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Para mim, então, o politicamente correto é uma estratégia de controlo da linguagem – e, por isso, de controlo do pensamento – que não tolera a dissensão e que assenta no princípio de que certas pessoas ou grupos são demasiado frágeis para serem confrontados com determinadas palavras ou ideias. Esse princípio parece-me ser infantilizador das pessoas que se propõe proteger e, por isso, contraproducente. Eu convivo mal com a ideia de proibir discursos de que a gente não gosta.»
De uma interessante entrevista do
jornal i a Ricardo Araújo Pereira, que parece estar a descobrir a difícil convivência do humor com o dogmatismo em geral e a esquerdalhada em particular.