24/11/2015

SERVIÇO PÚBLICO: A Internacional da Indignação (4)


Talvez porque o marxismo puro e duro, e ainda menos o leninismo, tinham poucas hipóteses de aceitação na sociedade americana – o Partido Comunista americano nunca passou de um grupúsculo –, foi na variedade marxismo cultural, sob a forma do movimento politicamente correcto, que a propaganda comunista em ponto pequeno, como o caracterizou Theodore Dalrymple, se instalou nas universidade americanas e se propagou a partir daí um pouco por todo o mundo.

Frequentemente, o politicamente correcto assume formas tão definitivamente ridículas que se torna o veículo ideal para a imbecilização dos universitários, sobretudo na área das «ogias» (sociologia et aliae) onde as práticas «científicas» muitas vezes pouco se diferenciam da feitiçaria.

Exemplo de ridículo terminal foi o caso recente da universidade Yale, alma mater de milhares de luminárias em todo o mundo, que enviou por ocasião do Dia das Bruxas um e-mail aos estudantes pedindo-lhes para não se fantasiarem com vestuários que outros estudantes pudessem considerar ofensivos e, assim, tratando uns e outros como crianças ou retardados mentais.

Reagindo a esse infantilizante e-mail, uma professora respondeu com bons modos interrogando-se se faria sentido a universidade tentar controlar dessa maneira o comportamento dos seus estudantes. A resposta foi uma carta assinada por centenas de estudantes protestando e exigindo a demissão de dois professores que concordavam com esse controlo das mentes.

De onde se pode concluir que o politicamente correcto já alcançou um notável sucesso na imbecilização dos universitários americanos, até na Liga da Hera.