Outras marteladas.
Já várias vezes citei nesta série de posts as consequências indesejadas do intervencionismo dos bancos centrais na modalidade alívio quantitativo. Quando esse intervencionismo se associa, como frequentemente e nesta crise desde 2008 está a acontecer, à redução das taxas de juro os efeitos multiplicam-se. Com a redução das taxas de juro incentiva-se o investimento em activos de riscos e em projectos inviáveis sem retorno a taxas «normais». Com o alívio quantitativo proporciona-se a liquidez necessária para esse investimento.
Como o diagrama anterior mostra (fonte) as taxas reais dos títulos do tesouro americano a 3 meses são negativas desde 2008 e desceram aos níveis dos anos 70, com a «pequena» diferença que, sendo a inflação elevada nessa década, as taxas nominais de juro altas mitigavam os efeitos das taxas reais negativas.
Por muito empurrada que seja com a barriga, a factura acabará por chegar.
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
12/08/2015
11/08/2015
Dúvidas (115) - Costa com «obra feita» em Lisboa. Amanhã em Portugal? (10)
Outras obras feitas de Costa.
«Vitor Tito, o publicitário que nega ter feito os cartazes do PS que causaram polémica nos últimos dias, não é novo na relação quer com o PS quer com António Costa. A empresa de publicidade de Tito obteve, entre 2008 e 2014, contratos na ordem dos 836 mil euros com a autarquia lisboeta quando Costa era presidente, o que significou mais de metade da faturação nesses anos da sua empresa em contratos com entidades públicas.
Agora, o publicitário recusa a ligação da empresa com a campanha polémica dos cartazes socialistas. Mas no PS são várias as fontes que indicam que terá sido ele mesmo, Vitor Tito, a título individual (e não através da empresa, daí que as suas declarações não o comprometam), a oferecer os serviços ao partido para a elaboração da segunda série de outdoors que o PS pôs nas ruas (a dos rostos com frases).»
(Observador)
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| Cada tiro cada melro |
Agora, o publicitário recusa a ligação da empresa com a campanha polémica dos cartazes socialistas. Mas no PS são várias as fontes que indicam que terá sido ele mesmo, Vitor Tito, a título individual (e não através da empresa, daí que as suas declarações não o comprometam), a oferecer os serviços ao partido para a elaboração da segunda série de outdoors que o PS pôs nas ruas (a dos rostos com frases).»
(Observador)
CASE STUDY: Os amanhãs que cantarão, segundo o PS, ou o triunfo da fé e da esperança sobre a experiência (3)
Outros amanhãs.
Continuando os comentários ao relatório dos 12 sábios «Uma década para Portugal», vou continuar a abordar sequencialmente os seus cinco capítulos: 1. Princípios de governação económica pela confiança no futuro; 2. Diagnóstico económico e social; 3. O cenário macroeconómico; 4. Medidas para transformar as condições de crescimento da economia portuguesa e 5. Cenário final. Trato agora do capítulo 2.
Começa por se aceitar que a redução do investimento resultou da redução da taxa de poupança ainda antes da entrada no euro, o que se tinha negado umas páginas antes no capítulo 1. Conclui-se que a poupança das famílias se destinou nos últimos anos exclusivamente a pagar o crédito à habitação, sem se perceber que isso foi a resposta a incentivos que levaram a um excedente de 735 mil casinhas. Como tudo isso se compatibiliza com uma política de estimular a procura não se explica.
Continua a glorificar-se o investimento em infra-estruturas, boa parte delas improdutivas, o qual drenou recursos que ficaram indisponíveis para investimento produtivo e responsabiliza-se o «modelo de crescimento seguido nos anos 80 e 90», como se o modelo dos anos seguintes não fosse mais do mesmo acentuando as políticas erradas.
Com uma enorme inconsciência atribui-se à baixa das taxas de juro subsequente à adopção do euro e à «falta de enquadramento institucional» a «excessiva concentração de investimento em sectores de bens não-transacionáveis» quando é visível que foi o «enquadramento institucional» de 12 anos de governos socialista (com a ajuda de 3 anos de governos PSD-CDS) que transformou a oportunidade de financiamento barato na ameaça das aplicações improdutivas. Insiste-se em ignorar que há mais de 15 anos que o crescimento da economia portuguesa é inferior à média europeia.
A taxa de poupança das famílias que umas páginas «atingiu valores preocupantes no auge da actual crise» passa umas páginas depois a atingir «valores superiores em 2 p.p. aos verificados antes da crise»,
No que respeita às contas externas, ao mesmo tempo que se nega o crescimento das exportações desde 2011 (8,3 mil milhões a preços constantes de 2011, em 3 anos de crise) exalta-se «desde 2005 a evolução muito positiva» (os mesmos 8,3 mil milhões a preços constantes de 2011, mas em 5 anos, dos quais 4 anos antes da crise). E ainda assim o crescimento das exportações desde 2011 deve-se, segundo os sábios, à «entrada em funcionamento de alguns grandes projectos em implementação desde antes da crise». Ficamos sem saber que projectos foram esses devidos ao governo PS que impulsionaram as exportações nos anos seguintes à sua queda.
Esta narrativa tem pouco a ver com a realidade e mais a ver com o paradigma orwelliano: «quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado... quem controla o passado, controla o futuro».
(Continua)
Continuando os comentários ao relatório dos 12 sábios «Uma década para Portugal», vou continuar a abordar sequencialmente os seus cinco capítulos: 1. Princípios de governação económica pela confiança no futuro; 2. Diagnóstico económico e social; 3. O cenário macroeconómico; 4. Medidas para transformar as condições de crescimento da economia portuguesa e 5. Cenário final. Trato agora do capítulo 2.
2. Diagnóstico económico e social
Começa por se aceitar que a redução do investimento resultou da redução da taxa de poupança ainda antes da entrada no euro, o que se tinha negado umas páginas antes no capítulo 1. Conclui-se que a poupança das famílias se destinou nos últimos anos exclusivamente a pagar o crédito à habitação, sem se perceber que isso foi a resposta a incentivos que levaram a um excedente de 735 mil casinhas. Como tudo isso se compatibiliza com uma política de estimular a procura não se explica.
Continua a glorificar-se o investimento em infra-estruturas, boa parte delas improdutivas, o qual drenou recursos que ficaram indisponíveis para investimento produtivo e responsabiliza-se o «modelo de crescimento seguido nos anos 80 e 90», como se o modelo dos anos seguintes não fosse mais do mesmo acentuando as políticas erradas.
Com uma enorme inconsciência atribui-se à baixa das taxas de juro subsequente à adopção do euro e à «falta de enquadramento institucional» a «excessiva concentração de investimento em sectores de bens não-transacionáveis» quando é visível que foi o «enquadramento institucional» de 12 anos de governos socialista (com a ajuda de 3 anos de governos PSD-CDS) que transformou a oportunidade de financiamento barato na ameaça das aplicações improdutivas. Insiste-se em ignorar que há mais de 15 anos que o crescimento da economia portuguesa é inferior à média europeia.
A taxa de poupança das famílias que umas páginas «atingiu valores preocupantes no auge da actual crise» passa umas páginas depois a atingir «valores superiores em 2 p.p. aos verificados antes da crise»,
No que respeita às contas externas, ao mesmo tempo que se nega o crescimento das exportações desde 2011 (8,3 mil milhões a preços constantes de 2011, em 3 anos de crise) exalta-se «desde 2005 a evolução muito positiva» (os mesmos 8,3 mil milhões a preços constantes de 2011, mas em 5 anos, dos quais 4 anos antes da crise). E ainda assim o crescimento das exportações desde 2011 deve-se, segundo os sábios, à «entrada em funcionamento de alguns grandes projectos em implementação desde antes da crise». Ficamos sem saber que projectos foram esses devidos ao governo PS que impulsionaram as exportações nos anos seguintes à sua queda.
Esta narrativa tem pouco a ver com a realidade e mais a ver com o paradigma orwelliano: «quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado... quem controla o passado, controla o futuro».
(Continua)
10/08/2015
DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Não é um pouco esquizofrénico? (2)
Este post poderia ser uma continuação por más razões deste, no qual diagnostiquei a esquizofrenia que nos leva à obsessiva procura de portugueses em lugares de destaque para mitigar os nossos complexos de inferioridade. Ainda há dias assistimos ao delírio mediático a pretexto de António Simões.
Pois bem, temos agora disponível mais um herói nacional. Rui Salvador (ex-motorista de autocarros – também podemos a exaltar a nossa proverbial mobilidade social) montou uma chafarica unipessoal e lançou na internet um esquema de Ponzi ou de Dona Branca (cá está mais uma portuguesa ilustre que teria chegado ainda mais longe se fosse do tempo da internet) prometendo ganhos de centenas por cento ao ano.
O «apresentador evangélico» (uma espécie de tele-evangelista das finanças) como o classificou o El País chegou a enganar quase dois milhões de papalvos em 26 países. Em Espanha onde tem 250 mil clientes até já foi criado um movimento de lesados - bem poderiam ter consultoria dos nossos movimentos, o que seria mais um motivo de exaltação. (Fonte: Expresso)
Pois bem, temos agora disponível mais um herói nacional. Rui Salvador (ex-motorista de autocarros – também podemos a exaltar a nossa proverbial mobilidade social) montou uma chafarica unipessoal e lançou na internet um esquema de Ponzi ou de Dona Branca (cá está mais uma portuguesa ilustre que teria chegado ainda mais longe se fosse do tempo da internet) prometendo ganhos de centenas por cento ao ano.
O «apresentador evangélico» (uma espécie de tele-evangelista das finanças) como o classificou o El País chegou a enganar quase dois milhões de papalvos em 26 países. Em Espanha onde tem 250 mil clientes até já foi criado um movimento de lesados - bem poderiam ter consultoria dos nossos movimentos, o que seria mais um motivo de exaltação. (Fonte: Expresso)
Pro memoria (249) - Os assassinos são todos iguais, mas há uns mais iguais do que outros
«É constrangedor voltar a isto, mas constrange mais que, em 2015, os crimes do comunismo mereçam a indiferença, ou até a simpatia, que os crimes do fascismo felizmente nunca suscitaram. As vítimas deste foram mártires, as daquele obstáculos, baixas necessárias à construção do homem novo. Era assim em 1930 e assim continuamos, com as avaliações do Bem e do Mal hipotecadas a ideologias e com os representantes da iniquidade à solta por aí, a homenagear o "Che" nas T-shirts ou no olhar. Nos comentários da imprensa, nos programas de debate e nas notícias andam imensos, embora não sejam notícia pelas razões adequadas.»
Alberto Gonçalves, no DN a propósito das indignações por um futebolista português usar uma T-Shirt com o rosto do general Franco na apresentação na equipa espanhola
Alberto Gonçalves, no DN a propósito das indignações por um futebolista português usar uma T-Shirt com o rosto do general Franco na apresentação na equipa espanhola
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ARTIGO DEFUNTO: Há duas versões do relatório do FMI
Há esta versão oficial do Second Post-program Monitoring cujo Executive Summary apresenta os seguintes 5 highlights que são a transcrição integral dos itens 31. a 35. do «Staff Appraisal e de que não se encontram traços nos jornais:
- «Portugal’s economic recovery remains on track, boosted by a generally supportive external environment and a rebound in confidence.
- Further fiscal adjustment is needed to reduce risks from high public debt, particularly given volatile market conditions.
- More decisive steps to improve banks’ balance sheets are needed.
- A proactive approach to corporate debt work-outs is needed to accelerate the structural transformation of the economy.
- It will be essential to regain momentum on structural reforms after parliamentary elections later this year.»
09/08/2015
ACREDITE SE QUISER: Cartazes do PS. Uma teoria da conspiração
Depois do outdoor de estética maoísta e poucos dias depois o outdoor associando subliminarmente o querido líder engavetado em Évora ao desemprego, seguiu-se hoje a demissão de Ascenso Simões, o director de campanha do PS, com uma explicação que é uma sugestão bastante mais do subliminar para o actual líder se demitir.
«Quem é responsável por uma máquina deve assumir todas as falhas que ela demonstra, deve tirar ilações de tudo o que, publicamente, se reconhece como erro», escreveu na sua página do Facebook Ascenso Simões, no mesmo Facebook onde em Outubro do ano passado escrevera a «missiva protesto» ao PR exigindo a Cavaco Silva que atribuísse àquele que viria a ser preso poucas semanas depois «a mais alta condecoração que o Estado Português entrega a todos os que exerceram a função de primeiro-ministro».
Nada acontece por acaso. Quem está por trás de tudo isto? Estará aquele que alguns intuíram ao recriarem o cartaz de estética maoísta?
E porquê estaria por trás aquele que pode estar por trás? O que teria sido diferente se a sua obra tivesse sido exaltada e se tivessem mantido as visitas ao estabelecimento prisional de Évora pelo outro que lhe ocupa o lugar? Nunca saberemos.
ACTUALIZAÇÃO:
Entretanto hoje (2.ª feira) ficou-se a saber que Ascenso Simões será substituído na direcção da campanha do PS por Duarte Cordeiro, um dos quatro deputados do PS de tendência Syriza que votaram a favor do não pagamos (eles chamaram-lhe reestruturação da dívida). É mais outro ziguezague de Costa a mostrar que não tem uma visão para o país e está simplesmente a tentar segurar as pontas do PS.
«Quem é responsável por uma máquina deve assumir todas as falhas que ela demonstra, deve tirar ilações de tudo o que, publicamente, se reconhece como erro», escreveu na sua página do Facebook Ascenso Simões, no mesmo Facebook onde em Outubro do ano passado escrevera a «missiva protesto» ao PR exigindo a Cavaco Silva que atribuísse àquele que viria a ser preso poucas semanas depois «a mais alta condecoração que o Estado Português entrega a todos os que exerceram a função de primeiro-ministro».
Nada acontece por acaso. Quem está por trás de tudo isto? Estará aquele que alguns intuíram ao recriarem o cartaz de estética maoísta?
E porquê estaria por trás aquele que pode estar por trás? O que teria sido diferente se a sua obra tivesse sido exaltada e se tivessem mantido as visitas ao estabelecimento prisional de Évora pelo outro que lhe ocupa o lugar? Nunca saberemos.
ACTUALIZAÇÃO:
Entretanto hoje (2.ª feira) ficou-se a saber que Ascenso Simões será substituído na direcção da campanha do PS por Duarte Cordeiro, um dos quatro deputados do PS de tendência Syriza que votaram a favor do não pagamos (eles chamaram-lhe reestruturação da dívida). É mais outro ziguezague de Costa a mostrar que não tem uma visão para o país e está simplesmente a tentar segurar as pontas do PS.
Exemplos do costume (32) – Querendo promover a homossexualidade insultam o homossexual
Se tivesse tido dúvidas sobre o sucesso da promoção da causa gay já as teria perdido por alturas deste post de há um ano em que citei a Economist que escreveu sobre «The Glass Closet» de Lord Browne: «he has even heard of business students pretending to be gay in order to increase their chances of landing jobs at elite companies».
Se, ainda assim, alguma dúvida tivesse sobre o sucesso, não sobreviveria às dezenas de referências nos mídia (e milhares nas redes sociais) ao facto de António Simões ser gay, a pretexto da sua promoção a CEO europeu do HSBC. Com poucas excepções, todas essas referências, sendo obviamente uma promoção da homossexualidade, ao atribuírem o sucesso de Simões ao facto de ser gay, são um insulto à sua competência e dizem mais sobre o jornalismo que temos do que sobre o próprio Simões.
Talvez em parte essas referências obsessivas à orientação sexual de Simões se devam à dificuldade interpretativa de muitos jornalistas da entrevista publicada no Expresso no princípio do ano em que Simões, certamente um sujeito inteligente, disse «se não fosse gay provavelmente não seria CEO do banco». No contexto dessa entrevista, isso significa que, segundo ele, o esforço de ultrapassar o preconceito o tornou «uma pessoa mais autêntica, com mais empatia e melhor inteligência emocional» e essa evolução permitiu-lhe estar melhor colocado para ser CEO do banco. Ou, dito de outro modo, não foi de per se a qualidade de gay que lhe permitiu ser CEO, foram as suas qualidades pessoais, apesar de ser gay – se fosse coxo não seria muito diferente.
Se, ainda assim, alguma dúvida tivesse sobre o sucesso, não sobreviveria às dezenas de referências nos mídia (e milhares nas redes sociais) ao facto de António Simões ser gay, a pretexto da sua promoção a CEO europeu do HSBC. Com poucas excepções, todas essas referências, sendo obviamente uma promoção da homossexualidade, ao atribuírem o sucesso de Simões ao facto de ser gay, são um insulto à sua competência e dizem mais sobre o jornalismo que temos do que sobre o próprio Simões.
Talvez em parte essas referências obsessivas à orientação sexual de Simões se devam à dificuldade interpretativa de muitos jornalistas da entrevista publicada no Expresso no princípio do ano em que Simões, certamente um sujeito inteligente, disse «se não fosse gay provavelmente não seria CEO do banco». No contexto dessa entrevista, isso significa que, segundo ele, o esforço de ultrapassar o preconceito o tornou «uma pessoa mais autêntica, com mais empatia e melhor inteligência emocional» e essa evolução permitiu-lhe estar melhor colocado para ser CEO do banco. Ou, dito de outro modo, não foi de per se a qualidade de gay que lhe permitiu ser CEO, foram as suas qualidades pessoais, apesar de ser gay – se fosse coxo não seria muito diferente.
CASE STUDY: bendita econometria (a confirmação)
Este é uma espécie de continuação do post de há 9 anos onde escrevi:
Segundo o modelo econométrico que os doutores Pereira e Jorge Andraz usaram no estudo "O impacto económico e orçamental do investimento em Scut" que acabam de publicar, por cada milhão de euros que o governo investir em infra-estruturas rodoviárias o efeito acumulado no PIB será de 18 milhões de euros, a longo prazo (quando todos estivermos mortos, como dizia o velho Keynes).
Ultrapassando a dúvida inconveniente que se poderia colocar a respeito dum país como a Irlanda que, não tendo praticamente auto-estradas, conseguiu em 20 anos passar de um PIB per capita igual ao português para praticamente o dobro, o modelo dos doutores Pereira e Jorge Andraz mostra claramente o auto-estrada para a convergência real.
Nove anos depois o multiplicador de Pereira e Andraz contribuiu para criar a 2.ª dívida pública mais elevada da UE e deu o resultado exemplificado no infograma da Visão (que mostra as AE do Sul incluindo as SCUT).
Para uma retrospectiva do que foram as SCUT, uma invenção de Cravinho apadrinhada por Guterres e continuada pela dupla Sócrates - Mário Jamais Lino, clicar a etiqueta CCUT.
Segundo o modelo econométrico que os doutores Pereira e Jorge Andraz usaram no estudo "O impacto económico e orçamental do investimento em Scut" que acabam de publicar, por cada milhão de euros que o governo investir em infra-estruturas rodoviárias o efeito acumulado no PIB será de 18 milhões de euros, a longo prazo (quando todos estivermos mortos, como dizia o velho Keynes).
Ultrapassando a dúvida inconveniente que se poderia colocar a respeito dum país como a Irlanda que, não tendo praticamente auto-estradas, conseguiu em 20 anos passar de um PIB per capita igual ao português para praticamente o dobro, o modelo dos doutores Pereira e Jorge Andraz mostra claramente o auto-estrada para a convergência real.
Nove anos depois o multiplicador de Pereira e Andraz contribuiu para criar a 2.ª dívida pública mais elevada da UE e deu o resultado exemplificado no infograma da Visão (que mostra as AE do Sul incluindo as SCUT).
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Para uma retrospectiva do que foram as SCUT, uma invenção de Cravinho apadrinhada por Guterres e continuada pela dupla Sócrates - Mário Jamais Lino, clicar a etiqueta CCUT.
08/08/2015
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (114 bis) – O maior fabricante de estatísticas indigna-se com esta alegada actividade do governo (as roupas mal cosidas do PS)
Escrevi que os deputados socialistas «rasgaram as vestes de indignação» pela «fabricação de estatísticas» de desemprego que atribuem ao governo – o que pode até resultar do excesso de boa vontade de quem projecta no outro qualidades próprias.
É verdade que a esquerda em geral, e os socialistas não são excepção, rasga tão frequentemente as suas roupinhas que já me tinha interrogado como poderiam ter em tempos de crise um guarda-roupa tão volumoso. Encontrei a resposta neste comentário com o exemplo dos «notáveis da nomenclatura religiosa judaica (que) usavam, em reuniões importantes, roupas com pontos fracos na confecção — zonas "mal cosidas". Assim, podiam "rasgar as vestes de indignação" e, mais tarde, em casa, mandá-las recoser.»
Quod suus eam!
É verdade que a esquerda em geral, e os socialistas não são excepção, rasga tão frequentemente as suas roupinhas que já me tinha interrogado como poderiam ter em tempos de crise um guarda-roupa tão volumoso. Encontrei a resposta neste comentário com o exemplo dos «notáveis da nomenclatura religiosa judaica (que) usavam, em reuniões importantes, roupas com pontos fracos na confecção — zonas "mal cosidas". Assim, podiam "rasgar as vestes de indignação" e, mais tarde, em casa, mandá-las recoser.»
Quod suus eam!
Ressabiados do regime (17) – Abandonado pela pusilanimidade
Depois de se ter deixado arrastar pelos factos consumados do fundador Soares que impôs Sampaio da Nóvoa como candidato a Belém, António Costa, um líder pusilânime, parece estar deixá-lo cair no caixote do lixo dos embaraços do PS, fazendo companhia a Sócrates, à reestruturação da dívida e ao Syriza.
Não obstante a proclamação de ideias enevoadas para Belém e os múltiplos exercícios de vacuidade gongórica, Sampaio da Nóvoa vê-se abandonado pelo PS na companhia convicta de Soares e na companhia equívoca de Eanes e Sampaio.
É mais um condenado a remoer ressentimentos e a produzir platitudes com aquele ar de profeta incompreendido a revelar a Verdade ao povo ignaro.
ACTUALIZAÇÃO:
Para o abandono de Sampaio Nóvoa pelo PS passar a humilhação só faltava um «apelo» de 100 «notáveis» à candidatura de Maria de Belém e entre essas luminárias encontrarem-se dois reitores. Segundo o Expresso na próxima semana já não faltará nada.
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CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (XXXV) – Ad infinitum
Outros purgatórios a caminho dos infernos.
Segundo um estudo do National Institute of Economic and Social Research (NIESR), citado pelo Negócios, o terceiro programa de assistência irá afundar ainda mais a economia grega e a Grécia precisará de um perdão da dívida de 55% do PIB. É difícil não concordar com a primeira conclusão e quanto à segunda poderá duvidar-se se 55% serão suficientes.
Há só um pequeno problema quanto ao perdão preconizado pelo NIESR de 55% do PIB, equivalentes a 131 mil milhões, a saber: este perdão seguir-se-ia ao de 2011 de mais de 100 mil milhões de euros de dívida detida por privados, perdão cujos resultados foram tais que se tornou indispensável mais um resgate e, segundo o NIESR, um novo perdão ainda mais elevado.
O NIESR não explica no seu estudo o que terá mudado para se esperar que este processo não prossiga ad infinitum com grande gáudio dos eleitores gregos e provável irritação dos eleitores dos outros 18 países da Zona Euro, o que não preocupará especialmente o NIESR que estará mais atento aos eleitores britânicos.
Esta falta de explicação talvez se explique sabendo-se o que é o NIESR. Segundo o próprio NIESR, «is Britain's longest established independent research institute, founded in 1938 (and) is independent of all party political interests.» Esta independência convive alegremente com o facto do seu director Jonathan Portes ter sido o chief economist de Gordon Brown durante os anos em que o Labour esteve no governo e um dos inspiradores da política económica que deixou o UK de joelhos.
Segundo um estudo do National Institute of Economic and Social Research (NIESR), citado pelo Negócios, o terceiro programa de assistência irá afundar ainda mais a economia grega e a Grécia precisará de um perdão da dívida de 55% do PIB. É difícil não concordar com a primeira conclusão e quanto à segunda poderá duvidar-se se 55% serão suficientes.
Há só um pequeno problema quanto ao perdão preconizado pelo NIESR de 55% do PIB, equivalentes a 131 mil milhões, a saber: este perdão seguir-se-ia ao de 2011 de mais de 100 mil milhões de euros de dívida detida por privados, perdão cujos resultados foram tais que se tornou indispensável mais um resgate e, segundo o NIESR, um novo perdão ainda mais elevado.
O NIESR não explica no seu estudo o que terá mudado para se esperar que este processo não prossiga ad infinitum com grande gáudio dos eleitores gregos e provável irritação dos eleitores dos outros 18 países da Zona Euro, o que não preocupará especialmente o NIESR que estará mais atento aos eleitores britânicos.
Esta falta de explicação talvez se explique sabendo-se o que é o NIESR. Segundo o próprio NIESR, «is Britain's longest established independent research institute, founded in 1938 (and) is independent of all party political interests.» Esta independência convive alegremente com o facto do seu director Jonathan Portes ter sido o chief economist de Gordon Brown durante os anos em que o Labour esteve no governo e um dos inspiradores da política económica que deixou o UK de joelhos.
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07/08/2015
BREIQUINGUE NIUZ: Costa em S. Bento e Benfica campeão
Desta vez é de vez. Não obstante mostrar uma subida da coligação PSD-CDS e uma descida do PS, a sondagem da Eurosondagem mostra sem lugar a dúvidas que há mais portugueses que acreditam que o Futuro Primeiro-Ministro de Portugal será António Costa (41,3%) do que os que acreditam que será Passos Coelho (34,7%).
É uma sondagem da máxima fiabilidade, desde logo porque se trata da Eurosondagem, uma empresa de Rui Oliveira e Costa, ex-deputado e dirigente do PS e comentador desportivo.
Qualquer dúvida residual sobre a fiabilidade da sondagem desaparece sabendo-se que na resposta à última pergunta a maior parte dos inquiridos (38,8%) também mostrou acreditar que o Benfica sem Jesus e com a dupla Vieira-Vitória será campeão.
É uma sondagem da máxima fiabilidade, desde logo porque se trata da Eurosondagem, uma empresa de Rui Oliveira e Costa, ex-deputado e dirigente do PS e comentador desportivo.
Qualquer dúvida residual sobre a fiabilidade da sondagem desaparece sabendo-se que na resposta à última pergunta a maior parte dos inquiridos (38,8%) também mostrou acreditar que o Benfica sem Jesus e com a dupla Vieira-Vitória será campeão.
Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (43) – O PREC do GES. Nada aprendem e nada esquecem
O furor nacionalizador está tão incrustado nas meninges comunistas que nem mesmo o desastre que foi a nacionalização do BPN, que era para não custar nada e o nada poderá ficar em 7 mil milhões, e muito menos o facto de a resolução do BES até ver ser da responsabilidade dos accionistas e credores subordinados e do sector financeiro, no que respeita à capitalização pelo Fundo de Resolução do Novo Banco (ver FAQ do BdP a este respeito), fazem o PCP desistir da ideia de nacionalizar o BES. O comité central (do PCP e não do BES que esse está desactivado) assim o decidiu e o camarada secretário-geral assim o anunciou.
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TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Eu diria mesmo mais
«Se tivesse sido a primeira-ministra Ferreira Leite a aplicar o memorando de entendimento, Pacheco teria sido o grande ideólogo da austeridade (e talvez passasse fins de semana na Marmeleira à procura de citações de Sá Carneiro para a justificar).»
«Pacheco Pereira: Um político falhado», João Marques de Almeida no Observador
ACREDITE SE QUISER: Outro tiro no pé
Depois de ter produzido um outdoor «inspirado na melhor estética da revolução cultural maoísta ou, indo mais atrás, no "realismo socialista" da era soviética», o departamento de agitprop do Partido Socialista dá um salto em frente e produz um que subliminarmente aponta o dedo ao seu querido ex-líder, actual preso 44, contemporâneo do desemprego de «há 5 anos» e, como se isso fosse pouco, faz uma espécie de autocrítica aos socialistas que andam a brincar com as estatísticas de desemprego.
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O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (114) – O maior fabricante de estatísticas indigna-se com esta alegada actividade do governo
Há um limite para tudo na vida, até para a demagogia, a ignorância e a estupidez. Esses limites foram excedidos várias vezes na intervenção da deputada socialista Ana Catarina Mendes que acusou o governo de «fabricar estatísticas». Ainda que isso pudesse ter acontecido, os deputados socialistas que mantiveram de Conrado o prudente silêncio durante as cosméticas de toda ordem feitas durante os 6 anos do governo Sócrates (por exemplo o meio milhão que passou pela Novas Oportunidades entre os quais muitos desempregados e esqueço por piedade os anos de Guterres em que a administração pública inchou com dezenas de milhares de empregos) não têm um pingo de moral para virem agora rasgar as vestes de indignação.
Onde está a falsificação que a deputada Ana Catarina Mendes apontou?
Não há ninguém na Mouse Square of Economics que se envergonhe e se sinta obrigado a fazer uma correcção ao chorrilho de dislates da senhora deputada?
Onde está a falsificação que a deputada Ana Catarina Mendes apontou?
- Os 500 mil trabalhadores emigrados durante os 4 anos são afinal menos de 130 mil saídas líquidas, segundo os dados do INE;
- A população empregada a tempo completo não se reduziu, até aumentou 85 mil entre o 2.º trimestre do ano passado e o deste ano;
- Os «desencorajados» não aumentaram - os «inativos disponíveis mas que não procuram emprego» na verdade diminuíram 12 mil;
- Quanto à destruição de 218 mil postos de trabalho foi na agricultura (que apesar disso aumentou a produção porque a produtividade melhorou) e na construção (que outra coisa poderia acontecer com o superavit de centenas de milhares de casinhas e o excesso de oferta rodoviária?).
Não há ninguém na Mouse Square of Economics que se envergonhe e se sinta obrigado a fazer uma correcção ao chorrilho de dislates da senhora deputada?
06/08/2015
ACREDITE SE QUISER: Há benfeitores que estão a pagar-nos 72% das despesas de saúde
«Os últimos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística dizem-nos que os portugueses estão já a pagar do seu bolso 28% das suas despesas de saúde, uma percentagem que cresce continuamente», ilumina-nos o Dr. José Mário Martins, estomatologista e membro da Associação de Medicina de Proximidade num artigo publicado nesse repositório de iluminação que é o jornal Público.
De onde surgem dúvidas inquietantes. Quem serão os benfeitores que filantropicamente se dispuseram a pagar-nos 72% das nossas despesas de saúde? Será a Comissão Europeia, será a troika, será a Alemanha ou será a Grécia? Ou será o Pai Natal?
De onde surgem dúvidas inquietantes. Quem serão os benfeitores que filantropicamente se dispuseram a pagar-nos 72% das nossas despesas de saúde? Será a Comissão Europeia, será a troika, será a Alemanha ou será a Grécia? Ou será o Pai Natal?
A maldição da tabuada (25) – A teoria dos números do emprego só tem números imaginários (III)
Continuação de (I) e (2).
É uma coisa doentia assistir outra vez a discussões estúpidas sobre o emprego, o desemprego e o subemprego em que o governo se-atacas-se, ou seja atasca-se e deixa-se atascar. Umas vezes porque faz leituras miraculosas sobre os dados estatísticos, tentando imitar o inimitável José Sócrates (ver esta saga do grande líder a propósito do seu programa de governo). Outras vezes a oposição, mesmo sem ajudas do governo, como é o caso agora com a divulgação pelo INE dos últimos números, faz leituras que são um insulto à inteligência dos eleitores com as meninges em bom estado.
Citando o Destaque do INE de 5 de Agosto:
«A taxa de desemprego no 2º trimestre de 2015 foi de 11,9%. Este valor é inferior em 1,8 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e em 2,0 p.p. ao do trimestre homólogo de 2014. A população desempregada, estimada em 620,4 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 13,0% e uma diminuição homóloga de 14,9% (menos 92,5 mil e menos 108,5 mil pessoas, respetivamente). A população empregada foi estimada em 4 580,8 mil pessoas, o que corresponde a um acréscimo trimestral de 2,3% (mais 103,7 mil pessoas) e a um acréscimo homólogo de 1,5% (mais 66,2 mil pessoas). A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,6%, valor superior em 0,1 p.p. ao observado no trimestre anterior e inferior em 0,4 p.p. ao do trimestre homólogo.»
Desta vez, estes números colocam um maior desafio aos delírios da esquerdalhada que não se poupa na demagogia e põe em causa os mesmos indicadores, metodologias e fontes que ainda recentemente aceitava quando mostravam um aumento do desemprego.
Já se escreveram no (Im)pertinências resmas de posts sobre a teoria dos números do emprego e falece-me hoje a pachorra para escrever mais do mesmo. Vou por isso remeter para o post «Mitos, falácias e verdades sobre o desemprego» do Insurgente que trata com a clareza habitual do assunto.
ACTUALIZAÇÃO:
Outra leitura recomendada para melhor perceber a realidade por trás da fantasia: «O que ninguém quer ver nos números do emprego e desemprego» de José Manuel Fernandes no Observador.
É uma coisa doentia assistir outra vez a discussões estúpidas sobre o emprego, o desemprego e o subemprego em que o governo se-atacas-se, ou seja atasca-se e deixa-se atascar. Umas vezes porque faz leituras miraculosas sobre os dados estatísticos, tentando imitar o inimitável José Sócrates (ver esta saga do grande líder a propósito do seu programa de governo). Outras vezes a oposição, mesmo sem ajudas do governo, como é o caso agora com a divulgação pelo INE dos últimos números, faz leituras que são um insulto à inteligência dos eleitores com as meninges em bom estado.
Citando o Destaque do INE de 5 de Agosto:
«A taxa de desemprego no 2º trimestre de 2015 foi de 11,9%. Este valor é inferior em 1,8 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e em 2,0 p.p. ao do trimestre homólogo de 2014. A população desempregada, estimada em 620,4 mil pessoas, registou uma diminuição trimestral de 13,0% e uma diminuição homóloga de 14,9% (menos 92,5 mil e menos 108,5 mil pessoas, respetivamente). A população empregada foi estimada em 4 580,8 mil pessoas, o que corresponde a um acréscimo trimestral de 2,3% (mais 103,7 mil pessoas) e a um acréscimo homólogo de 1,5% (mais 66,2 mil pessoas). A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,6%, valor superior em 0,1 p.p. ao observado no trimestre anterior e inferior em 0,4 p.p. ao do trimestre homólogo.»
Desta vez, estes números colocam um maior desafio aos delírios da esquerdalhada que não se poupa na demagogia e põe em causa os mesmos indicadores, metodologias e fontes que ainda recentemente aceitava quando mostravam um aumento do desemprego.
Já se escreveram no (Im)pertinências resmas de posts sobre a teoria dos números do emprego e falece-me hoje a pachorra para escrever mais do mesmo. Vou por isso remeter para o post «Mitos, falácias e verdades sobre o desemprego» do Insurgente que trata com a clareza habitual do assunto.
ACTUALIZAÇÃO:
Outra leitura recomendada para melhor perceber a realidade por trás da fantasia: «O que ninguém quer ver nos números do emprego e desemprego» de José Manuel Fernandes no Observador.
05/08/2015
Lost in translation (250) – O inglês é uma língua muito difícil
Por isso, não é de estranhar que o Público ao ler a imprensa inglesa tenha entendido «O mais rebelde dos trabalhistas quer enterrar o New Labour e ressuscitar a esquerda clássica» referindo-se à candidatura de Jeremy Corbyn à liderança do Labour, que se propõe não apenas enterrar o New Labour mas fazer o mesmo ao Old Labour afastando-o durante uma década do governo.
A percepção de que o esquerdismo de Jeremy Corbyn - um declarado admirador do Syriza - faz de Ed Miliband um centrista – o líder esquerdista anterior que enterrou o Labour na oposição para os próximos 5 anos – é tão forte que se especula estarem simpatizantes do Partido Conservador a gastar as 3 libras necessárias para se inscreverem como registered supporters do Labour e votarem em Corbyn.
A percepção de que o esquerdismo de Jeremy Corbyn - um declarado admirador do Syriza - faz de Ed Miliband um centrista – o líder esquerdista anterior que enterrou o Labour na oposição para os próximos 5 anos – é tão forte que se especula estarem simpatizantes do Partido Conservador a gastar as 3 libras necessárias para se inscreverem como registered supporters do Labour e votarem em Corbyn.
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