Além dos poucos comentadores assinalados nos posts anteriores que questionaram o faux pas da Economist, provavelmente a melhor revista de economia e finanças, que atribuiu o primeiro lugar do seu ranking à economia portuguesa, a saber Óscar Afonso (jornal Sol), José Paulo Soares (jornal Eco), Daniel Bessa (Expresso), João Duque (Expresso), Luís Aguiar-Conraria (Expresso) e Luís Mira Amaral (Expresso), acrescento agora o professor de Economia da UP Freire de Sousa.
No seu artigo «Quando os primeiros podem ser os últimos», publicado também no Expresso, Freire de Sousa deu-se à maçada de preparar um ranking alternativo com três dos cinco indicadores da Economist (os de natureza mais estrutural) onde a economia portuguesa cai do primeiro lugar do ranking da Economist para o penúltimo, apenas acima da Grécia.
________
Duas notas de rodapé:
- Relevo, outra vez, que cinco dos seis comentadores desalinhados da euforia geral escreveram no Expresso, um semanário que, apesar da sua frequente reverência aos poderes fácticos, mostra, apesar disso, alguma independência e qualidade de opinião que não são frequentes na generalidade da imprensa;
- Registo também que Freire de Sousa, apesar de assinar há quatro décadas a Economist, não deixou de apontar criticamente a falha, mostrando não dispor de um cérebro ideológico, algo raro nos tempos dos "factos alternativos" e do primado da devoção acrítica pelos seus criadores.
o faux pas da Economist, provavelmente a melhor revista de economia e finanças
ResponderEliminarInfelizmente, porém, em matérias políticas, nomeadamente de política internacional, a Economist é muito mais fraca. Eu diria mesmo que nesses temas ela não é uma revista de iformação, mas sim de propaganda e fake news. E, precisamente, a Economist cada vez ocupa mais do seu espaço a falar sobre os temas em que mais falha - os que referi acima.
«nesses temas ela não é uma revista de informação, mas sim de propaganda e fake news.»
EliminarPlenamente de acordo.
Freire de Sousa, apesar de assinar há quatro décadas a Economist
ResponderEliminarEu em tempos lia a Economist todas as semanas (embora não por assinatura). Deixei de ler há uns tempos, depois de me ter convencido, com a guerra na Ucrânia, que o interesse principal dessa revista é propagandear acriticamente a posição dominante e transmitir as mentiras ou os recados que lhe são passados pelos Serviços Secretos britânicos ou americanos.
«provavelmente a melhor revista de economia e finanças»
ResponderEliminarAh ah ah ah ah o (Im)Pertinente devia fazer piadas mais vezes, tem nitidamente jeito para a coisa! 😅