23/06/2020

Depois do patriotismo bacoco, o saloísmo transforma-se em pânico

Este post é uma continuação de O saloísmo é a etapa superior do patriotismo bacoco.

S. Ex.ª o presidente dos beijinhos, acompanhado por Altas Figuras do Regime compostas por S. Ex.ª o presidente da AR, o Sr. primeiro-ministro, vários ministros e seus ajudantes e ainda o presidente da câmara de Lisboa, todos fazendo companhia ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, S. Exª., dizia eu, anunciou com orgulho patriótico que a UEFA, na falta de outros candidatos a albergar uma nova Bergamo, tinha aceite a oferta portuguesa para realizar em Lisboa a fase final da Taça, admitindo a possibilidade de os jogos terem assistência (S. Ex.ª omitiu esta parte).

Assustados com as primeiras reacções críticas à autorização de um evento com presença de alguns milhares ou dezenas de milhar, no caso de os jogos terem assistência, e tardiamente receosos de um provável surto, algumas das excelências começaram, como é seu hábito, a fugir com as nádegas à seringa. O presidente dos beijinhos, primeiro, e o chefe do governo, de seguida, ameaçaram os sujeitos passivos com medidas «mais duras» e até um novo «quadro punitivo» para as «festas ilegais», festas incomparáveis com o pandemónio que as finais da UEFA podem desencadear (veja-se a final da taça de Itália a semana passada).

O que esperáveis destas elites merdosas que nos governam? Elites merdosas, convém recordar, que os portugueses do Portugal dos Pequeninos veneram como demonstram as sondagens que dão 80,5% e 84,6% dos sujeitos passivos a avaliarem positivamente o presidente dos beijinhos e o chefe do governo.