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16/12/2020

Pro memoria (408) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em ? mil milhões (XIV)

Posts anteriores (I), (II), (III), (IV), (V), (VI), (VII), (VIII), (IX), (X), (XI), (XII) e (XIII)

Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da decisão porque não custaria nada e a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Recordemos ainda que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

De vez em quando, são tornadas públicas estimativas de quanto já custou e de quanto ainda vai custar a nacionalização do BPN. Nesta altura, estou a imaginar-vos a perguntar: quanto já custou? estimativas? Então as contas não são do passado e as estimativas para futuro? Sim, respondo, num país normal; num país que não sofresse da maldição da tabuada. Em Portugal fazem-se estimativas para o passado e palpites para o futuro.

Fast forward: segundo a aritmética do Tribunal de Contas no parecer à Conta Geral do Estado, o BPN custou aos contribuintes «4,9 mil milhões de euros entre 2011 e 2018» e no final deste último ano «as garantias prestadas pelo Estado às sociedades veículo do ex-BPN totalizavam 1.377 milhões», significando 6,2 mil milhões de euros de perdas estão garantidas.

Não falando do Animal Feroz que é um caso patológico, se Teixeira dos Santos tivesse um pingo de vergonha, por esta e por muitas outras razões, teria recusado ser condecorado em 2015 ou, pelo menos, deveria fazer como o conde do poema de O'Neill «que cora ao ser condecorado».

Actualização:

«Tribunal de Contas estima em 6.200 milhões de euros o custo do BPN para o Estado desde que o banco foi nacionalizado em 2008. A conta ainda não está fechada, mas já dá uma ideia do valor final.» (Observador)

Sendo o PIB de 2009, ano em que foi nacionalizado o BPN, de 175 mil milhões (base 2016) os 4% que segundo Teixeira dos Santos custaria a falência corresponderiam a 7 mil milhões. Ora como o custo da nacionalização já vai em 6,2 mil milhões and counting, poderemos dizer que a nacionalização é uma espécie de falência que nunca acaba.    

Moral da estória que não tem moral, como diz o lema de estimação do (Im)pertinências: O socialismo não acaba enquanto não acabar o dinheiro dos contribuintes dos países frugais.

21/12/2019

Pro memoria (397) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em ? mil milhões (XIII)

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Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque não custaria nada e a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Recordemos ainda que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

De vez em quando, são tornadas públicas estimativas de quanto já custou e de quanto ainda vai custar a nacionalização do BPN. Nesta altura, estou a imaginar-vos a perguntar: quanto já custou? estimativas? Então as contas não são do passado e as estimativas para futuro? Sim, respondo, num país normal; num país que não sofresse da maldição da tabuada. Em Portugal fazem-se estimativas para o passado e palpites para o futuro.

Fast forward: segundo a aritmética do Tribunal de Contas no parecer à Conta Geral do Estado, o BPN custou aos contribuintes «4,9 mil milhões de euros entre 2011 e 2018» e no final este último ano «as garantias prestadas pelo Estado às sociedades veículo do ex-BPN totalizavam 1.377 milhões», significando 6,2 mil milhões de euros de perdas estão garantidas.

Não falando do Animal Feroz que é um caso patológico, se Teixeira dos Santos tivesse um pingo de vergonha, por esta e por muitas outras razões, teria recusado ser condecorado em 2015 ou, pelo menos, deveria fazer como o conde do poema de O'Neill «que cora ao ser condecorado».

Moral da estória que não tem moral, como diz o lema de estimação do (Im)pertinências:
Os cidadãos deste país não devem ter memória curta e deixar branquear as responsabilidades destas elites merdosas que nos têm desgovernado e pretendem ressuscitar purificadas das suas asneiras, incompetências e cobardias.

19/12/2018

Pro memoria (388) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em ? mil milhões (XII)

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Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque não custaria nada e a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Recordemos ainda que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

De vez em quando são tornadas públicas estimativas de quanto já custou e de quanto ainda vai custar a nacionalização do BPN. Nesta altura, estou a imaginar-vos a perguntar: quanto já custou? estimativas? Então as contas não são do passado e as estimativas para futuro? Sim, respondo, num país normal; num país que não sofresse da maldição da tabuada. Em Portugal fazem-se estimativas para o passado e palpites para o futuro.

Voltando à vaca fria, a estimativa mais recente de quanto já foi torrado é da responsabilidade do Tribunal de Contas (no melhor pano cai a pior nódoa) e sendo de 4,1 mil milhões de euros é inferior aos 5 mil milhões da última estimativa que registei há dois anos. O que nos leva a outra originalidade, a saber: em Portugal o futuro pode reduzir os custos do passado. Ou talvez não, porque os números de passado não eram contas, eram estimativas.

Seja como for, os milhares de milhões, que talvez ninguém nunca venha a saber quantos são, não se evaporaram (tese de Marcelo) nem foram «destruídos» pela banca (tese da esquerdalhada). Estes e outros milhares de milhões foram torrados em elefantes brancos públicos e privados do regime, como estes promovidos pelos amigos do regime, e a conta vai sendo apresentada aos sujeitos passivos - quem mais além deles?

31/03/2017

Pro memoria (341) - Ele deixou de acreditar nisso

Em entrevista ao Dinheiro Vivo/DN/TSF, uma criatura disse, a propósito da venda do Novo Banco:
« o banco vai ter de melhorar a sua eficiência, reduzir custos - fala-se em fechar balcões e reduzir pessoal -, e eu não acredito que se o banco ficasse na posse do Estado pudesse levar a cabo o plano de reestruturação e de ganho de eficiência que será necessário. Veja-se o que se está a passar com a CGD. Na Caixa, que, segundo foi anunciado, precisará de reduzir também pessoal e fechar balcões, há logo um processo político em torno deste tema. E veja-se a pressão que é feita para que a CGD de facto não melhore a eficiência da sua operação. Imagino também que o mesmo se passaria no Novo Banco (...) a ideia de que nacionalizando o banco permitiria preparar melhor o banco para o vender melhor mais tarde, eu não acredito nisso (...) Vamos todos pagar isto. ».
Pode ser difícil de acreditar, mas quem disse isso foi Teixeira dos Santos, o ministro socialista das Finanças ou, talvez melhor, o ministro das Finanças Socialistas de Sócrates, que nacionalizou o BPN e a quem dediquei uma longa série de posts com o título «a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em...»

Mais um que viu a luz e teve uma epifania?

16/01/2017

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (66)

Outras avarias da geringonça.

Como escrevi a semana passada nesta crónica, o milagre da multiplicação da devolução de rendimentos da geringonça tem-se dado sobretudo nas importações de bens duradouros. No mês de Novembro as importações totais aumentaram 8,4% e, apesar do aumento das exportações, o défice comercial subiu 91 milhões em relação ao mesmo mês do ano passado e ficou em 781 milhões,

Por isso, os bancos privilegiam o financiamento do consumo e da compra de habitação (mais de 5 mil milhões até Novembro para comprar casinhas) e fica para trás o financiamento das empresas que diminuiu, o que de resto seria expectável quando se sabe que o investimento produtivo privado está em queda.

24/10/2016

Pro memoria (323) - O nada multiplicado pelo multiplicador socialista pode tender para infinito

«O primeiro-ministro avisou os bancos esta terça-feira que, mesmo que o Novo Banco seja vendido a um valor mais baixo do que o esperado, não devem contar com qualquer tipo de desconto por parte do Estado, ou seja, os contribuintes não suportarão nem mais um euro.» (Expresso)

Outros exemplos em que os contribuintes não suportaram nem mais um euro:
  • SCUT - As auto-estradas sem custos para os contribuintes utilizadores inventadas pelo Eng. Cravinho no governo do Eng. Guterres agora à frente dos destinos do mundo, segundo os seus admiradores
«Nas PPP rodoviárias, os encargos brutos aumentarão (em 2016) para 1,53 mil milhões (+14%) enquanto a receita das portagens regista uma redução para 330 milhões (-3,5%). O resultado é um custo líquido de 1,2 mil milhões (mais 200 milhões do que em 2015).» (Expresso)
  • A nacionalização do BPN levada a cabo pelo Dr. Teixeira dos Santos no governo do Eng. Sócrates
Segundo Teixeira dos Santos «não custou nada» e o nada já vai em 9 mil milhões.

Na tabuada socialista o resultado de uma multiplicação de 0 pelo multiplicador socialista de Keynes pode ser de milhares de milhões.

25/08/2016

Pro memoria (315) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 9 mil milhões (XI)

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Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque não custaria nada e a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Já que estamos a recordar, recordemos que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

Essa nacionalização para Teixeira dos Santos não custaria nada aos contribuintes, segundo a última versão publicada pelo Expresso, o semanário do regime que à época da nacionalização seguiu solícito a opinião oficial e oficiosa, o nada andará agora pelos 9 mil milhões de euros, dos quais 5 mil milhões já torrados e 4 mil milhões enfiados nos veículos que gerem os restos do BPN.

E por onde andam os 9 mil milhões, perguntareis? Segundo a esquerdalhada foram «destruídos» pela banca, segundo o presidente Marcelo devem ter-se «evaporado», como a crise. Evidentemente ninguém está interessado em mostrar que estes milhões e os outros são, como aqui exemplifiquei, o custo dos elefantes brancos públicos e privados do regime promovidos pelos seus amigos, custo suportado não pelo Estado, mera instância de extorsão, mas pelos contribuintes, também adequadamente chamados sujeitos passivos.

30/04/2016

Pro memoria (306) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (IX)

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Em retrospectiva: Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Já que estamos a recordar, recordemos que a nacionalização do BPN foi entusiasticamente apoiada pelo Berloque na pessoa do seu Querido Líder Louçã, agora semi-aposentado, o que não impediu sete anos depois a sua sucessora Querida Líder Catarina Martins dizer com grande descaro que o Novo Banco «é cada vez mais o novo buraco (...) e cada vez lembra mais o BPN».

Essa nacionalização para Teixeira dos Santos não custaria nada aos contribuintes e veio a custar x mil milhões. O x tem variado ao longo do tempo no intervalo [0, ∞[ aproximando-se do limite superior e, segundo a última versão da geringonça, deve andar pelos 7,3 mil milhões dos quais 2,8 já torrados e 3,5 a torrar no futuro.

24/02/2016

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: Não aprendem nada

Não sei se o patarata João Galamba fala em nome da geringonça ao dizer à TSF «se não houver nenhuma oferta que proteja os contribuintes, que dê viabilidade ao banco, se calhar o melhor é mesmo o banco (Novo Banco) ficar na esfera pública».

Em todo o caso é preocupante que esta gente que tomou de assalto o governo não aprenda nada, não perceba que o pior que pode acontecer aos contribuintes é o banco ficar na esfera pública e pense em repetir o caso da nacionalização do BPN mas desta vez com efeitos dezenas de vezes mais devastadores.

A respeito do BPN recorde-se que nacionalização de um pequeno banco com 2% de quota de mercado anunciada por Teixeira dos Santos, começou por «não custar nada», um algum tempo depois segundo ele mostrava «melhorias significativas» e hoje poderá custar mais do que o défice previsto para 2016 – ver a este respeito a série «a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em…».

06/06/2015

Pro memoria (237) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (IX)

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Depois de todas as trapalhadas e asneiras que a dupla Sócrates-Teixeira dos Santos fez com a nacionalização de BPN (as mais importantes estão registadas nesta série de posts), soube-se agora que depois da nacionalização em 2008 a administração do BPN nomeada pela Caixa (Caixa onde pontificava Francisco Bandeira, um amigo do peito do preso 44), concede nos 6 meses seguintes 500 milhões de euros de créditos com dinheiro emprestado pela Caixa, crédito que lhe estava vedado. Desses 500 milhões, 366 milhões não foram transferidos para o BIC em 2012 (et pour cause…). Por isso, a Parvalorem apresentou uma queixa-crime contra os administradores do BPN nacionalizado por crimes de gestão danosa e abuso de poder.

31/03/2015

ARTIGO DEFUNTO: Metendo os pés pelas mãos


A propósito da publicação pelo INE do «Procedimento dos Défices Excessivos (1ª Notificação de 2015) – 2015», que, note-se, tem uma única referência ao impacto da banca (a saber: que a capitalização do Novo Banco por agora não tem nenhum impacto, como se sabe), o DN espalha-se em dissertações delirantes sobre «o custo suportado pelos contribuintes com apoios ao sector financeiro e bancário, diretamente refletido nos sucessivos défices orçamentais desde 2008

Na dissertação, o jornalista confunde as ajudas de capital aos bancos, nomeadamente BCP e BPI (este já restituiu a totalidade da ajuda), que não têm impacto no défice e até foram um bom negócio para o Estado que recebeu juros muito acima dos correntes, com o aumento de capital da CGD e, pior de tudo, confunde aquelas ajudas e a injecção de capital na CGD com a torrefacção que José Sócrates pela mão de Teixeira dos Santos deixou montada para queimar dinheiro no BPN fazendo uma nacionalização do BPN que, nas palavras de Teixeira dos Santos, «não custou nada» e o nada vai já em 7 mil milhões.

Com estes delírios, o jornalista não apenas meteu na mesma caixa coisas completamente diferentes como, de caminho, tentou limpar a caderneta do governo que nos conduziu à bancarrota. Leva a medalha «preso 44».

12/08/2014

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Revisão da nota de Carlos Costa e do BdeP

Secção Res ipsa loquitur

À medida que se vão conhecendo mais factos sobre a «resolução» do BES pelo BdeP, mais se tornam caricaturais as versões montadas pelos socialistas (atormentados pelo espectro do BPN – ver a série «A nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em... » do Pertinente) e sobretudo as versões esquizofrénicas e ignorantes de comunistas e bloquistas. Só um pouco menos caricaturais são as versões que pretendem glorificar o BdeP e Carlos Costa pela clarividência e pela coragem.

Os últimos factos conhecidos são o corte do financiamento ao BES pelo BCE e a exigência do pagamento de 10 mil milhões (um sexto do activo do Novo Banco) no dia 1 de Agosto, a 2 dias do anúncio da decisão de «resolver» o BES, e, como consequência inevitável para manter o Novo Banco a flutuar, a injecção pelo BdeP de 3,5 mil milhões de euros ao abrigo do mecanismo de liquidez de emergência (ELA).

O que sugerem estes factos? Simplesmente que Carlos Costa e o BdeP foram empurrados pelo BCE para «resolverem» o BES dois dias depois. Tê-lo-iam feito sem esse empurrão? Talvez não, porque desde pelo menos algumas semanas atrás já lhes sobejavam motivos e não o fizeram – afinal tratava-se de empurrar pela janela o Dono Disto Tudo e imagino o rosário de pressões sobre Carlos Costa por resmas de figuras de cera do regime.

Há nisto alguma novidade? Relativamente pouca. Algum dia o BdeP andou à frente dos acontecimentos em matéria de tomadas de medidas? De todo não e, por apego à verdade e justiça a Carlos Costa, devemos concluir, que andando atrás, ao menos andou na direcção certa.

Resumindo e concluindo, três bourbons para o BdeP pela evolução na continuidade, três urracas e um afonso para Carlos Costa, respectivamente pelas tergiversações e por finalmente ter «resolvido» no último momento.

Actualização:
O Expresso confirma que terá sido «a pressão de Frankfurt que precipitou a intervenção do Banco de Portugal no banco durante o fim-de-semana»,

29/07/2014

Pro memoria (184) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (VIII)

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Teixeira dos Santos, co-autor com José Sócrates do desastre da nacionalização de um banco que valia 2% do mercado, ainda em 2012, decorridos 4 anos da sua decisão fatídica, justificava a inevitabilidade da sua decisão porque a falência do BNP, segundo ele, levaria à quebra do PIB em 4%.

Vamos esquecer que, para quem a nacionalização não custaria nada aos contribuintes e veio a custar 7 mil milhões and counting, a sua previsão de queda do PIB de 4% vale o que vale, isto é nada. Vamos apenas, com a ajuda do «Com jornalismo assim, quem precisa de censura?...», recordar que o mesmo Teixeira dos Santos face à bomba potencial que representa o BES, maior banco português, diz esta coisa assombrosa: “claro que isto é um caso que está devidamente confinado, que não há riscos de contágio, [deve-se] garantir que "a solução do caso é estritamente privada, isto é, que não haverá intervenção de dinheiros públicos".

Um módico de pudor levaria esta gente a imitar o mítico Conrado e guardar um prudente silêncio. Mas, conceda-se, não há razão para a criatura ficar calada se o seu chefe José Sócrates perora todos os domingos num púlpito pago pelos contribuintes a defender a sua obra – a bancarrota do Estado, com alguma ajuda dos seus antecessores, conceda-se também.

23/05/2014

Pro memoria (169) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (VII)

Posts anteriores (I), (II), (III), (IV), (V) e (VI)

Recorde-se o que se passou e vai passar entre nós com o BPN (clique nos posts anteriores), um pequeno banco de 3.ª classe que irá custar aos contribuintes mais do que o défice de 2013 do Estado português, e compare-se com o banco italiano Monte dei Paschi di Siena, o terceiro maior em activos, desde há 2 anos intervencionado pelo governo italiano com um resgate de 4,1 mil milhões de euros, cujos accionistas decidiram esta semana aumentar o capital em 5 mil milhões e reembolsar desde já uma primeira parte do resgate.

04/11/2013

Pro memoria (145) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (VI)

Posts anteriores (I), (II), (III), (IV) e (V)

Na entrevista ao Expresso, Francisco Nogueira Leite, presidente da Parvalorem encarregada da liquidação dos restos do BPN (mais de 4 mil milhões segundo Nogueira Leite, a somar às perdas já registadas), revelou algumas opiniões e factos importantes para se apurarem responsabilidades, não apenas pela nacionalização mas igualmente pela gestão posterior do BPN antes da sua venda.

Não havia risco sistémico que justificasse a nacionalização que foi decidida deixando cair a solução proposta por Miguel Cadilhe cujo financiamento de 600 milhões que já estava garantido pela Caixa e permitiria deixar as responsabilidades do lado dos accionistas.

Os administradores nomeados pela Caixa tinham «um óbvio conflito de interesses» - entre eles encontrava-se Francisco Bandeira um homem de mão de José Sócrates - e a administração «após a nacionalização, estava repleta de poucas vergonhas»; algumas dessas vergonhas já aqui tinham sido referidas neste post.

«Em vez de se perseguirem os devedores, foram atrás dos colaboradores» e não se fez qualquer tentativa para reforçar as garantias do crédito do BPN.

Por muito que os principais responsáveis, José Sócrates e Teixeira dos Santos, queiram tapar o sol com uma peneira, torna-se claro que a nacionalização do BPN nunca deveria ter acontecido, foi um desastre para o país e uma bênção para os accionistas.

14/10/2013

Pro memoria (137) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (V)

Posts anteriores (I), (II), (III) e (IV)

Enquanto o circo SLN-BPN continua com o palhaço Machete muito convenientemente apupado, o jornalismo de causas, ao mesmo tempo que arrasta pela lama qualquer um que tenha comprado ou vendido acções ou sentado nas suas cadeiras, deixa na sombra também muito convenientemente todos os que foram responsáveis pela inépcia criminosa da supervisão comandada à época pelo ministro anexo Constâncio (que, recorde-se, foi deputado, secretário de estado, ministro várias vezes, secretário-geral do PS e, inimaginável num país civilizado, governador do banco central) e pelo desastre da nacionalização da iniciativa do governo Sócrates (nacionalização, já agora, aplaudida pelo BE) que transferiu para os contribuintes um montante que começou por ser nada e já vai em 7 mil milhões.

Entre os responsáveis pelo desastre da nacionalização encontra-se Francisco Bandeira, um homem de mão de Sócrates, presidente da administração do BPN nomeada pelo governo, que entre outras decisões ruinosas aprovou o financiamento do reembolso de duas emissões de papel comercial da SLN Valor, incumprimento que hoje soma 159 milhões de euros. O financiamento teve como garantia penhores de acções do capital de sociedades do grupo SLN que não valiam o papel em que estavam representadas.

Muito convenientemente outra vez, todas as carpideiras que uivam de indignação pelas espertezas e aproveitamentos dos Machetes deste país, guardam de Conrado o prudente silêncio sobre as incompetências e iniquidades que custam aos portugueses quase 10% dos empréstimos da troika.

12/08/2013

Mitos (124) – A nacionalização do BPN «não custou nada» (Teixeira dos Santos)

Deixando os mitos do capitalismo, recordemos os do socialismo doméstico. Por cá, José Sócrates e Teixeira dos Santos nacionalizaram o BPN por razões de «risco sistémico» e até hoje o único risco sistémico visível foi o risco do sistema dos amigos do regime que entregaram os seus pés-de-meia ao emérito Oliveira e Costa poderem ficar sem eles.

Teixeira dos Santos, garantiu em 2009 que a nacionalização do BPN «não custou nada», e o nada já vai em mais de 7 mil milhões. Isto é, sem dúvida, um mito simétrico do mito capitalista, podendo neste caso falar-se com toda a propriedade de socialização dos prejuízos.

09/02/2013

Pro memoria (95) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 7 mil milhões (IV)

Posts anteriores (I), (II), (III)

Segundo os jornais, o governo enterrou em Dezembro mais 1,33 mil milhões de euros na Parvalorem e a Parups, dois dos caixotes onde foi depositado o lixo do BPN. Segundo Teixeira dos Santos nos garantiu em 2009 a nacionalização do BPN «não custou nada» e no final, tudo por junto, quaisquer 2 mil milhões pagariam a festa. Segundo as últimas estimativas a coisa irá para além dos 7 mil milhões and counting.

O Bloco de Esquerda indigna-se e «exige» explicações. Alguém devia lembrar a esses cómicos que o tele-evangelista Louçã, agora em pousio, em 2008 foi a favor da nacionalização do BPN, acrescentando «desde que sejam os accionistas a pagar o prejuízo», condição que significaria tanto como o slogan dos seus compagnons de route da UDP «os ricos que paguem a crise».

Refrescando as memórias, recordemos que a nacionalização do BPN foi decidida pelo governo PS, por razões de «risco sistémico». Até hoje o único risco sistémico visível foi o risco do sistema dos amigos do regime que entregaram os seus pés-de-meia ao emérito Oliveira e Costa ficarem descalços se os contribuintes não contribuissem.

23/12/2012

Pro memoria (83) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 mil milhões (III)

O Expresso descobriu ontem, com uns meses de atraso, que o custo da aleivosia da nacionalização do BPN decidida pelo governo de José Sócrates (é sempre conveniente lembrar, não vão agora os distraídos debitar a factura ao casal Passos-Gaspar), pode ultrapassar 6,5 mil milhões.

Republicando o posto de 9 de Outubro:

A nacionalização do BPN, segundo o saudoso Teixeira dos Santos, começou por não custar nada e mostrar «melhorias significativas». Mais tarde, no princípio de 2011, o nada já andava por volta de 2 mil milhões, segundo Teixeira dos Santos e o amigo (do animal feroz) Bandeira.

Em Outubro do ano passado, segundo a resposta do ministério das Finanças às perguntas do BE, o custo da nacionalização já ia em 4,5 mil milhões and counting.

A semana passada, a proposta de conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o BPN estimava em 3,4 mil milhões a factura dos sujeitos passivos. Como, segundo a Comissão, este valor «num plano meramente teórico até poderá atingir um limite de 6,5 mil milhões de euros», no vosso lugar contava já com este valor «teórico». A perda de valor do BPN, ou, vendo a coisa numa perspectiva optimista, a valorização dos seus passivos e a desvalorização dos seus activos, terá resultado do «desnorte estratégico». Eu diria que é mais uma aplicação do nosso efeito Lockheed TriStar.

Será este o verdadeiro efeito multiplicador do investimento público? O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor.

09/10/2012

Pro memoria (69) – a nacionalização do BPN não custou nada e o nada vai já em 4,5 6,5 mil milhões (II)

A nacionalização do BPN, segundo o saudoso Teixeira dos Santos, começou por não custar nada e mostrar «melhorias significativas». Mais tarde, no princípio de 2011, o nada já andava por volta de 2 mil milhões, segundo Teixeira dos Santos e o amigo (do animal feroz) Bandeira.

Em Outubro do ano passado, segundo a resposta do ministério das Finanças às perguntas do BE, o custo da nacionalização já ia em 4,5 mil milhões and counting.

A semana passada, a proposta de conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o BPN estimava em 3,4 mil milhões a factura dos sujeitos passivos. Como, segundo a Comissão, este valor «num plano meramente teórico até poderá atingir um limite de 6,5 mil milhões de euros», no vosso lugar contava já com este valor «teórico». A perda de valor do BPN, ou, vendo a coisa numa perspectiva optimista, a valorização dos seus passivos e a desvalorização dos seus activos, terá resultado do «desnorte estratégico». Eu diria que é mais uma aplicação do nosso efeito Lockheed TriStar.

Será este o verdadeiro efeito multiplicador do investimento público? O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor.