Segundo um estudo citado pela Economist, baseado em dados do UK Biobank referentes a meio milhão de pessoas, a correlação entre os componentes genéticos de certos atributos humanos e o número de descendentes de cada pessoa (factor designado como «lifetime reproductive success») deu os seguintes valores (os valores positivos significam uma relação no mesmo sentido - por exemplo, mais descendentes<->maior índice de massa corporal; valores negativos significam o contrário - por exemplo, mais descendentes<->menor nível educacional):
Repare-se que os componentes genéticos do nível educacional (educational attainment) e da capacidade para pensar em abstracto e resolver problemas (fluid-intelligence score) apresentam as correlações mais negativas com o sucesso reprodutivo medido pelo número de descendentes. De onde se poderia concluir que a inteligência média da espécie humana poderá ter tendência a decair visto que são os menos dotados que têm mais descendentes ou os que têm mais descendentes são menos dotados (passo ao lado do distinguo que é muito perigoso). É claro que, uma vez mais, correlação não é causação. Em todo o caso, e uma vez mais, é melhor ligar o desconfiómetro.
