Pedro Silva Pereira, 5 de Maio: «Os senhores jornalistas que publicaram essas notícias sobre cortes do 13º mês, cortes no salário mínimo ou reduções de pensões a partir dos 600 euros saberão de onde essas informações vieram e com certeza que não foram do Governo», afirmou.»
José Sócrates, 16 de Março: «Perda de prestígio e influência no mundo, [medidas com] consequências para o Estado e para a vida d as pessoas muito piores como acabar com o 13º mês, reduzir o salário mínimo, despedir funcionários públicos e cortar mais os salários», exemplificou Sócrates.»
[Lido em «Mentir sempre», no Blasfémias]
Citando o Impertinente: A verdade, ao contrário da mentira que tem um número infinito de versões, umas menos e outras mais estúpidas, é fácil de gerir. A mentira exige alguma competência na sua administração e deveria ser preferida pelos incompetentes. Em vez disso, a clique do pastor da IURD que controla o PS já foi atingida pelo princípio de Peter dos mentirosos e prefere a mentira. Sobrevive, com a cumplicidade dos novos situacionistas, à custa dos dependentes do partido do Estado e dos patetas incapazes de distinguir a mentira da verdade.<
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
06/05/2011
Não conhecendo José Sócrates, ele não percebe. Conhecendo-o de ginjeira, nós percebemos bem demais
«Questionado sobre se este programa é uma evolução em relação ao PEC 4, como garantiu o primeiro-ministro na passada quarta-feira, Thomsen afirma “não perceber” o que quer José Sócrates dizer com essa frase e garante que “se fizermos uma comparação, este é um programa mais específico sobre como atingir objectivos em termos orçamentais, sobre como levar a cabo reformas estruturais, tem mais preocupações sobre o sector financeiro e é muito mais realista nas metas orçamentais. Portanto, isto é um programa diferente [do PEC 4]”.»
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Faites vos jeux, rien ne va plus
«Quem quiser votar na bancarrota do país, quem quiser assinar e votar na maior taxa de desemprego dos últimos 90 anos, na maior dívida pública dos últimos 160 anos, no pior crescimento económico dos últimos 90 anos, na pior dívida externa dos últimos 120 anos, na pior taxa de poupança dos últimos 50 anos, na segunda pior taxa de emigração dos últimos 160 anos. Quem quiser isto tudo, no dia 5 deve votar na continuação das políticas dos últimos anos. Quem quiser uma inversão de curso, estiver interessado em ficar no país e estiver interessado em dar um futuro aos seus filhos é melhor que pense duas vezes.»
[Álvaro Santos Pereira, Pensar duas vezes]
[Álvaro Santos Pereira, Pensar duas vezes]
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eu diria mesmo mais,
Quem fala assim não é gago
José Sócrates deve aos contribuintes portugueses 1,2 mil milhões de euros à conta do FMI
Desde pelo menos a intervenção do FMI/CE/BCE na Grécia, ou seja há um ano, que se coloca a séria possibilidade de a mesma receita ser necessária em Portugal e, desde então, se não antes, José Sócrates e os seus acólitos adoptaram a narrativa pseudo-patriótica de demonização do FMI. Façamos um exercício de contabilidade de merceeiro para estimar as perdas e danos infligidos por este expediente da clique socrática, em nome e benefício do PS.
Esqueçamos as emissões de curto prazo de BT a que o governo recorreu para iludir as taxas e dificuldades crescentes de colocação da dívida de médio-longo prazo. No 2.º semestre de 2010 e até Abril de 2011 os leilões de OT totalizaram 12,4 mil milhões: (*)
(*) Estimativas a partir dos dados disponíveis no site do IGCP. É só fazer as contas, como diria o padrinho de José Sócrates.
Esqueçamos as emissões de curto prazo de BT a que o governo recorreu para iludir as taxas e dificuldades crescentes de colocação da dívida de médio-longo prazo. No 2.º semestre de 2010 e até Abril de 2011 os leilões de OT totalizaram 12,4 mil milhões: (*)
- 2.º semestre de 2010 - 8,5 mil milhões a 5,0% (média das taxas médias ponderadas)
- Janeiro a Abril de 2010 - 3,9 mil milhões a 6% (idem)
(*) Estimativas a partir dos dados disponíveis no site do IGCP. É só fazer as contas, como diria o padrinho de José Sócrates.
05/05/2011
ESTADO DE SÍTIO: O FMI nosso amigo (4)
[Continuação de (1) e (2) e (3)]
Até mesmo um admirador de José Sócrates com um resquício de lucidez e de inteligência, supondo que os haja, perceberia, se o lesse, que o Memorandum of Understanding é a mais completa negação de tudo o que o governo tem feito e de todas as suas políticas. A começar pela suspensão de todas as grandes obras do regime, aeroporto, TGV et alia (torrefacção de dinheiro nas energias renováveis, parcerias público-privadas, etc.) e a acabar na flexibilização do mercado de trabalho, passando pela redução efectiva do exército de funcionários públicos e o alívio da presença sufocante do estado na economia, com um programa de privatizações que só deixa da fora a CGD.
Se isto é para o querido líder um «bom acordo», como é que ele explica aos seus admiradores não ter feito nada disso durante os 6 anos que já leva de governo? Não explica, claro, porque ele conta com a cegueira da massa da apparatchiks, crentes da sua IURD e com o estado de necessidade em que se encontram muitos dos novos situacionistas agarrados às sinecuras como náufragos às suas bóias.
Que a criatura consiga, sem a mínima vacilação, empenachar-se com os méritos de negociador dum acordo, cuja necessidade ele negou durante muitos meses, e passar ao lado do facto crucial que esse acordo visa resolver os problemas que ele mesmo criou durante 6 anos, mostra ser a sua governação o maior embuste desde o fim da baderna republicana.
Aditamento:
José Sócrates não está sozinho nos seus delírios e mentiras. Segundo parece, Teixeira dos Santos ressuscitou numa conferência de imprensa e jurou que o Memorandum «desenvolve e detalha o PEC apresentado em 11 de Março» e «é um programa português que merece o apoio da UE e do FMI».
Até mesmo um admirador de José Sócrates com um resquício de lucidez e de inteligência, supondo que os haja, perceberia, se o lesse, que o Memorandum of Understanding é a mais completa negação de tudo o que o governo tem feito e de todas as suas políticas. A começar pela suspensão de todas as grandes obras do regime, aeroporto, TGV et alia (torrefacção de dinheiro nas energias renováveis, parcerias público-privadas, etc.) e a acabar na flexibilização do mercado de trabalho, passando pela redução efectiva do exército de funcionários públicos e o alívio da presença sufocante do estado na economia, com um programa de privatizações que só deixa da fora a CGD.
Se isto é para o querido líder um «bom acordo», como é que ele explica aos seus admiradores não ter feito nada disso durante os 6 anos que já leva de governo? Não explica, claro, porque ele conta com a cegueira da massa da apparatchiks, crentes da sua IURD e com o estado de necessidade em que se encontram muitos dos novos situacionistas agarrados às sinecuras como náufragos às suas bóias.
Que a criatura consiga, sem a mínima vacilação, empenachar-se com os méritos de negociador dum acordo, cuja necessidade ele negou durante muitos meses, e passar ao lado do facto crucial que esse acordo visa resolver os problemas que ele mesmo criou durante 6 anos, mostra ser a sua governação o maior embuste desde o fim da baderna republicana.
Aditamento:
José Sócrates não está sozinho nos seus delírios e mentiras. Segundo parece, Teixeira dos Santos ressuscitou numa conferência de imprensa e jurou que o Memorandum «desenvolve e detalha o PEC apresentado em 11 de Março» e «é um programa português que merece o apoio da UE e do FMI».
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A credibilidade é como a virgindade,
Conversa fiada
O (IM)PERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: As sementes de vara
Será a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária «parenta» da Fundação para a Prevenção e Segurança criada pelo amigo Vara?
[Enviado por JB]
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ESTADO DE SÍTIO: O FMI nosso amigo – If you can't measure it, you can't manage it (3)
[Continuação de (1) e (2)]
Não vou insistir nas muitas medidas concretas e na redução dos muitos milhões de euros que os nossos amigos do FMI incluem no MEMORANDUM OF UNDERSTANDING ON SPECIFIC ECONOMIC POLICY CONDITIONALITY que terá que ser assinado pelo governo e pela oposição com ambições de ser governo. Tudo isso é importante e nunca seria feito por iniciativa do governo ou da oposição, todos apostados em fazer felizes os portugueses e a contar estórias da carochinha aos eleitores em estado de adolescência terminal. Vou apenas transcrever requisitos de Reporting que este governo e o próximo vão ter que cumprir para meter a mão na massa. Requisitos que se tivessem sido cumpridos dificilmente teríamos chegado aonde chegámos ou, pelo menos, teríamos chegado sem desculpas.
«Reporting
3.1. Approve a standard definition of arrears and commitments. [Q2-2011]
3.2. Conduct and publish a comprehensive survey of arrears covering all categories of expenditure payables as at the end of March 2011. All general government entities and SOEs classified outside the general government will be covered by this survey. [Q3-2011]
3.3. Enhance the existing monthly reporting on budgetary execution on a cash basis for the general government, including on a consolidated basis. The monthly reporting perimeter currently includes the State, Other public bodies and entities, Social Security, regional and local governments and it will be progressively expanded to include all SOEs and PPPs reclassified within the general government and local governments. [Q3-2011]
3.4. The existing annual report on tax expenditures will be improved, starting with the 2012 budget, in line with international best practices. The report will cover central, regional and local administrations. Technical assistance may be provided if necessary. [Q3-2011]
3.5. Develop intra-annual targets, and corrective measures in case of deviation from targets, for [Q3-2011]:
i. internal monthly cash balance, expenditure, revenue targets for the general government as defined in national accounts;
ii. public quarterly balance targets for the general government as defined in national accounts.
3.6. Implement any changes to the budget execution rules and procedures necessary to align with the standard definition of arrears and commitments. Meanwhile, existing commitment control procedures will be enforced for all types of expenditure across the general government. Technical assistance may be provided if necessary.[Q4-2011]
3.7. Following the survey, prepare a consolidated monthly report on arrears for the general government sector. The general government perimeter will be defined as in national accounts. [Q3-2011]
3.8. Publish quarterly accounts for State-Owned Enterprises (SOEs) at the latest 45 days after the end of the quarter. It should start with the 30 largest SOEs that are consolidated in the general government but as a general rule all SOEs should follow the same reporting standards. [Q4-2011]
3.9. Publish information on: number of general government staff on a quarterly basis (no later than 30 days after the end of the quarter); Stock and flows over the relevant period per Ministry or employment entity (i.e. new hiring, retirement flows, and exit to other government service, private sector or unemployment); average wage, allowances and bonuses. [Q1-2012]»
«If you can't measure it, you can't manage it», escreveu um dia Peter Drucker.
Rapazes do FMI, sejam bem-vindos!
Não vou insistir nas muitas medidas concretas e na redução dos muitos milhões de euros que os nossos amigos do FMI incluem no MEMORANDUM OF UNDERSTANDING ON SPECIFIC ECONOMIC POLICY CONDITIONALITY que terá que ser assinado pelo governo e pela oposição com ambições de ser governo. Tudo isso é importante e nunca seria feito por iniciativa do governo ou da oposição, todos apostados em fazer felizes os portugueses e a contar estórias da carochinha aos eleitores em estado de adolescência terminal. Vou apenas transcrever requisitos de Reporting que este governo e o próximo vão ter que cumprir para meter a mão na massa. Requisitos que se tivessem sido cumpridos dificilmente teríamos chegado aonde chegámos ou, pelo menos, teríamos chegado sem desculpas.
«Reporting
3.1. Approve a standard definition of arrears and commitments. [Q2-2011]
3.2. Conduct and publish a comprehensive survey of arrears covering all categories of expenditure payables as at the end of March 2011. All general government entities and SOEs classified outside the general government will be covered by this survey. [Q3-2011]
3.3. Enhance the existing monthly reporting on budgetary execution on a cash basis for the general government, including on a consolidated basis. The monthly reporting perimeter currently includes the State, Other public bodies and entities, Social Security, regional and local governments and it will be progressively expanded to include all SOEs and PPPs reclassified within the general government and local governments. [Q3-2011]
3.4. The existing annual report on tax expenditures will be improved, starting with the 2012 budget, in line with international best practices. The report will cover central, regional and local administrations. Technical assistance may be provided if necessary. [Q3-2011]
3.5. Develop intra-annual targets, and corrective measures in case of deviation from targets, for [Q3-2011]:
i. internal monthly cash balance, expenditure, revenue targets for the general government as defined in national accounts;
ii. public quarterly balance targets for the general government as defined in national accounts.
3.6. Implement any changes to the budget execution rules and procedures necessary to align with the standard definition of arrears and commitments. Meanwhile, existing commitment control procedures will be enforced for all types of expenditure across the general government. Technical assistance may be provided if necessary.[Q4-2011]
3.7. Following the survey, prepare a consolidated monthly report on arrears for the general government sector. The general government perimeter will be defined as in national accounts. [Q3-2011]
3.8. Publish quarterly accounts for State-Owned Enterprises (SOEs) at the latest 45 days after the end of the quarter. It should start with the 30 largest SOEs that are consolidated in the general government but as a general rule all SOEs should follow the same reporting standards. [Q4-2011]
3.9. Publish information on: number of general government staff on a quarterly basis (no later than 30 days after the end of the quarter); Stock and flows over the relevant period per Ministry or employment entity (i.e. new hiring, retirement flows, and exit to other government service, private sector or unemployment); average wage, allowances and bonuses. [Q1-2012]»
«If you can't measure it, you can't manage it», escreveu um dia Peter Drucker.
Rapazes do FMI, sejam bem-vindos!
04/05/2011
Pro memoria (26) - José Sócrates, de animal feroz a pedinte, em apenas 18 dias, e sempre mentiroso
[Actualização deste pro memoria]
- 19-03-2011 «Eu não estou disponível, da minha parte, para governar com o FMI»
- 28-03-2011 «Ainda vamos ter saudades do PEC»
- 04-04-2011 «Entre nós e o FMI há 10 milhões de portugueses»
- 06-04-2011 «O Governo decidiu dirigir à Comissão Europeia um pedido de financiamento»
- 03-05-2011 «São suficientes as medidas previstas no orçamento e as anunciadas no âmbito do PEC IV» jurou José Sócrates na conferência de imprensa com ao lado da múmia do
melhor dos piorespior dos melhores ministros das Finanças da Zona Euro; sobre o acordo com a famigerada troika disse «não haverá … não haverá … não teremos … não será preciso…»; o que haverá, teremos e será preciso fazer será o governo provisório do protectorado a informar os súbditos.
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A credibilidade é como a virgindade,
Conversa fiada
CASE STUDY: Colectivismo e corrupção
Não deveria novidade nenhuma para quem conheça as sociedades colectivistas, como a portuguesa, em que o espírito de grupo, seja a família, o sindicato, o clube, o partido ou a corporação, predomina sobre a responsabilidade individual, concluir serem estas as sociedades mais vulneráveis à corrupção pela diluição da responsabilidade e pela interdependência entre os membros dos grupos sempre fortemente presentes no colectivismo.Para quem tenha dúvidas sobre a relação colectivismo-corrupção, pode ler o estudo Greased palm psychology: Collectivism and bribery de Nina Mazar e Pankaj Aggarwal, publicado pela Association for Psychological Science, ou pelo menos ler um resumo razoavelmente elucidativo aqui. O estudo analisou 21 países e os resultados de um trabalho de laboratório com 140 participantes e concluiu que não se trata apenas de correlação estatística entre colectivismo e corrupção: os indivíduos com mentalidade colectivista sentem-se menos responsáveis e mais propensos a corromperem e serem corrompidos.
Para quem tenha dúvidas sobre o colectivismo da sociedade portuguesa recomendam-se os estudos de Gert Hofstede, há anos amplamente citados no (Im)pertinências, que mostram ser Portugal de longe o país mais colectivista (ou menos individualista) da Europa.
DIÁRIO DE BORDO: O celibato dos padres e o estado moderno
Segundo uma review da Economist, Francis Fukuyama defende no seu recente The Origins of Political Order: from Prehuman Times to The French Revolution uma interessante explicação para o celibato dos padres que, como se sabe e diferentemente da ideia generalizada, só se tornou obrigatório no século XI com as reformas introduzidas pelo papa Gregório VII. Segundo Fukuyama o celibato obrigatório dos padres foi uma arma importante para o combate à corrupção e ao rent-seeking na igreja católica o que trouxe à igreja uma maior força moral e um papel determinante na evolução posterior do estado e das instituições seculares, contribuindo para dotar as sociedades ocidentais de 3 componentes essenciais para as criar as vantagens competitivas que estão na base do seu sucesso: um estado forte, o primado da lei e a obrigação dos governantes prestarem contas.
Terá sido pela falta desses componentes que o estado português está mais próximo dum estado falhado do que dum estado de sucesso? E terá sido pelos padres portugueses, segundo a lenda, terem fama de grandes femeeiros?
Terá sido pela falta desses componentes que o estado português está mais próximo dum estado falhado do que dum estado de sucesso? E terá sido pelos padres portugueses, segundo a lenda, terem fama de grandes femeeiros?
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o saber ocupa lugar,
se non è vero
03/05/2011
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: A maldição da demagogia
«O partido (PSD) tem-se queixado que o Governo não dá informação actualizada sobre o estado das finanças públicas. O que o impede de propor soluções sérias para o país enfrentar a crise financeira. Então, se não tem essas informações como é que Passos Coelho promete não cortar postos de trabalho no Estado nem fazer novos cortes nos salários? Ainda para mais sem conhecer as propostas do FMI, Comissão Europeia e BCE para esta área (não foi o PSD que recusou divulgar o seu programa antes de saber o que a troika vai propor/impor a Portugal?).
Ao fazer promessas destas, Passos Coelho arrisca-se, se ganhar as eleições, a imitar José Sócrates: desdizer, como 1º ministro, o que prometeu como candidato. »
Camilo Lourenço no Negócios online
Ao fazer promessas destas, Passos Coelho arrisca-se, se ganhar as eleições, a imitar José Sócrates: desdizer, como 1º ministro, o que prometeu como candidato. »
Camilo Lourenço no Negócios online
Lost in translation (102) – Rigor? Já fizemos engenharia orçamental no passado. Voltaremos a fazê-lo no futuro, queria ele dizer (XXIV)
Depois de ter vendido mais de mil milhões de imóveis à Estamo, isto é a si próprio, até 2009 e 360 milhões em 2010, o governo de José Sócrates propunha-se vender outra vez a si próprio mais 370 milhões este ano. Para financiar esta manobra de engenharia orçamental a Parpública, que detém a Estamo, viu a sua dívida total aumentar 38% para 4,8 mil milhões ou quase 3% do PIB.
Recorde-se que o «ele» que falou em «rigor» foi Teixeira dos Santos, agora rigorosamente caído em desgraça nos círculos da clique socratina.
Recorde-se que o «ele» que falou em «rigor» foi Teixeira dos Santos, agora rigorosamente caído em desgraça nos círculos da clique socratina.
02/05/2011
Estado assistencialista falhado (6)
Em 2005, segundo dados da Pordata, havia cerca de 380 mil reformados e aposentados da CGA. Nos últimos 5 anos, segundo informação do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, foram acrescentados mais 120 mil - 30% de aumento em apenas 5 anos. Muito provavelmente, a esmagadora maioria foi reformada com menos de 60 anos. Os seus salários foram substituídos pelas suas pensões (em muitos casos uma percentagem rondando 90% do último salário), adicionadas dos salários de novos funcionários contratados que em parte os substituíram e do custo de prestadores de serviços.
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Conto do vigário,
desconsolidação orçamental
Estado assistencialista falhado (5)
Prosseguindo com determinação o aprofundamento do estado sucial, sem esquecer o caminho de para a bancarrota, o governo de José Sócrates atribuiu 557 milhões de subsídios a empresas e instituições que realizaram «missões de interesse geral, com vista à satisfação das necessidades fundamentais dos cidadãos», tais como: a Associação Portuguesa de Bancos, Automóvel Clube de Portugal, Mota-Engil, Parkalgar (autódromo do Algarve), Colecção Berardo, João Lagos (Open Estoril e da Volta a Portugal em Bicicleta).
Estes 557 milhões teriam permitido pagar mais de 1,3 milhões de abonos de família durante um ano. É só fazer as contas, disse in illo tempore António Guterres, o imaculado padrinho do querido líder.
Estes 557 milhões teriam permitido pagar mais de 1,3 milhões de abonos de família durante um ano. É só fazer as contas, disse in illo tempore António Guterres, o imaculado padrinho do querido líder.
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Ponto
«Do lado do PSD havia neste contexto um programa simples e eficaz, porque correspondia à grande força que atravessa o país, a única que até agora tem tido tradução política, difusa nos seus instrumentos, mas concentrada na sua explicitude: vamos tirar Sócrates do poder. Ponto.»[Pacheco Pereira, O demónio que nós conhecemos no Público, aqui reproduzido]
01/05/2011
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (40) – os donos do regime
«330 000€ por uma exposição, que tem como comissária-geral Maria Barroso Soares e que foi realizada pela empresa recém criada Blue Velvet, que tem como sócia Annick Burhenne, mulher de João Barroso Soares. A empresa foi criada a 09/01/2009 e encerrada a 23/11/2010.»
[Aqui, via Insurgente]
[Aqui, via Insurgente]
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ética republicana,
novos situacionistas
A mentira como política oficial
Em 25 de Março, José Sócrates continuava a garantir que «Portugal não precisa de aderir a nenhum fundo de resgate». Por essa altura, segundo o Expresso, a poucos dias do vencimento de 4,5 mil milhões de OT e juros, as disponibilidades do governo seriam de 300 milhões ou seja o equivalente a um dia de despesas.
É caso para perguntar, mais uma vez, «o que é que nos teria acontecido se não tivéssemos tido a sorte de ter um governo tão competente à frente dos destinos do país?» E é caso para dizer, mais uma vez, que o sucesso do nosso pastor da IURD só se explica porque «admiramos secretamente os grandes aldrabões» que num país civilizado normal já teriam sido julgados e condenados, senão pelos tribunais, pelo menos pela opinião pública.
É caso para perguntar, mais uma vez, «o que é que nos teria acontecido se não tivéssemos tido a sorte de ter um governo tão competente à frente dos destinos do país?» E é caso para dizer, mais uma vez, que o sucesso do nosso pastor da IURD só se explica porque «admiramos secretamente os grandes aldrabões» que num país civilizado normal já teriam sido julgados e condenados, senão pelos tribunais, pelo menos pela opinião pública.
DIÁRIO DE BORDO: Grande Auditório Gulbenkian, o Pequeno Met dos tesos (2)
Para Pavarotti, Il Trovatore era uma ópera fácil, só precisava dos 4 melhores cantores do mundo, conta a Fleming. Melhores é um exagero, mas sem dúvida bons.
Na audiência novos situacionistas, ainda frescos do encontro da IURD, poseurs do costume, um pedófilo esquecido pela justiça e, pasme-se, até genuínos apreciadores.
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| Sondra Radvanovsky, uma competentíssima Leanora |
30/04/2011
SERVIÇO PÚBLICO: o défice de memória (11)
[Actualização (1), (2), (3), (4), (5), (6), (8), (9) e (10)]
31-03-2011
Em consequência da inclusão no perímetro do OE dos défices das empresas públicas que cobrem os custos com menos de 50% de receitas próprias, segundo os critérios do Eurostat desde há vários anos não cumpridos pelo governo socrático, o INE corrigiu os défices de vários anos:
23-04-2011
«Défice de 2010 revisto em alta para 9,1 por cento do PIB»
Programa eleitoral do PS divulgado em 28-04-2011:
Moral da estória:
A verdade, ao contrário da mentira que tem um número infinito de versões, umas menos e outras mais estúpidas, é fácil de gerir. A mentira exige alguma competência na sua administração e deveria ser preferida pelos incompetentes. Em vez disso, a clique do pastor da IURD que controla o PS já foi atingida pelo princípio de Peter dos mentirosos e prefere a mentira. Sobrevive, com a cumplicidade dos novos situacionistas, à custa dos dependentes do partido do Estado e dos patetas incapazes de distinguir a mentira da verdade.
31-03-2011
Em consequência da inclusão no perímetro do OE dos défices das empresas públicas que cobrem os custos com menos de 50% de receitas próprias, segundo os critérios do Eurostat desde há vários anos não cumpridos pelo governo socrático, o INE corrigiu os défices de vários anos:
- 2009 - 10,0%
- 2010 - 8,6%
23-04-2011
«Défice de 2010 revisto em alta para 9,1 por cento do PIB»
Programa eleitoral do PS divulgado em 28-04-2011:
Moral da estória:
A verdade, ao contrário da mentira que tem um número infinito de versões, umas menos e outras mais estúpidas, é fácil de gerir. A mentira exige alguma competência na sua administração e deveria ser preferida pelos incompetentes. Em vez disso, a clique do pastor da IURD que controla o PS já foi atingida pelo princípio de Peter dos mentirosos e prefere a mentira. Sobrevive, com a cumplicidade dos novos situacionistas, à custa dos dependentes do partido do Estado e dos patetas incapazes de distinguir a mentira da verdade.
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