
(Roubado à Comandantina Dusilova)

«O Japão, o Reino Unido, a Espanha e Singapura, que juntos representam cerca de 12% da economia mundial, estão vulneráveis a uma recessão nos EUA. Até mesmo os mercados emergentes, como a China e a Índia, deverão sofrer consequências de uma estagnação da economia norte-americana devido à diminuição das suas exportações. Os economistas prevêem que o crescimento global abrande para perto dos 3% este ano, contra os 4,7% verificados em 2007, com uma forte travagem da economia por todo o mundo.» (Diário Económico)
Secção Tiros nos pés
Ao mesmo tempo que é o país mais desigual da EU, Portugal é o terceiro com o peso dos salários no PIB mais elevado, consequência natural da baixa produtividade que se tivesse a mesma ordem de grandeza da Espanha aumentaria o PIB em cerca de 50%. Ou seja, a desigualdade que se aceita como um preço a pagar por uma economia competitiva é, no nosso caso, um custo social arbitrário gerador de tensões sociais à surdina, por enquanto, e de oportunidades para políticos populistas e trauliteiros, mais tarde ou mais cedo.
In praise of the primaries
IT IS easy to make fun of Iowa and New Hampshire. These two states, with a combined population of 4.3m mostly white people, will soon kick off the 2008 primary season (see page 73)- and also influence the presidential race out of any possible proportion to their size. Ethanol subsidies for greedy farmers, bleak midwinter meetings in rural diners, humourless men in lumberjack shirts: all come in for their share of ribbing. What an absurd way to choose a president, sneer many non-Americans, perhaps forgetting their own arrangements (the coronation of Gordon Brown as Labour leader and prime minister, without a single vote, springs to mind).
In fact, the primaries system, once again, is working pretty well. There is a basic reason why Americans don't seem seriously interested in challenging the position of the kick-off states: in the end, it doesn't really matter which states start the ball rolling, so long as they are small. For the past four months or so, and now at a hysterical pitch, America's presidential candidates have been forced to campaign for their lives in these unlikely arenas. Slick TV ads alone will not cut it, as they must in bigger states where meeting more than a fraction of a percent of the electorate is an impossibility. Iowa and New Hampshire want their candidates up close and personal.
This imposes immense, and immensely testing, challenges. Money and organisation matter far less than stamina, agility and that most unfakeable of all political attributes, charisma. Anyone deficient will be found out: anyone with the right stuff has a chance to shine. The bruising campaign has already seen Hillary Clinton's star wane, as she has shown herself tetchy and hectoring, and her panicky operatives have been caught playing grubby tricks; Mike Huckabee, an unknown from Arkansas, has soared to recognition on the back of his folksy ability to reach out to evangelical Christians without alienating those of more restrained faith. A field of some 20 hopefuls has already been winnowed down to six or so.
What happens in these two states does not stay there. Thanks to the internet, anyone can scrutinise every aspect of the "retail politics" stage of the American presidential contest as it is played out in Iowa and New Hampshire. Gaffes, slurs, foolish e-mails, the commentaries of local papers and the blogs of humble voters are all available to the global village.
The two earliest states are not just a giant focus group; they are the first leg of a pentathlon-a competition designed to pick the best all-rounder. In their wake come Nevada (disproportionately Hispanic), South Carolina (disproportionately black) and Florida (disproportionately big). Finally, on February 5th, the presumed finale: some 20 states will hold their primaries and caucuses - a contest fought out through television advertising (a function of money-raising skills) and get vote operations (a sure test of organisational ability). Just like the athletic pentathlon, you don't have to win the first event (Bill Clinton was beaten in both Iowa and New Hampshire in 1992); but it is front-loaded. Momentum counts for a lot.
That is not to say that the primary system has no flaws. In its nostalgic moments, The Economist wishes the whole tiling still started later. In 1968 the New Hampshire primary took place in March. It is not just that the skiing is better then; a later start would stop the primaries from monopolising so much of the previous year's politicking. Ideally, the pentathlon should last longer too-giving more time for retail politics elsewhere. Iowans have their faults, notably their antipathy to farm reform. And, yes, the system can throw up duds as well as Ronald Reagan. That, though, is a feature of all styles of government. Americans will soon make a freer and better-informed choice than citizens in other democracies ever can.
«O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje (na conferência do Economist) que em 2007 Portugal conseguiu uma redução da despesa do Estado face à riqueza produzida de cerca de um ponto percentual, continuando a melhoria das contas públicas.» (DE)
É a notícia do dia, a ASAE decidiu inspeccionar uma missa na Sé de Lisboa para inspeccionar as condições de higiene dos recipientes onde é guardado o vinho e as hóstias usadas na celebração. Depois de sugerir ao cardeal que se assegurasse que as hóstias têm um autocolante a informar a composição e se contêm transgénicos e que o vinho deveria ser guardado em garrafas devidamente seladas, os inspectores da ASAE acabaram por prender o cardeal já depois da missa, depois de terem reparado que D. José Policarpo não procedia à higienização do seu anel após cada beijo de um crente.
«Metade dos enfermeiros não conseguiu emprego na sua área de formação seis meses depois de ter terminado o seu curso, revela um inquérito feito pela Federação Nacional de Associações de Estudantes de Enfermagem (FNAEE) junto das cerca das 40 escolas de Enfermagem do país no final do ano passado.Eis mais um curioso exemplo duma acção «positiva» do estado (inventar uma licenciatura em Enfermagem) de que resultam efeitos «negativos» (aumento do desemprego). O passo seguinte deverá ser encontrar todos os anos colocação para os 3 mil enfermeiros licenciados nos hospitais públicos onde, dizem os sindicatos, «dados do Ministério da Saúde, de 2004, davam conta da falta de 21 mil enfermeiros nos hospitais e 12 mil nos centros de saúde.» O passo a seguir será constatar que é indispensável reforçar o orçamento da Saúde para o qual será incontornável extorquir mais impostos aos sujeitos passivos. Finalmente, mais impostos sufocarão ainda mais a ecoanomia e criarão mais desemprego. Será então preciso aumentar outra vez os impostos para pagar os subsídios do desemprego que os impostos criaram.
Por ano saem das escolas de Enfermagem cerca de três mil licenciados. Porque não encontram emprego na sua área de formação, hoje é possível ver enfermeiros a trabalhar em lavandarias, caixas de supermercado, até como ajudantes de Pai Natal na última época festiva. E há quem tente não perder a prática frequentando intermináveis estágios profissionais não remunerados, afirma o presidente da FNAEE, Gonçalo Cruz.
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O crescendo de escolas e vagas não parou desde o momento em que foi criada a licenciatura em Enfermagem, em 1999, diz Gonçalo Cruz. Metade são privadas e as propinas mensais podem oscilar entre os 350 e os 500 euros.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) estima que haja no desemprego 2500 enfermeiros e há 15 mil em formação, o que significa que "o problema vai agudizar-se", defende a dirigente sindical, Guadalupe Simões. "No mínimo, era preciso colocar um travão e diminuir o número de vagas". Defende ainda que a decisão de aumentar o número de enfermeiros, embora seja função do Ministério da Ciência e Ensino Superior, também convém ao Ministério da Saúde porque assim "desvaloriza o trabalho de enfermagem".» (Público)