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Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
31/08/2010
ARTIGO DEFUNTO: Os jornalistas são muito criativos
«Espanha ganha estatuto de economia desenvolvida lenta», escreve o DE. Se há economias desenvolvidas lentas, deve haver economias desenvolvidas rápidas (por exemplo a Alemanha), e muito mais. Para arrumar o assunto, proponho a seguinte classificação:
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artigo defunto,
eu diria mesmo mais
ARTIGO DEFUNTO: É uma questão de perspectiva (2)
Face aos dados dos Inquéritos de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores, ontem publicados pelo INE, alguns jornais titularam o seguinte:
- Diferença negativa agrava-se - Sentimento económico melhora na Europa e piora em Portugal (Público)
- Clima económico estabiliza e confiança melhora em Agosto (Diário de Notícias)
- Portugueses ganharam ânimo com a “silly season” (Diário Económico)
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artigo defunto,
Iguais mas diferentes
Somos todos culpados? Quem? Moi?
João Marques de Almeida defende que os governos não devem enganar os povos, como faz o governo de José Sócrates, para não ir mais longe. Contudo, realista, concede que os portugueses «não querem ouvir verdades que incomodem e sobretudo que os obriguem a mudar de vida. Preferem as mentiras ilusórias às verdades duras.» Só posso concordar com as duas premissas.
Conclui ser «triste, no caso português, … mais de três décadas de democracia não (terem) construído laços de confiança política entre os cidadãos e o poder político. E somos todos culpados.» Quanto a ser triste, posso partilhar essa tristeza, se não tiver outro remédio. Quanto a ser culpado, mais devagar. Posso ser culpado de muita coisa, mas não de recusar ouvir as verdades e mudar de vida. Gasto horas da minha vida, sem ao menos beneficiar de um subsídio, de uma humilde tença, a espalhar a dúvida metódica, a estragar digestões e consensos.
Conclui ser «triste, no caso português, … mais de três décadas de democracia não (terem) construído laços de confiança política entre os cidadãos e o poder político. E somos todos culpados.» Quanto a ser triste, posso partilhar essa tristeza, se não tiver outro remédio. Quanto a ser culpado, mais devagar. Posso ser culpado de muita coisa, mas não de recusar ouvir as verdades e mudar de vida. Gasto horas da minha vida, sem ao menos beneficiar de um subsídio, de uma humilde tença, a espalhar a dúvida metódica, a estragar digestões e consensos.
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é muito para um homem só,
eu diria mesmo mais
30/08/2010
LA DONNA E UN ANIMALE STRAVAGANTE / CONDIÇÃO MASCULINA: A megera, o palerma e o show cripto-politicamente-correcto
Não me recordo onde li recentemente a estória da mulher que durante o show da tia Oprah confessou ao marido também presente que tinha torrado umas centenas de milhar de dólares e por isso o crédito hipotecário da casa de ambos tinha sido executado e estariam condenados a viver ao ar livre. Enquanto o show prosseguia, a reacção do pobre marido foi evoluindo de surpresa para indignação, de indignação para dúvida, chegando rapidamente, com a preciosa ajuda da tia Oprah, à auto-culpabilização e ao arrependimento. Acabou a pedir desculpa por não amar suficientemente a megera e prometendo que tudo iria mudar.
[Na imagem, um homem-grávido é apalpado pela tia Oprah]
[Na imagem, um homem-grávido é apalpado pela tia Oprah]
29/08/2010
Lost in translation (59) – Rigor? Já fizemos engenharia orçamental no passado. Voltaremos a fazê-lo no futuro, queria ele dizer (XII)
O Expresso dedica este fim-de-semana uma página inteira às manobras de desorçamentação do governo com a venda a empresas públicas de imóveis ocupados por serviços da administração pública que depois os arrendam às empresas públicas que os compraram. Com esta manobra o governo enche o pipeline do orçamento fabricando receitas correspondentes ao valor da venda à custa de rendas anuais que são uma pequena fracção desse valor (qualquer coisa ao redor de um vigésimo).
O Expresso acordou um pouco tarde, porque essas manobras até no (Im)pertinências já foram várias vezes denunciadas.
O Expresso acordou um pouco tarde, porque essas manobras até no (Im)pertinências já foram várias vezes denunciadas.
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vida para além do orçamento
SERVIÇO PÚBLICO: Pobres e mal pagos
Situação do prazo médio de pagamento e das perdas por incumprimento segundo o European Payment Index 2010 do intrum justitia, o maior prestador europeu de serviço de gestão de crédito, nos últimos 3 anos:
É uma espécie de pescadinha de cauda nos lábios: pagamos mal e só podemos receber mal e como recebemos mal temos que pagar mal.
É uma espécie de pescadinha de cauda nos lábios: pagamos mal e só podemos receber mal e como recebemos mal temos que pagar mal.
28/08/2010
O top 7 das dívidas das empresas públicas
Endividamento no final de 2009:
[Dados extraídos do post Preparem-se, pois quem vos avisa... no Quarta Republica]
- Refer: 5,5 mil milhões de euros, 71% dos activos
- Metro de Lisboa: 3,6 mil milhões de euros, 98,3% dos activos
- CP: 3,4 mil milhões de euros, 213% dos activos
- Metro do Porto: 2 mil milhões de euros, 91% dos activos
- Metro de Lisboa: 3,6 mil milhões de euros, 98,3% dos activos
- Carris: 393 milhões, 233% dos activos
- STCP: 288 milhões, 342% dos activos
[Dados extraídos do post Preparem-se, pois quem vos avisa... no Quarta Republica]
ESTADO DE SÍTIO: Temos muito a aprender com os gregos
Em Abril de 2009 a Grécia previu um défice de 3,7%. Soube-se agora que o governo grego em 2 de Outubro desse ano começou por aumentar a previsão para 6% e em 21 de Outubro, na véspera da divulgação pela CE de todos os resultados, alterou para 12,5%. A previsão de 2 de Outubro foi omitida pela CE com receio de um monumental escândalo de em 3 semanas o governo grego ter multiplicado o défice previsto 3,4 vezes.
Definitivamente, o governo grego ultrapassou nesta matéria o português que entre Outubro de 2008 e Fevereiro de 2010 apenas conseguiu alterar a previsão do défice de 2009 de 2,2% para 9,3%. É certo tê-la aumentado 4,2 vezes, mas para isso precisou de 17 meses contra as 3 semanas do governo do partido irmão PASOK.
Definitivamente, o governo grego ultrapassou nesta matéria o português que entre Outubro de 2008 e Fevereiro de 2010 apenas conseguiu alterar a previsão do défice de 2009 de 2,2% para 9,3%. É certo tê-la aumentado 4,2 vezes, mas para isso precisou de 17 meses contra as 3 semanas do governo do partido irmão PASOK.
27/08/2010
Cidadãos dum estado falhado beneficiam de discriminação positiva?
O resultado do processo de nomeação até agora de 115, dum total de 141 eurocratas, pela Alta Representante Lady Ashton para os novos serviços diplomáticos da UE, tem sido um estrondoso sucesso para a Bélgica - representa 2% da população e consegue 13% dos postos (15), quase tantos como a França e a Itália (16 cada), mais do que a Alemanha (11) e mais do que as mulheres de todos os países (11).
Como alguém terá dito, a Bélgica é o estado falhado mais bem sucedido. Poderá Portugal, com 6 postos, ser considerado um estado quase falhado razoavelmente sucedido?
Como alguém terá dito, a Bélgica é o estado falhado mais bem sucedido. Poderá Portugal, com 6 postos, ser considerado um estado quase falhado razoavelmente sucedido?
SERVIÇO PÚBLICO: Também estamos no top
No quadro da CMA Data Vision dos 10 estados com probabilidade mais elevada de incumprimento, onde nos posicionamos no 8.º lugar, temos a companhia da Venezuela do amigo Chávez, da Argentina do casal de presidentes amigos Kirchner, da Irlanda dos descendentes dos comedores de batata, vivendo acima das suas posses, e do Illinois do amigo (de Obama) Blagojevich. E estamos no 1.º lugar dos que mais aumentaram a probabilidade de incumprimento desde a última revisão.
CPD (Cumulative Probability of Default): probabilidade de um estado não conseguir cumprir as obrigações da dívida pública num terminado período (geralmente 5 anos)
CPD (Cumulative Probability of Default): probabilidade de um estado não conseguir cumprir as obrigações da dívida pública num terminado período (geralmente 5 anos)
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quem não tem dinheiro não pode ter vícios
26/08/2010
ESTADO DE SÍTIO: Desconsolidação orçamental
Foi há dias publicado o Boletim Mensal de Agosto do IGCP com a execução orçamental do 1.º semestre que nos mostra as finanças públicas em direcção ao abismo. Apesar das receitas correntes aumentarem 3,2% em relação ao período homólogo de 2009, por força do aumento dos impostos, o saldo primário agravou-se de 4,8 mil milhões (9,2%) devido ao aumento das despesas correntes (5,1%). Registe-se que um terço do aumento das despesas terá resultado «da melhoria das remunerações de professores, no seguimento do processo de avaliação». Não é extraordinário que um processo que deveria melhorar a eficiência do sistema de educação pública venha a piorá-la mantendo ou degradando a qualidade e aumentando os custos?
Não garantiu o duo Sócrates-Teixeira dos Santos que a consolidação orçamental se iria fazer em partes iguais pela receita e pela despesa? Em vez disso temos a desconsolidação orçamental resultante dum aumento da despesa primária de 1,1 mil milhões que engoliu o aumento da receita primária de 500 milhões.
Inevitavelmente, a dívida pública continua a crescer de vento em popa. A dívida directa total do Estado, que era de 132,7 mil milhões no final do ano passado, cresceu 11% para 146,2 mil milhões em 31 de Julho.
A coisa só pode acabar mal. Muito mal.
Não garantiu o duo Sócrates-Teixeira dos Santos que a consolidação orçamental se iria fazer em partes iguais pela receita e pela despesa? Em vez disso temos a desconsolidação orçamental resultante dum aumento da despesa primária de 1,1 mil milhões que engoliu o aumento da receita primária de 500 milhões.
Inevitavelmente, a dívida pública continua a crescer de vento em popa. A dívida directa total do Estado, que era de 132,7 mil milhões no final do ano passado, cresceu 11% para 146,2 mil milhões em 31 de Julho.
A coisa só pode acabar mal. Muito mal.
25/08/2010
Pro memoria (6) Delírios de mais um elefante (marinho) branco
Segundo os delírios estivais de António Mendonça, ministro das Obras Públicas, presumivelmente inspirados pela parceria João Lagos, organizador de eventos, e Isaltino de Morais, presidente da câmara de Oeiras, vai ser reconvertida a zona da Docapesca em Pedrouços para dar guarida à Volvo Ocean Race em 2012.
Segundo a delirante narrativa, a coisa irá atrair milhões de euros e centenas de milhar de visitantes (assumidamente mais do que os 420 mil da última edição na Irlanda) e só custará 10 milhões de euros «numa primeira fase» de não se sabe quantas.
Lembram-se da Expo 98 e das «novas centralidades» socráticas dos 10 estádios do Euro 2004 e dos milhares de milhões de euros que iriam entrar e dos milhões de visitantes que iriam chegar? Pois bem, será um elefante branco parecido, mas desta vez marinho. Oremos para que a organização da Volvo Ocean Race faça outra escolha.
Segundo a delirante narrativa, a coisa irá atrair milhões de euros e centenas de milhar de visitantes (assumidamente mais do que os 420 mil da última edição na Irlanda) e só custará 10 milhões de euros «numa primeira fase» de não se sabe quantas.
Lembram-se da Expo 98 e das «novas centralidades» socráticas dos 10 estádios do Euro 2004 e dos milhares de milhões de euros que iriam entrar e dos milhões de visitantes que iriam chegar? Pois bem, será um elefante branco parecido, mas desta vez marinho. Oremos para que a organização da Volvo Ocean Race faça outra escolha.
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Aparentemente surpreendente? Só se for para o keynesianismo serôdio
«Quase 855 milhões de euros foram injectados pelo Estado, durante oito anos, em 10.753 empresas do ramo manufatureiro. O objectivo claro era promover a competitividade do sector. Mas quais foram os efeitos práticos destes apoios públicos, provenientes de fundos estruturais da União Europeia ou de subsídios estatais, no início da actividade exportadora das empresas domésticas, e que reflexos tiveram na eficiência e facturação das mesmas?
Segundo o estudo feito pelo investigador Armando Silva, professor do Instituto Politécnico do Porto, intitulado "O papel dos subsídios nas exportações: o caso das empresas manufactureiras portuguesas", a resposta é aparentemente surpreendente: "Nenhuns".»
[Jornal de Negócios]
Como esses subsídios foram financiados com impostos extorquidos às famílias e às empresas, em rigor falta considerar os impactos negativos da consequente redução do consumo e do investimento.
Segundo o estudo feito pelo investigador Armando Silva, professor do Instituto Politécnico do Porto, intitulado "O papel dos subsídios nas exportações: o caso das empresas manufactureiras portuguesas", a resposta é aparentemente surpreendente: "Nenhuns".»
[Jornal de Negócios]
Como esses subsídios foram financiados com impostos extorquidos às famílias e às empresas, em rigor falta considerar os impactos negativos da consequente redução do consumo e do investimento.
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24/08/2010
ESTADO DE SÍTIO: A ordem é pobre e os frades são muitos (2)
Em plena execução do PEC 2 ditado por Bruxelas, a administração central e a administração local continuam a engordar a vaca marsupial pública, que só emagrece com as aposentações. Como os utentes pensionistas que a abandonam passam a ser pagos pelo orçamento da CGA, a coisa limita-se em grande parte à mudança da rubrica das despesas e tudo fica praticamente na mesma.
Ainda recentemente foi a admissão nos ministérios da Saúde e da Educação de 6 mil funcionários com «vínculo precário ao Estado». Soube-se agora que também a administração local abriu concursos para mais 1.500 utentes, na maioria com a categoria de «assistentes operacionais», nome que não engana ninguém e deve significar jobs for the boys.
A coisa só pode acabar mal. Muito mal.
Ainda recentemente foi a admissão nos ministérios da Saúde e da Educação de 6 mil funcionários com «vínculo precário ao Estado». Soube-se agora que também a administração local abriu concursos para mais 1.500 utentes, na maioria com a categoria de «assistentes operacionais», nome que não engana ninguém e deve significar jobs for the boys.
A coisa só pode acabar mal. Muito mal.
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DIÁRIO DE BORDO: Se eu pudesse escolher
Se eu pudesse escolher, escolheria os petiscos do Jamie Oliver preparados pelas mãozinhas de fada da Nigella Lawson e servidos na presença das suas formas generosas e visivelmente suculentas.
A propósito, a não perder este Jamie’s em Bath.
A propósito, a não perder este Jamie’s em Bath.
23/08/2010
O paraíso socialista do amigo Chávez
Caracas é a capital mais violenta do mundo, muito à frente de Mogadíscio e Bagdade, num dos países mais violentos do mundo. De quem é a responsabilidade? Dos órgãos de informação. Que outra coisa poderia ser?
Uns votam com os pés, outros com a carteira
Há pelo menos dois grupos de portugueses que não acreditam nos amanhãs que cantam de José Sócrates. Os emigrantes qualificados que votam com os pés e as criaturas abonadas que votam com a bolsa. Estas últimas já aplicaram nos offshores (1,2 mil milhões) durante o primeiro semestre quase tudo o que de lá retiraram o ano passado (1,3 mil milhões), depois da campanha de charme fiscal do governo.
É grave? É sim senhor. Uns são dos que têm mais talento, outros dos que têm mais dinheiro.
É grave? É sim senhor. Uns são dos que têm mais talento, outros dos que têm mais dinheiro.
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votar com os pés
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Se eles são anões, meçam-se em metros de 50 cm
Sabendo-se o estado calamitoso do ensino secundário, não custa imaginar o estado comatoso da preparação dos alunos do primeiro ano numa disciplina técnica ou científica. Independentemente da qualidade da docência, com um módico de rigor na avaliação será fácil atingir uma percentagem de reprovação de 50%. Por isso, custa perceber que uma professora do departamento de Química da Universidade Nova, responsável pela disciplina de Técnicas de Laboratório e Segurança tenha sido afastada por «um aumento súbito do insucesso escolar» aparentemente resultante de critérios objectivos de avaliação.
É neste contexto que se atribui à professora Elvira Gaspar 3 afonsos, dando de borla a objectividade e adequação da avaliação e 4 chateaubriands ao presidente do Departamento de Química e ao Conselho Científico da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UN, por talvez imaginarem que a ciência dos alunos melhora alterando a métrica.
É neste contexto que se atribui à professora Elvira Gaspar 3 afonsos, dando de borla a objectividade e adequação da avaliação e 4 chateaubriands ao presidente do Departamento de Química e ao Conselho Científico da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UN, por talvez imaginarem que a ciência dos alunos melhora alterando a métrica.
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22/08/2010
Cada eleitorado, cada primeiro-ministro
«Mr Cameron took the train north on August 10th, to answer questions from a hundred or so Manchester voters. It could have been a tough crowd: Manchester has received much public money over the years to recover from a post-industrial slump. It is still home to a lot of jobless households. The audience, picked by a local radio station, included many with a stake in the state: teachers, the boss of a youth arts project, parents anxious about cherished social services. Yet the mood was businesslike and on the whole respectful.
Part of that is the prime minister’s manner. It is said that Mr Cameron—an expensively educated sort with aristocratic in-laws—acts as if born to rule. That is right, but potentially misleading. He is not a drawling toff. His is a brisk, self-confident form of poshness: think of a young officer in one of the smarter regiments, getting on with the job in some global hotspot. In Manchester he strode about in shirtsleeves, politely but firmly in charge, cutting wafflers short and kindly prompting the nervous. He has old-fashioned good manners and treats voters like adults, admitting when problems have no simple solution.»
[Continue a ler aqui]
Vamos esquecer os antepassados notáveis. Vamos esquecer a entrada para o Eton College aos 13 anos. Vamos esquecer a First class honours, a segunda mais alta classificação na graduação em Oxford, uma das melhores universidades do mundo. Vamos esquecer a educação e as boas maneiras. Vamos esquecer um passado quase sem mácula (OK, vamos aceitar umas fumaças de cannabis e talvez umas linhas de coca).Vamos esquecer tudo o resto, mas não podemos aspirar a ter um primeiro-ministro que trate os eleitores como adultos?
Poder, não podemos. E não seria a mesma coisa, porque os nossos eleitores não são adultos.
Part of that is the prime minister’s manner. It is said that Mr Cameron—an expensively educated sort with aristocratic in-laws—acts as if born to rule. That is right, but potentially misleading. He is not a drawling toff. His is a brisk, self-confident form of poshness: think of a young officer in one of the smarter regiments, getting on with the job in some global hotspot. In Manchester he strode about in shirtsleeves, politely but firmly in charge, cutting wafflers short and kindly prompting the nervous. He has old-fashioned good manners and treats voters like adults, admitting when problems have no simple solution.»
[Continue a ler aqui]
Vamos esquecer os antepassados notáveis. Vamos esquecer a entrada para o Eton College aos 13 anos. Vamos esquecer a First class honours, a segunda mais alta classificação na graduação em Oxford, uma das melhores universidades do mundo. Vamos esquecer a educação e as boas maneiras. Vamos esquecer um passado quase sem mácula (OK, vamos aceitar umas fumaças de cannabis e talvez umas linhas de coca).Vamos esquecer tudo o resto, mas não podemos aspirar a ter um primeiro-ministro que trate os eleitores como adultos?
Poder, não podemos. E não seria a mesma coisa, porque os nossos eleitores não são adultos.
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21/08/2010
DIÁRIO DE BORDO: A agenda escondida da esquerda
Na esquerda, as criaturas mais inteligentes, e mais cínicas, sabem bem que quando defendem mais estado não é porque esperem que o resultado para a sociedade e os cidadãos seja melhor, em termos de liberdade ou em termos de riqueza e bem-estar. Sabem apenas que é o único processo de enfraquecerem a sociedade civil, minarem a iniciativa privada e sobretudo secundarizarem a família (ah a família, essa instituição tão odiada et pour cause). Assim imaginam criar condições para no dia que chegarem ao poder aplicarem a sua agenda sem resistência, seja a construção da sociedade sem classes ou coisas menos pomposas como a nacionalização dos sectores económicos estratégicos («estratégico» aqui é um conceito bastante elástico), a comunicação social ao serviço do povo, as causas fracturantes ou quaisquer outras.
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