Este post é um complemento deste outro a propósito de um comentário de um leitor via email, do qual extraio a seguinte passagem:
«(...) ninguém diz que o terrorismo na Europa está a aumentar, isso é uma distorção por parte dos meios de comunicação, um exemplo clássico da falácia do espantalho… o que nós dizemos é que o terrorismo islâmico na Europa está a aumentar, o que é totalmente diferente!
O próprio gráfico em si, concebido propositadamente para fazer passar uma determinada narrativa, é um exemplo acabado da velha máxima de que é possível mentir às pessoas recorrendo a estatísticas.»
Não creio que o gráfico tenha o propósito de passar uma narrativa, como se pode confirmar lendo o artigo de onde foi extraído e analisando um segundo gráfico que evidencia ser o terrorismo jihadista o mais mortífero desde 2001.
Seja como for, o meu post anterior faz parte de uma longa série, iniciada aqui há 7 anos com o propósito de desmontar narrativas ou, como agora se diz, factos alternativo e pós-verdade. Tem sido, com outro nome, uma espécie de fact check que só recentemente o Observador vulgarizou em Portugal. Neste caso e em concreto, o mito que pretendi desmitificar foi, como o título indica, «o terrorismo está a aumentar» - o terrorismo em geral, entenda-se - e a este respeito os factos não deixam dúvidas. Acrescento que também se pode concluir não ser até agora o terrorismo jihadista de inspiração religiosa mais mortífero do que foi o terrorismo de inspiração nacionalista do IRA ou do Euskadi.
