Passos Coelho num evento qualquer fez um elogio ao «empresário bem-sucedido» Dias Loureiro que se encontrava na plateia. Dado o facto conhecido de a reputação de Dias Loureiro estar - por muitas e boas razões - mais esturricada do que um frango esquecido no espeto e que, portanto, daí não adviriam quaisquer ganhos para Passos Coelho e apenas prejuízos pessoais e políticos, só pode ter sido um gesto pessoal desinteressado.
Sem qualquer surpresa, as câmaras de eco do jornalismo de causas, que guardaram de Conrado o prudente silêncio quanto ao SMS intimidatório de Costa para o jornalista do Expresso, trombetearam a coisa durante todo o fim-de-semana prolongado.
Como acto político – e tudo o que é dito por um primeiro-ministro em público é um acto político – mais do que estupidamente inútil é estupidamente nocivo.
