Outras diferenças que Guterres não fez.
Não obstante todos os esforços do nosso picareta falante mais internacional (enquanto o outro de Belém não o alcançar em internacionalizações), há sempre detractores a apontarem-lhe o dedo, injustamente, será preciso acrescentar?
Desta vez foi Kenneth Roth, director da Human Rights Watch, que acusou o nosso Guterres de «preocupante silêncio» sobre os direitos humanos num artigo do Washington Post. Ora se há coisas que ninguém pode acusar Guterres é de silêncio seja sobre o que for - será preciso recordar o merecido epíteto de picareta falante que lhe foi prantado por Vasco Pulido Valente?
Num estilo mais cínico e não menos detractivo, o antigo primeiro-ministro francês Jean-Pierre Raffarin, põe em dúvida que o nosso Guterres, «homem corajoso, com muita experiência», esteja à altura do difícil desafio. Não passa de inveja do Jean-Pierre que secretamente acalentava a ideia de ser o «homem mais poderoso do mundo», como lhe chamaram os nossos mais encomiásticos opinion dealers e a única coisa que conseguiu foi fundar a ONG Leaders pour la Paix.