Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
04/08/2014
Lost in translation (210) – A nacionalização do BPN foi um desastre e José Sócrates e Teixeira dos Santos são uns zeros… à esquerda
Deve ser isso que o Tozé queria dizer quando disse em Cantanhede que o BES «não pode transformar-se num novo BPN. Isso tem de ficar muito claro porque é altura dos privados, em particular dos accionistas, assumirem as responsabilidades da sua decisão. Não se pode pedir aos contribuintes portugueses que assumam responsabilidades de más decisões ou alegadas irregularidades, segundo aquilo que tem vindo a público».
BREIQUINGUE NIUZ: Jesus abandonado pelo Espírito Santo
O Fundo Espírito Santo Liquidez tem quase 70 milhões de euros aplicados em obrigações da Benfica SAD, com maturidades em Outubro e Dezembro.
O CEO do Benfica vende 6 jogadores.
O Benfica sofre várias derrotas e a última pelo Arsenal por 5-1.
Jesus garante que «não penso em perder mais nenhum jogador, se não também vou...»
O CEO do Benfica vende 6 jogadores.
O Benfica sofre várias derrotas e a última pelo Arsenal por 5-1.
Jesus garante que «não penso em perder mais nenhum jogador, se não também vou...»
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delírios pontuais,
se non è vero
CASE STUDY: quem é o deus ex machina da Ongoing? (16)
Há 5 anos escrevi o primeiro post da série «Quem é o deus ex machina da Ongoing?» que começava com o seguinte parágrafo:
Se me perguntassem quais os mistérios mais densos, de entre a multidão de mistérios que pululam na intersecção, cada vez mais volumosa, entre os mundos dos negócios e da política portuguesa, apontaria sem hesitação dois relacionados entre si. Quem é o criador da criatura Ongoing-Vasconcelos e quais os seus propósitos? É o primeiro mistério. Porquê este mistério parece não interessar a ninguém nos mídia?
Gradualmente, depois da queda do segundo governo Sócrates - um dos pilares de sustentação da Ongoing a quem prestou inúmeros serviços (ver a série de posts e em particular este), o mistério foi sendo desvendado e hoje, cinco anos decorridos, com a queda do segundo pilar - precisamente o deux ex machina Espírito Santo - o mistério deixou de o ser.
Com a ruína dos pilares, a Ongoing está beira do colapso financeiro. A sua participação de 10% na PT que lhe custou 700 milhões vale hoje 150 milhões, os dividendos de 50 milhões que recebia em média vão descer para menos de um décimo. Sem surpresa está em incumprimento num empréstimo de 140 milhões.
Com a queda da Ongoing e do seu deus ex machina a economia portuguesa fica mais higiénica.
Se me perguntassem quais os mistérios mais densos, de entre a multidão de mistérios que pululam na intersecção, cada vez mais volumosa, entre os mundos dos negócios e da política portuguesa, apontaria sem hesitação dois relacionados entre si. Quem é o criador da criatura Ongoing-Vasconcelos e quais os seus propósitos? É o primeiro mistério. Porquê este mistério parece não interessar a ninguém nos mídia?
Gradualmente, depois da queda do segundo governo Sócrates - um dos pilares de sustentação da Ongoing a quem prestou inúmeros serviços (ver a série de posts e em particular este), o mistério foi sendo desvendado e hoje, cinco anos decorridos, com a queda do segundo pilar - precisamente o deux ex machina Espírito Santo - o mistério deixou de o ser.
Com a ruína dos pilares, a Ongoing está beira do colapso financeiro. A sua participação de 10% na PT que lhe custou 700 milhões vale hoje 150 milhões, os dividendos de 50 milhões que recebia em média vão descer para menos de um décimo. Sem surpresa está em incumprimento num empréstimo de 140 milhões.
Com a queda da Ongoing e do seu deus ex machina a economia portuguesa fica mais higiénica.
03/08/2014
ARTIGO DEFUNTO: os desígnios do jornalismo de causas são insondáveis (9)
Retomo uma série interrompida há 4 anos dedicada aos pastorinhos da economia dos amanhãs que haveriam de cantar e que perderam o pio – refiro-me especialmente a Nicolau Santos depois de ter enfiado o mais ridículo barrete deste século pela mão do vigarista «Artur Baptista da Silva, suposto membro do PNUD e supostamente encarregue pela ONU de montar em Portugal um Observatório dos países da Europa do sul em processos de ajustamento».
Após muitos anos a glorificar o investimento público em geral e as políticas socráticas em particular, o pastorinho Nicolau Santos deu agora em dedicar as suas prosas gongóricas a promover «o grande salto em frente dos têxteis e calçado» na sua coluna no Expresso.
É surpreendente que a criatura não tenha a mínima dúvida sobre a bondade das políticas que tem promovido - que deram na maior bancarrota porque passou o Estado português nos seus séculos de existência - e ao mesmo tempo saude a ressuscitação de duas indústrias que praticamente não receberam nem atenções nem dinheiro (graça aos deuses!) nem qualquer outro fruto das políticas promovidas pela criatura.
Invoco os deuses da triste ciência para que dessa promoção dos têxteis e calçado não resulte nenhum desastre para estas indústrias semelhante ao de várias das empresas e negócios que a criatura promoveu durante anos e que se afundaram sem remissão.
Após muitos anos a glorificar o investimento público em geral e as políticas socráticas em particular, o pastorinho Nicolau Santos deu agora em dedicar as suas prosas gongóricas a promover «o grande salto em frente dos têxteis e calçado» na sua coluna no Expresso.
É surpreendente que a criatura não tenha a mínima dúvida sobre a bondade das políticas que tem promovido - que deram na maior bancarrota porque passou o Estado português nos seus séculos de existência - e ao mesmo tempo saude a ressuscitação de duas indústrias que praticamente não receberam nem atenções nem dinheiro (graça aos deuses!) nem qualquer outro fruto das políticas promovidas pela criatura.
Invoco os deuses da triste ciência para que dessa promoção dos têxteis e calçado não resulte nenhum desastre para estas indústrias semelhante ao de várias das empresas e negócios que a criatura promoveu durante anos e que se afundaram sem remissão.
A atracção fatal entre a banca do regime e o poder (24) – Ficou outra vez provado que as coisas nunca estão tão más que não possam ainda piorar
[Mais atracções fatais]
Há tempos escrevi aqui que a demonstração definitiva de que o BES é um banco de todos os regimes estava à beira de ser feita a confirmarem-se os rumores da troca por uma participação no capital da Rioforte e da Espírito Santo International do papel comercial detido pela Petróleos da Venezuela, uma empresa estatal que é um dos instrumentos da política chávista. A ser assim, acrescentei, confirmar-se-ia ainda o entranhado pendor que o GES tem para os socialismos, incluindo o socialismo “revolucionário” bolivariano.
Nessa altura ainda não sabia, nem imaginava, que o Dr. Ricardo Salgado precisamente um mês antes, no dia 9 de Junho, tinha assinado em nome do BES uma carta de garantia de pagamento de 800 milhões de euros desse papel comercial vendido à Petróleos da Venezuela, à revelia da comissão executiva do banco e ao arrepio das instruções do BdeP para não serem assumidos mais compromissos relacionados com empresas do GES.
Cada vez mais, é um caso de polícia. Neste contexto, é difícil perceber que uma criatura como Miguel Sousa Tavares, que teve o bom senso de ficar até recentemente calado sobre este tema – supõe-se por via do conflito de interesses decorrente de ter uma filha casada com um filho de Ricardo Salgado – tenha quebrado esse silêncio da pior maneira possível inventando uma teoria da conspiração na sua coluna no Expresso. Segundo essa teoria, os prejuízos de 3,6 mil milhões no 1.º semestre justificar-se-iam à custa de manobras do BdeP e da nova administração com fins inconfessáveis que ele no final da peça insinua poder ser vender o banco barato a «algum predador de passagem». Infelizmente, é pouco provável o fundamento da teoria e, depois de tudo o que já vimos, o meu prognóstico a respeito de imparidades e de prejuízos é: a procissão ainda vai no adro.
Há tempos escrevi aqui que a demonstração definitiva de que o BES é um banco de todos os regimes estava à beira de ser feita a confirmarem-se os rumores da troca por uma participação no capital da Rioforte e da Espírito Santo International do papel comercial detido pela Petróleos da Venezuela, uma empresa estatal que é um dos instrumentos da política chávista. A ser assim, acrescentei, confirmar-se-ia ainda o entranhado pendor que o GES tem para os socialismos, incluindo o socialismo “revolucionário” bolivariano.
Nessa altura ainda não sabia, nem imaginava, que o Dr. Ricardo Salgado precisamente um mês antes, no dia 9 de Junho, tinha assinado em nome do BES uma carta de garantia de pagamento de 800 milhões de euros desse papel comercial vendido à Petróleos da Venezuela, à revelia da comissão executiva do banco e ao arrepio das instruções do BdeP para não serem assumidos mais compromissos relacionados com empresas do GES.
Cada vez mais, é um caso de polícia. Neste contexto, é difícil perceber que uma criatura como Miguel Sousa Tavares, que teve o bom senso de ficar até recentemente calado sobre este tema – supõe-se por via do conflito de interesses decorrente de ter uma filha casada com um filho de Ricardo Salgado – tenha quebrado esse silêncio da pior maneira possível inventando uma teoria da conspiração na sua coluna no Expresso. Segundo essa teoria, os prejuízos de 3,6 mil milhões no 1.º semestre justificar-se-iam à custa de manobras do BdeP e da nova administração com fins inconfessáveis que ele no final da peça insinua poder ser vender o banco barato a «algum predador de passagem». Infelizmente, é pouco provável o fundamento da teoria e, depois de tudo o que já vimos, o meu prognóstico a respeito de imparidades e de prejuízos é: a procissão ainda vai no adro.
ESTÓRIA E MORAL: Democracy and racism explained
An illegal Muslim immigrant kid asks his mother, "Mama, what's a Democracy and what is Racism?"
"Well, son, Democracy is when British tax payers work every day so we can get all our benefits, you know like free housing, free healthcare, more welfare payments than British pensioners get, & on & on, you know, that's Democracy".
"But mama, don't the British tax payers get pissed off about that?"
"Sure they do, that's called Racism!"
[Enviada por JARF]
"Well, son, Democracy is when British tax payers work every day so we can get all our benefits, you know like free housing, free healthcare, more welfare payments than British pensioners get, & on & on, you know, that's Democracy".
"But mama, don't the British tax payers get pissed off about that?"
"Sure they do, that's called Racism!"
[Enviada por JARF]
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delírios pontuais,
Ridendo castigat mores
Estado empreendedor (88) – Arsenal do Alfeite, um novo aeroporto de Beja?
Sabem a quem o governo adjudicou a preparação de uma proposta de «criação de cenários de evolução empresarial em situação competitiva e de soluções de reestruturação para o Arsenal do Alfeite»?
Augusto Mateus, o ministro do governo Guterres que inventou o plano com o seu nome para recuperar empresas irrecuperáveis. O mesmo consultor a quem o 1.º governo de José Sócrates adjudicou o estudo do «Plano Regional de Inovação do Alentejo», onde se referenciava o aeroporto de Beja como uma «plataforma logística para a carga a receber e a expedir de/para a América e África, incluído o transporte de peixe, utilizando aviões de grande porte e executando em Beja o transhipment para aviões menores para a ligação com os aeroportos europeus» e ainda um «entreposto para a carga recebida no porto de Sines, passível de ser transportada por meios aéreos, frescos agrícolas produzidos na zona de regadio do Alqueva e Andaluzia».
Em caso de dúvida sobre o celebrado aeroporto de Beja, favor consultar a série de post que lhe dedicámos. Não digam que não foram avisados.
Augusto Mateus, o ministro do governo Guterres que inventou o plano com o seu nome para recuperar empresas irrecuperáveis. O mesmo consultor a quem o 1.º governo de José Sócrates adjudicou o estudo do «Plano Regional de Inovação do Alentejo», onde se referenciava o aeroporto de Beja como uma «plataforma logística para a carga a receber e a expedir de/para a América e África, incluído o transporte de peixe, utilizando aviões de grande porte e executando em Beja o transhipment para aviões menores para a ligação com os aeroportos europeus» e ainda um «entreposto para a carga recebida no porto de Sines, passível de ser transportada por meios aéreos, frescos agrícolas produzidos na zona de regadio do Alqueva e Andaluzia».
Em caso de dúvida sobre o celebrado aeroporto de Beja, favor consultar a série de post que lhe dedicámos. Não digam que não foram avisados.
02/08/2014
SERVIÇO PÚBLICO: O exército israelita ataca escolas, hospitais e mesquitas porque é aí que o Hamas armazena as suas armas
É indisputável que o terrorismo do Hamas não legitima todas as formas de intervenção da IDF e muito menos a ocupação dos territórios palestinos com colonatos. Como é indisputável o direito de Israel a defender-se com os meios proporcionais às ameaças. Para se avaliar a proporcionalidade desses meios é indispensável ver para além da cortina de manipulação que o Hamas fabrica e o jornalismo de causas instalado em todos os mídia divulga sob a forma de nevoeiro informativo. Por isso, vale a pena ler «Why Hamas stores its weapons inside hospitals, mosques and schools» e não, não é no Wall Street Journal. É no Washington Post. Alguns excertos:
«The United Nations has found troves of rockets hidden in three of its schools since the conflict began. “We condemn the group or groups who endangered civilians by placing these munitions in our school,” Chris Gunness, spokesman for the U.N. Relief and Works Agency, said in statement published Wednesday by the Times of Israel. “This is yet another flagrant violation of the neutrality of our premises. We call on all the warring parties to respect the inviolability of U.N. property.”
Earlier this month, the United Nations also found rockets piled inside one of its vacant schools — near other schools used to accommodate displaced people.
According to longtime Middle East analyst Matthew Levitt, Hamas has long planted weapons in areas inhabited by vulnerable residents. “It happens in schools,” he wrote in Middle East Quarterly. “Hamas has buried caches of arms and explosives under its own kindergarten playgrounds,” referencing a 2001 State Department report that said a Hamas leader was arrested after “additional explosives in a Gaza kindergarten” were discovered.
For years, Hamas has “planned carefully for a major Israeli invasion,” according to a Washington Institute for Near East Policy report. In addition to an elaborate tunnel system, there was the “integral use of civilians and civilian facilities as cover for its military activity; schools, mosques, hospitals, and civilian housing became weapons storage facilities, Hamas headquarters, and fighting positions … IDF imagery and combat intelligence revealed extensive use of civilian facilities.”»
«The United Nations has found troves of rockets hidden in three of its schools since the conflict began. “We condemn the group or groups who endangered civilians by placing these munitions in our school,” Chris Gunness, spokesman for the U.N. Relief and Works Agency, said in statement published Wednesday by the Times of Israel. “This is yet another flagrant violation of the neutrality of our premises. We call on all the warring parties to respect the inviolability of U.N. property.”
Earlier this month, the United Nations also found rockets piled inside one of its vacant schools — near other schools used to accommodate displaced people.
According to longtime Middle East analyst Matthew Levitt, Hamas has long planted weapons in areas inhabited by vulnerable residents. “It happens in schools,” he wrote in Middle East Quarterly. “Hamas has buried caches of arms and explosives under its own kindergarten playgrounds,” referencing a 2001 State Department report that said a Hamas leader was arrested after “additional explosives in a Gaza kindergarten” were discovered.
For years, Hamas has “planned carefully for a major Israeli invasion,” according to a Washington Institute for Near East Policy report. In addition to an elaborate tunnel system, there was the “integral use of civilians and civilian facilities as cover for its military activity; schools, mosques, hospitals, and civilian housing became weapons storage facilities, Hamas headquarters, and fighting positions … IDF imagery and combat intelligence revealed extensive use of civilian facilities.”»
01/08/2014
A atracção fatal entre a banca do regime e o poder (23) – As coisas ainda não estão tão más que não possam piorar
[Mais atracções fatais]
Um bom resumo da situação em que Ricardo Salgado e os seus cúmplices deixaram o BES pode ler-se aqui no Observador. Na 5.ª feira era isso, hoje poderá ser diferente e amanhã não sabe.
Entretanto, seria sem dúvida uma boa questão perguntar ao governador do BdeP Carlos Costa porquê foi necessário tanto tempo para concluir a extensão dos problemas do BES? Extensão que, aliás, todos os dias aumenta. Porém, é uma pergunta eticamente vedada a quem assistiu com respeitoso silêncio à passagem do ministro anexo Vítor Constâncio pelo BdeP entre 1981 e 1984, em 1985 e 1986 e de 2000 a 2010, com um interregno pela liderança do PS entre 1986 e 1989 (devemos ser o único país no mundo que teve um chefe político à frente do banco central). A estes, só lhes resta retractarem-se retroactivamente ou meterem o rabinho entre pernas.
Uma outra boa questão seria perguntar ao presidente do Instituto de Seguros de Português se vai tomar alguma medida em relação à Tranquilidade que foi dada como penhor aos clientes do BES que compraram 700 milhões de papel comercial da ESFG (accionista a 100% da Tranquilidade) e cuja administração – da máxima confiança de Ricardo Salgado – comprou ela própria 150 milhões desse papel comercial com o dinheiro dos seus segurados.
ADITAMENTO:
Foram divulgadas hoje por um email das 20:30 as seguintes deliberações do Conselho Directo do Instituto de Seguros de Portugal de que só tomei conhecimento depois de escrito este post:
«O Conselho Diretivo do Instituto de Seguros de Portugal, em reunião realizada no dia 18 de julho de 2014, deliberou aprovar, conforme n.º 2 do artigo 110.° e artigo 111.º do Decreto Lei n.º 94 B/98, o plano de financiamento proposto pela Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A., tendo por referência a alienação da empresa de seguros.
O Conselho Diretivo do Instituto de Seguros de Portugal determinou, ainda, nos termos do n.º 2 do artigo 109.° do Decreto-Lei n.º 94-B/98, a sujeição de todas as operações da Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A., com o Grupo Espírito Santo ou com outras sociedades relacionadas, à aprovação prévia do Instituto de Seguros de Portugal.
Finalmente, o Conselho Diretivo do Instituto de Seguros de Portugal determinou, ao abrigo do artigo 157.º do Decreto-Lei n.º 94-B/98, regras específicas de reporte para a Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A., durante o exercício de 2014.»
Comentário: too little, to late.
Um bom resumo da situação em que Ricardo Salgado e os seus cúmplices deixaram o BES pode ler-se aqui no Observador. Na 5.ª feira era isso, hoje poderá ser diferente e amanhã não sabe.
Entretanto, seria sem dúvida uma boa questão perguntar ao governador do BdeP Carlos Costa porquê foi necessário tanto tempo para concluir a extensão dos problemas do BES? Extensão que, aliás, todos os dias aumenta. Porém, é uma pergunta eticamente vedada a quem assistiu com respeitoso silêncio à passagem do ministro anexo Vítor Constâncio pelo BdeP entre 1981 e 1984, em 1985 e 1986 e de 2000 a 2010, com um interregno pela liderança do PS entre 1986 e 1989 (devemos ser o único país no mundo que teve um chefe político à frente do banco central). A estes, só lhes resta retractarem-se retroactivamente ou meterem o rabinho entre pernas.
Uma outra boa questão seria perguntar ao presidente do Instituto de Seguros de Português se vai tomar alguma medida em relação à Tranquilidade que foi dada como penhor aos clientes do BES que compraram 700 milhões de papel comercial da ESFG (accionista a 100% da Tranquilidade) e cuja administração – da máxima confiança de Ricardo Salgado – comprou ela própria 150 milhões desse papel comercial com o dinheiro dos seus segurados.
ADITAMENTO:
Foram divulgadas hoje por um email das 20:30 as seguintes deliberações do Conselho Directo do Instituto de Seguros de Portugal de que só tomei conhecimento depois de escrito este post:
«O Conselho Diretivo do Instituto de Seguros de Portugal, em reunião realizada no dia 18 de julho de 2014, deliberou aprovar, conforme n.º 2 do artigo 110.° e artigo 111.º do Decreto Lei n.º 94 B/98, o plano de financiamento proposto pela Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A., tendo por referência a alienação da empresa de seguros.
O Conselho Diretivo do Instituto de Seguros de Portugal determinou, ainda, nos termos do n.º 2 do artigo 109.° do Decreto-Lei n.º 94-B/98, a sujeição de todas as operações da Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A., com o Grupo Espírito Santo ou com outras sociedades relacionadas, à aprovação prévia do Instituto de Seguros de Portugal.
Finalmente, o Conselho Diretivo do Instituto de Seguros de Portugal determinou, ao abrigo do artigo 157.º do Decreto-Lei n.º 94-B/98, regras específicas de reporte para a Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A., durante o exercício de 2014.»
Comentário: too little, to late.
CASE STUDY: A atracção das trapalhadas por José Sócrates
Com os seus múltiplos casos (de memória e de repente: Cova da Beira, apartamento Héron Castilho, o curso na UI acabado ao domingo, Freeport, PT-TVI, Face Oculta, Taguspark-Luís Figo), José Sócrates deve ser o político português com mais trapalhadas no currículo, pelo menos desde os tempos da Senhora Dona Maria II, com uma ou outra possível excepção do período da I República.
Só esta semana temos mais dois casos: o da compra por 3 milhões de euros de uma casa em Paris (revista Sábado e Correio da Manhã) e de um alegado envolvimento no caso Monte Branco de branqueamento de capitais, ao qual foi ligada gente dos Espírito Santo (Correio de Manhã).
Sem surpresa, a PGR foi pronta a desmentir a ligação de Sócrates ao caso Monte Branco. Como Ricardo Salgado o ano passado saiu de lá com uma certidão de bom comportamento e um ano depois levaram-no a depor sob prisão, o desmentido vale pouco. O que vale mesmo é ler esta análise Do Portugal Profundo.
Só esta semana temos mais dois casos: o da compra por 3 milhões de euros de uma casa em Paris (revista Sábado e Correio da Manhã) e de um alegado envolvimento no caso Monte Branco de branqueamento de capitais, ao qual foi ligada gente dos Espírito Santo (Correio de Manhã).
Sem surpresa, a PGR foi pronta a desmentir a ligação de Sócrates ao caso Monte Branco. Como Ricardo Salgado o ano passado saiu de lá com uma certidão de bom comportamento e um ano depois levaram-no a depor sob prisão, o desmentido vale pouco. O que vale mesmo é ler esta análise Do Portugal Profundo.
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E agora José?,
ética republicana,
incorrigível
ARTIGO DEFUNTO: O que é hoje verdade, amanhã pode ser mentira
Bons exemplos (85) – Um emigrante que não se faz de desgraçadinho
«Acompanhando as notícias, como sempre vamos fazendo, não evito sentir-me usado e abusado quando ouço políticos falar de nós, jovens emigrantes. Viemos nós trabalhar para outro país, muitas vezes com a missão de um dia voltar e trazer algo mais para o nosso país, e, sem dar por ela, de repente somos estatísticas de arremesso político desses que vão entretendo as massas votantes com falsas juras de amor.
É verdade que alguns de nós se podem aproveitar e, em busca de atenção, se fazem também de vítimas. Mas, talvez se ouçam mais queixumes dos que ficaram em Portugal e dizem “obrigam-nos a emigrar” do que os que efectivamente saíram de Portugal. Porque acredito que os que saem não são do tipo de ficar e queixar, são mais do tipo de fazer e acontecer.
E, então, creio ser legítimo que, assumindo a decisão de arriscar e emigrar, e sujeitando-me a todas as incertezas e dificuldades, me possa sentir abusado ao ver alguns na televisão — com quem não me identifico nem tão pouco concordo – virem falar em meu nome e afirmar-se como fiéis defensores da causa do jovem emigrante. Perdoem-me se isto me revolta um pouco mas não me metam nas vossas quezílias politiqueiras. Não quero ser argumento nas guerras com os vossos inimigos que nem são os meus. Não quero, muito menos, ser usado precisamente por aqueles defensores dos “direitos adquiridos”, proteladores da sociedade acomodada, irreformável e retrógrada que representam exactamente o oposto daquilo em que eu acredito.
Senhores políticos: experimentem por de lado essa arrogância paternalista, que às vezes vos consome aí no conforto do nosso belo país, e talvez venham a descobrir que os motivos para emigrar vão muito além da vossa simplista argumentação. Talvez descubram que os emigrantes, especialmente o jovens qualificados, não são assim tão infelizes e vítimas como os fazem. Talvez descubram que grande parte de nós decidiu emigrar por vontade própria, por ambição, por espírito aventureiro e curioso, ou por sentir que o percurso da sua missão neste mundo passa por essa etapa de enriquecimento pessoal. Talvez sintamos que teremos mais valor a acrescentar a Portugal quando um dia voltarmos com mais conhecimento, experiências e competências.
Não tenham pena de nós que tivemos o discernimento, a coragem e a capacidade de seguir os nossos sonhos e emigrar. Não tenham pena de nós que somos do tipo de português que faz mais do que se queixar e que luta pelo que quer.
E não julgue um qualquer político aí em Portugal que pode proclamar em meu nome que eu fui obrigado a emigrar por culpa deste ou daquele outro.»
Diogo Lucas, «Eu, jovem emigrante, não sou arma de arremesso político»», no Público
[Via a emigrante RR, que também não se faz de desgraçadinha]
É verdade que alguns de nós se podem aproveitar e, em busca de atenção, se fazem também de vítimas. Mas, talvez se ouçam mais queixumes dos que ficaram em Portugal e dizem “obrigam-nos a emigrar” do que os que efectivamente saíram de Portugal. Porque acredito que os que saem não são do tipo de ficar e queixar, são mais do tipo de fazer e acontecer.
E, então, creio ser legítimo que, assumindo a decisão de arriscar e emigrar, e sujeitando-me a todas as incertezas e dificuldades, me possa sentir abusado ao ver alguns na televisão — com quem não me identifico nem tão pouco concordo – virem falar em meu nome e afirmar-se como fiéis defensores da causa do jovem emigrante. Perdoem-me se isto me revolta um pouco mas não me metam nas vossas quezílias politiqueiras. Não quero ser argumento nas guerras com os vossos inimigos que nem são os meus. Não quero, muito menos, ser usado precisamente por aqueles defensores dos “direitos adquiridos”, proteladores da sociedade acomodada, irreformável e retrógrada que representam exactamente o oposto daquilo em que eu acredito.
Senhores políticos: experimentem por de lado essa arrogância paternalista, que às vezes vos consome aí no conforto do nosso belo país, e talvez venham a descobrir que os motivos para emigrar vão muito além da vossa simplista argumentação. Talvez descubram que os emigrantes, especialmente o jovens qualificados, não são assim tão infelizes e vítimas como os fazem. Talvez descubram que grande parte de nós decidiu emigrar por vontade própria, por ambição, por espírito aventureiro e curioso, ou por sentir que o percurso da sua missão neste mundo passa por essa etapa de enriquecimento pessoal. Talvez sintamos que teremos mais valor a acrescentar a Portugal quando um dia voltarmos com mais conhecimento, experiências e competências.
Não tenham pena de nós que tivemos o discernimento, a coragem e a capacidade de seguir os nossos sonhos e emigrar. Não tenham pena de nós que somos do tipo de português que faz mais do que se queixar e que luta pelo que quer.
E não julgue um qualquer político aí em Portugal que pode proclamar em meu nome que eu fui obrigado a emigrar por culpa deste ou daquele outro.»
Diogo Lucas, «Eu, jovem emigrante, não sou arma de arremesso político»», no Público
[Via a emigrante RR, que também não se faz de desgraçadinha]
31/07/2014
BREIQUINGUE NIUZ: Estiveram à espera de quê?
O BdeP anunciou ontem a «suspensão, com efeitos imediatos, dos membros dos órgãos de administração com os pelouros de auditoria, compliance e gestão de riscos, bem como os titulares do órgão de fiscalização». Já ontem era tarde, diz o povo.
Enquanto isso, a Espírito Santo Financial Group (ESFG) que detém as participações no BES e na Tranquilidade contratou como assessores de imagem a Brunswick, uma multinacional de lobbying. Perder o dinheiro sim, mas não a face.
Enquanto isso, a Espírito Santo Financial Group (ESFG) que detém as participações no BES e na Tranquilidade contratou como assessores de imagem a Brunswick, uma multinacional de lobbying. Perder o dinheiro sim, mas não a face.
Pro memoria (186) – O partido invisível visto por António José Seguro. Se ele o vê…
"Há, em Portugal, um partido invisível, que tem secções sobretudo nos partidos de Governo, que capturou partes do Estado, que tem um aparelho legislativo paralelo através dos grandes escritórios de advogados e influencia ou comanda os destinos do País."
"A esquerda precisa de mostrar que é rigorosa com a despesa e as finanças públicas. E Costa está a dar um espaço enorme para a direita dizer que os socialistas são irresponsáveis."
"Muita gente, logo no início, disse: "com o Costa é que a gente lá chega". Não interessam o projeto, as ideias, o que as pessoas fizeram durante três anos, a disponibilidade...Para algumas pessoas, no interior do PS, interessa é aquele que dá poder e o distribui."
"Gostaria que toda a verdade [no caso BES] viesse ao de cima. Doa a quem doer. Se isso acontecesse, o tal partido invisível seria...mais visível. Não podemos ter um País de meias-tintas, meias-verdades, de "uma mão lava a outra". Isso adensa o clima de podridão. Não seremos o centrão político nem o centrão dos negócios".
Excerto da entrevista da Visão a António José Seguro
"A esquerda precisa de mostrar que é rigorosa com a despesa e as finanças públicas. E Costa está a dar um espaço enorme para a direita dizer que os socialistas são irresponsáveis."
"Muita gente, logo no início, disse: "com o Costa é que a gente lá chega". Não interessam o projeto, as ideias, o que as pessoas fizeram durante três anos, a disponibilidade...Para algumas pessoas, no interior do PS, interessa é aquele que dá poder e o distribui."
"Gostaria que toda a verdade [no caso BES] viesse ao de cima. Doa a quem doer. Se isso acontecesse, o tal partido invisível seria...mais visível. Não podemos ter um País de meias-tintas, meias-verdades, de "uma mão lava a outra". Isso adensa o clima de podridão. Não seremos o centrão político nem o centrão dos negócios".
Excerto da entrevista da Visão a António José Seguro
¿Por qué no te callas? (13) – Depois de 10 anos em Bruxelas parece um ministro da I República a anunciar aos conterrâneos dinheiro para um pelourinho
«Durão Barroso diz que os 26 mil milhões de euros de apoio que serão atribuídos até 2020 constituem "uma pipa de massa", que deve calar "aqueles que dizem que a União Europeia não é solidária com Portugal".» (Expresso)
ARTIGO DEFUNTO: Afinal reduzir o desemprego é tão simples
Bastará prolongar os estudos. É o que descobriu o DN que benevolentemente nos revela num artigo com um título que é um achado: «Fim dos estudos é o motivo que mais sobe no desemprego do IEFP». Ficamos a saber que «ao longo do primeiro semestre, os centros públicos de emprego anotaram mais de 27 mil idas de ex-alunos ou formandos aos serviços, que culminaram na classificação dessas pessoas como "desempregadas"».
Espera-se que o candidato a candidato a líder do Partido Socialista e futuro primeiro-ministro em estágio na CML tome a devida nota e ataque o problema logo depois de resolver o problema prioritário da cultura.
Espera-se que o candidato a candidato a líder do Partido Socialista e futuro primeiro-ministro em estágio na CML tome a devida nota e ataque o problema logo depois de resolver o problema prioritário da cultura.
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30/07/2014
Pro memoria (185) – A engenharia das obras camarárias é financeira
Uma auditoria realizada pela PwC às contas da câmara de Braga de 2012 e até Outubro 2013, sob a gestão de Mesquita Machado, um dos dinossáurios autárquicos do PS, verificou que faltava contabilizar 111 milhões de euros de passivos, as despesas de manutenção do estádio de Braga multiplicaram-se pelo rácio de derrapagem 5 (também conhecido como multiplicador socialista), entre outras trapalhadas. A mais divertida de todas essas trapalhadas será a doação pela câmara de lugares de estacionamentos comprados à Bragaparques ao Sporting de Braga e a um outro clubelho local, lugares que estes clubes venderam à… Bragaparques por 70 mil euros. (Negócios e ionline)
O (IM)PERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: O patriotismo é um poderoso factor de motivação no futebol mundial
A equipa francesa:
- Patrice Evra, nasceu no Senegal, pai originário de Cabo Verde
- Mamadou Sakho, pais originários do Senegal
- Yohan Cabaye, avô de origem vietnamita
- Mathieu Valbuena, pai de origem espanhola
- Karim Benzema, avós de origem argelina
- Rio Mavuba, nascido em Angola
- Eliaquim Mangala, avós originários da RD Congo, cidadania belga
- Blaise Matuidi, pais oriundos de Angola e RD Congo
- Bacary Sagna, avô do Senegal
- Moussa Sissoko, pais originários do Mali
- Paul Pogba, pais da Guiné
- Laurent Koscielny, avós da Polónia
- Rémy Cabella, pai de Itália
- Cédric Si Mohamed, nascido em França
- Madjid Bougherra, nascido em França
- Faouzi Ghoulam, nascido em França
- Carl Medjani, nascido em França
- Hassan Yebda, nascido em França
- Nabil Ghilas, nascido em França
- Sofiane Feghouli, nascido em França
- Yacine Brahimi, nascido em França
- Medhi Lacen, nascido em França
- Nabil Bentaleb, nascido em França
- Liassine Cadamuro-Bentaïba, nascido em França
- Saphir Taïder, nascido em França
- Aïssa Mandi, nascido em França
- Riyad Mahrez, nascido em França
- Mehdi Mostefa, nascido em França
- Raïs M'Bolhi, nascido em França
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delírios pontuais,
Desfazendo ideias feitas
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