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11/05/2026

Crónica da passagem de um governo (49a)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS»

Dados do SNS citados pelo Expresso mostram a continuação da degradação do SNS que é cada vez mais da responsabilidade do Governo da AD. Ainda assim, não faz sentido branquear as enormes responsabilidades da governação socialista nessa degradação por via da gestão ideológica da Dr. ª Marta Temido. Mais 20 mil médicos e 53 mil enfermeiros e muito mais horas extraordinárias não foram suficientes para compensar a reversão para 35 horas e a incompetência de gestão que o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares sacode com grande desvergonha ao descartar-se: «as causas são todas responsabilidade do governo». Um dos hospitais que mais se degradou foi o Hospital de Loures, em tempos uma PPP bem-sucedida.

O Dr. Centeno pode ter saído do governo e do BdP mas o narcisismo sonso não saiu dele

Como explicar que a «ideia que está a amadurecer» do seu livro de memórias tenha sido com imensa antecedência e muito desvelo revelada pelo semanário de reverência não em uma, mas em duas peças, uma no caderno principal e outra no caderno de economia (este, uma espécie de resumo, sem link)? Aguardo ansiosamente as suas memórias na esperança de que nos revelem o desdobramento de personalidade que permitiu ao Dr. Centeno, ministro, nomear o Dr. Centeno governador.

(Quase) Todos os políticos são mentirosos, mas há uns mais mentirosos do que outros

Em Novembro de 2023, o Dr. Costa demitiu-se jurando que o seu amigo Dr. Lacerda Machado (ler aqui uma breve resenha sobre essa amizade) nunca lhe tinha falado sobre o projeto Start Campus. Não é verdade que se apanha mais depressa um mentiroso do que um coxo porque a verdade levou três anos para emergir das escutas divulgadas pela TVI e CNN Portugal que revelam o Dr. Costa a dizer ao seu melhor amigo e padrinho de casamento, na véspera de Natal de 2022: «Já sei que foste lá dar boas notícias ao Vítor.» 

O óbvio ululante. Eu diria mesmo mais

No seu relatório sobre Portugal, o FMI aconselha a reversão das «isenções do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares específicas para jovens que aumentam os custos fiscais e introduzem distorções, sem evidência clara de eficácia na contenção da emigração juvenil» e «não são sujeitas a critérios de rendimentos, ao mesmo tempo que impulsionam a procura e contribuem para agravar os desequilíbrios». (fonte) Já o tinha dito várias vezes nestas crónicas.

O novo MAI mostra a sua costela socialista

O Dr. Luís Neves não se tem cansado de atribuir o desgoverno das polícias e a incompetência das respectivas chefias à falta de efectivos, que deve ser um dos poucos problemas que as polícias portuguesas não têm (no caso de dúvida, cfr. a série de posts Vivemos num estado policial?)

As rotundas do governo

Um dos expediente dos autarcas para mostrar obra feita é construírem rotundas inúteis em cruzamentos em que a esmagadora maioria do tráfego é num único sentido, rotundas que são muito mais visíveis e muitíssimo mais baratas do que reparar os quilómetros de estrada em mau estado que por elas atravessam. À falta de rotundas, o Dr. Miguel Pinto Luz anunciou o «início do serviço fluvial em junho entre o Seixal e o Barreiro» ao fim de semana, iniciativa que é coisa para servir prá aí uma dúzia de pessoas.

Na ausência do PCP, o Chega assusta o patronato?

Pelo menos foi o que o JE escreveu: «foi a proposta do Chega de reduzir a idade de reforma em troca de um acordo no Código do Trabalho que assustou a CIP» e levou a ceder «em toda a linha à UGT»

Por que não resistem os governos ao show-off?

O governo PS-D/CD-S não resistiu e o ministro das Finanças já confirmou que vai “melhorar e calibrar” as medidas do governo PS em 2022, nessa altura classificadas como demagógicas pelo Dr. Montenegro, para tributar os “lucros extraordinários das petrolíferas. Bem pode o Dr. Pardal “melhorar e calibrar” os 5 milhões de euros de 2023, ou seja, 10% da receita que o governo do Dr. Costa previa.

Boa Nova. O exército já pode comprar as lagartas de um tanque Leopard

Talvez na esperança de facturar pelo menos os 5 milhões de euros, o governo autorizou o Exército a gastar até 2,2 milhões de euros para comprar viaturas especiais, o que é menos de um décimo do custo de um tanque Leopard 2A8.

(Continua)

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