Deve ser possível encontrar um racional subjacente à tese da esquerda marxista, tese (quase) sempre desmentida pela história económica, de que da maior flexibilidade dos mercados de trabalho resultam maior desemprego e salários mais baixos. Deve ser o mesmo racional que tornava inevitável nos países capitalistas mais desenvolvidos a revolução comunista, que afinal de contas veio a dar-se nos países atrasados pré-capitalistas.
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
30/06/2008
A propósito da reacção dos comunistas e dos bloquistas ao Código do Trabalho
Deve ser possível encontrar um racional subjacente à tese da esquerda marxista, tese (quase) sempre desmentida pela história económica, de que da maior flexibilidade dos mercados de trabalho resultam maior desemprego e salários mais baixos. Deve ser o mesmo racional que tornava inevitável nos países capitalistas mais desenvolvidos a revolução comunista, que afinal de contas veio a dar-se nos países atrasados pré-capitalistas.
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29/06/2008
BREIQUINGUE NIUZ: Puf! O senhor engenheiro não precisa de lei
O senado romeno aprovou no dia 26 uma lei que obriga as televisões e rádios a incluir pelo menos metade de notícias positivas, evitando assim o «extraordinário poder nocivo (e os) efeitos irreversíveis na saúde e na vida das pessoas» das notícias negativas.Sem lei mas com a ajuda dos seus spin doctors e da necessidade dos jornalistas tratarem das suas vidinhas, o senhor engenheiro Sócrates cumpriu sempre os mínimos. É o mercado de trabalho a funcionar.
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28/06/2008
O sucesso do insucesso
A directora regional de educação do norte, apparatchik que se tornou célebre com a instauração de um processo disciplinar a um professor por ter contado uma anedota sobre José Sócrates, sugeriu agora aos conselhos executivos para excluírem da correcção das provas «aqueles professores que têm repetidamente classificações muito distantes da média (porque) os alunos têm direito a ter sucesso».
Uma conspiração para congelar a mobilidade social e perpetuar o parasitismo das elites merdosas que se impõem ao país e transmitem por via do esperma feliz, para usar a expressão de Warren Buffett, à sua prole o status que herdaram, não faria melhor do que esta clique que há mais de trinta anos se obstina a promover a mediocracia nas nossas escolas.
Uma conspiração para congelar a mobilidade social e perpetuar o parasitismo das elites merdosas que se impõem ao país e transmitem por via do esperma feliz, para usar a expressão de Warren Buffett, à sua prole o status que herdaram, não faria melhor do que esta clique que há mais de trinta anos se obstina a promover a mediocracia nas nossas escolas.
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27/06/2008
ESTADO DE SÍTIO: para o governo do senhor engenheiro o aborto é uma forma de maternidade
Por razões profissionais, frequento o site do Diário da República Electrónico pelo menos uma vez por semana. Comecei por ler esta manhã em diagonal os sumários para escolher as ejaculações legislativas que não posso evitar (muito poucas). Cumpri o ritual mas confesso que nem reparei no Decreto-Lei n.º 105/2008 de 25 de Junho cujo sumário considerei anunciar mais uma das abundantes e insignificantes acções assistenciárias que o estado social nos proporciona a custos sumptuosos. A coisa rezava assim: «Institui medidas sociais de reforço da protecção social na maternidade, paternidade e adopção integradas no âmbito do subsistema de solidariedade e altera o Decreto-Lei n.º 154/88, de 29 de Abril».
Foi preciso visitar O Insurgente para realizar o que tinha perdido. Dispõe assim o Artº 4, nº2:
«O subsídio social de maternidade é garantido às mulheres nas situações de parto de nado-vivo ou morto, de aborto espontâneo, de interrupção voluntária da gravidez nos termos do artigo 142.º do Código Penal ou de risco clínico para a grávida ou nascituro.»
Foi preciso visitar O Insurgente para realizar o que tinha perdido. Dispõe assim o Artº 4, nº2:
«O subsídio social de maternidade é garantido às mulheres nas situações de parto de nado-vivo ou morto, de aborto espontâneo, de interrupção voluntária da gravidez nos termos do artigo 142.º do Código Penal ou de risco clínico para a grávida ou nascituro.»
26/06/2008
CASE STUDY: quanto mais, menos
Frequentemente, o tema dos salários milionários de alguns gestores é tratado ou numa perspectiva moralista (e não é que a moral não tenha nada a ver com o tema, que tem) ou, mais raramente, pelo liberalismo académico, numa suposta perspectiva de mercado (e não é que o mercado não tenha nada a ver com isto, que tem, mas pouco). De acordo com a perspectiva moralista, os salários milionários são injustamente excessivos. Segundo a perspectiva liberal, são o que têm que ser, ponto final. Num caso como noutro, é uma vista do céu - do céu igualitário ou do céu dos mercados perfeitos. Um dia destes, Nuno Garoupa abordou o tema um pouco mais próximo do purgatório do Portugal do presente (A ineficiência dos salários milionários, Jornal de Negócios).«Suponhamos pois que os salários milionários pagam em Portugal uma espectacular e significativa criação de valor para os accionistas ou para o Estado por parte desses gestores. O paradoxo está em que quando mais significativa é a criação de valor mais submergida está a economia portuguesa. Quando quase não havia salários milionários a economia portuguesa vivia momentos de expansão, agora que se generalizou a prática dos salários milionários a economia portuguesa estagnou para pelo menos duas décadas.Um exemplo que poderia integrar a categoria dos EXTREMÓFILOS, inventada por Pacheco Pereira para a Alêtheia, é o da recém-demitida administração do Millenium bcp que facturou durante mais de 20 anos os salários mais milionários do país, enquanto destruia mais de metade do valor para os accionistas (os 4-5 euros porque os accionistas compraram as acções em sucessivos aumentos de capital entre 2000 e 2002 reduziram-se a menos de 2 euros).
Existe uma explicação simples para este paradoxo. Em termos agregados, certamente a significativa criação de valor que justifica os salários milionários fez-se por predação, e não por ganhos de produtividade. Claro que existem muitos salários milionários que realmente pagam inovação, competência, risco com ganhos de produtividade importante (muito provavelmente esses gestores estão mesmo assim remunerados abaixo do valor da sua produtividade marginal). Mas a realidade da economia portuguesa não pode deixar dúvida, a grande maioria destes salários e pensões milionárias remunera a procura de rendas e quasi-rendas. As rendas e quasi-rendas geradas podem até justificar esses mesmos salários do ponto de vista dos accionistas, mas certamente não da sociedade. São uma externalidade negativa que impede o crescimento económico.»
25/06/2008
ARTIGO DEFUNTO: a ingenuidade notável
«A Airplus, concorrente da Portugal Telecom no concurso para os canais pagos da Televisão Digital Terrestre (TDT), está a pôr os trunfos todos em cima da mesa.
Estando para breve a pré-decisão do júri em relação a esta parte do concurso, a Airplus consegue um aliado de peso. Luís Nazaré, que saiu em Abril da presidência dos CTT, junta-se à Airplus, como figura de proa, mas sem poderes executivos. Hoje Luís Nazaré deverá ser anunciado como presidente não executivo da Airplus TV Portugal, apurou o Jornal de Negócios.»
Notável não é o «trunfo» e «figura de proa» Luís Nazaré, sair da bolsa de excedentários do PS, em trânsito da administração dos CTT, directamente para a administração de um candidato ao concurso público da TDT. Notável também não é o doutor Pais do Amaral interessar-se pelos seus 20% que acabou de comprar na AirPlus e deter o know-how para «viabilizar» a coisa. Nada disto é notável e muito menos singular. Notável é a ingenuidade, chamemos-lhe assim, da jornalista de serviço ao relatar a coisa como a mais natural no mundo dos concursos.
Estando para breve a pré-decisão do júri em relação a esta parte do concurso, a Airplus consegue um aliado de peso. Luís Nazaré, que saiu em Abril da presidência dos CTT, junta-se à Airplus, como figura de proa, mas sem poderes executivos. Hoje Luís Nazaré deverá ser anunciado como presidente não executivo da Airplus TV Portugal, apurou o Jornal de Negócios.»
Notável não é o «trunfo» e «figura de proa» Luís Nazaré, sair da bolsa de excedentários do PS, em trânsito da administração dos CTT, directamente para a administração de um candidato ao concurso público da TDT. Notável também não é o doutor Pais do Amaral interessar-se pelos seus 20% que acabou de comprar na AirPlus e deter o know-how para «viabilizar» a coisa. Nada disto é notável e muito menos singular. Notável é a ingenuidade, chamemos-lhe assim, da jornalista de serviço ao relatar a coisa como a mais natural no mundo dos concursos.
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lubrificando as engrenagens,
socialismo africano
Neste caso o ridículo pode mesmo ser mortal
«Quando vejo este carrossel de países em torno de Putin e Medvedev, fico indignado. A Europa torna-se ridícula.» Palavras de Jacques Delors ditas o domingo passado numa entrevista. É o que distingue um europeísta visionário da multidão de eurocratas que pululam entre Bruxelas e Estrasburgo, mais preocupados em manter os seus pequenos feudos e as suas tenças do que com a Europa, seja lá o que for a Europa.
24/06/2008
ESTADO DE SÍTIO: de queda em queda
Depois de ter deixado cair as reformas da administração pública, do SNS, da justiça, e a segurança dos cidadãos, o Governo deixa cair despedimento por inadaptação ao trabalho.
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antes isso que outra coisa,
direitos adquiridos,
E agora José?
23/06/2008
O Sócrates deles é melhor do que o nosso Zapatero
Zapatero reduce un 30% la oferta de empleo público y congela el sueldo a los altos cargos [El País]
Compare-se o crescimento previsto do PIB e o superavit orçamental em Espanha com o nosso crescimento (metade) e o crónico défice do orçamento português.
Compare-se o crescimento previsto do PIB e o superavit orçamental em Espanha com o nosso crescimento (metade) e o crónico défice do orçamento português.
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E agora José?,
Iguais mas diferentes
22/06/2008
ARTIGO DEFUNTO: a revolta da ignorância (e da demagogia, já agora)
Quem tenha um módico de conhecimento do funcionamento duma empresa sabe que a facturas de bens vendidos ou serviços prestados não pagas pelos clientes, depois dum período de hibernação sob a forma de provisões, serão finalmente abatidas aos proveitos e, consequentemente, aos lucros. Em qualquer empresa que tenha os consumidores finais como clientes haverá um rácio médio de incobráveis que inevitavelmente terá que será considerado com um componente do custo a incluir no preço final do produto ou serviço pago pelo cliente.Isto é tão trivial que até agonia explicar. Será? Então como explicar a histeria dos robins dos bosques que enxameiam a nossa política, dos jornalistas de causas e até de insuspeitas luminárias gritando a sua indignação perante a «proposta» da Entidade Reguladora do Sector Eléctrico (ERSE) que faria suportar pelos consumidores o que já é suportado? [Ver aqui a «revolta» do doutor Afonso Candal, o herdeiro do lugar da bancada do PS outrora do famoso Carlos Candal]
Contra esta idiotia generalizada, apenas se levantou no Sol a voz do doutor Sérgio Figueiredo, que dificilmente se pode considerar neutral, como ele próprio reconhece, uma vez que é o administrador-delegado da Fundação EDP.
21/06/2008
20/06/2008
Aguardo ansiosamente os novos bloqueios
Na conferência de imprensa de ontem o ministro Mário Lino anunciou mais uma ejaculação legislativa, como costuma escrever o Impertinente, autorizando (?) o transportador a aumentar automaticamente (?) os preços contratados quando os combustíveis aumentarem mais de 5 por cento, e obrigando o cliente a pagar num prazo máximo de 30 dias, sob pena de contra-ordenação com coima.É difícil imaginar medida mais arbitrária e intervencionista que até um governo chefiado pelo secretário-geral do PCP hesitaria em tomar. Ficamos à espera de novos bloqueios e acções de intimidação pelos consumidores dos serviços de transportes e dos credores do Estado para equilibrar as coisas.
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bombeiro incendiário,
desconfiai dos mercados
19/06/2008
DIÁRIO DE BORDO: Não há nada de (especialmente) errado com os nossos rapazes
Se alguma coisa está errada neste país não são os profissionais de futebol, onde se consegue extrair um grupo que está entre os 8 melhores da Europa. Se há coisa errada neste país é a mediocridade das nossas elites, dos nossos políticos, dos nossos intelectuais, dos nossos cientistas, dos nossos empresários, dos nossos dirigentes, dos nossos técnicos, que nos empurram para a merda há 5 séculos.
Acaba-se o sucesso no futebol como ersatz do sucesso na vidinha e fica o aumento da gasolina, o corte nas férias, as prestações atrasadas.
Uma pergunta inocente e politicamente incorrecta
Segundo o Público, «um homem morreu ontem depois de cair de um viaduto da Circular Regional Externa de Lisboa (CREL), em Pinheiro de Loures, informaram os bombeiros.»
O que estiveram a fazer no local «nove bombeiros da corporação de Loures, apoiados por três viaturas, e uma equipa da emergência médica»?
O que estiveram a fazer no local «nove bombeiros da corporação de Loures, apoiados por três viaturas, e uma equipa da emergência médica»?
18/06/2008
BREIQUINGUE NIUZ: Estamos a convergir - é bom para a nossa auto-estima
«Estados Unidos, Malta e Portugal são os três países de um conjunto de 41 analisados por um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) onde as crianças com onze anos revelam maior excesso de peso.» (Sol)
A doença dos portugueses é um sintoma não de morbidez, mas de grande vitalidade, já o escrevi no (Im)pertinências várias vezes. Neste caso particular da obesidade infantil, isso ainda é mais verdade. Pois não será certo que reflecte um desvelo pelas nossas criancinhas que as põe no topo do ranking mundial, destaque só igualado, talvez, pelo sucesso dos nossos jovens profissionais de futebol?
A doença dos portugueses é um sintoma não de morbidez, mas de grande vitalidade, já o escrevi no (Im)pertinências várias vezes. Neste caso particular da obesidade infantil, isso ainda é mais verdade. Pois não será certo que reflecte um desvelo pelas nossas criancinhas que as põe no topo do ranking mundial, destaque só igualado, talvez, pelo sucesso dos nossos jovens profissionais de futebol?
17/06/2008
Provando a mesma cicuta
Mais de 70 buzinões de norte a sul contra aumento dos combustíveis.A UGT identifica ainda duas medidas que classifica de urgentes: “a primeira é que haja desagravamento em sede do IRS da fiscalidade que incide sobre as famílias que têm menos rendimentos. A segunda questão é a revisão da fórmula de cálculo das pensões.
Governo recebe hoje taxistas para discutir problema dos combustíveis.
Agricultores do Poceirão em marcha lenta até Setúbal.
Portugal vai defrontar o adversário que mais temia.
Agora só falta a Alemanha eliminar os nossos rapazes e o país ficará ingovernado (e ingovernável, mas isso é uma história mais antiga).
16/06/2008
ESTÓRIA E MORAL: o som do silêncio
Estória
Durante vários dias o país teve as estradas bloqueadas pelos camionistas que, seguindo o exemplo dos armadores da pesca, puseram em prática acções que configuram o lockout proibido pela Constituição, perante a passividade das autoridades policiais. Enquanto isso o governo tentava apaziguar o crocodilo alimentando-o com a esperança de ser comido em último lugar, como teria dito outra vez Winston Churchill, se ainda por cá andasse.
Durante todo esse tempo, o silêncio da líder da oposição doutora Manuela Ferreira Leite foi ensurdecedor, dando razão aos seus detractores que a acusam de não ter ideias para o país. Tal não pareceu incomodar os seus spin doctors que, contudo, deveriam começar a olhar para a aparente falta de ideias da líder mais como uma ameaça do que uma oportunidade para a sua prolixa produção intelectual.
Moral
It is better to keep your mouth shut and be thought a fool than to open it and remove all doubt.
Durante vários dias o país teve as estradas bloqueadas pelos camionistas que, seguindo o exemplo dos armadores da pesca, puseram em prática acções que configuram o lockout proibido pela Constituição, perante a passividade das autoridades policiais. Enquanto isso o governo tentava apaziguar o crocodilo alimentando-o com a esperança de ser comido em último lugar, como teria dito outra vez Winston Churchill, se ainda por cá andasse.
Durante todo esse tempo, o silêncio da líder da oposição doutora Manuela Ferreira Leite foi ensurdecedor, dando razão aos seus detractores que a acusam de não ter ideias para o país. Tal não pareceu incomodar os seus spin doctors que, contudo, deveriam começar a olhar para a aparente falta de ideias da líder mais como uma ameaça do que uma oportunidade para a sua prolixa produção intelectual.
Moral
It is better to keep your mouth shut and be thought a fool than to open it and remove all doubt.
15/06/2008
E se de repente o futebol catalisasse a química política
E se a saída anunciada de Scolari, um treinador motivacional (dizem os especialistas), tiver um impacto significativo no rendimento da selecção (a fraca exibição da equipa e o resultado de há pouco com a Suíça indiciam essa possibilidade)? E se, por via disso ou doutra qualquer razão, a esperança morrer ingloriamente na praia, ou seja nos quartos de final? Acaba-se o sucesso no futebol como ersatz do sucesso na vidinha e fica o aumento da gasolina, o corte nas férias, as prestações atrasadas. E se a isso acrescentarmos as corporações outra vez na rua a exigir do governo mais umas migalhas do orçamento?
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