Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

31/05/2005

SERVIÇO PÚBLICO: acabar com os ricos ou acabar com os pobres?

«O secretário-geral do PS, José Sócrates, afirmou ontem à noite, perante a Comissão Nacional do seu partido, que "desta vez" as medidas de austeridade do Governo contra a crise económica também vão afectar os mais ricos.» (Público)

E quem são esses ricos que vão ser afectados? Os contribuintes cujo agregado familiar tenha mais de 60 mil euros de rendimento colectável anual. Mesmo sabendo que o engenheiro Sócrates acha que precisa de falar grosso para dentro do partido (e para fora para o PCP e o BE) para sossegar a esquerdalhada, não será um insulto à inteligência vir com estas baboseiras?

Não seria melhor o engenheiro Sócrates pretender, como o general Otelo, acabar com os ricos, como este último disse, nos idos de 75, a Oloff Palm, que lhe terá respondido que eles na Suécia preferiam acabar com os pobres?

30/05/2005

BLOGARIDADES: obrigado rapazes

A minha dívida aos blasfemos ameaça tornar-se impagável. Mesmo fazendo o write off dos débitos passados, só hoje livraram-me dum plágio distraído e iluminaram-me com a sua ciência os meus obscuros instintos.

Desde 4ª feira passada, quando revelei que os meus prognósticos infalíveis se deviam ao inside trading da minha mulher a dias, que andava a ruminar um post que haveria de chamar-se «Incompetentes ou mentirosos». Tê-lo-ia acabado por escrever se não tivesse lido aqui e aqui que António Barreto já me tinha subtraído o título e o conteúdo do meu post.

O meu instinto (o sucedâneo para a ignorância) tem-me levado a não ligar peva à Constituição Europeia, sussurando-me ao ouvido que a coisa não merecia tanto drama. À luz deste post blasfemo confirma-se que as coisas não são o que parecem.

As discussões apaixonadas não fazem a este respeito o menor sentido. A Constituição Europeia é o busto de Napoleão daquela velha anedota ordinária que eu não vou contar.

ARTIGO DEFUNTO: mais um (outro) óbvio e risível tijolo para reparar a danificada reputação do doutor Freitas

Repito-me. A culpa é dos lambe-botas do professor Freitas do Amaral que promoveram a sua correspondência da 3.ª para a 1.ª página do Expresso.

Desta vez trata-se do fac-símile duma carta apologética do professor a Condy, a ajudante diplomática do Hitler ianque, a promover a candidatura do engenheiro Guterres. Entre outros encómios ao trânsfuga do pântano, pode ler-se que ele pode «garantir uma forte liderança», juízo que se arrisca a ser a maior mentira do século, ao mesmo tempo que o professor se arrisca a ser o homem vivo com maior correspondência tornada pública, se permanecer a tomar conta dos negócios estrangeiros, nem que seja por mais uns meses.

Por falar no engenheiro Guterres, dêem-lhe tempo e o homem, quando terminar o encargo, terá acrescentado um ou dois milhares aos 6.000 funcionários do ACNUR e umas centenas de milhar aos USD mil milhões do orçamento dessa agência.

29/05/2005

BREIQUINGUE NIUZ: as coisas não são o que parecem

Os nãos franceses ganharam o referendo. O não xenófobo, o não proteccionista e iliberal, o não do medo, e outros pequenos nãos. Mas essencialmente o não ao chiraquismo bafiento. Não é uma vitória do não. É uma derrota de Chirac.

Será o fim da União Europeia? Nem por isso. Talvez o fim, por uma década, do projecto federal europeu. Para que precisa a UE duma constituição de 200 páginas?

ARTIGO DEFUNTO: a normalidade do anormal

Editada pelo especialista da noite senhor Vítor Rainho (será da mesma família dum outro Rainho radical chic?), a Única do Expresso assume-se cada vez mais como mais uma revista freak. Como o velho Pif Paf do Millor Fernandes, cada exemplar é um número e cada número é exemplar.

Só neste último exemplar podemos encontrar, entre outros, mais um relato dum caso de luso-sucesso (uma insistência freudiana), desta vez dumas manas que tocam órgão, a biografia da fadista sexotérica Valéria (já referida no post impertinente Um transformista em Belém?), dum gentleman bandit, dos adeptos portugueses do Manchester, dum porno gay performer que engatou uma portuguesa tonta que o pretende trazer para cá, da pista portuguesa do piano man, da Mata Hari chinesa do século XXI, dos praticantes alfacinhas do Bondage/Discipline/Sado/Maso (BDSM),
do grupo de psicóticos reunidos no MRPP (muitos deles podem ainda ser vistos em acção no radical chic), do fim do Ramadão de 11 anos dos lampiões ilustrado pela cueca n.º 20 do Simão, das lágrimas dos dragões tripeiros momentaneamente sem o ersatz da bola (get a life!).

De todos esses casos freak, o mais mainstream e de futuro garantido é o da prática do BDSM, considerada a experiência dos portugueses na sua relação com a política e os políticos.

28/05/2005

BLOGARIDADES: o cair de um outro mito

O post «O cair de um mito reloaded» do Grande Loja do Queijo Limiano parece insinuar que entre os despesismos do professor Cavaco e os do doutor Durão Barroso e do episódico doutor Santana Lopes passou, de 1995 e 2000, um salvífico engenheiro Guterres acolitado pelo guardião da finanças públicas professor Sousa Franco.

Se é certo que todos os governos do PSD foram despesistas, os governos guterristas estão completamente inocentes de qualquer controlo orçamental, ao contrário do que parece mostrar o gráfico apresentado. Bastaria saber-se, como se sabe, que nesse período os efectivos da função pública tiveram um aumento líquido de mais de 50.000 e que nesse mesmo período se começaram a fazer sentir os efeitos desse enorme disparate do professor Cavaco Silva - o esquema de carreiras profissionais que garante o aumento automático a toda a gente. Bastaria isso para acender o desconfiómetro sobre a alegada virtude orçamental dos governos de Guterres. Teria que haver um milagre.

E houve. Não um, mas dois milagres. O primeiro foi o crescimento da economia nesse período e, já agora, lembre-se a gestão orçamental pró-ciclíca, cujos custos ainda hoje estamos a pagar. O segundo milagre foi o efeito da descida das taxas de juro que naquele período significou cerca de 3% do PIB, sem os quais o défice em 2000 teria estado ao nível do segundo governo despesista do professor Cavaco Silva.

(O post impertinente «A insustentável leveza da pesada herança do professor Sousa Franco e as atribulações do casal franco-alemão» publicado em 16-12-2003, ainda em vida do visado, explica um pouco menos superficialmente o milagre)

Se a direita portuguesa «não sabe gerir as finanças públicas» não será a esquerda portuguesa que lhe vai dar lições. Ambas sofrem dum entranhado culto do estado napoleónico-estalinista e duma dependência doentia da vaca marsupial pública para proporcionar as sinecuras com que ambas pagam os favores e dão emprego ao merdoso respectivo pessoal político que delas se sustenta.

27/05/2005

SERVIÇO PÚBLICO: grão a grão enche a galinha o papo

A galinha e a vaca marsupial pública.

Veja-se este exemplo inacreditável descrito pelo Grande Loja do Queijo Limiano: um centro de reeducação de menores onde MAIS DE 50-FUNCIONÁRIOS-MAIS DE 50, incluindo 31 administrativos, 9 professores, um médico e um padre e um tratador de cavalos tomam conta de NOVE-JOVENS-NOVE.

Precisa-se uma insurreição urgente contra o estado napoleónico-estalinista - o tratador da vaca marsupial pública.

LA DONNA E UN ANIMALE STRAVAGANTE: homenagem à varredora Fernanda


Fernanda Ruivo, varredora, futura comandante da GNR de Vale de Telhas, numa outra encarnação

26/05/2005

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: vale mais uma varredora do que dois GNRs sem colete

Secção Tiros nos pés
Na passada segunda-feira, 3 meliantes assaltam a agência de Valpaços da Caixa, armados de «uma caçadeira de canos serrados e uma pistola 7,65 mm». Insisto, não uma metralhadora pesada, não um míssil, «uma caçadeira de canos serrados e uma pistola 7,65 mm».

Uns quilómetros depois, em Bouça, «em frente ao Café Coelho, colocaram o saco com o dinheiro no chão, enquanto conferenciavam. Os populares, alertados pelas notícias, ligaram para a GNR. Os dois militares que foram ao local foram recebidos a tiro pelos assaltantes e, em inferioridade numérica, tiveram de se proteger. Os soldados estavam armados com pistolas 9mm». Insisto, não com fisgas, «pistolas 9mm».

Depois dumas caricatas trocas de tiros, que as televisões mostraram, os GNRs deram à sola e deixaram a sua viatura para os assaltantes continuarem a fuga confortavelmente.

«Logo após o tiroteio, Fernanda Ruivo, varredora de ruas, foi com um irmão e um outro popular no encalço do assaltante que escapou a pé para o centro de Vale de Telhas. "Depois dos tiros fui, de bicicleta, atrás do homem. Ele estava atrás de uma cerdeira. Os outros que me acompanhavam tiveram medo mas eu disse ao bandido: ‘Não tenha medo, sou da policia, à paisana. Ele fugiu, mas atirei-me a ele, dei-lhe duas bastonadas. Agarrei-o e entreguei-o à GNR".» (ver a estória toda aqui)

«Os dois agentes que enfrentaram os assaltantes em Vale de Telhas estiveram expostos aos tiros dos indivíduos a peito descoberto, sem coletes anti-bala e com menor poder de fogo» levam quatro urracas e uma recomendação para fazerem um curso de sociologia e serem reclassificados como assistentes sociais.

A varredora Fernanda, uma padeira de Aljubarrota de serviço em Vale de Telha, leva 5 afonsos e uma recomendação para substituir o comandante da GNR do posto de Valpaços.

25/05/2005

TRIVIALIDADES: read my leaps - a minha mulher a dias é que sabe

Não precisam de me agradecer, mas o Impertinência anunciou aqui, em primeira mão, 3 dias antes do governo, o aumento do IVA para 21%, hoje oficializado pelo engenheiro Sócrates .

Como foi possível este humilde bloguenauta, entre muitos outros (uns humildes, outros não) ter antecipado vários meses a decisão do governo de aumentar os impostos (o então candidato jurava o contrário) e, sem dormir sobre os louros, antecipar agora o aumento do IVA?

Obrigado por terem perguntado.

Pela minha parte a resposta é simples. A minha mulher a dias faz o turno de madrugada da limpeza do Banco de Portugal.

(seis vírgula oitenta e três por cento, nem menos uma centésima)

24/05/2005

SERVIÇO PÚBLICO: eles não estão a gozar connosco

Por cá o doutor Constâncio, consulta os astros, deita as cartas e revela o défice em 12 compactas páginas, à razão de 0,57% por página.

Em substância, o doutor Constâncio descobriu, após meses de aturados estudos, que as juras de não aumentar os impostos do engenheiro Sócrates não são para levar a sério.

Lá longe, no Japão, o doutor Sampaio soluça tolhido de emoção e balbucia que «o problema do défice é complicado e difícil», mas conclui, confiante e pleno de fervor patriótico, que «os portugueses saberão superar estes momentos difíceis» (DE).

Amanhã o engenheiro Sócrates, munido do rigor centesimal do défice de 6,83% revelado pelo doutor Constâncio, irá anunciar ao país expectante as medidas preparadas pelo governo em dois cansativos serões.

Por muito que nos custe acreditar, nem o doutor Constâncio, nem o governo, desde o engenheiro Sócrates até ao mais ínfimo subsecretário de estado, muito menos o doutor Sampaio, estão a gozar connosco. E é isso que me preocupa.

CASE STUDY: é a cultura, estúpido

O pingue-pongue dos polícias e dos magistrados nos casos de corrupção, saltitando alternadamente do pessoal do PSD ou CDS para o PS e vice-versa, tem o mérito de mostrar o grau de corrupção de tais polícias e magistrados. Mais nada. É um pingue (caso dos sobreiros para o lado do CDS)-pongue (caso A. Santos para o lado do PS) que termina sempre empatado. É um jogo de soma zero. É perda de tempo.

"Nós vivemos num ambiente de lassitude moral que se estende a todas as camadas da sociedade. Esse negócio de dizer que as elites são corruptas mas o povo é honesto é conversa fiada. Nós somos um povo de comportamento desonesto de maneira geral, ou pelo menos um comportamento pouco recomendável" (João Ubaldo Ribeiro na «Veja», a propósito do Brasil - citado aqui pelo Mar Salgado).

Pois. Esse negócio de dizer que o povo é corrupto de uma maneira geral mas as elites são honestas duma maneira particular, também seria conversa fiada. Talvez o povo seja desonesto de maneira geral e as elites sejam corruptas em particular.

É o colectivismo e a aversão ao risco (os maiores scores europeus [*], medidos pelo incontornável Geert Hofstede).

É a cultura, estúpido.

[*] Portugal deixou de figurar desde há alguns anos nas análises de Geert Hofstede; os últimos dados que tenho são de 1995.

23/05/2005

SERVIÇO PÚBLICO: precisa-se insurreição contra o estado napoleónico-estalinista

Faz tempo, já aqui me insurgi contra a incompetência do «grossista da pedofilia para nos ensinar a educar os nossos filhos». Referia-me à educação em geral e fiquei preocupado.

Se pensasse na chamada educação sexual teria ficado aterrado. Como acabei por ficar quando recentemente se levantou a ponta do véu sobre o que se prepara na sombra para promover essa disciplina (?) nas mentes dos nossos filhos.

O que parecem ser as «linhas orientadoras da Educação Sexual em Meio Escolar» que o estado se propõe administrar aos nossos filhos? À primeira vista, entre outras coisas, uma óbvia promoção dos comportamentos sexuais desviantes ou, para quem prefere uma linguagem mais crua, a promoção da homossexualidade como um comportamento «normal». Trata-se do contrabando moral do politicamente correcto que nos quer convencer, não já que devemos aceitar e não discriminar os homossexuais, do que já estou convencido há pelo menos 40 anos, mas que a homossexualidade é tão normal como ter um só pulmão, pelo que devemos estar preparados para extirpar o excedentário.

Mas que estado é esse ao serviço do relativismo moral?

É o estado incompetente que, a pretexto de cuidar dos jovens sem família, geriu durante anos um supermercado da pedofilia.

É o estado incompetente que degrada ano após ano a qualidade do ensino como, uma vez mais, se torna patente nas avaliações da OCDE que evidenciam a lamentável situação na matemática, nas ciências e na leitura, num país que gasta em educação uma percentagem do PIB superior a quase todos os outros países europeus (ver o relatório First Results from PISA 2003 ou, para quem tem menos pachorra, o Executive Summary)

É o estado napoleónico-estalinista.

(Ver aqui a educação sexual segundo o estado napoleónico-estalinista)

22/05/2005

DIÁRIO DE BORDO: o ruído do silêncio

Se o governo do doutor Lopes se dissolveu na sopa da sua incompetência, cozinhada no lume brando do presidente da República e na fogueira dos média, o governo do engenheiro Sócrates, levado ao colo pelo mesmo PR e incensado pelos mesmos média, vai-se dissolvendo no seu próprio suco gástrico.

Ele é o ministro da Saúde que é desmentido, pelo próprio chefe. Ele é o secretário de estado que contradiz o seu ministro sobre as SCUTS. Ele é o chefe no grupo parlamentar que diz que não está lá para aumentar impostos, que toda a gente sabe que só podem ser aumentados (read my lips). Ele é o ministro das Finanças que manda recados na primeira página do Expresso a ameaçar dar o fora se. Ele é a pescadinha de rabo na boca do governador do BdeP que está a consultar os astros para saber o défice que resultaria do que até ao fim do ano o governo faria (que ainda não sabe o que seja), enquanto o governo espera para saber o que há-de fazer até ao final do ano depois de saber ao certo quanto seria o défice se não fizesse o que ainda não sabe que fará (dilema hamletiano 6,9% ou 7,1%?).

Já que falo do governo levado ao colo, felicito os lampiões que, diz quem sabe, também parece terem sido levados ao colo. A felicidade dos alegados 6 milhões de adeptos (contando com criancinhas de colo, cujos os pais já os destinaram a sócios do glorioso) é tão grande, e o prémio de consolação dos dragões tão inesperado, que só os lagartos irão reparar que a medicina que o governo vai aplicar será pior do que perder 3 jogos decisivos numa semana.

Contribuintes festejando o aumento do IVA para 21%

21/05/2005

TRIVIALIDADES: a fé inquebrantável na coisa pública

Mais uma ejaculação dum órgão legislativo. Foi a vez do Ministério da Justiça ter uma de grande elevação: a portaria n.º 483/2005 publicada no DR 96 SÉRIE I-B de 2005-05-18 que «aprova o modelo de selo branco, como símbolo de fé pública, a usar pelo notário no exercício das suas funções»


O símbolo de fé pública no estado napoleónico-estalinista

20/05/2005

CASE STUDY: separados à nascença

Uma das técnicas usadas para compreender a interacção entre o inato e o adquirido é o estudo de gémeos idênticos separados à nascença.

Podemos usar a mesma abordagem a países artificialmente separados para ajudar a compreender a influência dos regimes políticos no desenvolvimento económico e social. Os casos da Alemanha e da Coreia são clássicos para comparar os resultados produzidos pelo comunismo durante 45 anos na Alemanha de Leste e um pouco mais, até hoje, na Coreia do Norte. O caso da China e Taiwan é menos referido, pela diferença de dimensão, apesar de ser tão significativo como os outros.

As diferenças são tão esmagadoras, nos domínio económico, social e político, que é um mistério como não varreram da face da terra a vulgata da esquerdalhada.

Um caso diferente, porque o período de separação foi muito mais curto e terminou há 30 anos, é o do Vietname, que desde 1975 tem um regime político cripto-comunista em todo o país. O PC vietnamita copiou a solução chinesa, abriu certos sectores da economia ao investimento privado nacional e estrangeiro, mantendo, como o seu homólogo chinês, um controlo férreo sobre a economia.

A priori seria de esperar que o curto período em que o sul não esteve sob o controlo dos comunistas e as condições excepcionais de guerra, as diferenças no plano do desenvolvimento económico fossem pouco significativas. O facto de não ser assim, é mais um prego para o caixão do modelo comunista. A América pode ter perdido a guerra, mas o capitalismo ganhou-a.


(juntos mas diferentes)

Com a sua cegueira habitual, a facção dinossáurica dos comunistas, como de costume, não percebe nada do que se passa e titula distraidamente no seu pasquim oficial, a propósito do aniversário da queda de Saigão «A pulga venceu o elefante». Deveria acrescentar e engoliu o insecticida.

19/05/2005

CASE STUDY: alguém haveria de o dizer

«O Estado, que ainda tem em Portugal uma dimensão napoleónico-estalinista, continua altamente burocratizado (...) A mera mudança de nome para Y Dreams demorou um ano».
(dito por António Câmara da Y Dreams e lido nesta blasfémia de RAF)

Nova entrada urgente para o Glossário das Impertinências (antes que os blasfemos pendurem este estado num prego na «Galeria Blasfema»):

Estado napoleónico-estalinista
Um estado omnipotente e omnipresente que oprime uma nação colectivista da ÓRÓPA que mantém com ele uma relação de amor-ódio. Um estado governado por ELES. Um estado que alimenta uma VACA MARSUPIAL PÚBLICA. Em poucas palavras: um estado em que «a mera mudança de nome para Y Dreams demorou um ano» (António Câmara).

DIÁRIO DE BORDO: uma onda de cagaço alastra pela Europa

64% dos alemães têm uma boa opinião de M. Chirac (o dobro dos franceses), quase a mesma percentagem dos que detestam Dubia. 58% acham o mesmo de Kofi Annan e mais de um terço adora Vladimir Putin. (ver Davids MEDIENKRITIK aqui)

Os governos francês e a alemão, devidamente suportados pelas respectivas opiniões públicas, ao mesmo tempo que querem condicionar a importação de cuecas chinesas, pretendem levantar o embargo da venda de armas à China, em vigor desde que os blindados comunistas passearam em cima dos manifestantes em Tiananmen.

Em França o NON à Constituição Europeia suporta-se precisamente nas razões opostas («a constituição é a nossa defesa contra o liberalismo», diz M. Chirac) às dos eurocépticos do outro lado do canal.

O governo português expropriou a Bombardier e pretende torrar milhões de euros dos nossos impostos na fornalha da CP a fazer carruagens para ocupar os 25 (vinte e cinco) desempregados que ficam para trás. Com esses milhões atrelará as carruagens ao comboio que nos vai mostrar uma luz no fundo do túnel? (ver Sérgio Figueiredo, aqui)

O cagaço é mau conselheiro.

ARTIGO DEFUNTO: há Cóltura para além do Estado?

Folheio o caderno Actual do Expresso da semana passada para evitar ver no écran a derrocada dos lagartos às mãos do mãozinhas de banana. Fixo os olhos no pasquim de artes & letras que só trata de dinheiro. Lá está sempre a mesma Cóltura (com maiúscula).

  • «RTP dá três milhões»
  • «MC corrige estratégia - Ministra quer Rectificativo para questões estruturais»
  • «Teatro suspenso a Norte - Providência cautelar trava atribuição de subsídios»
  • «Serralves em Lisboa - Joe Berardo quer um museu à escala europeia para servir Portugal»
  • «Hoje é noite de museus - Iniciativa do MC francês chega a Portugal»
  • «Compasso de espera - Músicos assinam contratos mas tutela suspendeu apoio»
  • «"Fado" à venda em Junho - Autoridades portuguesas continuam a adiar compra do espólio»
Parei aqui para respirar. Daniel de Carvalho, o brasileiro dos russos, «rasgava» os trapos da defesa lagarta.)

18/05/2005

BREIQUINGUE NIUZ: a inimputabilidade dos jornalistas

15 pessoas foram mortas no Afeganistão e em diversos outros países islâmicos em manifestações contra a alegada profanação do Corão na base de Guantanamo noticiada pela Newsweek e posteriormente desmentida.

«We regret that we got any part of our story wrong, and extend our sympathies to victims of the violence and to the U.S. soldiers caught in its midst» desculpou-se a Newsweek no seu número publicado no domingo passado (notícia da CNN aqui).

A autoria moral das mortes é dos jornalistas da Newsweek. Serão eles inimputáveis como os interditos por anomalia psíquica?