Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

31/01/2006

SERVIÇO PÚBLICO e ARTIGO DEFUNTO: o crescimento orgânico da vaca e a inumeracia do jornalista

Segundo as contas do blasfemo Gabriel, a vaca marsupial pública teve no ano passado um aumento líquido de 4.401 utentes pendurados nas suas flácidas e escanzeladas tetas. Para quem queria «diminuir, em pelo menos 75 mil efectivos, o pessoal da Administração Pública, ao longo dos quatro anos de legislatura», está agora na posição de ter que diminuir em pelo menos 79.401 utentes ao longo dos três anos de legislatura que lhe restam.

En passant, regista também o blasfemo Gabriel as dificuldades aritméticas evidenciadas pelo jornalista do Diário de Notícias. É mais um que não sabe a tabuada.

30/01/2006

SERVIÇO PÚBLICO: la putain de la république

O Grande Loja do Queijo Limiano faz aqui uma oportuna retrospectiva do caso Duarte Lima, já esquecido e obliterado pelos escândalos que lhe sucederam. One man show, rivaliza com a boys band do caso Eurominas e, ao pé dele, o caso Isaltino é uma pequena operação de mãos mal lavadas.

29/01/2006

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: graxa pública, repugnância privada

Alguns detractores habituais do Impertinências indignaram-se com o tom (insultuoso, segundo um deles) com que este vosso criado abordou esta nova área temática.

Acontece que o Impertinências não é sócio de nenhuma das corporações que constituem as elites deste país, que geralmente praticam, com agonia mal disfarçada, a graxa pública às supostas qualidades do povo, ao mesmo tempo que nutrem em privado a maior repugnância pelos usos, costumes e valores da turba. Com a mesma duplicidade com que cantam as virtudes das escolas públicas, enquanto matriculam os seus rebentos no Colégio Alemão, no Liceu Francês ou equivalente.(*) Ou, ainda, como exaltam os atributos do Serviço Nacional de Saúde, ao mesmo tempo que tratam das suas maleitas na Cruz Vermelha, no Cuf Descobertas ou equivalente.(*)

Nomeadamente o Impertinências não sente nenhuma obrigação de dar graxa à turba. Pelo contrário, o Impertinências esmera-se em dar paulada na cabeça da turba, tal como se esmerava a fazer o mesmo no toutiço dos filhos para lhes incutir um módico de boas maneiras, ciência e diligência para fazerem pela vida. Esmero que, em ambos os casos, tem (quase) as mesmas razões, diga-se.

(*) E, podendo, fazem eles muito bem. Mas fazem mal em insultar a inteligência da turba.

27/01/2006

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: se não é estupidez, o que será?

Se, como até o ministro das Finanças já teve que reconhecer para a audiência da RTP, o estado napoleónico-estalinista não garante, nem pode garantir, o pagamento futuro da reforma que hoje seria suposto garantir quando esportula aos portugueses as contribuições para a segurança social, o que leva «cerca de metade dos portugueses (a confiar) no Estado para assegurar as suas reformas»? (ver estudo da TNS Sofres, citado pelo DE).

BLOGARIDADES: «O Mundo Imperfeito», um post perfeito

Fechado o Jaquinzinhos, jcd continua a produção no Blasfémias. Desta vez mostra como o inferno está cheio de boas intenções, a propósito do trabalho infantil. Benditas, pois, as multinacionais, que tiram as crianças dos arrozais para trabalharem no aconchego do lar.

26/01/2006

SERVIÇO PÚBLICO: o saber não ocupa lugar

Sabia que investigações recentes evidenciam a convivência e o cruzamento do Homo neanderthalensis com o Homo sapiens? (Fonte: The Economist)

Sabia que em Portugal, no Lapido, foi encontrado em 1999 o esqueleto, com cerca de 25.000 anos, duma criança híbrida Homo neanderthalensis e Homo sapiens? (Fonte: BBC)


Separados à nascença? Se sim no Lapido, porque não em Gondomar?

25/01/2006

24/01/2006

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA : nova área temática

Chegou ao fim este calvário eleitoral em que os portugueses tiveram que escolher, entre os admiradores do estado napoleónico-estalinista, aquele em cujo colo fofo irão carpir as maldades que o governo (falsamente socialista, dizem) lhes pretende infligir nos próximos 3 anos.

A mudança nas pessoas, nas organizações e nos países é um processo doloroso. Só muda quem não tem outro jeito. Há várias condições necessárias para mudar, sendo a primeira a percepção de que só temos futuro se mudarmos. É preciso que alguma coisa mude para que tudo continue na mesma, pensou com resignação Lampedusa pela boca do príncipe de Salina.

Para fazer as reformas necessárias num país possuído e extorquido por um estado napoleónico-estalinista, é preciso uma aguda consciência de desconforto. A última coisa que as elites aflitas deste país aflito devem fazer é o que fazem: negação dos problemas, discursos desculpabilizantes, promoção da «auto-estima», ou infantilizar das pessoas, como se elas não fossem capazes de lidar com a realidade. Ao contrário, é preciso mostrar porque temos as más atitudes, os maus costumes e as más práticas sociais, empresariais e políticas, é que precisamos de as mudar. Se tivéssemos as boas práticas que os políticos trombeteiam que temos (insultando a nossa inteligência) não precisaríamos de mudá-las.

Para comemorar este alívio, o Impertinências inaugura uma nova área temática.

Deixar de dar graxa para mudar de vida
Nesta área temática trata-se, com impertinência, das necessárias mudanças de paradigma, do dar corda aos sapatos, do pôr fim às desculpas dos ELES, do pôr a trabalhar os estradistas, do acabar a ilusão do sol na eira e da chuva no nabal. E, claro, trata-se também de como, para fazer isso, termos que emagrecer o monstro, o tratador da vaca marsupial pública, que vituperamos pela palha que consome, mas cujas tetas procuramos sofregamente.

23/01/2006

SERVIÇO PÚBLICO: é a concorrência, estúpidos.

É um empresário meio desqualificado, que se propõe comercializar «dois modelos da marca chinesa Geely no mercado português, a metade do preço dos modelos do segmento que pretende ocupar, actualmente disputado pelos Renault Mégane e Opel Astra» e a pretender transformar «Portugal numa plataforma logística para a entrada dos carros chineses na Europa, como a Bélgica o foi para os carros japoneses e a Alemanha para os coreanos» (JdeN).

É só uma questão de tempo. Apesar da indústria automóvel atravessar a crise mais grave do pós-guerra, com excesso de capacidade, existe um mercado para carros baratos e os construtores tradicionais não têm produtos para esse mercado. Cheira-me que a Comissão Europeia, pressionada pela França, vai erguer mais uma muralha da China. Como a outra muralha, é só uma questão de tempo.

SERVIÇO PÚBLICO: quando a esmola é muita, o pobre desconfia

Na semana que antecedeu as eleições para escolher o sapo que devemos engolir, como por acaso, o governo anunciou uma profusão de novos (e velhos, como o da refinaria em Sines) projectos de investimento que vão desde o turismo ao mobiliário, passando pelas energias renováveis e não renováveis e, last but not least, por levar o evangelho das TI segundo Bill Gates a 4.500 electronicamente ignaros trabalhadores têxteis, desempregados pela acção do exército do lumpenproletariat amarelo.

Para começar pelo fim, é preciso muita fé para imaginar o sucesso desta conversão de 4.500 trabalhadores, na sua maioria desprovidos das competências mínimas exigidas pela maioria das profissões onde hoje se podem encontrar empregos. Mais fé ainda carece acreditar no milagre que seria conseguir uma «certificação reconhecida no mercado de trabalho no final das acções», como o doutor Nicolau Encomiástico Santos escreve na sua 5.ª coluna no Expresso.

Em contrapartida não é preciso nem um grama de fé para acreditar na racionalidade da decisão da Ikea de investir em Portugal, em vez da Espanha que pratica o dobro dos salários, 32 milhões de euros numa fábrica de produtos para exportação desenhados na Suécia, que serão fabricados segundo o processo de produção montado na Suécia, e vendidos com o marketing concebido na Suécia. Também não custa acreditar na racionalidade da Ikea investir em Portugal cerca de 15 vezes mais (470 milhões de euros) em espaços comerciais para vender os produtos que importa, que, para bem dos consumidores portugueses, têm virtualidades de arrumar várias Moviflores duma assentada. Não sendo caso para lamentar, também não se vê razão para celebrar com tanta alegria um investimento estrangeiro que vem na mesma linha que nos conduziu ao ponto em que estamos hoje.

Havemos de ver quantos destes investimentos se irão de facto confirmar, descontados os sound-bites eleiçoeiros.

22/01/2006

DIÁRIO DE BORDO: por falar nisso

Agora que fecharam as urnas, fui assaltado por uma dúvida dilacerante. Se é verdade, como historicamente tem sido, que os portugueses só aceitam mudar de vida em estado de desespero, em vez de votar no sapo dos paliativos, deveria ter votado no sapo mais apto para ajudar a apressar a chegada ao estado de desespero?

21/01/2006

DIÁRIO DE BORDO: engolir o sapo

Está prometido. Amanhã vou lá engolir o sapo. Mas, façam-me o favor de não me contarem mais fábulas. São todos sapos, variedades da mesma espécie de adoradores do estado napoleónico-estalinista.

E não me contem também mais estórias, porque nem a falecida lady Di, se (um grande SE) beijasse este sapo, o transformaria numa criatura vagamente parecida com um liberal.

19/01/2006

DIÁLOGOS DE PLUTÃO: neocon? moi?

- As intenções do Irão reiniciar o processamento do urânio enriquecido são muito perigosas. Talvez seja preciso acabar com a conversa mole.
- Perigosas ou não, têm todo o direito.
- Mas isso permitirá ao Irão produzir a bomba atómica.
- E daí? Israel tem. Paquistão tem. Índia tem. Porque não pode o Irão?
- Mas isso não é matéria de direitos. Com aquela liderança estamos a falar duma ameaça à segurança internacional.
- Ah estamos? E a bomba atómica de Israel não é uma ameaça à segurança internacional?
- Pode parecer. Mas na situação concreta de Israel, cercado pelo mundo islâmico hostil, vejo mais a coisa como dissuasor e garantia de paz no Médio Oriente do que como ameaça.
- Pronto. Já vi tudo. Você é um neocon!
- Con, até posso ser. Neo, já não tenho idade.

18/01/2006

BLOGARIDADES: não é a cóltura, estúpidos!

«Jerónimo sabe a língua de pau e as convenções, conhece o partido de dentro e sabe como ele se move. Mas tem uma vantagem sobre muitos dos burocratas que não saem das sedes e das reuniões de organismos. Jerónimo conhece o eleitorado comunista, não conhece só o partido. Pode falar aos deficientes das Forças Armadas, dizendo naturalmente que também esteve na guerra (desobedecendo ás instruções do PCP, que pedia aos seus militantes que fizessem o serviço militar e depois desertassem), pode falar dos seus namoricos, da sua infância, do seu trabalho como afinador de máquinas. Conta que não podia ter o cabelo comprido, quando ele se usava entre os jovens, porque isso era incompatível com a higiene exigida numa fábrica, onde as máquinas sujam tudo de óleo, e onde é perigoso deixar-se “agarrar” por uma alavanca, uma roldana ou uma roda dentada.

Isto é o tipo de frases que só quem conhece o mundo fabril de dentro pode dizer, e que obviamente mais ninguém na primeira divisão da vida política portuguesa sabe ou pode dizer. É outro mundo, que os yuppies, os funcionários públicos, os estudantes da Católica, os jornalistas, os frequentadores do Lux, os “jovens” da JSD e da JS, os autores de blogues, não conhecem e não lhes passa pela cabeça que lhes digam que também “é a cultura, estúpidos!”.»


(Abrupto, aqui)

O camarada Jerónimo pode deixar fascinado um intelectual como Pacheco Pereira, mas a mim não me fascina nada. Porque não sou intelectual e porque conheço as duas espécies o suficiente para não me deixar nem seduzir por uns, nem convencer por outros. Não falo do homem Jerónimo, que esse até me seria, mais ou menos, simpático. Seria, porque o camarada Jerónimo não tem essa dimensão. O camarada é um militante da causa comunista, é um sacerdote da religião marxista-leninista, ponto final. Por muito que a queda do muro tenha mudado os paradigmas e essa condição, nos dias que correm, tenha que estar convenientemente ataviada por camadas de cosmética democrática.

Também me parece muito discutível a inclusão dos autores de blogues na lista dos que não percebem o outro mundo que o discurso do camarada nos revela. Também aqui, Pacheco Pereira pode estar absolutamente equivocado. Por duas razões. À uma porque a vivência do camarada Jerónimo no mundo operário já se perdeu na noite dos tempos. Faz mais de trinta anos que a única máquina que o camarada afina é a velha máquina do partido comunista. A ferramenta dele é o hoje o paleio. Tal como todos os outros políticos e aquelas categorias sociais que Pacheco Pereira enumera nos surdos ao discurso. À outra, porque os autores de blogues são uma categoria quase tão pouco homogénea como os contribuintes. Entre eles há gente que percebe melhor o que é a vivência a que o paleio do camarada faz referência, do que o próprio camarada Jerónimo.

Para a coisa se compor, PP deveria ter rematado o último parágrafo citado, não como o fez, mas com não é a cóltura, estúpidos!

17/01/2006

SERVIÇO PÚBLICO: a cóltura não é barata

Segundo o insuspeito Expresso, e acreditando nos cálculos do insuspeito doutor Mário Vieira de Carvalho, secretário de estado da Cóltura, no teatro dona Maria II «cada espectador custou 2.500 euros», pelo menos na peça «Conferência de Imprensa» de ... guess who. Adivinharam. Harold Pinter.

Vamos dar de borla que as outras peças foram um pouco mais baratas e supor que a audiência média tenha sido de 50 espectadores (o Actual refere «31 lugares preenchidos, às vezes 48»). Como o dona Maria tem um orçamento de 5,4 milhões de euros e apresentou 188 espectáculos, em média «cada espectador custou» cerca de 600 euros.

Se o Impertinências e a patroa viajarem para Londres nos primeiros dias de Março, ainda conseguem um voo ida e volta na easyjet por 2x(22,99+43,29)=132,56 euros. Em Londres podem alojar-se durante dois dias num hotel decente em quarto duplo por 2x250 libras=730 euros e comprar dois bilhetes por 2x50,35 libras = 147 Euros no Duchess Theatre para ver o rançoso «Birthday Party» do Pinter (é uma péssima ideia, mas já que estamos a falar do dona Maria).

Chegados a este ponto, ainda só se gastaram cerca de 1.010 euros. Dos 2x600=1.200 euros, que o governo nos vai dar para irmos ao teatro, ainda sobram 190 euros, que geridos com parcimónia são suficientes para comer nos dois dias da estadia em gastropubs.

Como estamos a falar de Pinter, talvez o doutor Mário Vieira de Carvalho nos conceda a benção dos 2x2.500 = 5.000 euros que, então sim senhor, permitiriam ao casal impertinente acomodar-se e amesendar-se à altura que devem elevar-se as pessoas com Cóltura.

16/01/2006

TRIVIALIDADES: a lei das compensações

A vacuidade que ocupou o lugar de presidente da câmara de Lisboa, a capital dum país que tem 1/3 do PIB per capita dos EU, o hiper-decisório (professor Marcelo dixit) doutor Santana Lopes, mandou a câmara comprar, com o dinheiro dos alfacinhas e, em parte, dos outros contribuintes, um automóvel blindado Audi A8 4.2 V8 Tipronic Quattro, com um preço mais comprido do que o nome - 99 800 euros. Após 2 anos ao serviço na noite lisboeta, a máquina vai ser vendida por uma fracção do seu preço. Para quem sempre viveu de sinecuras políticas directas ou indirectas (SCP e escritórios de advogados «amigos») e torrou o único negócio em que se meteu, com dinheiro alheio, que nem chegou arrancar, temos que concluir que esta largesse é um pouco bizarra.

Em compensação, mais 65º a Oeste, quase à mesma latitude, Mike Bloomberg, que construiu a partir do nada o maior império de informação financeira, e é hoje um dos homens mais ricos do planeta, desde 2002 mayor de Nova Iorque, cidade que tem mais de 10 vezes o número de habitantes de Lisboa (à escala o doutor Santana Lopes ficaria pelos calcanhares do mayor Bloomberb, sem ser à escala nem tanto), com um rendimento per capita cerca de 4 vezes maior do que o de Lisboa, o Mike, dizia eu, costumava ir para o trabalho de strike bike, antes de a oferecer a uma criança necessitada, e agora vai de metro.




A cada um o seu veículo

15/01/2006

ARTIGO DEFUNTO: sondagens de causas, as favoritas do Expresso (2)

aqui escrevi sobre a insustentável leveza da sondagem que serviu de pretexto ao Expresso para produzir o título de 1.ª página «Um milhão de portugueses são homossexuais».

Escondido na página 20 da edição deste fim de semana, o Expresso publicou um artigo, com o mesmo título, do professor Afonso de Albuquerque, um conhecido psiquiatra, que certamente não poderá ser acusado de homofobia.

Depois de reduzir a pó a fiabilidade da sondagem, que entre outras enfermidades sofre de um «enviesamente por auto-selecção da amostra», e assolapar a bondade das conclusões que ela (não) suporta, o professor Albuquerque cita dois estudos recentes de prevalência da homossexualidade (um da universidade de Chicago e o inglês NATSAL 2000) baseados em métodos rigorosos e amostragens de grande dimensão. Esses estudos evidenciam percentagens semelhantes de homossexuais exclusivos (2,3% nos homens e 0,3% nas mulheres), que nada têm a haver com as frequências fantasistas do «estudo» da Eurosondagens.

A que se deverá, então, essa manipulação sem escrúpulo para produzir um sound bite desta magnitude? Estupidez? Incompetência? Talvez um pouco das duas - ou seja a consagrada chico-espertice, mas sobretudo um propósito mal disfarçado de mostrar músculo eleitoral para impressionar os poderes fácticos vigentes e vindouros, marcando o terreno das próximas batalhas: o «casamento» e a «adopção».

Se o «casamento», entendido como um contrato jurídico distinto do casamento institucional normal, se pode aceitar, na condição de não acarretar benefícios pagos pelos contribuintes para promover o desvio, a «adopção» equivale a meter a raposa no galinheiro e dar aos homossexuais o acesso directo aos meios de replicação do seu desvio em crianças sem maturidade para fazerem escolhas. Além do mais, a adopção não é um direito de quem adopta, seja ele hetero ou homo. A adopção é um direito da criança.

DIÁLOGOS DE PLUTÃO: somos todos alentejanos?

- As exportações aumentaram.
- Sim, um pouco, mas as importações aumentaram mais e o défice agravou-se.
- E daí? Dentro da mesma zona monetária isso não é problema.
- Não é problema? Então o endividamento?
- Puf. Veja o Alentejo. O que produz só cobre uma pequena parte do que consome.
- Pois é. Esse é o problema.
- Problema? Os alentejanos vendem os montes aos alfacinhas e lá continuam vivendo.
- Ah.

14/01/2006

SERVIÇO PÚBLICO: somos todos chineses?

Agora que a «China ‘faz’ de Portugal quinta potência na Europa» vamos continuar a erguer muralhas da China e açular tigres de papel para travar a entrada de produtos chineses a preços que são uma fracção do custo dos produzidos em Portugal? Para quê? Para adiar a falência de empresas inviáveis à custa da competitividade das empresas viáveis? Para defender empregos impossíveis à custa dos empregos possíveis?

SERVIÇO PÚBLICO: as pirâmides do estado napoleónico-estalinista (8)

Sequência dos capítulos anteriores: (5), (6), (7), sendo o capítulo (5) a continuação de outra série (ver links no respectivo post)

Por falar em vôos para Madrid a 60 euros, seria possível explicar-me se nos estudos feitos os passageiros que vão viabilizar o TGV Lisboa-Madrid também contaram para viabilizar o aeroporto da Ota?