Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

30/06/2019

ESTADO DE SÍTIO: No Estado Sucial português até as ONG são governamentais

Ou Júdice é mentiroso, ou Soares dos Santos teve uma epifania

Há uns dois meses citei aqui Pedro Soares dos Santos, o actual presidente da Jerónimo Martins que, segundo José Miguel Júdice, «disse a quem o quis ouvir: “Acredito muito no Dr. António Costa"».

Note-se que ele não disse, temos de o aguentar, nem disse antes Costa que o Jerónimo ou a Catarina. Nada disso. Ele foi citado como tendo dito “Acredito muito no Dr. António Costa".

Passados dois meses o que nos diz Pedro Soares dos Santos em entrevista ao Observador? Não, ele não diz que tem dúvidas ou já não acredita no Dr. António Costa. Nada disso. Ele diz, entre outras coisas que contrariam frontalmente o ilusionismo de Costa e o seu Portugal cor-de-rosa, o seguinte sobre os resultados de três anos e meio da governação: 

«O país faliu, goste-se ou não se goste de dizer isto. O país faliu. Depois tivemos um processo doloroso, muito doloroso para todos, que foi o sair da troika, do controlo da troika e de todas as políticas que nos estavam a ser impostas. Conseguiu-se, com mérito das pessoas, com esforço da sociedade civil, em toda esta luta. Mas, depois, parou-se no tempo. E isto é o que me preocupa, porque há uma coisa que, no fim deste processo todo, não foi resolvido: a dívida. E com os níveis de dívida que existem a liberdade não existe para se fazer as políticas certas para os crescimentos. (...)

Quem estava atento, quem viveu este processo de assalto ao BCP, que agora começa a confirmar, de certa forma, que foi isso — isto não é novidade nenhuma. Isto é, talvez, porque faliram, porque também a Caixa Geral de Depósitos faliu, e isso é muito importante perceber que os portugueses foram muito injustiçados porque estão a pagar a falência dos bancos.»

29/06/2019

De boas intenções está o inferno cheio (51) – Os portugueses são muito imaginativos (II)

Segundo um estudo da Gerador, uma plataforma de ação e comunicação cultural, e da Qmetrics, consultora de prestação de serviços e estudos de mercado, que abrangeu portugueses maiores de 15 anos, «a “falta de tempo” é a razão mais apontada para deixar de ver um filme (64,5%), de ler um livro (60%), de visitar um monumento (46%) ou de ir a um museu (39%).»

Por outro lado, sabe-se os «portugueses passam mais de hora e meia por dia nas redes sociais», «têm a hora de almoço mais longa da Europa» e vêem televisão em média várias horas por dia, e particular. segundo um estudo já velhinho, «a maioria dos adolescentes (56,3%) vê entre 2 a 3 horas de televisão por dia».

Chegado aqui, ocorreu-me o episódio, que relatei há uns anos, de ter lido num desses estudos de opinião que uma percentagem considerável de tugas afirmava ser junto à lareira o seu local preferido para praticar sexo – logo a lareira, um dispositivo presente apenas numa pequena percentagem de fogos, passe o trocadilho.

28/06/2019

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (87) - Obsoleto é um poucochinho exagerado. O liberalismo não é uma moda. É um modo de vida, como o despotismo


«Passados 27 anos da queda do Muro de Berlim e veja-se onde estavam então os dois homens: Trump vivendo na Trump Tower e ainda promovendo «The Art of the Deal»; Putin era o segundo oficial no posto avançado do KGB em Angelika Strasse, na cidade de Dresden no leste alemão. Enquanto o Ocidente capitalista crescia, o mundo de Putin desmoronava. O KGB foi expulso da Alemanha Oriental, os exércitos soviéticos retiraram-se da Europa de Leste e, em seguida, o ex-espião supérfluo do KGB teve de testemunhar a desintegração da poderosa URSS. Deve ter sido surpreendente para ele, anos mais tarde, testemunhar uma Europa à beira do colapso. E manipular as eleições dos EUA, enquanto Trump o defende contra a CIA que ele combateu toda a sua carreira como espião. Mas em 2017 pode ter um prémio ainda maior. Se União Europeia se desintegrar e Trump desestabilizar a aliança da NATO, a Rússia de Putin terá a Europa onde a quer e deixará de existir uma união que ele não pode controlar: o funcionamento das democracias da Europa Ocidental, cujo exemplo ameaça o governo de Putin na Rússia, será fatalmente afectado. Isso será uma reviravolta ainda maior.» («Is Putin’s master plan only beginning?», Henry Porter na Vanity Fair)

Mitos (290) - Diferenças salariais entre homens e mulheres (6)

Outros mitos: (1), (2), (3), (4) e (5)

Como já escrevi várias vezes, uma boa parte das causas abraçadas pela esquerdalhada é fundada em «factos alternativos». O pay gap atribuído à discriminação de sexos (que o politicamente correcto chama géneros) é mais um desses factos que nos posts anteriores já foi desmistificado.

Volto à vaca fria a propósito de mais um artigo no mesmo sentido baseado no princípio de Goebbels que uma mentira repetida mil torna-se verdade. Desta vez é Jornal Eco que escreve:
«Desigualdade salarial está a diminuir, mas mulheres ainda ganham menos 18% que os homens, O fosso salarial entre homens e mulheres está a diminuir, mas ainda está longe de estar fechado. As trabalhadoras ganham menos 18,2% do que os seus colegas
Como os factos mostram, a desigualdade nos salários existe mas é quase irrelevante - e se existisse seria ilegal! O que é desigual é o acesso a certas profissões ou funções, consequência de mais de uma centena de milhar de anos de divisão do trabalho por sexos. Divisão de trabalho que a evolução tecnológica está a tornar cada vez mais obsoleta e que acabará por desaparecer, mesmo sem a engenharia social baseada em ejaculações legislativas.

27/06/2019

ACREDITE SE QUISER / ARTIGO DEFUNTO: Isso explica, se não tudo, muita coisa (mas agora é outra coisa)

Este post é uma espécie de continuação deste outro (embora não pareça).

Há dois dias citei uma notícia do Público que apresentava Portugal como «o terceiro país do mundo onde mais se acredita no Governo».

A minha fé no discernimento do bom povo português é limitada e por isso admiti precipitadamente que o bom povo poderia muito bem acreditar na trupe de ilusionistas que povoa o governo e o aparelho dirigente socialista.

Estava enganado e venho agora penitenciar-me, não da minha falta de fé no discernimento do bom povo português, que permanece intacta, mas da minha falta de atenção ao que a estupidez e ausência de escrúpulos do jornalismo de causas é capaz de produzir. Como produziu neste caso em que o estudo da fundação dinamarquesa Aliança de Democracias apontava para a conclusão oposta, o que levou o Público a rectificar mais tarde a notícia.

Apropriado de O Insurgente
Já agora, para limpar a minha folha, sempre acrescento que não me tenho enganado a respeito da trupe de ilusionistas, que como se pode ver na imagem da esquerda se apressou a enfeitar-se com a fake news para pouco depois ir a correr ao Twitter apagar a celebração.

A direita a que temos direito não tem ideias, tem elucubrações poéticas

À falta de ideias, a direita a que temos direito, uma direita complexada que se tenta legitimar imitando a esquerda, fabrica elucubrações poéticas, como as que recentemente duas luminárias, uma do PSD e outra do CDS, produziram, aliás muito parecidas.

Primeiro foi Pedro Duarte do PSD com o seu Manifesto X que pretende medir o medir desenvolvimento nacional com um índice de «Felicidade Interna Bruta».

A seguir foi a líder do CDS, Assunção Cristas, que no seu novo livro propõe substituir o PIB como medida da riqueza do país por um índice do «sentimento de felicidade».

A coisa depara desde logo com um problema metodológico que é o facto de um qualquer indicador deve poder medir algo objectivo e mensurável, o que não parece de todo ser o caso da felicidade, o que deixaria ampla margem para a engenharia social dos governos.

De seguida depara com uma objecção prática incontornável porque seria no limite o «indicador» ideal para ser usado por projectos utópicos que, como a história mostra, geram invariavelmente distopias onde o ministério da Verdade coexistiria com o ministério da Felicidade.

Mesmo sem chegar a esse limite, quando a economia começasse a correr mal, a «Felicidade Interna Bruta» faria as delícias de todos os ilusionistas, como o Dr. Costa, os seus antecessores e, provavelmente, os seus sucessores.

26/06/2019

ACREDITE SE QUISER: Isso explica, se não tudo, muita coisa


Um estudo da fundação dinamarquesa Aliança de Democracias revela que os portugueses são dos que mais acreditam que a sua voz interessa na política».

Ó vós, cépticos, que pensais que Costa, o seu governo e o aparelho dirigente socialista, capitaneado pelo excelso César, são uma trupe de ilusionistas, constatai que o bom povo português parece acreditar em ilusionistas. O que explica, se não tudo, muita coisa.

Lost in translation (324) - «Todos», significa ele próprio, o seu chefe e mais uns quantos, principalmente os amigos do picareta falante e do animal feroz

Continuação daqui.

Com a preciosa ajuda deste artigo de Helena Garrido a quem por coincidência Teixeira dos Santos, o então ministro das Finanças, disse, à revelia do chefe Sócrates, a 6 de Abril de 2011 «é necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis no quadro europeu», atirando a toalha ao chão e abrindo assim a porta ao resgate, é possível ter uma ideia quantificada de quem são «todos» mais directamente implicados no desastre do banco público.

Helena Garrido no Observador
Como o quadro evidencia, ainda antes da crise, em menos de três anos, o duo Santos Ferreira (o amigo do peito de Guterres) e Vara (o amigo do peito de Sócrates), actuando como comissários de Sócrates, autorizaram empréstimos de que resultaram imparidades numa ordem de grandeza não muito longe da dos nove anos seguintes (40% e 52% respectivamente), dos quais quatro em plena crise.

25/06/2019

Arranjem um lugar ao rapaz. Ele merece! (4)

Outros apelos para arranjarem um lugar ao rapaz: (1) e (2) e (3)

Com esta é a quarta vez que faço este apelo ao governo, à geringonça, enfim, a quem de direito, para oferecer um lugar, de porta-voz, de consultor de imagem, de guru, de conselheiro, de estratego, seja lá do que for, ao jornalista de causas / militante / comentador / analista,  ex-comunista, ex-Plataforma de Esquerda, ex-Política XXI, ex-bloquista, ex-Livre, ex-Tempo de Avançar, ufa!, Daniel Oliveira.

Afirmando definitivamente e acima de qualquer dúvida a sua vocação de bactéria diligente-mor da fossa séptica socialista, à pala de algumas imprecisões resultantes da falta de profissionalismo do jornalismo doméstico a tratar assuntos que ultrapassem a trivialidade, Daniel Oliveira na peça «Constâncio, a imprensa e a velha rábula da “história mal contada”» do Expresso Diário atira-se ao Público e procede à limpeza da ficha de Victor Constâncio com um empenho tal que creio ser impossível ultrapassar até por um escriba socialista escalado para esse propósito. Que se tenha disposto a tal em relação a uma figura gelatinosa infectada de insanáveis conflitos de interesse e comprometida com o pior da governação socialista parece demasiado, até para ele.

ACREDITE SE QUISER: É como uma greve de fome para lutar contra a falta de alimentos

Depois de uma semana a anunciar a greve dos trabalhadores e dos armazéns e supermercados do Continente marcada para domingo passado e trombeteada pelo jornalismo de causas como jornada de luta pelo «aumento de salários, melhores condições de trabalho e encerramento aos domingos e feriados», dos 32 mil trabalhadores do Continente aderiram à greve 11 (onze).

A explicação para a falta de adesão à greve segundo um dirigente do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal é «porque os salários são tão baixos que os trabalhadores não podem abdicar das horas a 100% ao domingo.» O dirigente não explicou como trabalhadores que não podem abdicar das horas a 100% ao domingo fazem fariam greve ao domingo para não trabalhar ao domingo.

24/06/2019

Crónica da avaria que a geringonça está a infligir ao País (193)

Outras avarias da geringonça e do país.

Há coisas que é melhor não perguntar

Faria de Oliveira é um notório songamonga do Bloco Central, conivente até ao gorgomilo com a instrumentalização da banca em geral e da Caixa em particular em benefício do complexo político-empresarial socialista. Mas só lhe devem atirar pedras quem não tenha telhados de vidro, como não era o caso do deputado socialista que lhe perguntou porque se «acelerou» na La Seda - um dos investimentos mais ruinosos do banco público nos tempos de Sócrates - e recebeu como resposta porque esse era o «objectivo do seu governo».

O cobrador do fraque do Estado Sucial

O programa eleitoral do PS contém mais uma medida para combater as desigualdades. E como se combatem as desigualdades? Ora, como haveria de ser? Aumentando os impostos, claro. A quem? Ora, a quem haveria de ser? Aos ricos, claro? E quem são os ricos? São os que não englobam os rendimentos das rendas e dos capitais, entre outros. Por exemplo, a minha prima Ermelinda que com um rendimento colectável de 26 mil euros cai no 5.º escalão de IRS (37%), tem um T1 na Amadora que herdou do tio Jacinto e aluga por 400 euros e um depósito a prazo de 10 mil euros das suas poupanças.

A mesma Ermelinda que também herdou uma courela em Gouveia, com um hectare de mato que ela nem sabe bem onde fica, irá pagar um IMI agravado a menos que a Ermelinda vá para lá cavar a courela.

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (20) - Há uns mais no topo do que outros

Outros portugueses no topo do mundo.

Apesar de os profissionais do chuto, jogadores e treinadores, serem dos portugueses mais bem sucedidos no estrangeiro, por razões que possivelmente se fundam nos complexos de inferioridade da intelectualidade saloia que ocupa muitas das redacções e faz comentário nos mídia, essa realização raramente é reconhecida, a não ser quando assume a forma de um sucesso da selecção porque, nesse caso, o sucesso é apropriado por uma parte dessa intelectualidade como exemplo de excelência do país do qual que se consideram la crème de la crème.

E, no entanto, é no chuto que encontramos mais portugueses no topo do mundo. Segundo as contas da revista b.i. do jornal Sol deste fim de semana, há 50 jogadores e treinadores por esse mundo que conquistaram títulos e medalhas na época que agora acabou. É obra e mostra, uma vez mais, que os profissionais portugueses de futebol são um exemplo de excelência que não encontra paralelo noutras profissões e, ainda para mais, que se saiba, nenhum deles é «membro do clube do esperma sortudo» como lhe chamou Warren Buffett, o Sage of Omaha.

23/06/2019

Vivemos num estado policial? (18) - Sim, vivemos, mas os nossos polícias são um exemplo de empreendedorismo

Outros casos de polícia.

Duas ou três coisas que sabemos sobre as polícias:

Portugal «tem 432 polícias por 100 mil habitantes, um valor que torna a polícia portuguesa 36% mais bem equipada do que as polícias na média dos países europeus» (jornal Eco citando um relatório da OCDE), número que incluiu os GNR que são polícias com outro nome e são contados como tais nas estatísticas da OCDE.

Existem 17 (dezassete) sindicatos de polícias, tendo o 16.º 451 associados e 459 dirigentes e delegados e o 17.º sindicato 27 polícias todos dirigentes sindicais. Também já conhecíamos o quid da pletora de sindicatos: o «trabalho sindical» dos dirigentes dá quatro folgas por mês e o dos delegados sindicais 12 horas.

Apesar desta pletora policial, o país vive com um crónica falta de polícias, o que não admira porque se descontarmos os que estão de folga, de baixa ou em «trabalho sindical» restam muito poucos e desses só alguns estão aptos ao policiamento na rua.

Já sabíamos tudo isso, mas faltava saber que mais de 250 polícias, incluindo oficiais, se dedicaram à venda dos seus passes gratuitos dos transportes públicos, mostrando uma surpreendente veia empresarial e um gosto pela iniciativa privada.

ACREDITE SE QUISER: Um braço do Partido Comunista Chinês no mundo empresarial indigna-se contra uma «proibição tirânica»...

...,  considera que está a ser vítima de «restrições anticonstitucionais» e apela aos tribunais.

Trata-se da Huawei, que mostra assim um grande apego à rule of law e aos valores da democracia liberal. E não, não se trata nem da constituição nem dos tribunais chineses. Trata-se da constituição e dos tribunais americanos.

21/06/2019

Lost in translation (323) - «Todos», significa ele próprio, o seu chefe e mais uns quantos. «Não tínhamos modelos e sistemas», significa não líamos o (Im)pertinências

«No geral todos nós falhámos, todos tivemos as nossas falhas no meio. Por informação insuficiente ou deficiente, porque não tínhamos modelos e sistemas tão robustos como hoje temos na governação das entidades, que permitem alertas prévios de situações de risco, não estávamos equipados e falhámos por isso.» 
Foi o que disse no parlamento Teixeira dos Santos, o ex-ministro das Finanças de Sócrates, para justificar o desastre que o governo de que fez parte deixou ao país.

Como é costume aqui em casa, para tratar discursos enigmáticos das nossas luminárias, recorremos ao nosso tradutor automático (um web bot de AI com machine learning baseada numa Neural Network com acesso a servidores de Big Data). Eis o resultado:
No geral todos nós, eu, o meu chefe Eng. Sócrates, o Dr. Costa que também fez parte do governo, e os outros ministros que ainda por aí andam, falhámos. No meu caso, por exemplo, para só citar alguns falhanços: (1) nomeei o Vara, actualmente sobre prisão, que o meu antecessor recusou nomear, e Santos Ferreira para tratarem de pôr a Caixa e o BCP ao serviço do socialismo e ainda hoje não me arrependo; (2) justifiquei a nacionalização do BPN garantindo que não custaria nada e o nada já vai em vários milhares de milhão o que para um bancozito de merda é obra; (3) falhei os défices todos e em particular o de 2009 que comecei por prever em 2,2% e, apesar de todo a engenharia orçamental, acabou em 9,3% e o de 2010 era para ser 4,6% e acabou em 11,2%. Por informação insuficiente ou deficiente, porque não era nosso hábito ler o (Im)pertinências, um blogue de merda que andava a anunciar o buraco uns 3 ou 4 anos antes de eu me enfiar lá, e falhámos por isso.

20/06/2019

PENSAMENTO DO DIA: O capitalismo, o socialismo, o machismo e o feminismo (outra vez)



Uma das mais prestigiadas escolas europeias de tecnologia, a universidade holandesa anunciou que nos próximos 18 meses só vai contratar mulheres, como forma de contrariar o excessivo peso masculino no seu corpo docente.»

Tal como o capitalismo é a exploração do homem pelo homem e o socialismo é o seu contrário, também o machismo é a dominação dum sexo género pelo outro e o feminismo é o seu contrário.

Ainda assim, ficam duas dúvidas, a saber: (1) se, como aconteceu com o heteropatriarcado branco, a engenharia social em curso conduzir ao homomatriarcado mestiço, a universidade de Eindhoven irá voltar a contratar só homens brancos? (2) o que fazemos quanto aos outros sessenta e nove géneros

Pro memoria (394) - Não é que Centeno seja um mentiroso especialmente competente, é mais por o eleitorado ser especialmente esquecido.