07/09/2016

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei a Marcelo a graça de dizer mais coisas sábias

Este é, talvez, o primeiro de uma série de posts que será uma espécie de contraponto desta outra. Não tenhais excessiva esperança porque, lembrai-vos, Marcelo é aquele «catavento de opiniões erráticas», que, sabe-se lá porquê, disse um dia destes na Cáritas em Setúbal:
«A saída da crise - eu disse sempre - não é nem rápida, nem fácil, nem igual para todos. Não é rápida, vai demorar anos a sair da crise. Em segundo, não é fácil, por razões que têm a ver com Portugal, com a Europa e com o mundo. E não é igual para todos: uns saem mais depressa, outros saem mais devagar (…) É uma ilusão a ideia de que se pode decretar um dia: acabou a crise. No dia seguinte passamos todos a ter emprego e somos todos felizes. Isso não existe».
Mas isso que o homem disse, direis, é o que qualquer pessoa informada, de bom senso e com honestidade intelectual diria. E se disserdes, direis bem. E é isso é que é notável neste caso.