10/11/2013

Mitos (150) - Juros usurários (5)

Outros mitos sobre os juros usurários: (1), (2), (3) e (4)

Desta vez foi Clara Ferreira Alves, entrevistadora do «chefe democrático que a direita sempre quis ter» e contribuinte para a lenda do regresso do desejado. Na sua coluna com o apropriado nome Pluma Caprichosa da Revista do Expresso, CFA começa por se referir «à quantidade de parvoíces que são ditas em Portugal para disfarçar a miséria» e umas linhas abaixo acrescenta não uma mas duas: «Portugal tem de pedir dinheiro emprestado a juros altíssimos para pagar salários e satisfazer as necessidades básicas da administração pública.» Juntou-se assim a uma vasta legião de luminárias que não fazem a mínima ideia do que falam.

Quanto aos «juros altíssimos» estamos conversados, é só ler os anteriores 4 mitos sobre o tema ou olhar para os gráficos seguintes já aqui publicados.


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Quanto ao destino do dinheiro emprestado, diferentemente do que escreve a Pluma, não foi pedido especificamente para aquilo ou para qualquer outra coisa. Foi pedido pela simples razão que o governo do «chefe democrático que a direita sempre quis ter» não tinha dinheiro para coisíssima nenhuma, nomeadamente para cumprir o serviço da dívida colossal que ele e os seus antecessores criaram (e ainda faltava descobrir a que estava escondida), o que já vinha acontecendo há muito, nem tinha crédito que foi a novidade.