O estado do Estado sucial. Um exemplo
Para deter 37 membros do Grupo 1143, um grupo cuja ideologia causa mais danos às suas mentes alucinadas do que à democracia, a Polícia Judiciária teve de alugar 49 veículos por falta de cabimento orçamental para a compra de novos veículos o que não a impediu de ter contratado no ano passado 113 inspectores e estar em curso o recrutamento de mais 150.
Boa Nova
O governo anunciou ter pedido à CP propostas para subconcessionar a operadores privados as linhas suburbanas de Sintra-Azambuja, Cascais, Sado e Porto. Apesar de não parecer uma boa ideia encarregar a CP de fazer uma proposta de auto-amputação das linhas potencialmente mais rentáveis, poderá ser uma boa notícia se houver uma decisão um pouco mais rápida do que a escolha da localização do novo aeroporto de Lisboa. A coisa poderá à primeira vista parecer uma medida reformista se esquecermos que a linha de Cascais era privada nos tempos do Estado Novo e só foi nacionalizada durante o PREC.
Enquanto espera que Portugal venha a ser é «um líder mundial na IA», o ministro da Reforma do Estado, Dr. Matias, apresentou aos empresários a Carteira Digital da Empresa que terá três documentos a que se juntarão mais tarde vários outros. Ninguém se lembrou de perguntar ao ChatGPT, ao Gemini ou ao karaokê Amália se em vez da digitalização das papeladas não faria mais sentido eliminar algumas delas.
Infelizmente, as leis da oferta e da procura não se mudam por decreto
| mais liberdade |
As leis da oferta e da procura não se mudam por decreto e ignoram olimpicamente as dezenas de planos e as centenas de medidas que os sucessivos governos nos têm oferecido,
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS». Os incentivos errados
A incapacidade de as urgências hospitalares darem conta do recado tem obviamente várias razões que vão desde uma procura aumentada pelo envelhecimento da população, a dificuldade de recrutar e reter médicos de Urgência e Emergência até ao expediente que os “utentes” usam para fintar as filas de espera das várias especialidades entrando pela porta das urgências, sem esquecer o défice de gestão dos apparatchiks a todos os níveis que o governo nomeia. A acreditar no médico Nuno Figueiredo e Sousa, a estas causas devemos acrescentar uma infinidade de motivos fúteis que constituem uma parte das chamadas “falsas urgências” de que ele dá dezenas de exemplos na sua página do Instagram (fonte).
O governo AD também circula na autoestrada mexicana do investimento
Numa das crónicas anteriores referi que o governo AD orçamentou um crescimento da ordem dos 30% e até ao final do 3.º trimestre o crescimento foi apenas 17%, executando apenas metade do investimento previsto. Confirma-se agora que no ano passado do investimento orçamentado de 12,7 mil milhões o governo apenas executou 9,5 mil milhões, ou seja, pouco mais de 2/3.
(Continua)

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