No meu post anterior, não pretendia fazer uma abordagem técnica das micro-turbinas eólicas a montar nos carris do TGV. Fiz apenas uma abordagem irónico-económica-financeira superficial usando uma argumentação do tipo reductio ad absurdum para evidenciar o disparate da coisa. Apesar do desconfiómetro técnico me ter piscado o olho, e daí a piada ao engenheiro Sócrates e à sua putativa capacidade para driblar o princípio da conservação da energia, dificilmente poderia ir mais longe neste domínio.
Por um email da leitora AP, chegou-me a referência a este post do prof. Pinto de Sá onde se demonstra a mistificação técnica da T-Box e se conclui que «as ventoinhas, ao rodarem como indicado, funcionam como travão do TGV e que a energia que este tem de dispender para vencer essa travagem é sempre maior que a que as ventoinhas poderão produzir, visto que nenhum processo de transformação de energia tem rendimento maior que 1! Pelo que o TGV gastará sempre mais energia com este processo do que se gerar directamente a electricidade (para a iluminação interna) a partir dos seus motores...»
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