Existem, sempre existiram e possivelmente sempre existirão, em Portugal ou em qualquer outra parte do mundo, pessoas com um preconceito racista, pois se até existem preconceitos em várias regiões, a começar entre lisboetas e setubalenses, em relação aos alentejanos ou no Alentejo em relação aos beirões que lá iam trabalhar, depreciativamente chamados ratinhos.
Que esse preconceito tenha sido ou seja um problema social é outra coisa diferente. Ou, mais exactamente, era outra coisa até que a estratégia berloquista descobriu que poderia vitimizar e instrumentalizar em seu proveito algumas minorias, nomeadamente negros e ciganos (as etnias asiáticas tem sido poupadas, et pour cause), para uma nova «causa fracturante» - a luta contra a mais imaginada do que real descriminação dessas minorias, luta que objectivamente as considera «raças inferiores», incapazes de se afirmarem por si próprias.
O resultado da exacerbação das diferenças, reais ou supostas, acabará inevitavelmente por alimentar o preconceito até contaminar a sociedade portuguesa tornando-o um problema social. Estará então cumprida a profecia.
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