02/05/2012

Se viesse a ser assim, seria a primeira vez em décadas que uma previsão do governo se cumpriria

2013 será «o ano do início da recuperação económica e prevê-se que em 2016 esteja eliminado o hiato do produto, ... espera-se que a atividade económica tenha atingido o seu nível potencial», disse o ministro Vítor Gaspar. Como se fosse pouco, ainda disse que a economia crescerá 2,5% em 2016, nesse ano o défice orçamental será de 0,5%, a despesa pública será de 42% do PIB e, cereja em cima do bolo, os subsídios de férias e de Natal serão repostos ao ritmo de 25% por ano a partir de 2015.

Se Keynes fosse vivo, teria dito, em vez de a longo prazo estaremos todos mortos, a médio prazo já não estaremos cá para responder pelas nossas previsões e, se estivermos, ninguém se lembrará.