28/10/2026

Crónica da passagem de um governo (73b)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
(Continuação de 73a)

Agora é que vão chover reformas

O Dr. Matias, o ministro que em Portugal e na Óropa mais fala em reformas, vai a Londres esta semana para visitar o Instituto Tony Blair para a Mudança Global, para discutir o uso de Inteligência Artificial com o Tony. Quem sabe se vamos reduzir o número de impostos para o nível dos países do ex-Comecon (cerca de 70).

Para resolver o problema da habitação os acampamentos teriam de ter centenas de milhares de tendas em milhares de praças e no Largo do Rato, ocupadas não pelos manifestantes que têm casas ou vivem em casas dos pais, mas pelos que precisam de casas

Para citar uma deputada da IL, deveria ser montado «um acampamento à porta da sede do PS porque crise da habitação tem dono e chama-se PS». Para quem tenha dúvidas sobre a bondade desta proposta, pode ler esta cronologia das medidas tomadas pelos governos socialistas entre 2016 e 2023 e o anúncio o mês passado do Serviço Nacional de Habitação, um projecto que José Luís Carneiro diz vir «de quem sabe fazer, não de quem só sabe anunciar.»

mais liberdade

Agora que já se confrontou com as responsabilidades dos governos socialistas na carência de habitação, pode ver a dimensão dessa carência no gráfico acima, ao qual acrescentei uma barra do tempo para salientar as responsabilidades pela bancarrota que reduziram os recursos disponíveis para resolver o problema da habitação e as responsabilidades directas de governação desde 2015. 

Os pobres cujos filhos não frequentam a universidade que paguem as propinas

mais liberdade

Nos idos do PREC, o esquerdismo gritava «os ricos que paguem a crise». Decorridos 50 anos, deveriam mudar o slogan quando exigem que a classe média, cujos filhos frequentam as universidades, pague uma propina que, a preços fixos, é metade do valor de há 10 anos e cobre menos de 10% dos mais de 10 mil euros da despesa pública per capita com o ensino superior.

«Pagar a dívida é ideia de criança»?


O endividamento da economia (dívida total das famílias, empresas não financeiras e Estado) subiu em Agosto 3,6 mil milhões para 892,8 mil milhões. Durante o consolado do Dr. Montenegro, em 28 meses, o endividamento aumentou 83 mil milhões de euros (10,2%).