Um presidente da República que se apresenta num encontro de um partido, ainda para mais do qual é militante e foi presidente, demonstra uma certa falta de senso. Não achando suficiente essa demonstração, o Dr. Marcelo produz um juízo sobre outro presidente da República de um Estado aliado do seu («o líder máximo da maior superpotência do mundo, objetivamente, é um activo soviético, ou russo») que, não fora a insignificância do Dr. Marcelo e a pouca significância do seu país, criaria um incidente diplomático grave. E não está em causa o fundamento do juízo, perfeitamente aceitável se dito por um comentador, está em causa que tal afirmação em público do PR mostra que o Dr. Marcelo fez um percurso inverso ao seu homólogo ucraniano de quem se diz que começou por comediante e acabou presidente.