27/04/2015

De boas intenções está o inferno cheio (29) - A lavagem de Mortágua

Acredito que Mariana Mortágua, talvez o único deputado berloquista com bastante competência e algum senso, estivesse apenas a elucubrar sobre as suas teorias sistémico-colectivistas quando em entrevista ao Negócios, falando sobre o caso GES - o maior escândalo financeiro desde o caso Alves dos Reis há 90 anos -, se descaiu com «o maior erro é achar que isto é culpa do Ricardo Salgado».

Acreditar, acredito, mas que para a justiça neste país a coisa é muito perigosa, é. E é uma bênção para o tio Ricardo que certamente do seu exílio no Estoril, ou na Comporta, sei lá, terá apreciado esta operação involuntária de lavagem, com transferência de responsabilidades e culpas para uma qualquer entidade mítica.