Com a mesma à vontade com que escreve livros desancando no candidato de cuja comissão de honra faz parte, Júdice, é mais um dos advogados-pulgões praticando activamente o parasitismo do Estado Sucial facturando serviços imaginários ou serviços reais por preços imaginários. No último exemplo divulgado pelo Sol, a sua sociedade PLMJ faz o pleno e factura serviços imaginários (ou, para ser rigoroso, serviços imaginados) por preços imaginários. Pela mão de Rui Pedro Soares, ele próprio um homem de mão de José Sócrates, a PLMJ facturou à Taguspark 229 mil euros sem uma adjudicação, sem um contrato, por serviços relacionados com «estudos relativos ao lote 31», que afinal eram estudos relativos à compra da TVI. A PLMJ facturou ainda 500 mil euros por uma auditoria (?) ao que parece encomendada por Isaltino de Morais, envolvendo «1.935 horas de trabalho por parte de 32 advogados».
Tudo isto não parece incomodar a nomenclatura socialista que através do Estado e das empresas públicas sustenta o escritório, como não parece incomodar Cavaco Silva, que também levou tempo a incomodar-se com as ligações perigosas de Dias Loureiro ao BPN, e muito menos parece incomodar o próprio Júdice que é bem capaz de mostrar a sua «independência» mordendo a mão que o afaga e cuspindo no prato que o alimenta.
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
28/11/2010
27/11/2010
A maldição da tabuada (5) – operações com números imaginários
Vejamos como evoluiu a poupança resultante das energias renováveis, ao longo do ano:
[Lido aqui e aqui]
- Em Abril eram 500 milhões, segundo Zorrinho;
- Em Setembro eram 100 milhões, segundo Sócrates;
- No mês seguinte, em Outubro, já eram 700 milhões, segundo o mesmo Sócrates;
- Em Novembro, segundo o mesmo Zorrinho, subiram para 800 milhões.
[Lido aqui e aqui]
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a tabuada faz muita falta,
Conto do vigário
26/11/2010
Pro memoria (13) – casos de sucesso do complexo político-empresarial socialista
Microfil a empresa tecnológica de sucesso, relacionada com 46 mil cartas de condução desaparecidas, «apadrinhada» pelo saudoso ministro Pinho, «à beira da falência está nas mãos da banca».
É o acontece quando os políticos de meia-tijela se arvoram em aprendizes de feiticeiros do mercado com a pretensão de elegerem as empresas de sucesso.
É o acontece quando os políticos de meia-tijela se arvoram em aprendizes de feiticeiros do mercado com a pretensão de elegerem as empresas de sucesso.
Ainda haverá esperança para a PT?
Com o fim da golden share e a subida para 10% da posição dos fundos geridos pelo Capital Research and Management, que passará a ser o maior accionista, ficará mais limitado o campo de manobra do complexo político-empresarial socialista corporizado neste caso pela coligação espírita e representado pela dupla Granadeiro-Bava. Para começo de conversa, adivinham-se mais dificuldades no cambalacho da transferência do fundo de pensões para a segurança social.
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Complexo político-empresarial socialista
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: PBREC (processo de branqueamento do regime em curso)
«Por mais responsabilidades e culpas que tenha o actual primeiro-ministro (e são imensas) no desastre económico e financeiro, na ausência de reformas estruturais, na manutenção do corporativismo que infesta o Estado português, nas ligações perigosas e perversas entre o mundo político e o mundo empresarial, Portugal só pode em sonhar sair do buracão em que está metido depois de uma profunda reforma do regime político e uma importante regeneração da nomenclatura partidária. E não falo apenas dos "boys" e das "girls" (que continuam em grande mesmo depois de todos os PEC, como é amplamente anunciado cada dia pela comunicação social) e dos "apparatchiks" que esperam a saída de Sócrates para encontrar outro menino de ouro que faz bem a Portugal. Falo das elites económicas que vão a Belém cada vez que as coisas correm mal e querem outro governo para não atrapalhar os negócios que endividaram o País. Falo das dezenas de comentadores e fazedores de opinião, sempre os mesmos, que andaram anos a defender um modelo que só podia conduzir a este desastre, os que falam do optimismo saudável contra os malvados Velhos do Restelo, os que usavam e abusavam da propaganda para descobrir sempre a dura realidade depois dela já ser evidente. Ainda que muitas vezes discordando da substância da análise dos economistas heterodoxos, não tenho dúvida em achar que estão cobertos de razão ao denunciar a falta de pluralismo em Portugal, onde os mesmos que durante vinte anos defenderam as políticas desastrosas (sempre no intervalo das sinecuras do regime que foram acumulando) continuam a pontificar nos jornais e nas televisões como se não fosse com eles.
A nova versão do regime para explicar o atoleiro português é culpar a senhora Merkel.»
[«A sobrevivência do regime e o eleitorado alemão», de Nuno Garoupa no Negócios]
A nova versão do regime para explicar o atoleiro português é culpar a senhora Merkel.»
[«A sobrevivência do regime e o eleitorado alemão», de Nuno Garoupa no Negócios]
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a memória dos povos é curta,
eu diria mesmo mais,
PBREC
CASE STUDY: A situação portuguesa é diferente da irlandesa, mas nem sempre para melhor (2)
Pelas razões que tentei expor no post anterior, o tele-evangelista Louçã está, infelizmente, completamente equivocado no seu «já se vê para onde vamos, vamos a caminho da desgraça irlandesa». O equívoco é tão evidente que confrontado com o trilema de Žižek sou forçado a considerar o professor de economia Louçã desonesto ou burro, isto é desonesto se inteligente e burro se honesto.
Ao elenco das diferenças entre Portugal e Irlanda, a cujo propósito remeto para este artigo de Miguel Frasquilho (espero que os Espíritos seus patrões não lhe puxem as orelhas por escrever heresias), ainda acrescento as seguintes:
Moral da estória das diferenças: a desgraça irlandesa faria a nossa felicidade.
Ao elenco das diferenças entre Portugal e Irlanda, a cujo propósito remeto para este artigo de Miguel Frasquilho (espero que os Espíritos seus patrões não lhe puxem as orelhas por escrever heresias), ainda acrescento as seguintes:
- À dívida pública portuguesa é preciso adicionar pelo menos 30 mil milhões de dívidas das empresas públicas e 50 mil milhões de compromissos com as PPP, tudo por junto 50% do PIB;
- O salário mínimo irlandês será reduzido de 12%, e ainda assim ficará a valer 2,7 vezes o salário mínimo português;
- Em vez de engenharias orçamentais para reduzir o défice comprometendo a sustentabilidade da segurança social (transferência do fundo de pensões da PT), o governo irlandês apresenta ao parlamento medidas que envolvem cortes efectivos e significativos da despesa (despedimento de 25 mil funcionários públicos e 3 mil milhões de benefícios sociais a menos); e last but not least
- «Portugal is the victim of an orchestrated calumny intended to divert attention from a bankrupt Britain, or America. The rating agencies are deemed agents of Anglo-Saxon hegemony.»
Moral da estória das diferenças: a desgraça irlandesa faria a nossa felicidade.
Adivinhe quem escreveu
Cavaco Silva transformou o PSD num partido «feito à sua imagem e semelhança: um partido tecnocrático, um catch all party, ou seja, um partido sem fronteiras, onde todos poderiam vir plantar a sua tenda, desde que aceitassem a liderança indiscutida do então primeiro-ministro, e assim ajudassem a conquistar votos e a manter suseranias».
Este juízo sobre o papel de Cavaco Silva poderia ter sido escrito por muita gente. Salvo, evidentemente, por um apoiante da candidatura do homem que «se apresentou como um líder autoritário, não permitindo a libertação da sociedade civil, como Sá Carneiro sempre defendera». E muito menos um membro da comissão de honra da candidatura. Ou estarei enganado?
Este juízo sobre o papel de Cavaco Silva poderia ter sido escrito por muita gente. Salvo, evidentemente, por um apoiante da candidatura do homem que «se apresentou como um líder autoritário, não permitindo a libertação da sociedade civil, como Sá Carneiro sempre defendera». E muito menos um membro da comissão de honra da candidatura. Ou estarei enganado?
25/11/2010
Portugal vai ser um dos maiores países islâmicos do mundo
6 milhões de mouros estão quase a deixar de acreditar em Jesus!
Alguém pode explicar-me
Segundo um estudo do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, numa lista das 100 empresas que mais investiram em Investigação & Desenvolvimento em 2008 (esta gente não consegue usar dados com menos de 2 anos de atraso?) os primeiros 5 lugares são ocupados pela PT, BCP, EDP, BIAL e ISBAN.
Alguém pode explicar-me que Investigação & Desenvolvimento fizeram em 2008 o BCP e a EDP, para não ir mais longe?
Alguém pode explicar-me que Investigação & Desenvolvimento fizeram em 2008 o BCP e a EDP, para não ir mais longe?
DIÁRIO DE BORDO: O microcosmos da Nikon (4) – mosca-de-água
Garras posteriores de larva da Trichoptera Hydropsyche angustipennis
[Fabrice Parais, Caen - França]
24/11/2010
NÓS VISTOS POR ELES: 25 anos a beber imoderamente não fazem uma bebedeira mas dão ressaca
«C'est la crise sans les bulles, une épouvantable gueule de bois sans s'être vraiment enivré. Le Portugal s'enfonce dans une profonde atonie économique sans avoir connu les délires bancaires de Irlande, les folies immobilières de l’Espagne ou même les colères de la rue grecque. De tous les surendettés de Union Européenne (UE), c’est le pays qui a le plus de mal il compenser par des ' points forts" les ' points faibles' recensés par les analystes. Il n'est pas forcément menacé d'une banqueroute immédiate, mais comme dépourvu de perspectives d'amélioration.
…
La crise économique est en effet intimement liée à l'agonie d'une pratique du pouvoir rejetée par beaucoup de Portugais. Le premier ministre, José Socrátes (PS), avec une majorité relative, ne gouverne que par défaut. Aux législatives de 20OEl, il s'est sauvé en octroyant aux fonctionnaires une augmentation qu'il leur reprend aujourd'hui. Leur sentiment de trahison est accru par sa sous-estimation de la situation pendant le premier semestre de cette année. Mensonge ou incompétence? Quels que soient ses torts, le gouvernement ne risque pas de sanction des urnes avant l'élection présidentielle du printemps 2011.»
[Chômage, récession, rigueur: le Portugal glisse inexorablement vers la pauvreté, de Jérôme Fenoglio, enviado especial a Lisboa de Le Monde]
…
La crise économique est en effet intimement liée à l'agonie d'une pratique du pouvoir rejetée par beaucoup de Portugais. Le premier ministre, José Socrátes (PS), avec une majorité relative, ne gouverne que par défaut. Aux législatives de 20OEl, il s'est sauvé en octroyant aux fonctionnaires une augmentation qu'il leur reprend aujourd'hui. Leur sentiment de trahison est accru par sa sous-estimation de la situation pendant le premier semestre de cette année. Mensonge ou incompétence? Quels que soient ses torts, le gouvernement ne risque pas de sanction des urnes avant l'élection présidentielle du printemps 2011.»
[Chômage, récession, rigueur: le Portugal glisse inexorablement vers la pauvreté, de Jérôme Fenoglio, enviado especial a Lisboa de Le Monde]
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E agora José?,
ecoanomia,
um país talvez normal mas rançoso
António Costa, o aprendiz de feiticeiro em estágio na CML
Várias vezes foi denunciada no (Im)pertinências a prática do governo do engenheiro orçamental José Sócrates de ajeitar as contas com a venda de imóveis do estado a empresas públicas. António Costa, na câmara municipal de Lisboa, vai-se preparando para o lugar ensaiando truques semelhantes. Perante a situação caótica da câmara com o inchaço dos passivos que atingem cerca de 2 mil milhões, as receitas no orçamento de 2011 vão crescer 30% à custa da criação do fundo imobiliário que comprará à câmara imóveis no valor de 218 milhões e da venda de parte da rede de esgotos à EPAL por 100 milhões.
NOTA: Depois da publicação deste artigo, o Público diz que errou. O que escrevi neste post não foi afectado pelo esclarecimento de António Costa.
NOTA: Depois da publicação deste artigo, o Público diz que errou. O que escrevi neste post não foi afectado pelo esclarecimento de António Costa.
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contabilidade,
Conto do vigário,
vida para além do orçamento
23/11/2010
Alguém deu por isso?
Desde o princípio do ano os sindicatos da função pública apresentaram 75 pré-avisos de greve correspondentes a 99 dias de greve. Há ainda 23 pré-avisos de greve na administração local. Se a administração pública prestasse serviços de qualidade utilizando eficientemente os recursos humanos de que dispõe, a coisa teria sido um caos. Não foi, ou antes foi o costume. Podemos assim concluir que uma fracção significativa dos funcionários é redundante.
Bons exemplos (5)
Se ao menos os nossos empresários, os nossos políticos e, já agora, os nossos intelectuais, seguissem os exemplos de José Mourinho, Cristiano Ronaldo e da equipa da novela «Meu Amor» que vai hoje trazer para casa um Emmy.
[Não cito os casos de Saramago e Horta Osório (ambos «amigos dos espanhóis») nem de muitos outros portugueses internacionalmente reconhecidos com profissões apreciadas pelo bem-pensantismo. Apesar de ser apenas um espectador ocasional e distraído do futebol e não ser sequer um espectador de novelas, cito aqueles exemplos porque acredito não haver boas ou más profissões - há apenas bons e maus profissionais.]
[Não cito os casos de Saramago e Horta Osório (ambos «amigos dos espanhóis») nem de muitos outros portugueses internacionalmente reconhecidos com profissões apreciadas pelo bem-pensantismo. Apesar de ser apenas um espectador ocasional e distraído do futebol e não ser sequer um espectador de novelas, cito aqueles exemplos porque acredito não haver boas ou más profissões - há apenas bons e maus profissionais.]
CASE STUDY: Robin dos Bosques, frei Tuck e o xerife de Nottingham trocam de papéis e confundem toda a gente (EPÍLOGO – so much ado for nothing)
Lembram-se da taxa Robin dos Bosques? A estória está sumariamente contada aqui. A ideia era um imposto justiceiro que antecipava a tributação tributava as mais-valias dos stocks de ramas que era fiscalmente neutro penalizava as petrolíferas, que Bruxelas estava contra não comentava. Qual foi o resultado desta agitação mediática, tão ao gosto da central socrática de manipulação? Em 2008 ainda deu alguma coisa, mas em 2009 e 2010 foi zero, nada, niente, nihil, nothing, rien, nichts.
Lulismo, uma espécie de subperonismo
«Na América do Sul, governos que se qualificam de esquerdistas usam o Estado como instrumento de dominação e procuram consolidar o populismo autoritário, constatou Fernando Henrique Cardoso no terceiro e último bloco da entrevista concedida a VEJA.com. Uma semana depois, no artigo publicado pelo Estadão com o título Para onde vamos?, o ex-presidente se apoiaria nessa frase para desenvolver a tese segundo a qual a democracia brasileira se arrisca a desembocar num "subperonismo".»
[Augusto Nunes, da Veja, numa introdução à longa entrevista a Fernando Henrique Cardoso]
[Augusto Nunes, da Veja, numa introdução à longa entrevista a Fernando Henrique Cardoso]
22/11/2010
CASE STUDY: A situação portuguesa é diferente da irlandesa, mas nem sempre para melhor
Os nossos políticos esfalfaram-se a sublinhar as diferenças entre a situação portuguesa e a grega. Esfalfam-se agora ainda mais a fazer o mesmo com a Irlanda. Alguns exemplos:
[Artigos recentes que abordam este tema: Threadbare e Saving the euro, na Economist, After Ireland, spotlight on Portugal, Spain no Marketwatch]
- Cavaco - «Há muito tempo que eu afirmei que o problema da Irlanda era muitíssimo mais grave que o português»;
- Sócrates - «Quem acompanha esses mercados sabe que hoje subiram os juros da Irlanda, que bateram novo recorde – e nós já descolámos da Irlanda nesse domínio»;
- Teixeira dos Santos - «Portugal é diferente da Irlanda e que traçou um caminho de consolidação e de políticas de reformas».
- A primeira grande diferença é o PIB, praticamente igual nos dois países para uma população inferior a metade da portuguesa, donde resulta um PIB per capital duplo do português – os irlandeses têm muito por onde apertar o cinto até chegar à cinturinha de vespa portuguesa;
- No caso português temos décadas a viver acima das posses com um défice do comércio externo ao redor de 10% do PIB; no caso irlandês só nos últimos anos o défice do comércio externo aumentou para 1/3 ou menos do português;
- A dívida pública portuguesa era no final do ano passado superior à da Irlanda (77% do PIB contra 65%); no final deste ano a dívida irlandesa não será muito superior à portuguesa, mesmo depois dum défice ultrapassando 30% em 2010, resultante da injecção de capital no sistema bancário; ainda assim a Irlanda dispõe de uma almofada de 20 mil milhões de reservas suficiente até meados do próximo ano;
- A Irlanda tem uma margem enorme para aumentar os impostos sobre lucros, actualmente 12,5%;
- O investimento directo estrangeiro em 2010 na Irlanda é o maior dos últimos 7 anos; o IDE em Portugal não para de diminuir;
- As políticas laborais e as regras de arrendamento são muito mais flexíveis na Irlanda - as rendas estão a descer mais rapidamente do que os salários; apesar da taxa de desemprego ser uns 3 pontos superior à portuguesa, o aumento do desemprego desde 2007 resulta em grande parte da crise da construção civil depois de rebentar a bolha;
- A mão-de-obra irlandesa é mais jovem e está muito melhor preparada do que a portuguesa; uma parte importante dos imigrantes está a regressar aos seus países de origem aliviando a pressão sobre o subsídio de desemprego;
- No que respeita ao sistema público de segurança social, o nosso fundo de estabilização (FESS) atinge a modesta cifra de 9,5 mil milhões para uma população de 10,6 milhões, correspondente a um valor per capita de 900 euros, que compara com uma cifra bem mais robusta de 24,1 mil milhões do National Pensions Reserve Fund para uma população de 4,6 milhões, correspondente a um valor per capita de 5.200 euros, ou seja 5,8 vezes o valor per capita português (ver este post).
[Artigos recentes que abordam este tema: Threadbare e Saving the euro, na Economist, After Ireland, spotlight on Portugal, Spain no Marketwatch]
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Desfazendo ideias feitas,
Iguais mas diferentes
21/11/2010
DIÁRIO DE BORDO: Fractais da natureza (2) – a arte imita a vida
Amonita, molusco cefalópode fóssil extinto há 65 milhões de anos, com concha em espiral logarítmica de Fibonacci e catedral gótica de Barcelona com o mesmo padrão [Flickr/Didier.bier e Flickr/Edgley Cesar]
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