20/11/2016

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (143) – Se ele o diz...


Manuel dos Santos é um conhecido dirigente socialista, membro da Comissão Política, várias vezes deputado à AR, actualmente deputado europeu e inevitavelmente profundo conhecedor da cultura e da máquina socialista de manipulação dos mídia a que em entrevista ao SOL de sábado passado se refere com as seguintes palavras:

«Quando lhe disse que era muito difícil contrariar esta narrativa de esquerda, porque nos dá a aparência de poder, gostava que alguns militantes me explicassem o que lucraram com esta governação! Mas eles querem é o poder.

(…)

Para mim, as sondagens acabaram. A história do Governo PS é um milagre comunicacional, não tenho que me render a ele. Se alguma coisa este Governo tem feito, é uma comunicação absolutamente exemplar. 

Você quer melhor exemplo de como se trata um assunto (CGD) da maior importância a pontapé, como foi o caso? Foi uma sucessão de erros! E não sucede nada, não baixam as sondagens! Tem aí um bom exemplo. 

O Costa já conseguiu, obviamente, dizer que não tem nada a ver com isto. 

Ao que parece acreditam as sondagens, ele não é penalizado! E acreditam vocês, em geral. A comunicação social tem sido muito favorável e não tem explorado alguns falhanços brutais que tem havido na governação. A questão das viagens da Galp, a questão das falsas licenciaturas, a questão da Caixa Geral de Depósitos... Tudo isto tem passado na comunicação social com muita aceitação.

Volto a falar na massa militante. Eu conheço-os. Aprovaram em referendo o acordo PS/CDS em 1978 que Mário Soares lhes propôs. E 40 anos depois aprovam a 'geringonça'. O PS tem um tipo de cultura de aceitação passiva do que é dito pela liderança, sobretudo se vêem na liderança capacidade para os levar ao poder ou os manter no poder