegados projectos para o que alegadamente falsificou alegados documentos e praticou alegados abusos de poder, a troco de alegadas garrafas de vinho, champanhe, aguardentes, whiskies, e alegados bacalhaus, presuntos e leitões, sem que isso até recentemente tivesse quaisquer consequências é só por isso um indicador do alegado estado do Estado.
E nós que pensávamos que a 1.ª república coiso e tal…
… e afinal, segundo o jornalista de causas João Paulo Guerra, foi pouco mais do que um prenúncio da ditadura como o que vivemos actualmente.
«Há dois aspectos em que a situação política no País nos dias que correm se assemelha perigosamente ao que se passava em Portugal no prenúncio da ditadura. Um deles é a sofreguidão do patronato que já tem tudo mas quer sempre mais alguma coisa. Outra é a pesporrência da Polícia. Ainda ontem os jornais davam conta da insatisfação dos patrões com as novas leis laborais. Ao mesmo tempo, um relatório da PSP expunha a estratégia para combater as "notícias menos positivas".»
«Há dois aspectos em que a situação política no País nos dias que correm se assemelha perigosamente ao que se passava em Portugal no prenúncio da ditadura. Um deles é a sofreguidão do patronato que já tem tudo mas quer sempre mais alguma coisa. Outra é a pesporrência da Polícia. Ainda ontem os jornais davam conta da insatisfação dos patrões com as novas leis laborais. Ao mesmo tempo, um relatório da PSP expunha a estratégia para combater as "notícias menos positivas".»
Etiquetas:
épater le bourgeois,
ética republicana,
jornalismo de causas
30/03/2012
CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (5)
[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3) e (4)]
Como temos vindo a prever em anteriores posts dedicados ao minotauro, é cada vez mais visível a realidade do barrete enfiado pela PT ao vender a Vivo, pagar um dividendo extraordinário aos accionistas e comprar a paquidérmica Oi infestada de parasitas (só Aspons serão milhares), tudo com a ajuda de José Sócrates, Lula da Silva, dos banqueiros do regime e de vários génios da gestão doméstica.
No comunicado de divulgação dos resultados de 2011, a Oi exalta com elevada retórica «as mudanças ocorridas em 2011, com a entrada da PT e as mudanças da directoria executiva, (que) criaram os alicerces necessários para o início de um processo de reorganização estratégica baseado em um plano de longo prazo traçado com o objectivo de promover um ciclo de crescimento sustentável para a companhia».
Por agora os alicerces criado pela Oi com a intervenção da PT parecem mais capazes de fazer ruir o edifício do que criar-lhe um estrutura sólida a longo prazo: quedas de 7% da facturação, 26% do EBITDA e de 49% dos lucros.
Como temos vindo a prever em anteriores posts dedicados ao minotauro, é cada vez mais visível a realidade do barrete enfiado pela PT ao vender a Vivo, pagar um dividendo extraordinário aos accionistas e comprar a paquidérmica Oi infestada de parasitas (só Aspons serão milhares), tudo com a ajuda de José Sócrates, Lula da Silva, dos banqueiros do regime e de vários génios da gestão doméstica.
No comunicado de divulgação dos resultados de 2011, a Oi exalta com elevada retórica «as mudanças ocorridas em 2011, com a entrada da PT e as mudanças da directoria executiva, (que) criaram os alicerces necessários para o início de um processo de reorganização estratégica baseado em um plano de longo prazo traçado com o objectivo de promover um ciclo de crescimento sustentável para a companhia».
Por agora os alicerces criado pela Oi com a intervenção da PT parecem mais capazes de fazer ruir o edifício do que criar-lhe um estrutura sólida a longo prazo: quedas de 7% da facturação, 26% do EBITDA e de 49% dos lucros.
Pro memoria (53) – Cada cavadela, cada minhoca
Cada auditoria do Tribunal de Contas tem revelado um rosário de atrocidades legais e financeiras. A auditoria (*) ao Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação do Ministério da Educação no âmbito do Plano Tecnológico da Educação, uma das jóias da coroa dos governos de José Sócrates, relativa os exercícios de 2007 a 2010 não é excepção.
Os 400 milhões de euros que custou o Plano Tecnológico foram torrados com muitos ajustes directos, alguns deles ilegais, incluindo assessoria jurídica totalizando 1,5 milhões de euros dividido pelos pulgões do regime sociedades de advogados de Vieira de Almeida, com quase 400 mil euros, e Sérvulo Correia, com mais de 1 milhão de euros. Noutros estudos e assessoria técnica foram torrados quase 3 milhões de euros.
A PT Prime que não cumpriu os prazos do contrato de 52 milhões de euros e não teve qualquer penalização, mas também ninguém deu por isso porque não o GEPE não controlou a execução do projecto e o cumprimento dos contratos.
Em síntese, o costume.
(*) Relatório de Auditoria nº 8/2012 - 2ª Secção
Os 400 milhões de euros que custou o Plano Tecnológico foram torrados com muitos ajustes directos, alguns deles ilegais, incluindo assessoria jurídica totalizando 1,5 milhões de euros dividido pelos pulgões do regime sociedades de advogados de Vieira de Almeida, com quase 400 mil euros, e Sérvulo Correia, com mais de 1 milhão de euros. Noutros estudos e assessoria técnica foram torrados quase 3 milhões de euros.
A PT Prime que não cumpriu os prazos do contrato de 52 milhões de euros e não teve qualquer penalização, mas também ninguém deu por isso porque não o GEPE não controlou a execução do projecto e o cumprimento dos contratos.
Em síntese, o costume.
(*) Relatório de Auditoria nº 8/2012 - 2ª Secção
29/03/2012
SERVIÇO PÚBLICO: Precisamos de know-how para sair do buraco. Now how?
Como conseguimos sair do buraco em que nos enfiámos, fazer crescer a economia e aumentar as exportações, o que na circunstância é quase a mesma coisa, e reduzir a dívida a um nível sustentável? Aumentando a nossa competitividade, diz em coro a plateia.
E como aumentar a nossa competitividade? Aumentando a produtividade, diz uma parte da plateia. Aumentando a inovação, criando novos produtos e serviços, diz outra parte. Admitamos que todos têm uma parcela de razão e temos de aumentar a produtividade e a inovação.
E quais são os handicaps principais da nossa mão-de-obra, dos nossos gestores e dos nossos empresários? Competências profissionais inadequadas ou insuficientes, diz outra vez o coro.
E como se melhoram essas competências? Com umaeducação instrução adequada, dizem uns. Com uma formação profissional, dizem outros. Com ambas, digo eu e acrescento: num caso ou noutro, sobretudo no primeiro, vamos precisar de décadas para o conseguir. É por isso que já ontem era tarde.
E por falar emeducação instrução adequada, no mundo moderno quais as disciplinas que proporcionam as ferramentas indispensáveis para incrementar produtividade, investigação e inovação? Tecnologias de informação, computação, como lhe queiram chamar.
E como estamos nessa área? Não estávamos mal e estamos pior: de 5,1% dos licenciados nessa área em 2005, passámos para 1,7% em 2009, segundo o estudo do Eurostat «Computer skills in the EU27 in figures»
E como aumentar a nossa competitividade? Aumentando a produtividade, diz uma parte da plateia. Aumentando a inovação, criando novos produtos e serviços, diz outra parte. Admitamos que todos têm uma parcela de razão e temos de aumentar a produtividade e a inovação.
E quais são os handicaps principais da nossa mão-de-obra, dos nossos gestores e dos nossos empresários? Competências profissionais inadequadas ou insuficientes, diz outra vez o coro.
E como se melhoram essas competências? Com uma
E por falar em
E como estamos nessa área? Não estávamos mal e estamos pior: de 5,1% dos licenciados nessa área em 2005, passámos para 1,7% em 2009, segundo o estudo do Eurostat «Computer skills in the EU27 in figures»
| Clicar para ampliar |
Etiquetas:
inducação,
Novas oportunidades,
o saber ocupa lugar
28/03/2012
A escola como lugar para os jovens serem felizes
Tradução
«O papel da escola eu axo que é igual a um papel qualquer de imprensa A4. E de certeza que é. tem a mesma grossura e tudo. Agora se estão a falar, por exemplo, das folhas de Teste que é uma folha A3 duberada ao meio fazendo duas folhas A4, axo melhor que as folhas de teste sejam assim do que só uma folha A4, essas fichas que os professores dão são sempre folhas de formato A4 ou de formato A5. Os testes As professoras metem sempre folhas de formato A4 mas quando são mais as professoras agrafam sempre as folhas e nunca fazem teste com folhas formato A5. Por isso eu axo que as folhas desta escola são iguais às das outras escolas ou de outras empresas.»
De um email recebido no (Im)pertinências sobre uma «alegada» prova de um «alegado» aluno do 9.º ano da EB 2/3 Espinho
Etiquetas:
Estado assistencialista falhado,
inducação,
se non è vero
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: A longo prazo estamos todos mortos? Pois, podemos estar até a médio prazo.
Entre 2010 e 2025 o PIB de Portugal crescerá a uma miserável taxa média de 1%, metade do que se verificará nos casos da Irlanda, Espanha ou mesmo da Grécia, repetindo--se a triste história dos últimos 15 anos.
Grande parte da nossa elite sente um tolo prazer ao citar com frequência e aprovação a desprezível frase de Keynes: "a longo prazo estaremos todos mortos". Porém, quer do ponto de vista do diagnóstico, quer no âmbito da formulação de medidas de correcção eficazes, a perspectiva do longo prazo não pode deixar de prevalecer na abordagem da crise portuguesa.
As expectativas de longo prazo determinam agora as decisões nos mercados internacionais e explicam em grande parte as actuais dificuldades dos nossos poderes públicos em fazer baixar no mercado os juros de dívida soberana.
A actual crise veio realçar, com estrondo e sofrimento, a força de importantes mudanças na estrutura económica que reforçaram a influência do longo prazo nas decisões corrente de curto prazo: o aumento da esperança de vida, a redução do perímetro da família relevante, aumento do peso do Estado e do sistema público de protecção social, a crescente interligação entre a banca e os poderes públicos, o aumento do peso do sector financeiro no PIB e a importância dos movimentos internacionais de capitais.
As melhores projecções de longo prazo para a economia portuguesa são motivo de grande preocupação.
O elemento mais marcante das perspectivas económicas portuguesas de longo prazo é o decrescimento absoluto e relativo da população portuguesa. A fertilidade de 1,31 em 2010 descerá em 2015 para 1,30, ao contrário da Espanha que passará de 1,50 para 1,59 ou da Grécia de 1,54 para 1,61.
Entre 2010 e 2025 o PIB de Portugal crescerá a uma miserável taxa média de 1%, metade do que se verificará nos casos da Irlanda, Espanha ou mesmo da Grécia, repetindo-se a triste história dos últimos 15 anos. As projecções para 2050 não oferecem cenário diferente.
A população portuguesa entrou numa trajectória demográfica decadente que nos pode levar a ter no fim do século menos população do que a Irlanda, quando há 30 anos esta era 1/3 da nossa e hoje ainda é menos de metade.
Antes de tudo, o factor demográfico condiciona as perspectivas de crescimento e torna ilusórias a esperança de convergência económica com a Europa. A decadência demográfica não está desligada da ausência de dinamismo económico dos últimos 15 anos que levou a uma quebra da esperança das famílias e da natalidade.
Há uma hipótese que não pode deixar de ser colocada com enfâse. As opções de política social – nomeadamente o desprezo pelas medidas de protecção social visando directamente a família, a criança e a habitação – deverão ter contribuído fortemente para a retracção demográfica portuguesa. O sistema de protecção social português está orientado para o desincentivo à poupança e ao reforço dos laços sociais nas famílias. Na verdade, os montantes visando a protecção da família e da criança assumem montantes absolutos e relativos muito baixos, no caso da habitação um valor quase evanescente (0,003% do PIB).
A dependência cada vez mais forte ente o curto e o longo prazo é incontornável e os nossos credores sabem-no e olham cada vez mais para aí.
O longo prazo – contra o qual tantos se benzem - existe e condiciona o presente.
«A vingança do longo prazo», Avelino de Jesus no Negócios Online
Grande parte da nossa elite sente um tolo prazer ao citar com frequência e aprovação a desprezível frase de Keynes: "a longo prazo estaremos todos mortos". Porém, quer do ponto de vista do diagnóstico, quer no âmbito da formulação de medidas de correcção eficazes, a perspectiva do longo prazo não pode deixar de prevalecer na abordagem da crise portuguesa.
As expectativas de longo prazo determinam agora as decisões nos mercados internacionais e explicam em grande parte as actuais dificuldades dos nossos poderes públicos em fazer baixar no mercado os juros de dívida soberana.
A actual crise veio realçar, com estrondo e sofrimento, a força de importantes mudanças na estrutura económica que reforçaram a influência do longo prazo nas decisões corrente de curto prazo: o aumento da esperança de vida, a redução do perímetro da família relevante, aumento do peso do Estado e do sistema público de protecção social, a crescente interligação entre a banca e os poderes públicos, o aumento do peso do sector financeiro no PIB e a importância dos movimentos internacionais de capitais.
As melhores projecções de longo prazo para a economia portuguesa são motivo de grande preocupação.
O elemento mais marcante das perspectivas económicas portuguesas de longo prazo é o decrescimento absoluto e relativo da população portuguesa. A fertilidade de 1,31 em 2010 descerá em 2015 para 1,30, ao contrário da Espanha que passará de 1,50 para 1,59 ou da Grécia de 1,54 para 1,61.
Entre 2010 e 2025 o PIB de Portugal crescerá a uma miserável taxa média de 1%, metade do que se verificará nos casos da Irlanda, Espanha ou mesmo da Grécia, repetindo-se a triste história dos últimos 15 anos. As projecções para 2050 não oferecem cenário diferente.
A população portuguesa entrou numa trajectória demográfica decadente que nos pode levar a ter no fim do século menos população do que a Irlanda, quando há 30 anos esta era 1/3 da nossa e hoje ainda é menos de metade.
Antes de tudo, o factor demográfico condiciona as perspectivas de crescimento e torna ilusórias a esperança de convergência económica com a Europa. A decadência demográfica não está desligada da ausência de dinamismo económico dos últimos 15 anos que levou a uma quebra da esperança das famílias e da natalidade.
Há uma hipótese que não pode deixar de ser colocada com enfâse. As opções de política social – nomeadamente o desprezo pelas medidas de protecção social visando directamente a família, a criança e a habitação – deverão ter contribuído fortemente para a retracção demográfica portuguesa. O sistema de protecção social português está orientado para o desincentivo à poupança e ao reforço dos laços sociais nas famílias. Na verdade, os montantes visando a protecção da família e da criança assumem montantes absolutos e relativos muito baixos, no caso da habitação um valor quase evanescente (0,003% do PIB).
A dependência cada vez mais forte ente o curto e o longo prazo é incontornável e os nossos credores sabem-no e olham cada vez mais para aí.
O longo prazo – contra o qual tantos se benzem - existe e condiciona o presente.
![]() |
| Clicar para ampliar |
«A vingança do longo prazo», Avelino de Jesus no Negócios Online
27/03/2012
Bons exemplos (32) – God save the Queen, diz HM e digo eu
O HM do título deste post não é Her Majesty, é Helena Matos.
Pergunta impertinente feita por um blasfemo
Se Teixeira dos Santos, só poderia ser legalmente nomeado para a administração da PT decorridos 3 anos após ter cessado as funções de ministro das Finanças por ter tido a sua tutela através de uma golden share, porque se encheram os jornais e as televisões de notícias e comentários a este respeito?
Etiquetas:
artigo defunto,
jornalismo de causas,
teorias da conspiração
26/03/2012
Por razões óbvias
Feita esta confissão, os alegados jornalistas insinuam que Passos Coelho, na melhor hipótese, é uma marioneta nas mãos da gente do avental. Na pior, é um deles. De seguida nomeiam algumas figuras do PSD que «pertencem a essa seita» e atribuem a Fernando Nobre um papel que não especificam.
Deus sabe que tenho as maiores dúvidas sobre essa gente toda do PSD, com ou sem avental, só superada pelas maiores certezas sobre essa outra gente que habita o PS, que a história parece indiciar ser o acolhimento preferencial dos aventais.
Por essas dúvidas e certezas, estou aberto a considerar uma competição entre PSD e PS pelo troféu do melhor albergue maçonónico. Só não o faço baseado em informações de jornalistas com tais «razões óbvias». Por razões óbvias.
ARTIGO DEFUNTO: A economia das punições
Nicolau Santos, um dos eméritos pastorinhos da economia dos amanhãs que já não cantam, parece estar a passar por uma grande perturbação desde que o ministro das Finanças é Vítor Gaspar. Se não, como explicar este pedaço de prosa digno do Antigo Testamento?
[Extraído do artigo do Expresso com o título cabalístico «Juncker, Thomsen e Gaspar: dizem mas não dizem tudo» onde Nicolau Santos conclui que Gaspar não é dos nossos. É um estrangeirado. Está do lado deles. Dos nossos, é o senhor engenheiro exilado em Paris. Teixeira dos Santos, durante 6 anos amanteigado pelos pastorinhos, talvez tenha deixado de ser um dos nossos ao roer a corda do senhor engenheiro, chamar os bombeiros e pedir para a troika avançar.]
«Gaspar está do lado do que punem, não dos que são punidos. É o homem de confiança da troika, não o nosso homem junto da troika.»
[Extraído do artigo do Expresso com o título cabalístico «Juncker, Thomsen e Gaspar: dizem mas não dizem tudo» onde Nicolau Santos conclui que Gaspar não é dos nossos. É um estrangeirado. Está do lado deles. Dos nossos, é o senhor engenheiro exilado em Paris. Teixeira dos Santos, durante 6 anos amanteigado pelos pastorinhos, talvez tenha deixado de ser um dos nossos ao roer a corda do senhor engenheiro, chamar os bombeiros e pedir para a troika avançar.]
Etiquetas:
artigo defunto,
incorrigível,
pastorinhos da economia
25/03/2012
SERVIÇO PÚBLICO: A criatura devorou um dos seus criadores
Em 17 de Fevereiro de 2000, o Diário de Notícias publicou um artigo, titulado «O monstro», onde se podia ler:
[Recordado muito a propósito pelo blogue A Destreza das Dúvidas - via O Insurgente]
«Durante algum tempo, as forças políticas mais à esquerda apoiaram o crescimento das despesas do Estado, convencidas de que daí resultava uma redução das desigualdades. Essa ilusão foi destruída pelo fenómeno da globalização e da integração económica e financeira. A liberdade dos movimentos de capitais com o exterior e a concorrência fiscal entre os países fizeram com que o crescimento das despesas seja financiado principalmente com impostos sobre o trabalho e não à custa dos rendimentos do capital. Hoje não há dúvidas de que o crescimento do monstro destrói riqueza e agrava as desigualdades na distribuição do rendimento.»Quem foi o autor deste artigo? Foi um dos principais criadores da criatura e actualmente um resistente ao seu encolhimento.
![]() |
| O contributo de Cavaco Silva para o crescimento do monstro |
[Recordado muito a propósito pelo blogue A Destreza das Dúvidas - via O Insurgente]
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Igual a si próprio
Secção Insultos à inteligência
Numa entrevista à RAI, inserida numa reportagem sobre Portugal, Mário Soares desfia o rosário do costume: «Portugal não pode pagar sozinho a crise internacional», «quem pagou a reunificação da Alemanha … fomos nós, europeus», «a Alemanha é responsável por duas guerras mundiais» e «a mim o que me interessa são as pessoas, não os mercados».
Crise internacional? Deveríamos agradecer à crise internacional que nos cortou o crédito e interrompeu a obra do seu camarada Sócrates a caminho de uma falência que duraria gerações.
Quem pagou a reunificação da Alemanha? Foram os alemães de Oeste que trabalharam duramente durante 4 ou 5 décadas para reconstruir as ruínas da herança soviética no Leste.
A Alemanha é responsável por duas guerras mundiais? Sim, mas não está sozinha. E, seguindo o mesmo princípio, não será Portugal responsável pela escravização de milhões de africanos de dezenas de gerações durante séculos?
Interessam-lhe as pessoas e não os mercados? Perceberá Soares que pode só dar-se ao luxo destas sensibilidades porque os mercados criaram a prosperidade que permitiu às pessoas emergirem do colectivo anónimo das massas ignaras?
Das duas, uma: Mário Soares está definitivamente possuído pelo esquerdismo senil e, nesse caso, tudo o que diz são delírios ou está suficientemente lúcido e faz estes discursos assumindo que quem o escuta é ignorante ou estúpido. Num caso como noutro, ninguém lhe tira cinco bourbons como prémio de carreira.
Numa entrevista à RAI, inserida numa reportagem sobre Portugal, Mário Soares desfia o rosário do costume: «Portugal não pode pagar sozinho a crise internacional», «quem pagou a reunificação da Alemanha … fomos nós, europeus», «a Alemanha é responsável por duas guerras mundiais» e «a mim o que me interessa são as pessoas, não os mercados».
Crise internacional? Deveríamos agradecer à crise internacional que nos cortou o crédito e interrompeu a obra do seu camarada Sócrates a caminho de uma falência que duraria gerações.
Quem pagou a reunificação da Alemanha? Foram os alemães de Oeste que trabalharam duramente durante 4 ou 5 décadas para reconstruir as ruínas da herança soviética no Leste.
A Alemanha é responsável por duas guerras mundiais? Sim, mas não está sozinha. E, seguindo o mesmo princípio, não será Portugal responsável pela escravização de milhões de africanos de dezenas de gerações durante séculos?
Interessam-lhe as pessoas e não os mercados? Perceberá Soares que pode só dar-se ao luxo destas sensibilidades porque os mercados criaram a prosperidade que permitiu às pessoas emergirem do colectivo anónimo das massas ignaras?
Das duas, uma: Mário Soares está definitivamente possuído pelo esquerdismo senil e, nesse caso, tudo o que diz são delírios ou está suficientemente lúcido e faz estes discursos assumindo que quem o escuta é ignorante ou estúpido. Num caso como noutro, ninguém lhe tira cinco bourbons como prémio de carreira.
24/03/2012
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (55) – Surpresa!
«O que é surpreendente para mim é que tenha havido uma subida da despesa, revelando que há nesta área um descontrolo por parte do Governo», confessou o líder do PS António José Seguro.
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (54) – camaradas, levantai-vos contra a justiça de causas
A Associação Sindical dos Juízes Portugueses, que cujas preocupações com a justiça são parecidas com as de qualquer outro sindicato, alega que 14 ministros de Sócrates abusaram dos cartões de crédito para pagar despesas pessoais, e convenceu a PGR a abrir um inquérito crime.
Se a Associação, uma espécie de sindicato para membros de uma função de soberania, tem ou não motivações políticas deveria ser igual ao litro para efeitos de investigação. Se este fosse um país normal, investigava-se e concluía-se se havia ou não fundamento para acusar, julgava-se e punia-se o que se houvesse de punir e ponto final.
Mas não estamos num país normal, e por isso assistimos a um par de deputados socialistas fracturantes pedir ao líder para reagir «com firmeza» aos ataques dos juízes.
Se a Associação, uma espécie de sindicato para membros de uma função de soberania, tem ou não motivações políticas deveria ser igual ao litro para efeitos de investigação. Se este fosse um país normal, investigava-se e concluía-se se havia ou não fundamento para acusar, julgava-se e punia-se o que se houvesse de punir e ponto final.
Mas não estamos num país normal, e por isso assistimos a um par de deputados socialistas fracturantes pedir ao líder para reagir «com firmeza» aos ataques dos juízes.
Etiquetas:
apparatchik,
ética republicana,
justiça de causas,
Ridendo castigat mores
LA DONNA E UN ANIMALE STRAVAGANTE: Unicórnio procura-se
Tu Shiyou aka "Deusa da Virgindade", uma activista conservadora chinesa, pretende casar desde que o putativo marido reúna as seguintes condições: seja virgem, honrado, com emprego certo, menos de 40 anos, com um curso universitário, aceite abstinência sexual nos primeiros três anos, e seja membro do PC - esta última parte é que não percebo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





