23/04/2011

Mitos (38) – a crise internacional é a causa das nossas misérias

O (Im)pertinências já desmontou em várias circunstâncias (por exemplo aqui ou ali) este mito criado pelo marketing prodigioso do governo e amplificado pela central de manipulação, confrontando-o com o comportamento da China, Índia e Brasil a crescerem a dois dígitos ou quase, a África a 4 ou 5%, os Estados Unidos a 3%, a maior parte da Europa ao redor dos 2%, a OCDE a 2,9% e a economia mundial a crescer 4,5%.

Não tínhamos, porém, confrontado explicitamente o mito com o comportamento da própria economia portuguesa, como o fez Álvaro Santos Pereira no post «O mito da crise internacional» do seu blogue Desmitos, de onde extraí os seguintes gráficos:

Só não vê quem não quer ver que a nossa crise tem barbas e pouco tem a ver com a crise internacional, quer na sua génese quer no seu tempo. E, já agora, também se vê que não há governos inocentes por termos chegado onde chegámos e que a responsabilidade adicional de José Sócrates é a de ter cavado mais fundo o buraco dos antecessores e o que herdou de si próprio do 1.º governo.

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