Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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05/11/2026

Crónica da passagem de um governo (74b)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
(Continuação de 74a)

Para que servem as “acampadas”?

Servem para exercitar o onanismo revolucionário dos áctivistas dissidentes da esquerdalhada moribunda do PCP e do BE, promover buzinões, lançar petardos e tentar servir cocktails molotov, onanismo em evolução rápida para a vitimização devidamente promovida pelos áctivistas residentes nas redacções dos mídia. Também servem para exercitar o zelo das polícias, devidamente veneradas pelo partido unipessoal do Dr. Ventura.

E, veio agora a ver-se, servem para o Dr. Pedro Nuno Santos apresentar uma prova de vida e tentar ressuscitar da sua morte política enquanto tenta entalar o Dr. Carneiro e suceder-lhe. Um figurão que foi ministro das Infraestruturas e da Habitação entre 2019 e 2022 e secretário-geral do Partido Socialista em 2024 e 2025, que, em vez de promover soluções realistas para a carência de habitação, gastou o seu tempo a lançar programas que não passaram de slogans.


As “acampadas” servirão para resolver a carência habitacional? Serviriam, sim, como já o escrevi, se as “acampadas” tivessem centenas de milhares de tendas em milhares de praças ocupadas não pelos manifestantes que têm casas ou vivem em casas dos pais, mas pelos que precisam de casas.

O Estado sucial-pulicial

É conhecido o consenso do governo sobre a falta de efectivos das polícias, um dos poucos problemas que as polícias portuguesas não têm (cfr. a série de posts Vivemos num estado policial?). Em breve terão de enfrentar as reivindicações salariais da PSP e GNR que já estão a aquecer os motores com manifs como de quinta-feira passada à porta do Dr. Montenegro.

Enquanto esperamos que o Portugal dos Pequeninos tenha «todas as condições para se tornar um líder mundial na IA», por que não…

… concluir a linha de alta velocidade Évora-Elvas, onde já se queimaram 460 milhões e continua sem ser certificada, devido aos furtos de equipamentos de catenária, sinalização e telecomunicações e agora escorregou outra vez para 2028 levando à suspensão do contrato com a MSC para o transporte de 50 mil contentores por ano entre Sines e Sevilha.