A reforma do século. O governo reconhece que o Estado sucial é uma máquina kafkiana
A semana passada vários secretários de Estado produziram um despacho que dispensa os «cidadãos e agentes económicos» de apresentarem à Administração Pública documentos que já tenham sido apresentados. É uma reforma extraordinária, à altura de um país que virá ser «um líder mundial na IA», como nos garante o ministro da Reforma do Estado. Suspeito que ocorra um pequeno quid - o “organismo” a quem deveriam ser apresentados os documentos não os obtenha e o cidadão ou o agente económico conclua que é mais simples e rápido apresentá-los de novo.
Então não estamos a crescer mais do que a Óropa?
Estamos a crescer mais do que a Europa foi durante anos o mantra do Dr. Costa, como se não fosse normal um país relativamente pobre crescer mais do que os países relativamente ricos para não perder a esperança de um dia os alcançar.
Ainda que se saiba que, como lembra Borges de Assunção, que o PIB per capita de 2000 (85%) estava "inchado" pelo endividamento público e privado dessa época e não era sustentável, a verdade é que o PIB per capita de 2025 está ainda mais "inchado" pelo endividamento público
O saque fiscal. Dois exemplos
A semana passada vários secretários de Estado produziram um despacho que dispensa os «cidadãos e agentes económicos» de apresentarem à Administração Pública documentos que já tenham sido apresentados. É uma reforma extraordinária, à altura de um país que virá ser «um líder mundial na IA», como nos garante o ministro da Reforma do Estado. Suspeito que ocorra um pequeno quid - o “organismo” a quem deveriam ser apresentados os documentos não os obtenha e o cidadão ou o agente económico conclua que é mais simples e rápido apresentá-los de novo.
Então não estamos a crescer mais do que a Óropa?
Estamos a crescer mais do que a Europa foi durante anos o mantra do Dr. Costa, como se não fosse normal um país relativamente pobre crescer mais do que os países relativamente ricos para não perder a esperança de um dia os alcançar.
| Fonte |
Ainda que se saiba que, como lembra Borges de Assunção, que o PIB per capita de 2000 (85%) estava "inchado" pelo endividamento público e privado dessa época e não era sustentável, a verdade é que o PIB per capita de 2025 está ainda mais "inchado" pelo endividamento público
O saque fiscal. Dois exemplos
Desta vez vai ser diferente?
| Fonte |
O valor actual da dívida pública total de 69,2 mil milhões em 2000 seria em 2025 a preços actuais de 116 mil milhões. A dívida efectiva em 2025 é 275 mil milhões, ou seja 2,4 vezes mais elevada. O valor actual da dívida pública a não residentes em 2000 seria em 2025 de 57 mil milhões. A dívida efectiva não residentes em 2025 (incluindo BCE) é 190 mil milhões, ou seja 3,3 vezes mais elevada. Devemos mais em termos absolutos e em termos relativos e sobretudo devemos mais a não residentes. Se tudo correr bem, não haverá problemas, porém, como a História mostra abundantemente, nem sempre tudo corre bem.
(Continua)

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