Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

31/08/2004

DIÁRIO DE BORDO: Nos dias que correm.

Nos dias que correm, entrincheirada em cada secretária dum jornal, há uma Anaïs Nin à procura do seu Henry Miller e a perguntar-se «acha que ele aguenta uma semana em cheio?»
[via os pândegos Marretas]

Intensifica-se a polémica do Bote do Desmancho, amplificada pela caixa de ressonância duma imprensa infestada pela esquerdalhada. Esta obsessão pelo aborto é estupidamente mórbida e é inevitável que crie rejeição nas mentes normais dos cidadãos normais. O Impertinências, se fosse mulher, teria vómitos ao ver um rebanho de frígidas de orgasmos falhados, paneleiros, fufas, marmanjões de sexo vagabundo, conduzidos por pastores oportunistas usando o meu útero (salvo seja) como bandeira.
Nos tempos que correm em que, desde o ensino básico, se fala de sexo e preservativos, em que as televisões generalistas e especialistas tratam abertamente o tema, nos tempos em que há máquinas de venda de preservativos em casas de banhos, nas farmácias, em cada esquina, qual é o sentido de fazer do aborto o tema central do planeamento familiar?
E não me venham dizer: coitadas das mulheres que foram adolescentes antes dos gloriosos sixties. Essas já fizeram os abortos que tinham para fazer.

ESTÓRIA E MORAL: Ingratidão fundamental.

Estória
«Exército Islâmico no Iraque - o mesmo que reivindicou a execução de Baldoni - reivindicou o rapto dos jornalistas franceses e exigiu a anulação dentro de 48 horas da lei que proíbe o uso do véu islâmico nas escolas francesas»

Depois de tudo quanto Chirac e o governo francês fizeram por eles? Que falta de gratidão.

Moral
Com amigos destes, Chirac pode dispensar os inimigos.

30/08/2004

TRIVIALIDADES: Estará o PBX avariado?

«João Soares defende união com Manuel Alegre»
O padrinho será o doutor Soares pai?

«"Há medo, hoje, no Partido Socialista. Há constrangimentos, o que é inaceitável!", denunciou Manuel Alegre no sábado à noite, em Faro»
Como confiar o governo dum país a um partido onde, segundo um dos candidatos a líder, os militantes têm medo? Não seria melhor uma fusão com o PCP?

(PBX = Partido Berdadeiramente Xuxialista)

29/08/2004

TRIVIALIDADES: Incidente diplomático.

«Sobrinhas de 'sheik' (Fahd, rei da Arábia Saudita) barram a piscina a Sampaio»
[1ª página do 1º Caderno do Expresso de 28-08-2004]
Um modesto segurança de duas das 739 sobrinhas do rei Fahd já manda mais que a doutora Maria José?

SERVIÇO PÚBLICO: World Trade Center e Basílica de S. Pedro, diferentes, mas iguais?

«Commando dai Balcani per colpire il Vaticano»
«Non è la prima volta che la Santa Sede viene indicata come possibile bersaglio dei terroristi. Durante le festività di Natale dello scorso anno, una segnalazione parlava addirittura di un attacco aereo contro San Pietro
[Corriere Della Sera]

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: E a medalha de ouro da incompetência estatal vai para

Secção Res ipsa loquitor
Prazo médio para criar uma empresa:
Austrália...........2
Canadá..............3
EUA, Dinamarca.. ...4
Letónia, Holanda...11
Irlanda............12
UK.................18
Itália.............23
...
Roménia............27
Japão, Polónia.....31
...
Turquia............38
...
Alemanha, Grécia...45
Eslovénia..........61
Hungria............65
R Checa ...........88
Portugal...........95

[Dados compilados pelo meu amigo J.A.R.F.]

Prémios para os governos dos últimos 20 anos:
  • pela incúria, cinco urracas
  • pelo sucessivo trespasse para o governo seguinte, cinco pilatos
  • pelo tempo e dinheiro gastos a cuidar do que não lhes compete (as artes independentes e a cóltura em geral, por exemplo), descurando o que é da sua directa responsabilidade, cinco chateaubriands .

28/08/2004

TRIVIALIDADES: Os deputados na véspera de irem a banhos...

... aprovaram mais uma incontornável ejaculação do órgão legislativo.

«a Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, para valer como lei geral da República ... o regime jurídico da assistência nos locais destinados a banhistas».

[Lei n.º 44/2004 de 19 de Agosto, páginas 5360 a 5361 do Diário da República n.º 195 Série I-A]

27/08/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A pergunta que todos gostaríamos de ter feito, mas não nos lembrámos. (ACTUALIZADO)

Secção Perguntas impertinentes

«What sort of idiot would make the centrepiece of his presidential campaign four months of proud service in a war he's best known for opposing?»
Três afonsos para Mark Steyn que fez no Telegraph a pergunta fatal a propósito das referências recorrentes aos supostos pergaminhos bélicos de Kerry no Vietname feitas pelo próprio, pelo seu ticket mate e pelos spin doctors da sua campanha.

ACTUALIZAÇÃO Nº 1
Uma resposta impertinente de Dissecting Leftism: John Kerry é um psicopata (veja aqui tudo explicado).

ACTUALIZAÇÃO Nº 2

«John Kerry tem insistido publicamente para que Bush ordene a retirada dos anúncios de televisão do grupo Veteranos das Vedetas Rápidas pela Verdade, que põem o serviço do candidato democrata no Vietname.

O anúncio passou muito poucas vezes na televisão, dado que o orçamento do grupo é de apenas meio milhão de dólares, mas devido à controvérsia que causou passa constantemente em todos os programas de notícias e não há nos Estados Unidos quem os não tenha visto.

Em comparação, grupos democratas, como o moveon.org, já gastaram 63 milhões de dólares em anúncios pondo em questão o serviço militar de George W. Bush como piloto da
Guarda Nacional
.» (ver mais no DN)

Outra pergunta impertinente:
Porque os amigos dos pobres gastam 120 vezes mais dinheiro do que os amigos dos ricos?

26/08/2004

SERVIÇO PÚBLICO: O «golpe palaciano orquestrado pela rede pedófila de controlo do Estado»

Não acredito em bruxas, mas.
Pelo sim, pelo não, é melhor ler atentamente os posts Do Portugal Profundo dos últimos dias:

  • «Recurso do MP sobre a não-pronúncia de Paulo Pedroso, Herman e Alves» de 19-08
  • «Quem aprecia o recurso sobre a não-pronúncia de Paulo Pedroso» de 24-08
  • «Aditamento biográfico» de 25-08

25/08/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Planos, mudanças, saltos e abortos. Quem falou em silly season?

«Temos um plano de acção e queremos recuperar esse quarenta mil licenciados no desemprego» disse ao DN a ministra da Ciência, Inovação e Ensino Superior.
Em vez de apanhar água com a esfregona dos contribuintes, porque não fechar a torneira e deixar de financiar centenas de cursos de ciências ocultas?

«Curiosamente, nos Olímpicos, e desta vez, as nossa medalhas são ganhas em modalidades nunca antes sonhadas, como a corrida de velocidade e o ciclismo. Estamos a mudar?»
Ó doutor Luís Delgado, quem se mudou dum subúrbio de Abuja para um subúrbio de Lisboa foi o Chico Obikwelu.

«Will an erstwhile Maoist who is now a market-minded reformer be the man to achieve Europe's long-awaited Great Leap Forward?»
Grande Salto deu o doutor José Barroso, anteriormente conhecido como doutor Durão Barroso, de Lisboa para Bruxelas.

(O barco) «"Women on Waves" chega a Portugal e relança discussão sobre o aborto»
Ó bloquistas o que esperam para fretar os cacilheiros do desmancho?

24/08/2004

DIÁRIO DE BORDO: Um operário da bicicleta, um imigrante e um lesionado ... (ACTUALIZAÇÃO)

... resgatam-nos da humilhação a que se (nos) submeteram uns putos mimados e mal educados.

Obrigado Sérgio Paulinho, Chico Obikwelu e Rui Silva.

PUBLIC SERVICE: If he said so.

«QUESTION: Do you think Senator Kerry lied about his war record?

BUSH: I think Senator Kerry served admirably and he ought to be proud of his record.

But the question is who best to lead the country in the war on terror? Who can handle the responsibilities of the commander in chief? Who’s got a clear vision of the risks that the country faces?»
Bush in Crawford, Tex.», The Washington Post, August 23, 2004]

CASE STUDY: Um país diferente? (1)

O Statistical pocketbook do Eurostat «Living conditions in Europe (1998-2002)» vale os 10 euros que custa pelas questões com que nos confronta. Questões ligeiramente inquietantes e, por isso, muito adequadas à rentrée.

Educação secundária

Percentagem da população com o secundário completo

  1. Escalão 25-64 anos
    - Portugal 21% (a mais baixa em todos escalões etários)
    - média UE(15) 65%
  2. Escalão 25-34 anos
    - Portugal 35% (a mais baixa)
    - média UE(15) 75%

Educação terciária

  1. Estudantes na educação terciária/População
    - Portugal 3,8%
    - média UE(15) 3,3%
  2. Estudantes Mulheres / 100 Estudantes Homens
    - Portugal 133
    - média UE(15) 114

Formação profissional

  1. Participantes (25-64) em formação profissional nas 4 semanas prévias
    - Portugal 3% (a segunda mais baixa)
    - média UE(15) 9%
  2. Participantes em cursos de formação profissional contínua nas empresas (% do total de empregados)
    - Portugal 17% (a segunda mais baixa)
    - média UE(15) 40%

Algumas perguntas impertinentes:

  1. O que acontecerá se a escolaridade obrigatória for prolongada?
  2. Para que precisamos de mais universidades e mais cursos universitários (a acrescentar aos 1.600 já existentes)?
  3. Quais as consequências a longo prazo da falta de formação profissional contínua para a produtividade e a competitividade?

(Continua)

23/08/2004

TRIVIALIDADES: No pasarán.

«Mas eles não passarão. O domínio inglês acabou!»
Agora é de vez. O Bokassa das ilhas passou-se. Esteve nas férias a poluir as belas praias de Porto Santo, leu o «Código de Da Vinci» e virou Pasionária.

22/08/2004

PUBLIC SERVICE: Who said that?

Play the game. Guess who said:

«The Community of nations may see more and more of the very kind of threat Iraq poses now: a rouge state with weapons of mass destruction, ready to use them or provide them to terrorists. If we fail to respond today, Saddam and all those who would follow in his footsteps will be emboldened tommorow.»
a) George Bush, 2001
b) Bill Clinton, 1998

«I am absolutely convinced that there are weapons....I saw evidence back in 1998 when we would see the inspectors being barred from gaining entry into a warehouse for three hours with trucks rolling up and then moving these trucks out.»
a) Clinton secretary of defense William Cohen-April 2003
b) Bush secretary of defense Donald Rumsfeld-March 2002

«We have known for many years that Saddam Hussein is seeking and developing WMD's»
a) Bush secretary of state Colin Powell
b) Ted Kennedy

«The threat of Saddam Hussein with wmd's is real, but as I said, it is not new. It has been with us since the end of that war, and particularly in the last 4 years we know after Operation Desert Fox failed to force him to reaccept them, that he has continued to build those weapons . He has had a free hand for 4 years to reconstitute these weapons allowing the world, during the interval, to lose the focus we had on wmd's and the issue of proliferation.»
a) George Bush
b) John Kerry

[See the right answers here]

21/08/2004

SHORT STORY AND BIG MORAL: Who liberated Paris from the Nazis?

Story
60 years ago someone liberated Paris from the Nazis. This is a fact. But who exactly? It depends. According to the late general Charles de Gaulle:
«Paris! Paris violated! Paris broken! Paris martyred! But Paris liberated! Liberated by itself, liberated by its people and with the aid of the armies of France, with the support and aid of all of France, of embattled France, of the only France, of the real France, of the eternal France. …
This is why the French front line entered Paris with canons blasting. That is why the great French army of Italy set out for the Midi [August 15, 1944] and is rapidly making way for the Rhône valley. That is why our brave and dear interior forces are equipping themselves with modern weapons
[Remembered by ¡No Pasarán!, here]

What people was de Gaulle referring to? The people scared to death running from the Nazis in 1939? The hundreds thousand collaborationists?
What armies was de Gaulle referring to? The military capitulating en mass to the Nazis in 1939? The Vichy’s army?

Moral
Having in mind the recent feelings of French government and French intelligentsia, tradition is still the same.

20/08/2004

TRIVIALIDADES: Silly season? Silly quê? Season quê?

«A primeira fase do carregamento da base de dados dos recursos humanos do Estado, iniciada em Junho do ano passado, deveria estar concluída no final de 2003, mas até ontem só estavam inseridos 76.877 funcionários»
71,2 (setenta e um vírgula dois) amanuenses a trabalharem à velocidade estonteante de um «carregamento» em cada 10 minutos teriam nesta altura já inserido os 778.357 utentes da vaca marsupial pública. Porém, como estes utentes estão ocupadissimos, teria sido necessário admitir os 71,2 amanuenses, o que aumentaria o número de utentes para 778.428,2. Para quê então tanta pressa?

«Pois Santana Lopes é primeiro-ministro. Pois acaba de recrutar a relações públicas da revista Lux como assessora de imagem. Pois são os amigos Ricardo Sá Pinto e Joana Lemos que, neste momento, acompanham o chefe de Executivo»
Pois, ao contrário do doutor Sérgio Figueiredo, eu acho que são excelentes escolhas. Pois não é verdade que a revista Lux é uma revista de sucesso? Pois não é verdade que nas férias não se deve falar de trabalho? Pois, sendo assim, haverá melhor companhia do que um futebolista que foi às trombas do treinador (o gajo estava mesmo a pedi-las) e uma charmosa garota que já fez um Paris-Dakar a cavalo numa mota (que poderosas coxas)?

«Barroso duvida que UE possa tornar-se a economia mais competitiva do mundo em 2010»
E só depois de deixar de ser doutor Durão Barroso é que o doutor José Barroso nos vem dizer isso?

«No PS não há nenhum guiché que passe certificados de socialismo»
Ora aí esta uma lacuna muito bem apontada pelo doutor Sócrates, que o amigo ou o filho do doutor Mário Soares poderão facilmente resolver.

DEFINIÇÕES IMPERTINENTES: Cóltura.

Por indesculpável distracção, utilizei o termo «cóltura» num post sem uma prévia definição impertinente. Aqui vai ela.

Cóltura (intelectualês)
Segundo a Wikipedia
«The word culture comes from the Latin root colere, (to inhabit, to cultivate, or to honor). In general it refers to human activity; different definitions of culture reflect different theories for understanding, or criteria for valuing, human activity.»
A Cóltura (com maiúscula) é a actividade das pessoas cóltas, que concebem óbjectos cólturais invendáveis. Os cóltos não costumam ter, a não ser marginal e esporadicamente, um labor produtivo - fogem dele como o diabo da cruz. Tentam, e por vezes conseguem, obter uma sinecura do Estado (com maiúscula) . Geralmente chegam a este ponto depois de viverem às custas do mecenato familiar, de amigos e, uma vez ou outra, para os mais talentosos, às custas dum(a) namorado(a) ou dum(a) amante. Há exemplos conhecidos de pessoas cóltas que foram bafejadas ao longo da sua vida por sucessivos mecenatos, às vezes cumulativos.
Apesar de pequenas diferenças, segundo as idiossincrasias nacionais, as cólturas dos diferentes países europeus apresentam traços comuns, por influência da cóltura francesa - a estirpe original deste vírus primitivo foi espalhada pelos exércitos napoleónicos. Podemos. por isso, falar sem simplificações exageradas duma cóltura da Óropa.

19/08/2004

DIÁRIO DE BORDO: Alguém que me-explique-me.

«Venda de genéricos atinge 80 milhões no semestre»
O que andou a doutora Maria de Belém a fazer com os genéricos quatro anos do consolado do engenheiro Guterres?

«Prior to the Bush tax cuts, 23.1% of filers paid no federal income tax. It is estimated that in 2004 that number surged to 33%, shifting the tax burden to the higher brackets»
Lá está ele a favorecer os ricos. Depois ainda dizem que.

«Correio da Manhã terá destruído as cassetes alegadamente furtadas»
Alguém se lembra como é que tudo isto começou? Não havia uns putos não sei do quê, que tinham sido vítimas de não sei dos quantos?

«Moqtada al-Sadr aceitou negociar a retirada dos seus homens do mausoléu do imã Ali e a transformação da sua milícia num partido político»
Não era o Moqtada que queria ser mártir? Dúvidas sobre se ainda há virgens que cheguem há espera dele?

«Militantes do PS pertencentes às diversas sensibilidades do partido mostraram-se em sintonia com o ex-Presidente da República»
Em nome do Pai e do Filho. Cadê os Espíritos Santos?

«Não sou separatista mas... oxalá Lisboa não continue a fazer tantas e tais que eu tenha de mudar de opinião»
Mas porque não? Sim, mas porque não doutor Alberto João? Não é proibido e a gente agradecia.

«Socialistas querem comissão para analisar contas de Ferreira Leite»
Já agora, porque não aproveitar e dar uma vista (atrasada) de olhos pelas contas dos três ministros das finanças do consolado?

TRIVIALIDADES: Uma questão de atitude.

«Esta equipa já tinha dado uma péssima imagem de si – e do próprio futebol português, afinal é uma selecção nacional, um grupo de eleitos – no primeiro jogo contra o Iraque. Pensou-se que, nesse encontro, tinha batido no fundo. Ontem percebeu-se que o poço em que os futebolistas olímpicos cairam... não tinha fundo. Frente à Costa Rica faltou tudo. Clarividência táctica. Fio de jogo. Sentido de baliza. Disciplina. Voz grossa no ‘banco’. E atitude, acima de tudo atitude.»
[Correio de Manhã]

18/08/2004

DIÁRIO DE BORDO: De que dependem os fogos na floresta?

Dia 28 de Julho
«Área consumida pelo fogo já é superior à do ano passado em igual período. Número de incêndios também aumentou.»
Será uma consequência dum governo populista, nomeado sem consulta popular?

Dia 17 de Agosto
«Incêndios consumiram menos de um terço da área ardida em 2003»
Será uma consequência dum governo populista, nomeado sem consulta popular?

Os fogos na floresta dependem da biomassa, da meteorologia, de acções criminosas duns quantos e da incúria de milhões de portugueses e não dos «duzentos palhaços que vão à televisão» falar de incêndios.

PUBLIC SERVICE: To whom it may concern - women's wombs as Weapons of Mass Destruction.

«In 1974, former Algerian President Houari Boumedienne said in a speech at the U.N.: "One day millions of men will leave the southern hemisphere to go to the northern hemisphere. And they will not go there as friends. Because they
will go there to conquer it. And they will conquer it with their sons. The wombs of our women will give us victory.
Forceful Reason», Lorenzo Vidino, National Review Online]

Now you are aware.

17/08/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Beber petróleo.

«Energias renováveis já são mais baratas que o petróleo»

Hoje as renováveis, amanhã as fuel cells. Depois de amanhã, as oligarquias e o fundamentalismo islâmicos terão que beber o seu petróleo.

CASE STUDY: Todos iguais? Não. Uns são mais iguais do que outros.

aqui escrevi sobre o monstro da Política Agrícola Comum, geradora de ineficiências e de consequências ruinosas para as exportações agrícolas dos países em desenvolvimento. É a essa carroça que o eixo Paris-Berlim quer atrelar toda a UE.

O eixo acolitado pelos suspeitos do costume, gosta de levantar a poeira dos subsídios do governo americano aos seus agricultores. Claro que esses subsídios existem, e não deviam existir. Fica por dizer que o seu valor é apenas 1/3 do valor dos subsídios da PAC e cerca de metade da percentagem em relação à produção agrícola.


[ver mais aqui]

16/08/2004

DIÁRIO DE BORDO: As aparências iludem.

«Venezuela: Presidente Hugo Chávez vence referendo»
São precisas mais provas de que a democracia é o pior dos regimes, com excepção de todos os outros?

«Jorge Sampaio e Santana Lopes reúnem-se para manifestar confiança ao PGR»
Manifestar confiança? Hum, hum. Podemos começar a rezar pela alma do «gato constipado» (um feliz baptismo - o padrinho foi o doutor Prado Coelho)

15/08/2004

TRIBIALIDADES: Avenida da Boavista 34 - Antas 33. (ACTUALIZADO)

Terminou há pouco o grande derbi tripeiro empatado a zero golos e também muito equilibrado na cacetada. Embora não parecesse, era para ter sido um encontro amigável, mas acabou por ser um jogo muito biril. Houve uma falta em cada 70 segundos. A posse de bola foi muito dividida: Antas 24%, Boavista 19%, Árbitro 57%.

Últimas notícias:
Felizmente, não houve vítimas mortais.

SERVIÇO PÚBLICO: Cuidado!

Cuidado! Há um gajo fugido do Telhal a dar entrevistas à TSF. Chama-se Mário Alberto, confessa-se alcoólatra e anarco-comunista. Contou há uns meses em directo ao programa «Pessoal ... e Transmissível», em frente a uma foto de Bin Laden entre as dos seus netos, que teve «um granda pifo de alegria» ao assistir durante quatro horas às imagens do atentado do World Trade Center, enquanto chafurdava numa caldeirada na Figueira da Foz com outros bácoros amigos.
[lido no Blasfémias]

ESTÓRIA E MORAL: A conversão das bichas.

Estória
«A comunidade homossexual incluiu Fátima no roteiro de locais de encontro. No seu sítio na internet, a Opus Gay indica as casas-de-banho e os parques de estacionamento do santuário como lugares onde se verificam habitualmente práticas homossexuais.»
[Expresso de 14-08-2004]

Moral
Por detrás de cada paneleiro há sempre outro paneleiro.

LOG BOOK: Can't have it both ways.

«If you want me to treat you as an individual, rather than as a mere member of some group, then you should treat yourself as an individual and forego attempts to derive social advantage from group-membership. Don’t try to have it both ways. In particular, if you want me to judge you by the content of your character rather than the color of your skin, don’t try to secure benefits from your possession of a certain skin-color.»
[«On Treating People as Individuals», Maverick Philosopher, Bill Vallicella, Vox clamantis in deserto]

14/08/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Especial para distraídos.

Graças a O Intermitente é possível, para quem se disponha a ir ver o último manifesto de Michal Moore, ler antes aqui, desmacaradas por Ali Kamel de O Globo, algumas das muitas mentiras e falsificações grosseiras que polvilham «Fahrenheit 9/11».
Para quem já viu «Columbine» é dispensável a leitura.

13/08/2004

TRIVIALIDADES: Perderam a cabeça.

«Tentativa de decapitar o PS», acusa Ferro Rodrigues

TRIVIALIDADES: Arrogância & Displicência 1 - Humildade & Rigor 3. (Corrigido)

«A vitória da humildade e do rigor contra a arrogância e a displicência», disse ontem um comentador na Sic Notícias a propósito do Portugal-Iraque. A arrogância incompetente não evitou a derrota nem com a violência (duas agressões graves de Cristiano Ronaldo e Boa Morte).

12/08/2004

O IMPERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: Da detracção à consolação.

O Diário de Bordo dedicado às inquisições politicamente correctas suscitou alguns comentários velhacos.

A minha amiga (não sei se ainda posso chamá-la assim) doutora Ana, psicóloga clínica de profissão e socióloga nas horas vagas, há meses não dava sinais de vida, desde as polémicas com a falecida doutora Amélia do Procuro Marido, entretanto casada e consultora. Deu agora. Numa mensagem faz várias especulações teoréticas, que não entendi, concluindo: «quando mais velho pior - você não tem cura». Isto entendi e concordo.

Um transexual (deduzo), que assina Aurora, insulta-me de várias maneiras e termina apelidando-me de «sexo-fachista». Para ser honesto, fiquei com inveja de não ter sido eu a inventar esta.

Um outro detractor vulgaris, possivelmente um jurista, que assina QED, conclui que o Impertinências devia ser extraditado para a Suécia.

Com o meu ego um bocado amolgado, fui procurar consolo na patroa, doutora Laura. Que não senhor, que «lambidela não precisa de consentimento». Que «esses seres são esquisitos, complicados e mal-amados». Que «quanto mais velho, melhor estás», concluiu, convincente (eu pelo menos achei), para arrumar o assunto.

Se o Daniel Goleman quisesse dar um só exemplo de extraordinária inteligência emocional, bastaria citar a minha patroa. Não por acaso, precisei de 38 anos e várias tentativas falhadas para encontrar uma assim.

DIÁRIO DE BORDO: Politicamente correcto - a inquisição pós-moderna.

A inquisição sueca
Ake Green, um pastor protestante sueco, citou a Bíblia durante um sermão em 2003 em que condenou a homossexualidade, referindo-se a esta como «um horrível tumor anormal no corpo da sociedade». Esquecendo o adjectivo «horrível», que não interessa nada para o caso, este é um ponto de vista controverso, mas respeitável, por um lado, e irrefutável, por outro. Respeitável no que respeita a «tumor». Cientificamente irrefutável no que respeita a «anormal».
Numa sociedade aparentemente livre como a Suécia, Ake Green foi condenado a um mês de prisão, ao abrigo duma lei de 2002 que considera crime usar expressões consideradas «grosseiras» com as minorias.
[ver mais aqui]

A inquisição holandesa
O Partido Trabalhista Holandês pretende fazer aprovar uma lei no parlamento para tornar crime uma «lambidela não solicitada dos dedos dos pés», para dar suporte legal à condenação de um excêntrico que praticava a modalidade nos parques de Roterdão.
Tudo começou quando umas quantas gajas histéricas e frígidas, que foram imerecidamente bafejadas com o linguado nas patolas, apresentaram uma queixa que não tinha suporte na lei holandesa. Os paneleiros trabalhistas apressaram-se a parir mais um aborto legal.
[ver mais aqui]

11/08/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Magistrados e jornalistas - irresponsabilidade e impunidade.

«O crescimento do poder dos jornalistas e magistrados fez-se durante os mesmos anos e pelas mesmas razões: a pressão populista das oposições e a cedência cobarde de governos, para a constituição de contra-poderes que fizessem, fora do sistema político, aquilo que deveria ser feito por uma Assembleia forte e um sistema judicial equilibrado e eficaz. Como ninguém quis fortalecer a democracia onde ela devia ser fortalecida, criou-se um monstro que, a prazo, devora quem o gerou e degrada a vida pública.

O poder destas corporações levou-as ao local ideal: o da irresponsabilidade que gera a impunidade. Magistrados e jornalistas não podem ser chamados a qualquer responsabilidade, porque conquistaram uma absoluta irresponsabilidade. Nenhuma lei se lhes aplica efectivamente e só existem excepções nuns desgraçados apanhados a nível local e regional, sem a protecção dos maiores. Mas, na capital, nos grandes órgãos de comunicação, no limite, não há responsabilidade. Sempre que há uma crise, alguns jornalistas juram a pés juntos que certas coisas nunca mais irão acontecer… até à próxima crise em que elas acontecem de novo. Hoje estão-se a tornar tão habituais que estão a criar novos standards de comportamento. Já ninguém sabe como era, já só se sabe como é
[A não perder, a série «Pobre País» Um, Dois e Três do Abrupto]

PUBLIC SERVICE: Guess who.

«They went into Iraq in a brilliant military strategy, which we all adopted and supported»
Guess who said that a couple of days ago.
Him with his mate listening to carefully.

[see the whole stuff here]

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Fazer o lugar do outro.

Secção Perguntas impertinentes
Segundo a direcção-geral de Estudos e Previsão do ministério das Finanças, as despesas com pessoal da administração pública em 2003 eram 3,3 (três vírgula três) vezes as de 1990 - um aumento médio anual superior a 10%.

Porquê os sucessivos governos não se aplicaram, nem se aplicam, a atacar problemas da sua directa responsabilidade, como o de secar as tetas da pletórica vaca marsupial pública que, suga 50% da produção do país, em vez de fingirem que se ocupam dos problemas que não lhes dizem respeito?

Uma curta lista de problemas que não dizem respeito a este governo nem aos anteriores:

  • promover a cóltura - uma maneira de dar de comer aos artistas a quem o público não compra o produto;
  • apagar incêndios na floresta privada (cerca 90% do total);
  • gerir empresas de transporte, derramando centenas de milhões por ano em cima dos gigantescos défices de exploração;
  • sustentar centenas de cursos universitários absolutamente inúteis.

Para premiar a acção desses governos que andam a fazer o lugar do outro, com especial destaque para os dois do consolado do engenheiro Guterres, o Impertinências põe de reserva urracas, pilatos, chateaubriands, e ignóbeis, na quantidade necessária, a distribuir no 10 de Junho do próximo ano.

10/08/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Heresias politicamente incorrectas.

«Poder atraiu militantes ao PSD»
20% dos inscritos nesta agência de empregos são estudantes universitários. Onde estão os críticos da falta de ligação entre a universidade portuguesa e a economia real?

«Militantes do PS propõem "debate de governação" com o PCP e o BE»
Percebe-se perfeitamente a impaciência. Afinal são precisas urgentemente mais agências para reduzir o desemprego.

«Mais de 27 mil microempresas correm o risco de fecharem as portas em 2005»
Tudo porque «o Governo (quer obrigar) as empresas a manterem os capitais próprios a um nível acima da metade do respectivo capital social». A pergunta fatal é para que precisam as empresas de capital se podem receber subsídios?

«Petróleo bate recordes com nova crise no Iraque»
Petróleo a 100 dólares o barril? Não é necessariamente uma coisa má. Pode abrir o caminho à produção industrial e massificação da nova geração de motores (fuel cells), reduzir drasticamente a poluição e, last but not least, secar o fundamentalismo, obrigando o islamismo a beber o seu próprio petróleo e as suas oligarquias a terem que fazer pela vida.

«A Halliburton teve avultados prejuízos nos últimos 2 anos»
As visões da esquerdalhada não passam de grosseiras falsificações. Na sua falta de gratidão não irão agradecer a infinita paciência do Jaquinzinhos a corrigir a alarve distorção. Se o fizessem seriam iluminados pelo conselho do poeta Aleixo que um dia disse que «a mentira para ter alcance e profundidade, tem que trazer à mistura alguma verdade».

SERVIÇO PÚBLICO: O Bokassa das ilhas ameaça «capitalistas da Madeira Velha».

Alberto João Jardim ameaça intervir contra alguns dos empresários estrangeiros sediados na ilha e considerados «pessoas não gratas» - «capitalistas da Madeira Velha» que não admitem que o seu poder chegou ao fim, referiu o presidente do Governo madeirense, acrescentando que a decisão tomará forma caso vença as eleições de Outubro.
O principal visado, segundo o próprio João Jardim, é o grupo inglês Blandy (accionista maioritário do Diário de Notícias do Funchal).
Para o presidente insular, se «um grupo económico está a prejudicar a vida da região, deve ser expropriado» ou, pelo menos, «deve-se tomar em relação a ele qualquer medida», legal, «para que deixe de perturbar», disse Jardim na entrega, domingo, dos prémios dos Jogos Lúdicos (promovidos pelo PSD/M)
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João Jardim ameaça privados», DN de hoje]

O doutor Jardim e o Fuehrer são, entre outros, exemplos das imperfeições da democracia.

DIÁRIO DE BORDO: Darfur. Porque será?

Desta vez não são os suspeitos do costume. Quem tem interesses consideráveis no petróleo sudanês? A França e a China. Quem está a vender armas a Kartum, nomeadamente caças? A Rússia.

Porque será que a resolução do Conselho de Segurança das NU, a dos 30 dias ao governo do Sudão para desarmar as milícias islâmicas janjaweed, me faz lembrar aquela anedota do sobrinho adolescente que costumava partilhar as sestas com a tia viúva e que uma bela tarde a penetrou de mansinho? Talvez porque, segundo a estória, a tia o terá admoestado, sem grande convicção, com um «Joãozinho, Joãozinho. Tens meia hora para tirar isso de dentro da tia».

09/08/2004

TRIVIALIDADES: O Portugal SA na visão radical chic.

«O eurodeputado do Bloco de Esquerda Miguel Portas acusou sábado à noite o Governo de Pedro Santana Lopes de se começar a parecer com "um pequeno conselho de administração de interesses organizados", onde "a cada Ministério corresponde uma empresa".»
Se o doutor Portas tivesse estado alguma vez a menos de 200 metros duma empresa, teria podido constatar que, infelizmente, um ministério deste governo está mais longe de ser uma empresa do que o doutor Portas de ser um empresário.

«Santana Lopes toma conta do caso das cassetes roubadas»
Onde é que se viu o presidente da holding a tomar conta de cassetes?

08/08/2004

CASE STUDY: Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes (ACTUALIZADO).

A respeito do arquitecto José António Saraiva, escreveu um dia o doutor Rangel, o Fuehrer da TV Catástrofe, no Correio da Manhã:
«O Lesma foi à televisão. Com o mesmo ar de homem das cavernas que lhe marca perfil, com o mesmo casaquinho cor de merda que usa todos os dias e em todas as ocasiões, com os mesmos tiques de troglodita tímido que chega à cidade e não sabe onde pôr os pés.»
Sabe-se lá porquê, lembrei-me dessa frase assassina, ao ler no Expresso de ontem a coluna «Política à Portuguesa» do arquitecto Saraiva que propõe a mudança da capital para um remoto lugar, situado algures para os lados de Abrantes.
Apesar de ser uma tese claramente menos interessante do que o circo cardinalli dum governo itinerante, já proposto por um bloguenauta (quem?), não deixa de merecer consideração.
A tese do arquitecto Saraiva funda-se no propósito de combater a desertificação do interior, contrariar a divisão norte-sul e o bairrismo Porto-Lisboa, e dar aos portugueses, agora que as provisões de auto-estima reforçada com o Euro 2004 estão outra vez em baixa, um «grande objectivo nacional, como a construção de uma nova capital».
Não estando certo se a proposta do arquitecto Saraiva salvaria Portugal da divisão norte-sul ou do bairrismo, e tendo dúvidas se esse «grande objectivo nacional» revigoraria a alma nacional e superaria o evidente cansaço de viver, estou com ele incondicionalmente quanto ao sucesso no combate à desertificação do interior.
A nova capital para os lados de Abrantes, apenas com a transferência do governo e da imensa parafernália que compõe os órgãos lisboetas da vaca marsupial pública, promoveria esse ignoto cu de judas ao topo dos concelhos mais populosos do país. Acessoriamente, proporcionaria ao Bloco de Esquerda a sua segunda base eleitoral mais importante, a seguir a Telheiras. Por fim, seria a salvação da laboriosa classe dos construtores e empreiteiros, já quase sem nada para fazer, agora que o número de fogos se aproxima velozmente do número de telemóveis.

ESCLARECIMENTO (desnecessário):
A pedido dum detractor habitual do Impertinências, esclareço que «número de fogos», no contexto em que foi aqui escrito não significa número de incêndios, mas «número de habitações», como qualquer pessoa que não seja um detractor habitual terá percebido.

07/08/2004

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Sem dinheiro não há palhaços. Sem palhaços não há circo.

Secção Assaults of thoughts
«A economia depende dos dez milhões de portugueses e não dos duzentos palhaços que vão à televisão falar de economia», disse o professor João César das Neves nos «Negócios da Semana» na noite de 5º feira na SIC Notícias, durante um debate com o doutor d'Oliveira Martins, uma luminária apagada que foi ministro das Finanças durante o consolado do engenheiro Guterres.

Três afonsos para o professor João pelas suas desassombradas e sábias palavras. Três pilatos retroactivos para a luminária, pelo seu desempenho como ministro das Finanças, três chateaubriands pela sua mente confusa e cinco bourbons porque não há nada a fazer com ele.


[Salvo erro, o doutor d'Oliveira Martins, mantendo o défice em respeito]

Esclarecimento:
O Impertinências não pode jurar que o professor João tenha dito o que lhe atribuí, pelo menos com aquelas exactas palavras. Mas lá que podia, podia. E, se não disse, devia dizer.

06/08/2004

DIÁRIO DE BORDO: Nacional-faixismo - uma pulsão arrebatadora.

Temos a maior frequência de acidentes e a mortalidade rodoviária mais alta da Europa. Seja a Órópa dos 15, seja a dos 25, seja a Europa gaullista, que ia do Atlântico aos Urais. Porquê? Velocidade? Nem por isso. O condutor português médio é tão inapto que só conduz a alta velocidade quando está com os copos. Ou para se vingar das humilhações que a patroa e a sogra lhe infligem à frente dos putos. Incompetência e desconcentração são causas possíveis.

Desconcentração, que aflige também os craques do futebol doméstico que não sabem jogar sem bola e se quedam a olhar distraidamente para ela quando lhes cai aos pés, vinda do além. Desconcentração que não poupa ninguém, do empregado de mesa, a quem temos que assobiar para nos trazer a conta, ao asno que conduz o chaço que à nossa frente vai na faixa da esquerda, quando devia ir na direita, que está vazia até onde a vista alcança. Asno que, por definição, é um nacional-faixista, neste caso de esquerda.

Nova Definição Impertinente:
Nacional-faixismo
Um movimento social-nacionalista. Um estado de espírito que emprenha o país, do Portugal profundo à socialite ranhosa da Caras, e que leva os portugueses a circular na faixa errada. Como movimento, existe na versão faixismo de esquerda - a mais agressiva, e na versão faixismo de centro. A versão faixismo de centro é, como no resto, provavelmente maioritária, abrangendo os que andam devagar mas têm vergonha de não andar depressa. A versão faixismo de direita é imobilista. É adoptada pelos indígenas que não circulam e encalham o chaço em 2ª fila enquanto vão fazer umas comprinhas, que duram um par de horas.

05/08/2004

ESTÓRIA E MORAL: Fidel & Mike - a mesma luta.

Estória
«Televisão cubana passa "Fahrenheit 9/11" a partir de cópia pirata»

Moral
Les bons esprits se rencontrent.

BLOGARIDADES: Teoria da conspiração

Eu não acredito em bruxas, mas.
Depois do serviço público de 30-07 “Well, he is sort of a phoney, isn't he?” sobre John Kerry (quem haveria de ser?), então não é que começou a surgir, de vez em quando, um adsclient, aqui mesmo na cabeça da página impertinente, que reza assim:
Read John Kerry & John Edwards outline their foreign policy views.

SERVIÇO PÚBLICO: Se o trabalho dá saúde, que trabalhem os doentes.

«Europa tem de trabalhar mais horas», diz o FMI.

Ainda não leram o «Bonjour paresse».

SERVIÇO PÚBLICO: A falência e as falácias da educação.

Imperdível o post The education debacle do Dissecting Leftism de John Ray, sobre a mitologia da educação que infecta imensas mentes, em particular as mentes da esquerdalhada.

Não esquecer as ligações ao spiked e ao próprio John Ray, que são igualmente imperdíveis.

TRIVIA: «Bonjour Paresse» - The French way.

«A French electricity board worker is in trouble with her bosses after writing a guide on how to survive in the French corporate world without doing any work
«You don't have much to lose if you don't do much at work», wrote Corinne Maier.

[here, via ¡No Pasarán!]

04/08/2004

TRIVIALIDADES: Muitos os chamados, poucos os eleitos.

«Chumbos atingem mais de metade dos alunos do 12º ano»

Chumbados? O revisor politicamente correcto do Público está de férias?
Chumbados, retidos ou derretidos, o certo é que, para quem tenha uma ideia sumária do que é o nível de ensino nos dias que correm, só espanta serem tão poucos.

PUBLIC SERVICE: Having the worst of both worlds.

«Portugal has long relied on low wages and EU membership to drive its economic growth, but its output per capita is still only about half that of more efficient European countries. Competition from Eastern Europe and Asia is increasing; meanwhile, the rate at which the country is catching up with the wealthier European economies has slowed down. A study of seven economic sectors shows that an inefficient labor force, regulations that stifle competition, and the stultifying effects of a large informal economy keep Portugal an economic backwater, at a disadvantage both to countries with cheaper labor and to those with higher productivity.»
[from Making Portugal competitive, The McKinsey Quarterly, 2004 Number 3]

03/08/2004

BLOGARIDADES: O Homem Que Tem Dias

Desde há algum tempo, o Homem a Dias descurou a produção de posts e passou-se para Homem à Semana ou Homem Que Tem Dias. Inevitavelmente, as minhas visitas passaram a ser visitas de médico e, por isso, passei ao lado do aniversário da criação do Homem, que foi ontem.
A um blogue impertinente tenho que dizer, mesmo atrasado: ó Homem, vá lá, volte aos Dias, se não puder às Horas.

02/08/2004

PUBLIC SERVICE: A giant leap for those men in black at Geneva and a small step for the mankind? Maybe.

«The European Union and the United States have agreed to remove agricultural export subsidies and to reduce other farm subsidies in a deal that rescues the Doha round of world trade talks. However, the details of the deal remain to be negotiated
[see more here]

A giant leap? Why's that? Just have a look at sugar.

01/08/2004

CASE STUDY: Quem tem mãe, tem tudo. Quem não tem mãe, não tem nada.

A ciência com causas talvez tenha sido inventada pela igreja católica no século XVI, mas atingiu o apogeu com o comunismo soviético na década de 30 - Lysenko foi um dos seus expoentes na biologia. Apesar de não ser novidade, a ciência com causas continua a florescer nas mentes dos fiéis do politicamente correcto e não por acaso - pertencem à mesma família ideológica.
Entre os inúmeros disparates produzidos por esta doutrina, encontramos a negação do papel crucial e insubstituível das mães. Tudo em nome da igualdade dos géneros e da promoção da educação colectivista.
É difícil para quem tenha tido uma mãe acreditar nessas balelas. O senso comum mais elementar evidencia o contrário.

«A ciência diz-nos agora, sem sombra de dúvida, que as mães em contacto constante com os seus bebés estão de facto a contribuir para a formação do cérebro do bébé.»

«A segunda descoberta é que o crescimento do cérebro não pode ser alcançado por pessoas a tempo parcial. Foi também estabelecido que se esses estímulos não forem dados e os lóbulos córtico-límbicos não se desenvolverem, o indivíduo crescerá com sérias deficiências nas áreas do ego que controlam a reacção aos outros de forma apropriada.»
[ver aqui; via Dissecting Leftism]

Agora percebe-se aquelas mentes doentiamente obsessivas, com tendências totalitárias, como o camarada Vladimir Ilitch Ulianov. Coitadinhos. Foram órfãos ou tiverem mães em part-time.