22/01/2026

A defesa dos centros de decisão nacional (35) - Últimos episódios

Outras defesas dos centros de decisão nacional.

Recordemos, uma vez mais, os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que, passado algum tempo, venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos resulta do endividamento de públicos e privados e da descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.

Nos últimos meses tiveram lugar as seguintes operações: 
  • Novo Banco, o que sobrou do BES, vendido ao Banque Populaire Caisse d’Épargne;
  • Edo, uma farmacêutica, vendida aos espanhóis da Faes Farma; 
  • Secil, cimenteira da Semapa, vendida à espanhola Molins;
  • Participação de 40% da Luz Saúde, participada a Fidelidade (maioritariamente detida pelos chineses da Fosun), vendida à australiana Macquarie;
  • PHC Business Software, empresa portuguesa de software de gestão, vendida ao grupo tecnológico francês Cegid:
  • Centro de Dados na Covilhã da Altice, vendido ao fundo espanhol Asterion;
  • Acordo da Galp com a espanhola Moeve do qual resultará que a Galp passará a controlar menos de 9% da capacidade de refinação na Península Ibérica.
Em si mesmas, todas estas operações são legais e constituem opções legítimas dos accionistas e também, e é este o ponto desta série de posts, constituem exemplos de um capitalismo periférico dependente e descapitalizado.

2 comentários:

  1. Esta dos "centros de decisão nacional" já não é uma novidade por aí além.
    Tendo em consideração que temos um País que se deixou afundar num esquema de esquerda folclórica com os ricos "que paguem a crise", não sabem ou não percebem que um país sem ricos é um país pobre. Eis uma das principais razões para a "coisa" se tornar "volátil" e procurar outras oprtunidades.
    Estarão esses folclóricos á espera do "Trunfo"?

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    1. um país sem ricos é um país pobre
      Não necessariamente. O governo de Passos Coelho privatizou os CTT distribuindo as suas ações livremente por entre todas as pessoas que as quisessem comprar, fossem elas ricas ou não. A consequência é que a propriedade dos CTT ficou repartida entre muitas pessoas, de tal forma que é difícil que os CTT passem a ser dominados a partir do exterior. Nos CTT não há participações dominantes que possam ser vendidas a estrangeiros.

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