Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

10/04/2016

SERVIÇO PÚBLICO: Porque será provavelmente Donald Trump o candidato republicano? Ou talvez não

Num post anterior admitiu-se com provável a nomeação de Trump pelo partido Republicano, probabilidade em parte explicada pela abstenção dos eleitores que o rejeitavam. Passadas duas semanas, o vento pode estar a mudar para Trump (e, já agora, para Sanders).


O diagrama acima com o número de pesquisas do Google de cada um dos candidatos ainda na corrida parece mostrar o esvaziamento da bolha Trump.

No mesmo sentido vai o número de pesquisa de artigos sobre Trump.


Fonte: «Are people losing interest in Donald Trump?», MarketWatch 

09/04/2016

Estado assistencialista falhado (13) - «As verdadeiras classes médias»

Fernando Medina, o sucessor de Costa na câmara de Lisboa, anunciou um «programa de renda acessível» com rendas 30% a 40% abaixo do preço de mercado. Trata-se «de uma parceria entre a CML - que cederá os terrenos ou os prédios a reabilitar e garantirá, quando necessárias, as obras de urbanização e a construção dos equipamentos colectivos, como creches e escolas - e os privados, que assumirão a construção ou a reabilitação dos edifícios, bem como a manutenção durante a concessão, que rondará, em média, os 35 anos. As rendas irão dos 250 euros por um T0 e aos 450 euros para um T2 e as habitações ficarão distribuídas por 12 freguesias.» O programa dirige-se segundo Medina «às verdadeiras classes médias», segundo ele, as famílias com um rendimento bruto anual entre os 7.500 e os 40 mil euros.

Tenho as maiores dúvidas sobre a bondade das intervenções do Estado em geral e, em particular, quando consistem em preços subsidiados e, ainda mais em particular, em programas de «habitação social» à custa dos contribuintes ou dos senhorios - recorde-se que o congelamento das rendas e a inflexibilidade contratual dos arrendamentos desde 1919 até 1985 foi a causa adequada, como dizem os juristas, para a cidade de Lisboa ter perdido um terço dos seus habitantes e o parque imobiliário se ter degradado.

Mas não vou por aí. Fico-me «nas verdadeiras classes médias» com rendimento bruto anual entre os 7500 e os 40 mil euros o que, segundo a minha estimativa baseada nos escalões de rendimento bruto em 2013 (fonte Pordata), inclui mais de um quarto das famílias que têm mais do dobro do rendimento bruto anual médio.

ACREDITE SE QUISER: O próximo Rembrandt

«The next Rembrandt»
Uma equipa de especialistas em Rembrandt, cientistas e engenheiros submeteu 346 imagens de quadros de Rembrandt a um programa de inteligência artificial que usou algoritmos «deep learning» para identificar padrões geométricos, de cores e de proporções faciais característicos da sua pintura. Esses padrões foram de seguida sintetizados para criar um novo quadro que foi impresso em tela por uma impressora 3D para simular as várias camadas de um óleo clássico.

ACREDITE SE QUISER: Um dos poucos exemplos restantes de indefectibilidade (2)

Com frequência Nicolau Santos, o nosso pastorinho da economia dos amanhãs que cantam favorito, tem sido vítima de críticas impertinentes. Hoje vamos exaltar pela terceira vez em tempos recentes a sua indefectibilidade. Primeiro ao par Costa/Centeno, no dia seguinte à geringonça em geral e a Costa em particular e hoje vamos exaltar o seu regresso a fidelidades mais antigas, ainda que da mesma família.

Num artigo apropriadamente intitulado «O dia de Brutus», Nicolau Santos aproveita a comemoração no passado dia 6 de Abril do 5.º aniversário da chamada dos bombeiros de Bruxelas para reescrever a história, contando a sua estória e fazendo um exercício de passa-culpas para Cavaco Silva («inimigo declarado das opções de Sócrates»), Carlos Costa, os banqueiros portugueses, Passos Coelho e Paulo Portas (todos «em grande unanimidade» visando «derrotar Sócrates e afastar o PS do poder»).

Não podendo negar o inegável, concede que «Sócrates conduziu o país ao abismo» acrescentando não a clássica conjunção adversativa de João Miguel Tavares (o «mas»), mas um «embora»: «embora fizesse tudo para evitar o pedido da ajuda internacional». Concordo, embora o maior contributo de Sócrates tenha sido fazer tudo para que o pedido da ajuda internacional fosse inevitável.

Mas (cá está outra vez a adversativa) o mais surpreendente não é o passa-culpas para os suspeitos do costume. O mais surpreendente é o culpado que Nicolau acrescenta e de quem durante muitos anos foi igualmente indefectível - o assistente para as finanças do querido líder. Termina assim a sua estória:
«Tão isolado e com inimigos tão poderosos, dificilmente Sócrates poderia sobreviver. Faltava apenas encontrar quem quisesse empunhar o punhal e desferir o golpe fatal. Foi Teixeira dos Santos. Brutus é sempre quem está mais próximo do líder.»

08/04/2016

DIÁRIO DE BORDO: Pré-história do PC (3)

IBM Model 29 keypunch, 1971 (como parte do sistema 370 não é um antepassado directo do PC)

Chávez & Chávez, Sucessores (41) – Depois do racionamento do papel higiénico, o racionamento do trabalho

Outras obras do chávismo.

Com inflação prevista pelo FMI a ultrapassar este ano os 700% e a impressora socialista a trabalhar a todo o vapor é um facto normal da vida os caixas automáticos de Caracas entregarem geralmente séries sequenciais de notas. Isso, as prateleiras vazias e as entradas condicionadas a dois dias por semana nos supermercados já fazem parte das conquistas do chávismo.

Com o anúncio na quarta-feira à noite por Maduro na televisão de uma medida para racionar o consumo de água e electricidade, o chávismo atingiu o estádio superior do socialismo bolivariano. «Amanhã deve sair na Gazeta Oficial, o decreto especial estabelecendo todos os dias de sexta-feira, como dias não laboráveis a partir de sexta-feira desta mesma semana, durante abril e maio», disse o querido líder que tem visões onde lhe aparece Chávez encarnado num pajarito.

Tenho a certeza que, mesmo sem a falta de água, uma medida similar proposta pelos admiradores do socialismo bolivariano (do PCP ao BE passando pelos verdadeiros socialistas do PS) seria muito bem aceite pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.

07/04/2016

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (133) - O social-trauliteirismo (ACTUALIZADO duas vezes)

João Miguel Tavares evocou aqui quatro momentos notáveis do socialismo trauliteiro ou social-trauliteirismo, que para memória futura reproduzo outra vez:
  • «Ó sô guarda, desapareça» - Mário Soares em 1993 - talvez o momento fundador do social-trauliteirismo,
  • «Quem se meter com o PS leva!» - reacção em 2001 do grande estradista Jorge Coelho a uma bastonada no governo socialista do então bastonário dos advogados António Pires de Lima, a propósito da política de justiça do então ministro António Costa. 
  • «Eu cá gosto é de malhar na direita» - declaração pouco diplomática de Augusto Santos Silva, actual ministro dos Negócios Estrangeiros, em 2009, no governo do outro grande trauliteiro e animal feroz José Sócrates. 
  • «A todos os títulos lamentável» - declaração de António Costa a respeito de Carlos Costa a quem exigiu uma «posição responsável». 
  • «Um disparate total», «condenável», «inaceitável», «devia tirar as devidas consequências» - declaração de João Soares a respeito de António Lamas, presidente do CCB. 
Cesse tudo quanto as antigas musas cantam, salvo a última que agora cantou de novo. João Soares prometeu esta manhã não uma, não duas, mas quatro bofetadas divididas aos pares: um par a Augusto M. Seabra e outro a Vasco Pulido Valente. João Soares, depois de um tímido começo a propósito do CCB, ultrapassa tudo e todos e fica como um marco na história do social-trauliteirismo.

Actualização:
Já não fica. Depois de uma entrada de leão, João Soares tem uma saída de sendeiro: «sou um homem pacífico, nunca bati em ninguém. Peço desculpa se os assustei.» Pacífico não sabemos. Bazófias sem dúvida. E também, até agora, um político sem coragem de tirar as consequências das enormidades que disse e pedir a demissão de ministro da Cóltura. Vamos ver se o fará e, se o não fizer, vamos ver o que fará o chefe da geringonça.

Segunda actualização:
João Soares teve a coragem de tirar as consequências das enormidades que disse e pediu a demissão. Errou no tempo e perdeu a oportunidade de tê-lo feito antes de e em vez de pedir desculpas mal amanhadas. Começar por pedir desculpa por tê-los assustado e a seguir justificar a demissão por não «prescindir do direito à expressão da opinião e palavra» não lembra a um careca. É pior a emenda do que o soneto.

TIRARAM-ME AS PALAVRAS DA BOCA: A esquerda do presente é a direita do passado

«A esquerda nasceu progressista e ética, preocupada com justiça social e a promoção dos desfavorecidos, mas a evolução foi degradando essas ideologias. Insensivelmente foram deixando de defender os trabalhadores, proletários e classes pobres, para ficarem crescentemente dominadas por interesses dos aparelhos públicos. Hoje, quando a maior parte das organizações já esqueceu a revolução, as luta de classes e a ditadura do proletariado, ser de esquerda significa espremer ao máximo a economia nacional para satisfazer a insaciável ânsia dos aparelhos burocráticos. Assim, o Orçamento do Estado para 2016 sacrifica o crescimento para alimentar clientelas. Que quanto mais têm, mais querem.»

«Interesses totalitários», João César das Neves no DN

«Estamos pois perante uma das mais fantásticas girândolas propagandísticas dos últimos anos: voltar ao passado é olhar para o futuro; querer prosseguir o caminho das reformas é estar preso ao passado. Como Orwell ilustrou de forma genial no seu romance distópico 1984, em política o domínio da linguagem e dos termos utilizados é fundamental para limitar os termos do debate público e castrar formas de pensamento diferentes. Ora com esta “novilíngua” orweliana da nova maioria estamos mesmo perante um caso típico de “duplopensamento”, isto é, estamos a tentar utilizar as palavras de formas totalmente opostas conforme os interesses do momento. Se em 1984 Guerra é Paz e Liberdade é Escravidão, no 2016 da geringonça Passado é Futuro e Reverter não é sinónimo de Recuar, antes de Avançar. A adopção tácita desta “novilíngua” permite mesmo que se diga, como disse o representante do PCP no final do Congresso do PSD, que os sociais-democratas foram derrotados nas eleições de 4 de Outubro, quando esses mesmo sociais-democratas venceram essas eleições e têm o maior grupo parlamentar da Assembleia (elegeram 89 deputados, quase seis vezes mais do que os 15 do PCP).»

«O passado, o futuro ou bater no muro da realidade», José Manuel Fernandes no Observador

DIÁRIO DE BORDO: «m'espanto às vezes, outras m'avergonho»

Citando, a propósito de algumas notícias soltas, Sá de Miranda apud Abrupto - agora que o proprietário anda distraído com a Fundação de Serralves e abandonou o blogue às urtigas.

O Podemos, um movimento criado em Espanha como alternativa aos partidos incumbentes corroídos pela corrupção, nasceu do Centro de Estudos Políticos e Sociais uma organização financiada pela clique chávista em mais de 7 milhões de euros entre 2003 e 2011 «para criar forças políticas bolivarianas em Espanha». M'espanta só um poucochinho.

O presidente dos afectos professor Marcelo explicou, num dos 325 eventos em que participou desde que foi entronizado, que o convite a Mario Draghi se justifica porque «é bom que o Presidente do Banco Central Europeu tenha a noção exacta daquilo que se passa em Portugal». Infelizmente não partilho da esperança do presidente e receio que se Mario Draghi vier a ter essa «noção exacta» quando voltar a Frankfurt mande fechar a torneira ainda antes da DBRS cortar um rating notch a Portugal. Não sei se m'espanto, se m'avergonho.

Segundo o estudo «A Fraude Académica no Ensino Superior em Portugal», citado pelo Expresso, a maioria dos alunos universitários copiam ou deixam-se copiar ou usam cábulas ou fazem tudo isso ao mesmo tempo. Ainda segundo o estudo, os mais ricos são os mais cábulas. Esta não m'espanta só m'avergonha.

A propósito dos Papéis do Panamá, a eurodeputada do PS Elisa Ferreira disse em entrevista ao Público «precisamos de dar um salto na ética em matéria de impostos». M’espanta que esta senhora deputada seja a mesma que, quando se candidatou em 2009 ao lugarzinho em Bruxelas, e explicou aos velhinhos do lar que visitou na qualidade de candidata às autárquicas «vou só dar o nome e volto» e lembrou que os bairros pintados pela vereação de Rui Rio o foram com «o dinheiro (que) é do Estado, é do PS».

06/04/2016

A maldição da tabuada (30) – O multiplicação dos votos


Depois de apurados os resultados das primárias em cerca de 3/4 dos estados americanos, Bernie Sanders, o único candidato que se declara socialista - na Europa seria um social-democrata moderado -, pelas minhas contas terá conseguido até agora cerca de 5,5 milhões de votos democratas (resultados por Estado no Politico), bastante menos do que Hillary Clinton, a sua adversária para a nomeação pelo Partido Democrata, e igualmente menos do que o candidato republicano «fascista» Donald Trump em relação ao qual Sanders teve menos votos na maioria do Estados e nalguns muito menos. No final, talvez Sanders venha a ter um pouco mais de 10% do total turnout das primárias.

Um título como o do Expresso Diário, num artigo a propósito da publicação de um livro promocional (“Why Bernie Sanders Matters»), é um exemplo das operações de multiplicação que se aprendem nos manuais do jornalismo de causas.

NÓS VISTOS POR ELES: «Uma coisa amorfa, com pouca ambição »

«Como economista liberal que sou, acredito que vocês acabam de ter a pior alteração de governo de sempre. (…)

Portugal está em situação de emergência desde 2009/2010. 24 horas por dia, 365 dias por ano, há sete anos em crise. Não se pode continuar assim — e o problema é que vocês não estão a mudar nada no país e na economia. Pelo contrário. Visto de fora, e generalizando, a vossa economia continua a parecer uma coisa amorfa, com pouca ambição e pouco planeamento. Está na altura de acordar. (…)

A maldição da tabuada (29) – A multiplicação dos emigrantes (III)

Lembram-se das multiplicações que a esquerdalhada e o jornalismo de causas se dedicaram a fazer durante os anos do governo PSD-CDS dos exércitos de emigrantes que o governo neoliberal maldosamente expulsou do país? Os resultados mais moderados do agitprop andavam pelos 500 mil e alguns tresloucados falavam até em perto de um milhão. As estimativas aqui no (Im)pertinências baseadas no INE andavam pelos 200 mil.

Foi por isso com surpresa que li o Expresso (jornal de «referência» que também alinhou nos delírios) a citar pela primeira vez estimativas mais credíveis a partir do «Emigration Factbook 2015» do Observatório da Emigração. Segundo as Nações Unidas, o número de residentes no estrangeiro nascidos em Portugal teria aumentado de 2.098.897 em 2010 para 2.306.321 em 2015, ou seja 207 mil, número em linha com a estimativa do Eurostat de 210 mil para o período 2008-2013.

Curiosamente, o próprio Observatório da Emigração estima 687 mil emigrantes no período de quatro anos 2011-2014, número desalinhado com as estimativas das Nações Unidas e do Eurostat. Como explicar a diferença? As Nações Unidas e o Eurostat consideram a emigração permanente e o Observatório da Emigração que alimenta as estatísticas de causas do agitprop deu-lhe jeito adicionar a emigração temporária. E assim se condicionam as meninges dos residentes.

05/04/2016

Exemplos do costume (41) - Razões de uma não escolha

Quando foi resolvido aqui no (Im)pertinências não votar na primeira volta das presidenciais, correndo o risco (muito baixo) de ser eleito um candidato ainda pior do que o professor Marcelo «dos afectos» Rebelo de Sousa, alguns amigos não entenderam porque, diziam, apesar de tudo…

Entretanto, vários episódios protagonizados pelo presidente Marcelo vieram confirmar que o sapo era grande demais para ser engolido à primeira. Se tivéssemos dúvidas, teriam desaparecido com os vários SMS (muitos presumo) que o doutor Rebelo de Sousa, como lhe chamou Passos Coelho no Congresso (seria uma bronca se lhe chamasse catavento de opiniões erráticas), foi enviando aos congressistas enquanto via na televisão o evento. Vá lá, não lhe ter dado para alguma outra palhaçada pública de adolescente fora do prazo, como a de tocar às campainhas das portas ou outra…

BREIQUINGUE NIUZ: Rui Rio, José Eduardo Martins e Morais Sarmento eram os preferidos para liderar o PSD (ACTUALIZADO)

Segundo uma sondagem aos jornalistas de causas, Rui Rio, José Eduardo Martins e Morais Sarmento eram os preferidos dos socialistas, comunistas e bloquistas para liderar o PSD, e só não foram eleitos porque incompreensivelmente o aparelho do PSD não permitiu a presença dos seus apoiantes no congresso.

Aditamento:

Correndo o risco de algum leitor distraído pensar que sou um fã de Passos Coelho (a este respeito só posso dizer que é o pior líder político que temos, com excepção de todos os outros conhecidos e no activo), adopto as palavras de João Miguel Tavares que expressam bastante bem o que penso acerca disso:

«A oposição a Passos Coelho vem toda da actual esquerda do PSD – são aqueles que acham que o ex-primeiro-ministro não foi suficientemente “social-democrata” nos últimos quatro anos. Só que essa definição de social-democracia vai invariavelmente desembocar num modelo de sociedade estatista, alumiado pela eterna lamparina de São Bento, que se mostra esgotado há 20 anos. São aqueles que gostavam que o PSD fosse um bocadinho mais parecido com o PS. E a verdade é esta: todos os nomes que até agora mostraram disponibilidade para serem as novas caras do PSD têm caras mais velhas do que a de Pedro Passos Coelho. (...)

A oposição do PSD está a ver tudo mal: os últimos quatro anos não envelheceram apenas Passos Coelho – envelheceram, e em muito maior proporção, todas as antigas caras do PSD, que hoje em dia parecem múmias de um outro tempo.»

CONDIÇÃO MASCULINA: Precisamos de homens. Não precisamos de criaturas efeminadas com pénis (2)

Este post pode ser considerado uma sequela deste.

Ian Russell McEwan é um escritor inglês que numa determinada fase da sua carreira escreveu sobretudo contos de terror e foi por isso conhecido como Ian «Macabro». O jornal The Times e o júri do Booker Prize parecem apreciá-lo porque o primeiro o incluiu nos 50 melhores escritores britânicos desde 1945 e o segundo lhe deu um prémio pelo seu romance «Amsterdão».

Há dias McEwan disse num discurso na Royal Institution em Londres coisas que M de La Palice não desdenharia ter dito se, porventura, M de La Palice tivesse dito as coisas que lhe atribuem. Respigo duas passagens citadas pelo Guardian – um guardião do politicamente correcto - na tradução do Diário de Notícias:
«Alguns homens na plena posse de um pénis andam agora a identificar-se como mulheres e a exigir a entrada em colégios femininos e o direito a mudar de roupa nos balneários femininos».
«Chamem-me antiquado mas eu acho que as pessoas com pénis são homens.»
Ian «Macabro» McEwan ainda não tinha chamado a minha atenção como escritor mas estas afirmações politicamente incorrectas tornaram-me seu admirador (apesar de entender que há pessoas com pénis que talvez não sejam homens) e, sem surpresa, criaram-lhe um ódio de estimação nos meios LBGT. Bem vindo ao clube, Mr McEwan.

Manifestações de paranóia/esquizofrenia (16) - Há pais assim?

«Esquizofrénico é alguém que perde a capacidade de pensar de uma forma lógica e, consequentemente, de comunicar e de se relacionar, passando a viver num mundo paralelo e sem as normas pelas quais se regem as pessoas ditas normais»
«Há pais obcecados em não condicionar a orientação sexual dos filhos», diz-se num artigo do Público que se interroga «E se só revelar o sexo do seu filho aos cinco anos?».

03/04/2016

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (25)

Outras avarias da geringonça.

Até agora a geringonça pôde contar com o colo de Belém, ainda que à custa de aceitar uma constante intromissão na sua esfera de competências, a tal ponto («espanholização» da banca, agendamento unilateral de visitas de Estado, recuo do ME nos exames do secundário, etc.) que o professor Marcelo já foi designado com grande propriedade como «o primeiro-ministro do primeiro-ministro».

A semana de Costa foi uma sucessão de sucessos mediáticos. Começou com a ratificação do OE 2016 pelo presidente dos afectos. E falando de «afectos», no lugar da geringonça, só contaria com os afectos presidenciais como um activo contingente provisionando devidamente as elevadas imparidades potenciais, porque na hora em que ele for preciso não vai lá estar, como de resto já deu para perceber na comunicação sobre a promulgação do orçamento (é o possível, vamos ver se o possível é suficiente, disse).

02/04/2016

DIÁRIO DE BORDO: Pré-história do PC (1)

Apple II com Disk II, uma unidade de disquetes e um
aparelho de TV a fazer de monitor (1977)