Ainda que precário, um acordo nas circunstâncias em que a população de Gaza se encontrava desde há 2 anos, entalada entre o terrorismo do Hamas e os excessos do governo israelita, é um passo importante e indispensável e, por isso, temos que dar os devidos créditos ao Sr. Trump e esquecer durante algum tempo a distância entre a realidade e os seus discursos hiperbólicos.
A paz não é a ausência de guerra e, ainda assim, tornar duradoura essa ausência num contexto de quase oito décadas de conflitos e ódios exarcebados exigirá compromissos e não será viável sem as garantias de segurança para Israel e de um Estado para os palestinos.