15/02/2016

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (L) – «A mesma linha»? Não, fim da linha

Outros purgatórios a caminho dos infernos.

Sob a batuta do Syriza há poucas novidades na Grécia. Os agricultores terminaram as manifestações de fim-de-semana em frente do parlamento grego e voltaram ao bloqueio das auto-estradas por toda a Grécia.

Fonte: ekathimerini
Entretanto, um grupo de trabalho do grupo parlamentar europeu do PPE de visita à Grécia concluiu que a segurança social grega gasta 4 vezes mais em pensões do que os outros países da EU. Compreende-se por isso que os gregos se manifestem e até lancem uns quantos cocktails Molotov tentando que os contribuintes europeus continuem a financiar as suas reformas.

O governo Syriza-Anel extrema-esquerda/extrema-direita está assim num dilema. Bail-out ou bail-in? Pergunta-se o ekathimerini, e explica que «o governo está sob pressão de grupos com interesses especiais, como os agricultores, para sucumbir às suas exigências, por um lado, e dos credores do país para chegar a um acordo global sobre as questões orçamentais e a reforma das pensões, por outro. No entanto, o clima económico em deterioração e a falta de progresso significativo na luta contra o crédito malparado aponta para uma escolha mais difícil: depositantes ou devedores?»

Por isso não admira que o Bloco de Esquerda, o Syriza que temos de gramar, se distancie e tente fazer esquecer os arroubos de paixão (partilhados com Costa, recorde-se). Alguns, como Fernando Rosas concedem que «Syriza foi uma derrota séria da esquerda europeia».